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Cistos de ovário e mioma

 

Minha filha que mora na Espanha era estéril, ela tinha ovários policísticos e não podia engravidar. O obstetra dela fez os partos dos dois filhos que ela teve. Ele fez a aplicação da auto-hemoterapia nela e seis meses depois ela não tinha mais cisto algum. O Sistema Imunológico tinha devorado os cistos, tinha eliminado os cistos, e ela engravidou pela primeira vez.


Depois ela engravidou a segunda vez e, durante vinte e tantos anos, usou o DIU para não engravidar mais. Aí inverteu o problema, antes era estéril e depois tinha que usar DIU, para não engravidar mais, porque ela já estava satisfeita com o casal de filhos. São dois netos que eu tenho lá, um de 23 outra com 21, uma é agrônoma e meu neto trabalha com imagem e som. Depois eu usei em pacientes aqui, muitos casos de cistos de ovários e de mioma também, o mioma é devorado pelo Sistema Imunológico, então é realmente uma coisa de enorme valor, eu espero que agora haja uma divulgação maior.

 

Púrpura trombocitopênica

 

A auto-hemoterapia no caso da púrpura trombocitopênica, foi o seguinte: essa moça tinha um filho pequeno de 1 ano e pouco, e começou a sangrar, gengivas, sangrar até pelo ouvido, otorragia, e então, o médico lá de Visconde de Mauá, quando viu que ela poderia morrer ali, levou para Resende. E de lá mandaram para um hematologista em Volta Redonda, que constatou que ela estava só com 10.000 (dez mil) plaquetas, quando o normal varia de 200.000 a 400.000 (duzentas a quatrocentas mil) plaquetas. Então começou o tratamento, com cortisona em altas doses, 100 (cem) miligramas de Meticorten por dia, uma dosagem brutal.


Realmente as hemorragias desapareceram, as plaquetas subiram para 150.000 (cento e cinqüenta mil) e assim ela teve 6 meses tomando cortisona (Meticorten). No fim de 6 meses não funcionou mais a cortisona, mas a cortisona tinha feito ela inchar, não vou dizer engordar, mas, inchar 40 kilos. Então substituiu a cortisona por dois remédios, medicamentos que se usam como quimioterápico para câncer, Enduxan e Metroxathe. As plaquetas subiram de novo e voltaram ao normal, por dois meses, mas no fim de dois meses também não funcionaram.
Então o médico encaminhou-a para um cirurgião que iria tirar o baço dela, porque as plaquetas são mortas no baço. Por algum motivo que a medicina ainda não sabe, elas não são reconhecidas como próprias e o baço mata essas plaquetas com um dia de idade, quando elas devem viver 5 (cinco) dias, e aí a medula óssea não tem a capacidade de repor essas plaquetas. Então a solução que se encontrou foi, única solução, fazer esplenectemia, tirar o baço, mas ela quis saber, uma moça de 20 e poucos anos com um filho de 1 ano e meio, qual a esperança dela, se havia certeza de cura. O cirurgião foi muito honesto: “Só há cura se o fígado substituir a função do baço, senão a senhora não vai ter uma vida que presta e vai durar pouco.”.
Ela então decidiu não fazer e voltou para Visconde de Mauá. Eu a mandei fazer a auto-hemoterapia e no fim de seis meses ela estava boa. Depois disso teve mais dois filhos, e com seu baço.

 

Gangrena por picada de aranha

 

Essa senhora, que aluga cavalos, dona Maura, foi picada por uma aranha armadeira que é a pior das aranhas, embora seja pequena. Ela se chama armadeira porque ela dá um bote, é marrom, gosta de viver no meio de madeira velha e lá, como é frio no inverno, tem sempre madeira para usar nas lareiras. Dona Maura foi picada por essa aranha, na perna, gangrenou. Então, como não tem antídoto, o Instituto Butantã recomenda que ampute. Ela foi para Santa Casa amputar, mas na hora, agora é o caso curioso que eu vou contar, porque são interessantes as brincadeiras...


A dona Maura é uma pessoa estranha mesmo, muito engraçada, mas merece contar... Ela foi certa, ela fez o que é certo, só que ela não entendeu bem o que era o motivo. Então ela foi lá para amputar a perna, e na hora, ela pensou que era um curativo que iam fazer, quando disseram - ela já amarrada na mesa de operações - que era para cortar a perna, ela começou a gritar e pediu para que a soltassem. Disseram que não, que ela ia morrer se não amputasse a perna. Então ela pediu que chamassem o delegado, que disse: “Se a senhora assinar um termo de responsabilidade os médicos a liberam, porque eles dizem que a senhora vai morrer gangrenada.”. Ela resolveu assinar, e voltou para Mauá pensando em morrer.
Lá apliquei a auto-hemoterapia, só que eu me lembrei de outro recurso, usado por um médico francês cirurgião de guerra de 14 a 18 (1914 a1918), chamava-se Pierre Delbet, que salvou inúmeros membros amputados com uma solução de cloreto de magnésio feita com 20 (vinte) gramas em 2 (dois) litros de água, para ficar isotônico. Ele lavava as feridas com esse cloreto e ele salvou inúmeras pessoas que tinham gangrena. Acho que se juntaram duas coisas: a ação dessa solução que funcionava como um poderosíssimo desinfetante e a auto-hemoterapia que funciona como um poderoso estímulo imunológico. Em mais ou menos duas ou três semanas a dona Maura estava com a perna curada.
Mas e aí, vem o lado da brincadeira, ela marcou consulta com o médico, que estava fazendo o que o Instituto Butantã mandava fazer. Então marcou consulta lá no consultório particular do médico, esperou ter bastante gente na sala e disse para o médico: “Olha a perna que o senhor me ia cortar era essa aqui!”. Mas ela, que é fazendeira, disse ainda: “Se o senhor há muito tempo não cortava a perna de ninguém, e precisava praticar, era só me dizer que eu trazia um porco e o senhor teria quatro pernas para amputar.”. Essa é Dona Maura, ela fala o que ela pensa, mas não foi nada disso... O médico achou que tinha que amputar, mas ela interpretou que ele queria praticar na perna dela.

 

Tem aplicação na esclerose múltipla?

 

Tem, mas não é a mesma coisa não, porque é uma doença degenerativa - não é portanto uma doença auto-imune, auto-agressão por anticorpos não -, é uma doença que a bainha de mielina, a parte branca dos nervos, é destruída. Supõe-se ser genética, que a pessoa já nasce com essa tendência. Há uma freqüência grande nas famílias que sofrem de esclerose múltipla de ocorrer em mais pessoas, é uma doença até que dá muito mais em mulher, muito mais freqüência na mulher do que no homem Da mesma maneira que a hemofilia, a mulher não sofre, no caso, e o homem sofre, mas não transmite, e a mulher não sofre, mas transmite.



Eu usei em esclerose múltipla e a paciente teve uma melhora, como no lúpus, artrite reumatóide. Mas há muitos anos ela está durando em situação boa, ela não poderia estar viva muito tempo, quer dizer pelo menos estaciona ou pelo menos retarda a evolução, há um beneficio.

 

Menina com asma muito grave



 

Essa menina teve o que se chama mal asmático. É uma asma extremamente grave, vivia se internando. De madrugada a mãe tinha que levar a filha para fazer nebulização com bronco-dilatador. Atendi essa criança e prescrevi a auto-hemoterapia. Uma criança de 10 anos aceitou muito bem e começou o tratamento. Normalmente eu mando o paciente voltar dois meses depois. Como era um caso muito grave, eu mandei que ela voltasse um mês depois e ela não apareceu.


Passando quase dois meses, chega a mãe com a criança, mas constrangida mesmo, só faltando querer se enfiar debaixo da mesa, de tão constrangida. E a mãe disse: “Olha, o senhor me desculpe, eu não trouxe minha filha, porque houve o seguinte: quando fui tirar a receita da pediatra que trata dela desde os nove meses de idade - e que virou amiga da família, freqüenta festas de aniversários, é uma amiga da gente - saiu a sua receita. A médica viu a receita de auto-hemoterapia, e disse: ‘Isso não existe, pelo amor de Deus, não faça isso em sua filha, a senhora vai matá-la, para mim já é como uma filha, eu gosto dela.’. O que é verdade.”. Mas isso aconteceu três semanas depois dela sair do meu consultório e a menina já tinha melhorado, tinha passado sem se internar nesse período. Bom, então a mãe decidiu não fazer, porque tinha confiança na Dra. e tinha sido a primeira consulta que ela tinha levado a filha e a outra era já 9 anos e meio de convivência.
Só que, quando completou um mês e pouco, começou ela a piorar de novo. E aí quem exigiu que levasse ao consultório foi a filha: “Eu quero continuar esse tratamento, eu me senti bem, eu quero continuar.”. A mãe disse: “Ah, mas eu tenho que falar com o médico.”.
Nesse dia meus clientes ficaram mofando lá na sala de espera porque eu levei duas horas com essa mãe, para explicar o que era a auto-hemoterapia, para ela sair acreditando que não havia risco nenhum. Tive que dar ‘n’ exemplos para ter certeza que iria continuar. Só que, a horas tantas, ela disse para a filha: “Tudo bem, eu vou fazer, mas você vai ajoelhar aqui e jurar que não vai contar à médica.”. E fez a filha ajoelhar e prometer que não ia contar!
E esse segredo foi mantido um ano. Quando dei alta para ela, um ano depois, curada, não tinha mais nada, nunca mais teve falta de ar. Só que a mãe chegou com problema de consciência: “Se agora a médica acha que o que curou foi o tratamento dela que levou nove anos para fazer efeito, mas finalmente acabou fazendo efeito, porque ela tem certeza que eu não continuei com aquele tratamento. Isso para mim é um problema de consciência, ela é uma alergista, tem tantos pacientes com o mesmo problema que poderiam se beneficiar, e eu estou com um problema de consciência.”.
Aí eu disse para ela: “Bom o problema é seu, não é meu, a senhora é que tem que contar!”. "Mas eu fiz minha filha jurar que não ia contar, como é que eu vou fazer com isso? Ela também vai ter que confessar?". “Não. A senhora que a fez jurar, o problema não foi dela, o problema é seu.”. Eu não sei como terminou a história. Se ela acabou contando não sei. Porque eu dei alta e nunca mais a menina teve nada. Acabou a asma dela.

 

Dosagem da auto-hemoterapia

 

As técnicas iniciais ainda empíricas começaram na França com o professor Ravaut, em 1912. Ele usava em doses crescentes de 1 (um) cc, 2 (dois), 3 (três), 4 (quatro), 5 (cinco), até 10 (dez). Depois o professor Jesse Teixeira já não fazia assim, ele dava logo uma dose única para evitar infecções nos pós-operatórios. Então ele usava 10 (dez) ml de uma vez e, 5 (cinco) dias depois, mais 10 (dez) ml, que era como eu comecei aplicando por ordem de meu pai quando operava os pacientes.



 

O que eu cheguei à conclusão é que a dose varia com a gravidade do problema. Vamos dizer, 5 (cinco) ml para uma doença que não seja muito séria. No lúpus, miastenias graves, artrite reumatóide eu uso 10 (dez) ml. Quando é uma alergia por exemplo, uma reação alérgica, asma, normalmente eu uso 5 (cinco) ml. Na rinite, 5 (cinco) ml, não há necessidade de doses maiores.


Num caso desesperador, como foi o caso da esclerodermia, o primeiro caso que tratei, em 1976, eu usei 20 (vinte) ml iniciais. Porque eu precisava dar uma resposta violenta para a paciente sair de uma situação, fase final, não tinha nada para se fazer, então, tudo valia.
Pode-se fazer a auto-hemoterapia durante 10, 15, 20 anos. Eu por exemplo, tomo há muitos anos, mais de 20 anos. Não há nenhuma contra-indicação. A gente faz, eu faço, vivo fazendo porque eu viso evitar doenças que poderiam se incorporar no meu dia a dia, porque com a idade que foi avançando, passei pela idade dos acidentes vasculares.
Muito bem, então eu tomava para evitar o acidente vascular, tanto cerebral quanto cardíaco. Agora eu estou tomando porque também me protege contra o câncer, mantenho o Sistema Imunológico ativado. Eu tenho sempre macrófagos prontos para devorar células, porque com a idade - ou até em jovens - aparecem células cancerosas de vez em quando. É como uma fábrica, sem controle de qualidade - existem sempre produtos que não saem corretos e tem que haver um controle de qualidade - e o nosso é o Sistema Imunológico que faz o controle de qualidade das nossas células. Então isso realmente é necessário. 

 

Não há limite de uso, de tempo. Pode se usar uma vida inteira. Eu mando meus pacientes fazerem uma série de 10 aplicações, depois descanso de um mês. Seria, vamos dizer, para usar de forma permanente. Dependendo os intervalos da finalidade com que está sendo aplicada a auto-hemoterapia. Se for apenas preventivo pode fazer intervalos grandes: depois de 2 (dois) ou 3 (três) meses de intervalo, fazer outra série.


Se for visando um problema ou uma doença que já aconteceu e que tenha que ser mantida sob controle, aí se faz intervalos menores, faz-se 10 (dez) aplicações, 30 (trinta) dias de intervalo. Muitos pacientes eu começo com 10 (dez) ml na fase aguda da doença, depois eu reduzo para 5 (cinco) ml por semana.
E há pacientes - agora vou dar o exemplo do caso que é da minha vizinha lá de Visconde de Mauá - ela teve uma doença que iria cegá-la, ela teve toxoplasmose e já estava com 20% (vinte por cento) da visão. Uma amiga dela me contou a história e eu prescrevi a auto-hemoterapia. Por conta dela, quando viu que melhorava, aumentou de 10 (dez) ml para 20 (vinte) ml, tomava 10 (dez) ml em cada nádega, ela recuperou 80% da visão. Isso, já tem mais de 10 anos, bem mais de 10 anos, e até hoje ela faz isso.
 O intervalo entre uma aplicação e outra é de 7 (sete) dias. Em casos raros é que eu faço de 5 (cinco) em 5 (cinco) dias, quando eu quero manter o nível de macrófagos no nível máximo, acima de 20% (vinte por cento). Quando não há necessidade disso, quando a infecção está sob controle, eu então faço de 7 (sete) em 7 (sete) dias, porque dá para reativar no 7º (sétimo) dia e voltar de novo aos 20% (vinte por cento).
Faltou eu explicar que do momento que se aplica a auto-hemoterapia leva 8 horas para a taxa dos macrófagos chegar a 22% (vinte e dois por cento). A técnica que o professor  Jesse Teixeira usou para comprovar a ação da auto-hemoterapia foi muito simples. Simples por quê? Porque a descoberta é que é difícil. Ele descobriu que passando uma substância cáustica - cantárida - na coxa, forma-se uma bolha. Aí, o que ele fez? Ele resolveu tirar líquido da bolha e contar o número de macrófagos. Constatou que havia 5% (cinco por cento) de macrófagos.
Aí fez a auto-hemoterapia e começou de hora em hora a tirar umas gotas dessa bolha. A cada hora o nível de macrófagos ia subindo e, no fim de 8 horas, chegou aos 22% (vinte e dois por cento). E constatou que durante 5 (cinco) dias manteve os 22% (vinte e dois por cento). Todo dia ele tirava, mas mantinha 20 (vinte) a 22% (vinte e dois por cento). Do 5º (quinto) ao 7º (sétimo) é que começou o declínio. Ele fez a auto-hemoterapia em coelhos e verificou que terminava a ação da auto-hemoterapia quando o sangue terminava, porque ele sacrificava o coelho e verificava a volta aos 5% (cinco por cento). No local em que tinha sido aplicado o sangue, já não existia mais sangue. 
Mas a auto-hemoterapia também é usada em veterinária, se usa em vaca que tem uma doença a vírus que se chama figueira. São como verrugas que nascem no focinho da vaca, e que realmente prejudicam muito a vaca. Aplicando a auto-hemoterapia - que eles fazem com 20 (vinte) ml na vaca - em 2 (dois) a 3 (três) dias caem todas aquelas verrugas.

 

Em músculos do braço, às vezes tenho paciente que quer que eu receite os 10 (dez) ml num braço, só para não levar duas picadas. E eu sou contra! Acho que o músculo do braço, o deltóide, comporta 5 (cinco) ml. Agora na nádega sim, pode-se aplicar os 10 (dez) ml. O músculo glúteo tem a capacidade de receber 10 (dez) ml.  A senhora M, essa que eu contei da toxoplasmose, aplicava 10 ml em cada nádega, porque ela queria ter o efeito máximo para salvar a vista dela. Mas foi ela mesma, isso não fui eu quem receitei 20 (vinte) ml, foi a própria paciente que decidiu tomar 20 (vinte) ml, para ter um resultado mais eficiente.


Teria que ser feito um estudo da necessidade real. É uma coisa que eu já venho pensando nisso, qual seria a relação com o peso corporal? As dosagens dos medicamentos variam em função do peso corporal, a dosagem que uma criança toma, de 30k (trinta kilos), é muito menos que uma pessoa de 70 k (setenta kilos). Talvez seja desnecessário, em crianças pequenas, usar uma dosagem como se dá em adultos de 5 (cinco) ml. Poderia aplicar 2 (dois) ml a 3 (três) ml. Minha esperança é despertar o interesse de pessoas que queiram fazer uma pesquisa de laboratório e que tenham condições de fazer. Porque eu não, eu faço tudo na base do estudo clínico, na base de raciocínio, sem pesquisa de laboratório, porque eu não tenho laboratório de pesquisa, é tudo pesquisa clínica, de aplicação prática
Como eu tenho certeza de que é uma técnica absolutamente inocente, que nenhum mal faz para a pessoa, nunca vi nenhum problema. Uma injeção de penicilina pode dar um choque anafilático, mas o próprio sangue não dá choque anafilático em ninguém, não há o menor risco nesse tratamento. Nunca vi nenhum abscesso, nenhuma contaminação. Como estimula o Sistema Imunológico - e deve ser aplicada nas melhores condições de higiene -, se for mal aplicada dificilmente vai haver uma infecção, porque o Sistema Imunológico está aguerrido, está quadruplicado. Já vi sim, pacientes que não podem ver sangue e, quando vão tomar injeção, desmaiam. Mas aí é problema emocional, não tem nada a ver com a auto-hemoterapia.

 

Alexandre Fleming e a descoberta do antibiótico

 

Ele era um filho de jardineiro que chegou a lorde, graças ao bendito afogamento de Winston Churchill, que tinha 8 anos de idade quando caiu num poço. Alexandre Fleming tinha 10 anos, era filho de jardineiro do pai de Winston Churchill e salvou Winston Churchill, tirando-o do poço.


Lorde Churchill chamou o pai dele e disse: “A vida do meu filho não tem preço. Peça alguma coisa que eu lhe darei, se quiser uma casa eu lhe darei uma casa.”. “Eu não preciso de casa, eu nasci aqui, meu pai nasceu aqui, meu avó é que foi o primeiro que trabalhou aqui. Eu preciso é conseguir atender um desejo de um filho. Tenho quatro filhos, três vão ser operários, não tem interesses, mas o Alexandre desde pequeno diz que quer ser médico e quer ser pesquisador. Eu não tenho a menor condição de atender ao desejo dele.”. Lorde Churchill disse: “Então ele será, se tiver capacidade. Por falta de dinheiro é que não haverá problema.”. Ele se formou em medicina, o Alexandre, e graças à sua humildade descobriu a penicilina.
Lorde Churchill ofereceu para ele qualquer quarto de sua mansão e o Alexandre disse não. (Isso foi contado pelo próprio Alexandre no Hospital do Servidor do Estado em 1951, na rua Sacadura Cabral.). “Basta um lugar embaixo da escada. Ali há espaço suficiente para montar o laboratório.”. Por sorte era um lugar muito úmido. E ele, fazendo experiências com placas de cultura, um fungo - que adora umidade, o penicilium notatum - destruiu uma daquelas placas de cultura. Como ele era um pesquisador, em vez de jogar fora a cultura estragada, quis saber por que tinha havido aquele halo de destruição. Encontrou esse fungo e descobriu que esse fungo secretava uma substância, a penicilina. Então ele começou a usar esse antibiótico em cavalos do jóquei clube de Londres, e em vacas das fazendas das imediações com alguma doença infecciosa.

 

Um dia aparece para buscá-lo o comandante da Royal Air Force, para ele aplicar a penicilina em Winston Churchill que estava morrendo no Norte da África. Winston Churchill tinha ido dar apoio moral ao general Montgomery, que estava levando a pior com o marechal Rommel, a raposa do deserto de Hitler. Lá contraiu uma pneumonia dupla, não havia recursos, estava praticamente desenganado.


Alexandre Fleming e o comandante da Royal Air Force sozinhos atravessaram por cima da Europa, passando por zonas ocupadas pelos alemães, em grandes altitudes, e chegaram a tempo de aplicar a penicilina em Churchill. Só que ele, com simplicidade, disse ao comandante da Royal Air Force: “Mas logo Churchill vai ser o primeiro ser humano a receber uma injeção de penicilina. Logo Churchill, nosso primeiro ministro?”. E a resposta: “É tudo ou nada. O caso dele é caso perdido.”. E assim salvou pela segunda vez Winston Churchill, a primeira no poço, que resultou em estudar medicina.
Aí ele diz que nas suas pesquisas tinha constatado que os micróbios ao longo de 10 (dez) anos iam criando resistência a antibiótico, mas também tinha constatado que eles perdiam a memória. Todo antibiótico deveria ser usado num prazo máximo de 10 (dez) anos e depois descontinuado, se possível, alguns anos, já que muitos outros antibióticos surgiriam nesse intervalo. Foi por isso que surgiu essa quantidade enorme de antibióticos, todos derivados de fungos. Porém a ganância resultou em usar os antibióticos permanentemente, não descontinuar, e com isso os micróbios criaram resistência e - dizem de brincadeira os médicos que trabalham em hospital - que há micróbios residentes, que já até adoram os antibióticos. Essa é que foi a história contada por Alexandre Fleming, o descobridor da penicilina.
E foram os antibióticos que levaram a descontinuar o uso da auto-hemoterapia, quando o normal seria acrescentar, somar e não substituir. Porque cada um age de uma forma diferente: os antibióticos agem impedindo a reprodução dos micróbios e o Sistema Imunológico - ativado pela auto-hemoterapia – completa a tarefa com os macrófagos fagocitando os micróbios. A função dos macrófagos - o termo ‘macro’ é grande e ‘fagos’ é comer - é comer partículas grandes. Usando a auto-hemoterapia junto com os antibióticos haveria muito menos casos de resistência ao antibiótico, porque não sobrariam cepas resistentes que depois se reproduzem em outras cepas resistentes de micróbios.

 

Prevenção do câncer pela auto-hemoterapia


O câncer é uma reprodução anárquica celular. Se o organismo da pessoa não reconhece essas células como próprias e começa a destruí-las no nascedouro, a pessoa pode produzir células chamadas pré-cancerosas e terminar aí, não chegando a células cancerosas, se o Sistema Imunológico estiver devidamente atuante. O câncer é muito mais freqüente quando, com a idade, uma glândula que comanda o Sistema Imunológico - que é uma glândula no peito e que se chama timus - começa a atrofiar. É aí que começa a freqüência dos casos de câncer aumentar.
O Sistema Imunológico, estando ativado, atua como prevenção quanto a um possível câncer. Porque o câncer não começa logo com uma quantidade enorme de células anárquicas, começa com pequeno número. Se o Sistema Imunológico estiver vigilante pode acabar com ele logo, mas isso também depende da idade da pessoa. Porque depois dos 55 anos começa o declínio do timus, ele vai atrofiando.
A mulher foi vitima da pílula anticoncepcional, que exige muito do Sistema Imunológico. Se a mulher tomasse a pílula e fizesse a auto-hemoterapia não teria problema, porque manteria o Sistema Imunológico ativado. O Sistema Imunológico poderia fazer o controle disso evitando que a pílula tivesse os efeitos nocivos que tem como todo hormônio. Todo hormônio artificial tem efeitos nocivos, por isso que hoje se está usando na menopausa mais o hormônio natural de fitoterápicos - isoflavonas -, fugindo do hormônio de reposição química. Depois dos 50 anos, quando começa o declínio do timus, é hora de começar o tratamento da auto-hemoterapia.  

 

Um caso de acne

 

Anos atrás eu sempre fazia uma parada para fazer um lanche quando ia para Visconde de Mauá, num posto de gasolina que tinha também lanchonete. Parei ali, e eu vejo uma menina com acne como até hoje não vi igual. Decidi dar uma receita para ela, embora ninguém estivesse me chamando, porque sabia que poderia curá-la com auto-hemoterapia. Então falei com uma mocinha que estava nos servindo e disse: “Olhe, fale com ela lá que eu posso curar esse problema e dou isso de graça.”.


Mal eu sabia que essa menina era filha do dono dos postos Olá, Embaixador e Presidente. Não era falta de dinheiro não, pois a mãe disse: “De dois em dois meses nós a levamos ao Rio de Janeiro, mas há dois anos que a levamos e não tem havido melhora nenhuma.”. “A senhora não pediu nada, mas eu vou dar uma receita para sua filha.”. E dei a receita de auto-hemoterapia para ela. Resultado, foi a receita mais cara que até hoje eu já prescrevi, porque durante um ano eu não consegui pagar nada no posto. O dono do posto já tinha deixado a ordem para não receber dinheiro meu de jeito nenhum. Até que um ano depois eu decidi nem ir mais lá ao posto, porque já estava constrangido de não poder pagar. Ela se curou desse acne terrível, ficou limpa completamente, foi uma coisa milagrosa, o pior caso de acne que já vi na vida.

 

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