# Anatomia # Bruno Machado Fontes Órbita



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Resumo Básico de Oftalmologia

Bruno Machado Fontes

Oswaldo Moura Brasil

# Anatomia #

Bruno Machado Fontes

Órbita


A órbita é comparada ao formato de uma pêra com o nervo óptico representando uma haste. O volume da órbita adulta é de aproximadamente 30 ml e o globo ocular ocupa apenas cerca de 1/5 do espaço. A massa restante é composta por gordura e músculo.

As órbitas estão relacionadas com o seio frontal superiormente, com o seio maxilar inferiormente e com seios etmoidal e esfenoidal medialmente. A principal artéria nutridora da órbita e suas estruturas derivam da artéria oftálmica, a primeira principal ramificação da porção intracraniana da artéria carótida interna.



Globo Ocular


O olho é um órgão de forma basicamente esférica, medindo, no seu diâmetro ântero-posterior, aproximadamente 24 mm. A parede do globo ocular é composta de três camadas: a mais externa é formada por uma camada protetora composta da esclera e córnea; a média é uma camada altamente vascularizada e pigmentada composta da coróide, corpo ciliar e íris; a parte interna é a retina, uma camada receptora que contém as terminações nervosas do nervo óptico.

Conjuntiva


A conjuntiva é uma membrana mucosa fina e transparente que cobre a superfície posterior da pálpebra (conjuntiva palpebral) e a superfície anterior da esclerótica (conjuntiva bulbar). Ela continua com a pele na margem da pálpebra e com o epitélio corneano no limbo.

A conjuntiva palbebral alinha-se à superfície posterior da pálpebra e adere-se firmemente ao tarso. A conjuntiva bulbar está frouxamente aderida ao septo orbital nos fórnices, estando, muitas vezes, dobrada. Isso permite ao olho movimentar-se e aumentar a área da superfície secretora conjuntival. Com exceção do limbo, a conjuntiva bulbar está frouxamente aderida à cápsula de Tenon e à esclerótica adjacente.


Cápsula de Tenon (Fáscia Orbital)


A cápsula de Tenon é uma membrana fibrosa que envolve o globo ocular do limbo até o nervo óptico. Próximo ao limbo, a conjuntiva, a cápsula de Tenon e a episclera estão unidas.

Esclera e Episclera


A esclera é uma camada externa protetora que cobre o olho. É densa, branca, continua com a córnea anteriormente e com a bainha do nervo óptico posteriormente. A superfície externa da esclerótica anterior está coberta por uma camada fina de tecido elástico, a episclera, que contém numerosos vasos sangüíneos que nutrem a esclerótica.

O interesse da esclera é: anatômico, para inserção dos músculos, passagem de elementos vasculonervosos e contribuição na formação do seio camerular ; fisiológico, para a proteção à coriorretina e ao vítreo, e manutenção do tônus ocular ; patológico, onde se encontra tecido colágeno pobre em células, porém rico em fibrilas colágenas e elásticas ; e cirúrgico.


Córnea


A córnea é o mais importante meio refrativo do olho, caracterizando-se pelo seu alto grau de transparência. Esta transparência depende de vários fatores, incluindo a regularidade da superfície anterior epitelial, a organização regular das fibras de colágeno do estroma e da sua natureza avascular. Sua nutrição é fornecida pelo filme lacrimal e pelo humor aquoso. A função da córnea é mecânica e óptica. O limbo é o ponto de transição entre a córnea e a esclera, e nele se encontram, na sua parte mais interna, as vias de escoamento do humor aquoso ( canal de Schlemm). De anterior para posterior, existem cinco camadas distintas: epitélio, canada de Bowman, estroma, membrana de Descemet e o endotélio. O epitélio tem cinco ou seis camadas de células, e o endotélio, apenas uma. O estroma corneano corresponde a cerca de 90% da espessura corneana. Os nervos sensoriais da córnea são derivados da primeira divisão (oftálmica) do quinto nervo craniano (trigêmeo).

Cristalino

O cristalino é uma estrutura biconvexa, avascular, incolor e quase completamente transparente. Está suspenso atrás da íris pela zônula de Zinn que o conecta com o corpo ciliar. Anterior ao cristalino está o aquoso; posteriormente o vítreo. Consiste em cerca de 65% de água, 35% de proteína (a maior quantidade de ptn em qualquer tecido do corpo) e um terço de minerais comuns a outros tecidos do corpo. Não existem fibras dolorosas, vasos sanguíneos ou nervos no cristalino.

A função primária do cristalino é focar o raio de luz sobre a retina. Pela contração do músculo ciliar (sob suprimento parassimpático do III nervo), o cristalino altera sua forma e aumenta seu poder dióptrico para focalizar os objetos próximos na retina. Essa interação fisiológica do corpo ciliar, zônula e cristalino é conhecida como acomodação.

Trato Uveal


O trato uveal é composto pela íris, corpo ciliar e coróide. É a camada vascular do olho e é protegida pela córnea e pela esclerótica. Contribui com o fornecimento de sangue para a retina.
Íris

É uma extensão anterior ao cristalino. Apresenta-se como uma superfície plana, que possui uma abertura central redonda, a pupila. A íris encontra-se contígua com a superfície anterior das lentes, dividindo a câmara anterior da posterior, cada uma contendo humor aquoso. Dentro do estroma da íris estão o esfíncter e o músculo dilatador.

A íris controla a quantidade de luz que penetra o olho. O tamanho pupilar é principalmente determinado pelo balanço entre a constrição devido à atividade parassimpática transmitida através do terceiro nervo craniano e sua dilatação devido à atividade simpática.
Corpo Ciliar

O corpo ciliar, aproximadamente triangular num corte transversal, estende-se para a frente do final anterior da coróide até a origem da íris. Os processos ciliares e seu epitélio de recobrimento são responsáveis pela formação do humor aquoso.

O músculo ciliar é composto de uma combinação de fibras longitudinais, circulares e radiais. A função das fibras circulares é contrair e relaxar as fibras da zônula, que se originam entre os processos ciliares. Isso altera a tensão sobre a cápsula do cristalino, dando um foco variável para objetos distantes e próximos no campo visual. A fibra longitudinal do músculo ciliar inserido na malha trabecular influenciam o tamanho dos poros.

Coróide

A coróide é o segmento posterior do trato uveal, entre a retina e a esclerótica. É composta por três camadas dos vasos sanguíneos coroidianos: largo, médio e pequeno. Quanto mais profundo estão localizados os vasos no coróide, maior será o seu calibre. A coróide está firmemente anexa à margem posterior do nervo óptico. Anteriormente, a coróide une-se ao corpo ciliar.



Retina


A retina é uma lâmina do tecido neural, fina, semitransparente e com múltiplas camadas, que reveste a porção interna de 2/3 da parede posterior do globo. Sua função é transformar as ondas luminosas em impulsos nervosos. As células respondem aos estímulos visuais através de reações fotoquímicas. É formada por 10 camadas. A luz deve atravessar essas camadas até atingir os fotorreceptores (cones e bastonetes). Os cones funcionam melhor com luz intensa e são responsáveis pela visão central e pela visão de cores. Os bastonetes são mais sensíveis à luz e funcionam melhor com baixa luminosidade. Na área central da retina, os cones são mais numerosos que os bastonetes. Na fóvea - área responsável pela máxima acuidade visual - , somente cones estão presentes. Os vasos da retina são derivados da artéria e da veia central da retina. Na região da fóvea não há vasos capilares e sua nutrição faz-se inteiramente através da coróide.

Vítreo


O vítreo é um corpo gelatinoso, transparente, avascular, que compreende dois terços do volume e do peso do olho. Preenche o espaço limitado pelo cristalino, retina e papila óptica. O vítreo tem cerca de 99% de água. O 1% restante inclui dois componentes: colágeno e ácido hialurônico. Encontra-se firmemente ligado à retina em três locais: na base vítrea, no disco óptico e na mácula.

Aparelho Lacrimal


O aparelho lacrimal é dividido em parte secretora e parte excretora. A porção secretora consiste em uma glândula lacrimal, responsável principalmente pela secreção da lágrima que irá banhar o globo ocular. Localiza-se na porção ântero-superior externa da órbita. Há ainda as glândulas lacrimais acessórias, situadas no fórnice (junção da conjuntiva bulbar com a conjuntiva palpebral) e responsável pela secreção basal de lágrimas.

A porção excretora, responsável pela eliminação da lágrima, é formada pelo ponto lacrimal (superior e inferior), pelo canalículo lacrimal (superior e inferior), pelo saco lacrimal e pelo ducto nasolacrimal. O saco lacrimal está localizado na fossa lacrimal, na parte medial da órbita. O ducto nasolacrimal corre através da parede medial do seio maxilar, terminando no meato nasal inferior.



Pálpebras


As pálpebras são formadas por quatro camadas básicas: pele, músculo orbicular, tarso e conjuntiva. A pele da pálpebra é a mais fina do corpo. A camada muscular é formada pelo músculo orbicular, que funciona como um esfíncter. Quando o músculo orbicular se contrai, a pálpebra se fecha. É inervado pelo nervo facial. O tarso é um tecido fibroso, sendo considerado o esqueleto da pálpebra. A conjuntiva é uma membrana mucosa que une o globo ocular às pálpebras.
# Catarata #

Bruno Machado Fontes
A catarata é a opacificação do cristalino. As cataratas variam significativamente em grau de densidade e podem ocorrer devido a causas variadas, porém, normalmente estão associadas à idade. Os cristalinos com catarata são caracterizados pelo edema do cristalino, alteração proteica, crescente proliferação e ruptura da continuidade normal das fibras do cristalino.

O fundo de olho fica consideravelmente mais difícil de ser visualizado quando a opacidade torna-se mais densa, até que o reflexo do fundo esteja completamente ausente. A graduação clínica da catarata, na hipótese de não haver nenhuma outra doença ocular, é considerado principalmente através do teste de acuidade visual. Em geral, o decréscimo da acuidade visual é diretamente proporcional à densidade da catarata.


Causas de Catarata :
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