­ Ceticismo Antigo: Críticas às ciências, no Contra Matemáticos de Sexto Empírico Plano de Trabalho do aluno Alan Barbosa Buchard referente ao projeto de pesquisa “Cosmologia e ética no Helenismo – Ptolomeu e suas influências”



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Ceticismo Antigo:

Críticas às ciências, no Contra Matemáticos de Sexto Empírico

Plano de Trabalho do aluno Alan Barbosa Buchard referente ao projeto de pesquisa “Cosmologia e ética no Helenismo – Ptolomeu e suas influências”, sob a orientação do Prof. Dr. Marcus Reis Pinheiro, do Instituto de Ciências Humanas e Filosofia da Universidade Federal Fluminense, para seleção de bolsas de Iniciação Científica da FAPERJ.

Rio de Janeiro/ Novembro de 2010

Sumário
1) Apresentação 3

2) Objeto e Objetivos___________________________________________________ 6

3) Problematização____________________________________________________ 7

4) Justificativa________________________________________________________ 9

5) Metodologia 10

6) Cronograma 11

7) Bibliografia________________________________________________________12

1. Apresentação:
Este plano de trabalho visa contribuir para os estudos do projeto de pesquisa do Prof. Dr. Marcus Reis Pinheiro, “Cosmologia e ética no helenismo – Ptolomeu e suas influências”1. A pesquisa do prof. Marcus analisa as cosmologias das escolas helenísticas – epicurismo, estoicismo, cinismo e ecletismo – assim como as influências que sofreram da filosofia clássica – especialmente de Platão e Aristóteles – cosmologias estas que são tanto filosófico-científicas quanto religiosas, e procura relacioná-las com suas dimensões éticas. Nestes estudos, o ponto de referência é o astrônomo-cientista Ptolomeu, e sua obra astrológica Tetrabiblos. A análise desta obra permitirá nossa compressão das influências que este cientista recebeu de seus contemporâneos e as que ele imprimiu, e assim viabilizará um ponto de partida para as mais diversas pesquisas em torno do tema “cosmologia e ética” na antiguidade.

Entre os contemporâneos de Ptolomeu, o ceticismo aparece como uma escola de oposição às teses dogmáticas desenvolvidas pelos cientistas e pensadores – gramáticos, retóricos, matemáticos, aritméticos, astrólogos, músicos, lógicos, físicos, filósofos, etc. Nas palavras de Victor Brochard:


“A tarefa do cético é menos explicar sua dúvida do que combater as crenças dos que não duvidam. Fala o mínimo possível de si mesmo, a fim de se expor menos: sua principal preocupação é falar dos outros, de preferência contra os outros. Ele quase não se defende, porque não tem nada a defender, mas se excele no ataque: Seu trabalho singular é destruir. Por isso, a refutação do dogmatismo...”2
A escola cética, criada por Pirro de Élis, se tornou um grande centro de produção filosófica. E para além de Pirro, o ceticismo teve vários pensadores e passou por várias fases. Por conta de seu fundador, o primeiro momento da escola ficou conhecido como Pirronismo, e em linhas gerais, pode-se caracterizá-la por uma postura de suspensão do juízo (epoché) sobre as coisas, de indiferença (apathia) a partir dessa suspensão, para se chegar à imperturbabilidade (ataraxia), que é a finalidade de todo ceticismo. A partir de um confronto de opiniões contraditórias sobre os assuntos fundamentais da filosofia, o cético suspende o julgamento, alcançando, assim, a tão almejada, entre as escolas helenistas, a impertubabilidade da alma.

Os céticos posteriores ao pirronismo ficaram conhecidos mais tarde pelos comentadores como neo-acadêmicos, já que, mesmo vinculados à Academia platônica e professando dela serem defensores legítimos – Arcesilau, por exemplo, foi discípulo de Pólemon e Cranto dois acadêmicos3 - apresentavam aspectos que claramente se diferiam desta tradição. Além de discípulo de acadêmicos, Arcesilau pretendia ser um continuador de Sócrates e Platão, uma vez que “‘(...) havia conservado, ou melhor, retomando o hábito, muito difundido na escola de Platão e mesmo na de Aristóteles4, de discutir alternativamente o pró e o contra de cada questão;5 (...) também porque Platão gostava de se servir de fórmulas dubitativas. ’67.

Apesar da Nova Academia também fazer parte do ceticismo antigo, haviam diferenças entre ela e o pirronismo.
“Em primeiro lugar, Arcésilas não estabelecia como fim último da conduta (dos céticos) a adiaforia nem a ataraxia, ele se atinha à suspensão do juízo8 (...) Em segundo lugar, enquanto os pirrônicos puros exigiam da razão uma abdicação completa e submetiam-se cegamente ao costume a às leis estabelecidas, Arcésilas toma a razão por juiz em cada caso particular: por aí se pode dizer que ele se eleva muito acima do pirronismo, pois conserva algo da tradição socrática e platônica. Ele é, em resumo, tão cético quanto Tímon, mas o seu é o ceticismo de um homem instruído e esclarecido: ele permanece filósofo no ceticismo, enquanto os pirrônicos puros renunciavam até ao nome de filósofos.”9

Após a Nova Academia, a escola cética antiga conheceu um período que foi de extrema importância para o desenvolvimento do ceticismo. Conhecido como Ceticismo Dialético, esse período teve como expoente o cético Enesidemo.


“Enesidemo é, com Pirro, o mais ilustre representante do ceticismo na Antiguidade.”10
A contribuição de Enesidemo para o ceticismo foi a de reunir e classificar, sob o nome de tropos os argumentos que os antigos céticos lhe legaram. Com tal empreitada Enesidemo demonstra que os sentidos não podem dar nenhuma certeza, tentando, também, demonstrar que a razão não possui mais existo que os sentidos.
“Com a palavra tropos (...), os céticos designavam as diversas maneiras ou razões pelas quais se chega a esta conclusão: deve-se suspender o juízo. Indicavam como se forma, em geral, a persuasão: nós consideramos certas as coisas que sempre nos produzem impressões semelhantes, as que jamais nos enganam, ou nos enganam apenas de vez em quando, as que são habituais ou estabelecidas pelas leis, as que nos agradam ou que admiramos.11 Mas precisamente pelos meios pode-se justificar crenças contrárias às nossas: a cada afirmação pode-se opor uma afirmação contrária, baseada em razões equivalentes, sem que nada permita decidir que uma é preferível a outra. Disso naturalmente se segue que não se deve afirmar nada.”
Ao reduzir essas oposições de opinião a seus tipos mais gerais, o cético prescreve uma lista das categorias de dúvida, e ele utiliza a palavra tropos para designar os elementos dessa lista. Há dez tropos: 1- A diversidade dos animais; 2- As diferenças entre os homens; 3- A diversidade dos sentidos; 4- As circunstâncias; 5- As situações, as distâncias e os lugares; 6- As misturas; 7- As quantidades ou composições; 8- A relação; 9- A freqüência e a raridade; 10- Os costumes, as leis, as opiniões.12

Os ensinamentos contidos nos tropos de Enesidemo possuem como objetivo a ataraxia, o ideal de vida do cético antigo.
“Enesidemo é nomeado com Tímon como tendo dito que a ataraxia é o único bem que podemos alcançar, e que ela resulta da epoché (...) Nos últimos três livros de sua obra, ele combatia a teoria moral dos estóicos sobre os bens e os males e sua distinção entre proegména e os apoproeména; refutava sua teoria da virtude, sustentando também que o bem supremo não é nem a felicidade, nem o prazer, nem a sabedoria e, finalmente, que o bem tão celebrado por todos os filósofos absolutamente não existe.”13
Por fim, um último momento do ceticismo antigo engloba os chamados céticos posteriores. O principal deles foi Sexto Empírico, cético pertencente à escola pirrônica e médico. Escreveu duas grandes obras “Hipotiposes Pirrônicas” e “Contra os matemáticos”. Nessas duas obras está condensado todo o sumo do ceticismo antigo. Em Hipotiposes Pirrônicas, Sexto faz uma espécie de breviário do ceticismo, definindo e justificando; ao passo que procura refutar o dogmatismo. Em Contra os Matemáticos, o cético revisa todas as ciências de sua época e se esforça também na refutação.

Em sua defesa do ceticismo, Sexto afirmará:


Eu não sei nada;14 eu não defino nada;15 não mais isso do que aquilo;16 talvez sim, talvez não;17 tudo é incompreensível;18 por que isso em vez daquilo?19
Nessa falta de critério e de uma verdade que o espírito possa perceber, Sexto afirmará existem coisas obscuras, ou seja, que o espírito não percebe à primeira vista, e que são sempre inacessíveis (kathápax adela)20, como por exemplo, se o número de estrelas é par ou impar ou quantos grão de areia há no deserto da Líbia. Aqui residirá a crítica deste cético, para com a pretensão de conhecimento dos dogmáticos – entre eles, o cientista Ptolomeu. Os céticos posteriores se atinham a observação e à experiência,21 com isto, alcança a ataraxia – com respeito às opiniões – e a metriopatia – com respeito às coisas que ninguém pode evitar.22
2. Objeto e Objetivos
Uma vez apresentado de forma resumida as principais características do ceticismo antigo, é possível vislumbrar o quanto essa escola dialogará com as doutrinas dogmáticas da época, e dentre elas pode-se pensar que as pesquisas de cientistas como Ptolomeu estariam presentes. Sendo assim, o objeto desse projeto de pesquisa é por um lado, o ceticismo como um todo (como forma de circunscrever os seus traços principais), por outro lado, restringe seu escopo de investigação nas possíveis relações que os céticos teriam com as então consideradas ciências, como, por exemplo, a astronomia e astrologia de Ptolomeu. O autor principal a ser pesquisado será Sexto Empírico, e sua obra “Contra os Matemáticos”; em especial no livro V, o cético se dedica a se opor aos astrólogos. Tendo este texto como central, o projeto visa uma abordagem de ceticismo que contemple tanto um panorama geral da escola, para dar fundamento a suas argumentações mas não se furta também de circunscrever claramente seu objeto de pesquisa de modo frutífero para resultados viáveis dentro do tempo que lhe é próprio.

O objetivo dessas análises é procurar estabelecer os pontos de relação entre o ceticismo e a ciência de Ptolomeu, especialmente no que diz respeito aos possíveis argumentos céticos contra sua ciência. Tal empreendimento auxiliará a compreensão do momento histórico-filosófico como um todo, uma vez que se trata de um tema central para a noção de ciência da época.


3. Problematização
A problemática em torno de Ptolomeu e dos céticos consiste no antagonismo de suas posições científico-filosóficas. Ptolomeu “acreditava que a astrologia melhora o caráter do homem” (G. E. R. Lloyd (1973, p.175)), por isso que em sua obra Tetrabiblos, ele investiga e descreve as causas naturais da relação entre eventos terrestres e celestes – apresentando claras relações entre cosmologia e ética. Para este cientista o prognóstico astrológico é de suma importância por ser bom para a alma – pois fornece uma visão geral das coisas humanas e divinas – e para o corpo – porque informa sobre o que é apropriado para cada temperamento.

A posição do cético é contrária a de Ptolomeu, como afirma Diógenes Laércio:


“Pirro dizia que nada é belo nem feio, nada é justo nem injusto, e aplicava igualmente a todas as coisas o princípio segundo o qual nada existe na verdade, e sustentava que tudo o que os homens fazem acontece por convenção e por hábito, e que nada é mais isso que aquilo.” (DL, IX, 61 (=Decleva Caizzi, test. 1 A)
Para refutar o dogmatismo das ciências, e a pretensão destas de se conhecer a verdade, Sexto Empírico problematizará algumas questões. Sobre o critério de verdade, Victor Brochard esboça os argumentos de Sexto:

“O homem é primordialmente o critério ou, como hoje diríamos, de preferência, o juiz da verdade? Mas o que é o homem? Não podemos sabê-lo, nem mesmo formar idéia dele.23 Os filósofos deram muitas definições do homem: nenhuma resiste a um exame. (...) Por outro lado, se o homem pode conhecer a si mesmo, ele se dedicará a isso inteiramente ou dedicará apenas parte de si. Se ele se dedicar inteiramente, não restará mais nada para conhecer; e se dedicar apenas uma parte de si, é pelo corpo que conhecerá os sentidos e o pensamento? Mas o corpo é surdo e sem razão: não pode compreender nada; por outro lado, sucederei que o corpo se tornaria semelhante ao que é conhecido, ou seja, às idéias e às sensações, então, ele se tornaria objeto de sua própria investigação, o que é absurdo. (...) A própria idéia de critério não pode ser entendida. (...) Para julgar seu valor (de uma demonstração), será necessário um critério sobre o qual todo mundo esteja de acordo: mas este critério não existe. Como todos aqueles que crêem ter um critério estão em desacordo entre si, será necessário um critério para adotar a opinião de uns e rejeitar a dos outros. Se esse critério é diferente de todos aqueles que se propõe, ele mesmo será colocado em questão: ora, o que tem necessidade de prova não poderia servir para provar. Se ele estiver de acordo com um deles, terá, como ele, necessidade de ser justificado, por conseguinte, não será um critério.”24


Com essa argumentação presente na obra Contra os Matemáticos, a problemática entre os céticos e os cientistas fica evidenciada. Todo o Contra os Matemáticos é um esforço de Sexto Empírico para demonstrar que as afirmações dogmáticas científicas não repousam em nada. Ao não se possuir um critério de verdade, como haverá conhecimento das coisas, como pretende a ciência? Portanto, não será possível nenhuma afirmação de caráter objetivo. O problema epistemológico segundo o ponto de vista cético se concentra no fenômeno. Como afirmou Tímon:

“O fenômeno domina sempre, onde quer que apareça.”25


Um bom resumo das obras de Sexto Empírico se encontra sistematizado na obra de Victor Brochard, Os Céticos Gregos, que transcrevo aqui:
“Nós possuímos três obras de Sexto: os Hypponeioi Hypotypóseis e, reunidas recentemente sob o título Prós Mathematikoys, duas obras, uma, dirigida contra as ciências em geral, outra, contra os filósofos dogmáticos. Estas obras Forman onze livros, mas provavelmente só havia dez na origem, pois os dois livros Prós Geométras e Prós arithmetikoys, um dos quais é muito curto, ainda não haviam sido separados.(...) Em Prós Mathematikoys, Sexto passa em revista todas as ciências conhecidas de seu tempo (tà egkyklia mathémata) e se esforça para demonstrar que todas as suas afirmações não repousam em nada, que em cada ponto podemos opor-lhes afirmações contrárias e equivalentes. Os gramáticos, os retóricos, os geômetras, os aritméticos, os astrônomos, os músicos são sucessivamente atacados nos seis livros que compõem a obra. Estamos autorizados a afirmar que as obras de Sexto foram compostas na seguinte ordem: 1º as Hipotiposes, 2º o livro contra os filósofos, 3º o livro contra os sábios. Com efeito, a segunda dessas obras é apresentada pelo próprio Sexto26 como a continuação da primeira.”27


4. Justificativa

A relevância do estudo do ceticismo, em primeiro lugar, se circunscreve no terreno da pesquisa do prof. Marcus Reis Pinheiro. Uma vez que o ceticismo se apresenta como uma escola filosófica que se opõe ao dogmatismo dos cientistas de sua época, o estudo dos argumentos tecido pelos céticos permite o esclarecimento de pontos na ciência de Ptolomeu que ele próprio não esclareceu. Dessa forma, pode-se tentar reconstruir um quadro mais fidedigno possível da ciência do astrônomo, assim como levantar as argumentações que lhe foram contrárias.

Em segundo lugar, a relevância de nossa pesquisa se refere ao próprio ceticismo. Esta escola filosófica exerceu grande influência em sua época, e também dialogou com as principais escolas dogmáticas – estoicismo e epicurismo. Passando a Era Antiga, o ceticismo imprimiu grande influência na posteridade, sobretudo, na filosofia moderna.
“O papel fundamental do ceticismo antigo na formação do pensamento moderno foi reconhecido desde o início da moderna historiografia, a começar por Pierre Bayle (1647-1706). Em seu famoso Dicionário histórico e crítico – uma fonte inestimável para o conhecimento dos argumentos céticos empregados no período moderno, tanto nas controvérsias teológicas quanto filosóficas –, Bayle considerou Sexto Empírico, principal fonte do ceticismo antigo, o pai do pensamento moderno.” 28

Não apenas Pierre Bayle, como também Nietzsche destaca a importância dos céticos antigos:


“Os céticos, o único tipo respeitável entre essa gente cheia de duplicidade – de quintuplicidade – que são os filósofos.” 29
Portanto, o ceticismo trouxe um desafio permanente para o pensamento filosófico dos séculos subsequentes até nossos dias, o que mostra a importância do estudo das escolas céticas antigas.

5. Metodologia
Pela vastidão do assunto a ser tratado, e por uma questão de organização, divido esta pesquisa em dois momentos.

Num primeiro momento, o ceticismo antigo será analisado como um todo, buscando mapear de forma geral algumas questões norteadoras, como por exemplo, as origens e as fases históricas da escola, as principais características de cada período e as diferenças de cada período, seu traço polêmico com as demais escolas, e o legado deixado para os filósofos posteriores. Esta primeira parte constitui apenas um estudo prévio, de forma a delimitar as grandes características centrais do ceticismo, como um modo de preparar o pesquisador para um estudo mais profundo e delimitado. Num segundo momento, sendo este o estudo principal, destacarei o cético Sexto Empírico, como havia afirmado anteriormente, especialmente nas obras que mais interessa ao projeto – o Contra os Matemáticos – na pesquisa deste texto procurarei estabelecer relações com a astrologia de Ptolomeu, realçando os argumentos contra a possibilidade de uma tal ciência. Na análise desta obra central ao projeto, procurarei ir constantemente ao grego, língua da qual já tenho alguma noção, e que pretendo estudar mais profundamente.


6. Cronograma


Período

Tarefas a serem cumpridas

Março/Abril

2011


  • Levantamento de bibliografia secundária sobre o ceticismo antigo

  • Leitura de textos sobre todas as fases do ceticismo e suas principais questões

  • Leitura de textos que tratem da relação entre os céticos e as demais correntes filosóficas da época.

Maio/Junho

2011


  • Leitura e análise da bibliografia secundária e dos textos levantados;

  • Produção de fichamentos e resumos desses textos.

Julho-

2011


  • Mapear e ler comentadores da questão cética;

  • Leitura e análise de ensaios céticos

Agosto/Setembro

2011


  • Leitura e análise do Contra os Matemáticos;

  • Identificar suas principais questões;

  • Resumos e fichamentos da obra.

Outubro/ Novembro

2011


  • Mapear e ler o livro V do Contra os Matemáticos.

  • Analisar os argumentos contra a astrologia e os astrólogos.

  • Produção de fichamento e resumo desse livro.

Dezembro

2011


  • Sistematização dos textos produzidos no decorrer da pesquisa.

  • Produção de um artigo a partir do resultado destas análises.



7. Bibliografia

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1 Trata-se de um projeto de pesquisa registrado na IES ao qual o professor é vinculado (UFF) e que já foi contemplado com duas bolsas de auxílio à pesquisa: o edital Jovem Doutor, vinculado à Pró-Reitoria de Pesquisa da UFF e também o edital Universal do CNPQ de 2010 com os quais serão comprados livros e computadores. Tal projeto, portanto, apresenta todos os pré-requisitos necessários para excelentes condições de pesquisa.

2 Brochard, V. Os céticos gregos; trad. Jaimir Conte. São Paulo: Odysseus, 2009. P. 339

3 Plut., Adv. Col., 26.

4 Cíc., Fin., V, IV, 10.

5 Cíc., Fin., II, I, 2.

6 Cíc., Do orat., III, XVIII, 67; De Nat., deor., I, V, 11.

7 Brochard, V. Os céticos gregos; trad. Jaimir Conte. São Paulo: Odysseus, 2009. P. 109

8 Sexto, P., I, 232.

9 Brochard, V. Os céticos gregos; trad. Jaimir Conte. São Paulo: Odysseus, 2009. P. 125

10 Brochard, V. Os céticos gregos; trad. Jaimir Conte. São Paulo: Odysseus, 2009. P. 248

11 Dióg., IX, 78.

12 Sexto. P., I, 36 e seg.

13 Brochard, V. Os céticos gregos; trad. Jaimir Conte. São Paulo: Odysseus, 2009. P. 276-277

14Sexto, P., I, 201.

15Sexto, P., I, 197.

16 Sexto, P., I, 188.

17Sexto, P., I, 194.

18Sexto, P., I, 200.

19 Sexto, P., I, 189.

20Sexto, M., VIII, 145.

21Sexto, M., XI, 165.

22Sexto, P., I, 25.

23Sexto, M., VII, 35; Pir., II, 21.

24 Brochard, V. Os céticos gregos; trad. Jaimir Conte. São Paulo: Odysseus, 2009. P. 340-341

25 Tímon, fr. 69 Diels

26 Sexto, M., VII, 1.

27 Brochard, V. Os céticos gregos; trad. Jaimir Conte. São Paulo: Odysseus, 2009. P. 321-322

28 Brochard, V. Os céticos gregos; trad. Jaimir Conte. São Paulo: Odysseus, 2009. P. 9

29 Brochard, V. Os céticos gregos; trad. Jaimir Conte. São Paulo: Odysseus, 2009. P. 10




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