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Cloreto de magnésio

 

O magnésio é de enorme importância no uso do dia a dia, todo mundo deveria tomar, porque os alimentos hoje estão pobres de magnésio. O motivo é simples demais, é que as plantas precisam muito do magnésio para respirar. O mecanismo clorofílico delas - isto é, a fixação do gás carbônico e eliminação do oxigênio - é o contrário do que nós fazemos. Na planta quem faz é a clorofila através do magnésio.


Acontece que o adubo químico que se usa hoje em dia é o NPK - nitrogênio, fósforo e potássio. Não se repõe o magnésio na terra. Antigamente - quando as cidades eram todas de casas que tinham fossa - o magnésio que é eliminado pelas fezes voltava para o lençol freático. Mas hoje vai tudo para os rios e para o mar, havendo pauperização crescente de magnésio nas terras.
As duas funções mais importantes do magnésio são regular o metabolismo do cálcio no organismo e fixar cálcio onde deve haver e eliminar cálcio onde não deve haver. As calcificações na coluna, as calcificações nas articulações, as calcificações nas artérias, ocorrem por essa carência de magnésio. As calcificações nos rins, cálculos de oxalato de cálcio, ocorrem por falta de magnésio. Basta dar magnésio para o paciente que ele derrete esses cálculos renais, que não sejam os de urato e fosfato.

 

O professor Pierre Delbet, médico, usava o magnésio para lavar as feridas na guerra de 1914 a 1918, sem saber o porquê. Depois ele descobriu que o magnésio ativava também o Sistema Imunológico. A prova disso é que, na França, o mapa do câncer e o mapa do magnésio mostram que na metade sul da França terras têm muito magnésio e a mortalidade por câncer era de menos de 3,5% (três e meio por cento). E no norte da França, em que as terras são pobres de magnésio, mais de 8,5% (oito e meio por cento) das pessoas morriam de câncer.


Na Itália é muito pior, a experiência é interessantíssima, devido a um decreto de um César válido até hoje. Muita gente morre de câncer sem saber por quê. No livro do professor Pierre Delbet “A Política Preventiva do Câncer”, ele mostra a incidência de câncer do norte até o sul da Itália. Por um decreto, ainda em vigor, de um imperador, de um dos Césares romanos, era proibido transportar o sal de uma região para outra para não encarecer o sal, a finalidade era essa. Acontece que por causa disso - e como o norte da Itália é muito rico em minas de sal-gema, sal da terra que tem só cloreto de sódio e zero em magnésio - a incidência de câncer varia de 7% (sete por cento) a 10% (dez por cento).
No centro da Itália, onde está a capital Roma, o povo já usa sal do mar. Mas, como tem mais poder aquisitivo, usa um sal que tem um pouquinho de magnésio, 0,08% (zero vírgula zero oito por cento) de magnésio. A incidência de câncer cai para 4,5% (quatro e meio por cento). E no sul da Itália, por pobreza, o povo usa o sal que ele dá para o gado, que é um sal riquíssimo em magnésio, mas que vira água, vira salmoura. Então eles usam tinas de madeira, na qual põem o sal, temperando a comida. É tradição deles. E, por causa disso, no sul da Itália a incidência de câncer não chega a 2% (dois por cento), pelo magnésio contido.

 

Sabe de onde vem o cloreto de magnésio que usamos aqui no Rio de Janeiro? É do sal produzido em Cabo Frio, onde o cloreto de magnésio - que é altamente higroscópico - é retirado para o sal poder ser comercializado e ter mais valor.



 

Dosagem do uso do magnésio

 

Para preparar é a coisa mais simples: 20g (vinte gramas) ou duas colheres de sopa das rasas em 1 (um) litro de água. Se a pessoa não tiver nada, como suplemento alimentar, tomar 1 (uma) xícara das de cafezinho por dia. Mas se a pessoa já tiver coluna com osteófítos (bicos de papagaio), artrose, tomar 2 (duas) xícaras das de cafezinho por dia dessa solução de cloreto de magnésio. No caso de cálculo renal, eu chego a dar 3 (três) por dia, quando os cálculos são de oxalato de cálcio.


Para lavar as feridas não se usa essa solução forte de 20g (vinte gramas) em 1 (um) litro d’água. Usa-se uma solução que fica isotônica, 20g (vinte gramas) em 2 (dois) litros de água. Essa solução funciona melhor do que desinfetantes. Porque, além de funcionar como desinfetante, ela estimula o Sistema Imunológico no local.

 

E nos casos das verrugas?

 

As verrugas ocorrem por falta de magnésio. E devido a essa deficiência os vírus conseguem se multiplicar, criando verrugas.



 

E se o cloreto ficar úmido dentro do frasco?

 

Não tem problema, nenhuma importância, o sal não tem tempo de validade, o magnésio não tem tempo de validade, é eterno.



 

Cálculos renais

 

A falta de magnésio é que causa os cálculos renais de oxalato de cálcio. O cálcio se precipita e se fixa ao ácido oxálico contido na batata, tomate, espinafre, etc., gerando os cálculos renais de oxalato de cálcio.



 

Existem outros tipos de cálculos renais?

 

Existem os de uratos produzidos pelas carnes - principalmente vísceras - e os de fosfato, que provém dos legumes que têm fosfatos.



 

O Cloreto de Magnésio freia as metástases do câncer?

 

Não, isso, frear, eu não digo; mas eu digo, pelo menos retarda, como o professor Pierre Delbet provou no seu livro “A política preventiva do câncer”. O indivíduo - usando uma quantidade suficiente de magnésio a vida inteira - tem a possibilidade de ter câncer incomparavelmente menor do que quem tem carência de magnésio.



 

Há contra-indicação para o uso do Cloreto de Magnésio?

 

O único caso que existe é se a pessoa tiver insuficiência renal. Porque o magnésio em excesso se elimina pela urina. Agora se a pessoa não estiver urinando, aí pode passar de uma hipomagnesemia - que é o comum - para uma hipermagnesemia Mas só se a pessoa não estiver urinando normalmente.



 

Dosagem correta do Magnésio

 

Por exemplo, uma coisa errada: o cloreto de magnésio vendido nas farmácias na dose de 33g (trinta e três gramas), se dissolver em 1 (um) litro de água pode ser laxante. Aí está realmente excessivamente concentrado, teria que ser 20g (vinte gramas) em 1 (um) litro. Ou essas 33g (trinta e três gramas) devem se dissolvidas em 1 ½ (um e meio) litro de água.



 

O senhor faz uma demonstração de auto-hemoterapia?

 

Eu faço. Eu faço, não tem problema, eu tenho o material, o que não falta aqui em casa é material para fazer auto-hemoterapia, aqui em casa é artigo de 1ª necessidade...(então - no DVD - ele aplica na esposa dele)... É uma coisa simples, que pode resultar em tanto sofrimento a menos...



 

Ictiose

 

O paciente não teve uma cura rápida, não. Levou mais ou menos 1 (um) ano para a pele mudar completamente e deixar de apresentar aquelas lesões, como se fossem escamas de peixe. A secura da pele era muito grande, ele sentia um prurido terrível, não podendo se controlar e prejudicando o contato dele com os pacientes. Com esse tratamento, com a auto-hemoterapia, ele foi gradualmente melhorando - é verdade que eu dei também vitamina E, remédios que atuavam na pele, vitamina A - mas o que realmente atuou foi a auto-hemoterapia. Receitei também minerais porque a pele dele não tinha vitalidade nenhuma, toda estriada, e com aquelas relevos como se fossem escamas de peixe. Foi o único caso que eu tive de Ictiose.



 

AIDS

 

Há muitos pacientes aidéticos que fazem a auto-hemoterapia e estão se dando bem. Eles mantêm as taxas que se chamam CD4 em níveis razoáveis. Como eles fazem uso também de outros medicamentos, eu não posso atribuir só à auto-hemoterapia. Há uma melhora, o paciente vive bem, eu tenho pacientes com muitos anos vivendo com AIDS, e vida normal. Mas eles também fazem uso destes coquetéis junto com a auto-hemoterapia. Como a auto-hemoterapia só atua na parte imunológica e é uma doença que atinge o Sistema Imunológico (imunodeficiência adquirida), pode ser que a auto-hemoterapia esteja dando uma contribuição nesta sobrevida de boa qualidade.



 

Um caso de cura de AIDS

 

O caso foi de um dentista que se contaminou com o vírus do HIV no consultório. Ele não era um paciente de risco. Era de risco no sentido de que não se protegia das feridas de aidéticos que ele tratava no consultório. Fez um exame e deu o HIV positivo. Mandei que ele repetisse, porque eu sabia que ele não era promíscuo, só vivia com a mesma mulher, era meu cliente desde os 4 (quatro) anos de idade, era um mestre em soltar pipa, eu o conheci desde pequenininho. Curei a asma dele quando tinha 5 (cinco) anos. Resolvi receitar a auto-hemoterapia para ver o que dava, depois do 2º (segundo) exame que deu positivo, foram 2 (dois) semestres. Primeiro fez em 2 (dois) laboratórios. E, 6 (seis) meses depois, deu positivo de novo. No 3º (terceiro) exame, 6 (seis) meses depois, ele me telefonou, véspera de Natal, dizendo que tinha uma grande notícia para me dar. E a notícia era que tinha dado negativo. Então eu falei com ele: “Não festeje já. Repita esse exame em outro laboratório.”. Ele repetiu e deu negativo. Já se passaram uns 6 (seis) anos. Está negativado até hoje.


 Se isso foi por que ele tinha uma saúde muito boa e a auto-hemoterapia foi a força a mais do Sistema Imunológico que derrotou o vírus HIV e conseguiu acabar com ele, eu não sei dizer. Foi um doente que eu tratei em condições muito boas, desde o início. A maioria dos outros são doentes que já trato quando já estão com o HIV há... 3 (três) anos... 5 (cinco) anos... 8 (oito) anos... É diferente. Esse foi logo no início - com 2 (dois) meses de HIV - que eu comecei o tratamento.

 

Um paciente com Hepatite C

 

Ele se deu muito bem, quer dizer, conseguiu controlar a doença. A doença não teve progresso ao longo de anos e vem se dando muito bem com a auto-hemoterapia. Não chegou a fazer uso destes tratamentos modernos que é o Interferon Perguilhado. Não está negativado, porém tem as provas de atividade hepáticas muito boas, sempre normais. Mas o vírus, os marcadores de vírus, permanecem. Mas isso vai permanecer o resto da vida, porque, em todos os casos de hepatite, sempre os marcadores permanecem. A pessoa pode curar a doença, mas fica a marca.



 

Uso associado da auto-hemoterapia com Ascaridil

 

O Ascaridil é um medicamento que foi e é usado para vermes. A matéria-prima genérica chama-se: Cloridrato de Levamisol. A ação imuno-moduladora do Ascaridil foi descoberta por acaso por médicos americanos que, fazendo uma campanha contra a verminose na Califórnia, verificaram que os pacientes com leucemia tinham melhorado. Eles resolveram estudar o Cloridrato de Levamisol e descobriram que ele tinha um enorme potencial de estímulo imunológico, e funcionava em uma série de doenças. Em herpes, funcionava muito bem, herpes simples, herpes zoster e até em hanseníase ele foi usado com ótimos resultados, artrite reumatóide e também em câncer, estimulando o Sistema Imunológico. Usavam como coadjuvante da quimioterapia e da radioterapia.


Misteriosamente, o produto com esta finalidade que se chamava Stimamizol foi retirado do mercado. Como eu tenho a cópia da bula do Stimamizol, juntei com a cópia da bula do Ascaridil. Dou essas cópias para meus pacientes, para que compreendam o motivo de receitar remédio contra vermes para curar artrite reumatóide, herpes, etc. 

A dosagem de Ascaridil

 

O Cloridrato de Levamisol é um modulador imunológico, ele não é apenas um estímulo imunológico. Somando o Cloridrato de Levamisol à auto-hemoterapia - um modulando, o outro estimulando - funciona muito bem nas doenças auto-imunes. Tomando 2 (dois) comprimidos por semana durante 8 (oito) semanas - depois dando um intervalo de um mês para descansar, liberar o organismo do produto - e repetindo o que foi feito, vai ajudar muito numa doença auto-imune que chama-se artrite reumatóide. Além disso funciona no mal de Hansen, na brucelose e dá excelentes resultados no herpes simples e zoster - os dois tipos, genital, labial. Os 2 (dois) comprimidos de Ascaridil, na dose de 150mg (cento e cinqüenta miligramas), devem ser tomados em (2) dois dias seguidos, 1 (um) por dia, durante 8 (oito) semanas.



 

Mulheres grávidas ou amamentando podem fazer uso da auto-hemoterapia?

 

As mulheres grávidas podem fazer auto-hemoterapia, não há perigo nenhum. Amamentando, o leite vai conter mais anticorpos do que se ela não fizer a auto-hemoterapia. A criança vai receber um reforço imunológico.



 

As pessoas que fazem quimioterapia podem fazer uso da auto-hemoterapia?

 

As pessoas que estão fazendo quimioterapia devem fazer a auto-hemoterapia. No caso da radioterapia não há necessidade de fazer a auto-hemoterapia, porque não vai acrescentar nem beneficiar nada. Como a quimioterapia afeta negativamente o Sistema Imunológico - porque ela atua como imunossupressora, não só sobre as células neoplásicas ou cancerosas, mas também sobre as células boas, de defesa - então a auto-hemoterapia feita simultaneamente evita que o Sistema Imunológico baixe demasiadamente. Porque não existe ainda uma quimioterapia que seja dirigida especificamente para as células cancerosas, ela debilita também as células de defesa e aí a auto-hemoterapia vai contrabalançar, vai reduzir seus efeitos nocivos.



 

A auto-hemoterapia é válida nas complicações de diabetes?

 

Seria válido, porque no caso da gangrena, por exemplo, eu tive uma paciente que teve uma úlcera de perna, de pé, aliás, pegou o tornozelo dela, e já se via até os tendões. Era um caso que chegou no nível de amputação. Estava marcado para 2 (dois) ou 3 (três) dias depois, a amputação deste pé. Essa senhora era diabética há muitos anos. Fui chamado para atendê-la e achei que deveria ser tentada a auto-hemoterapia, para evitar a amputação. Ela fez o tratamento de algumas semanas, a úlcera fechou e não teve que amputar. Veio a falecer uns 20 (vinte) anos depois, com o seu pé. Ela faleceu em conseqüência da diabetes - de um acidente vascular agudo, enfarto do miocárdio, porque a diabetes produz esses acidentes vasculares. Mas ela morreu com o pé que seria amputado uns 20 (vinte) anos antes. Quer dizer, ela ganhou 20 (vinte) anos de uma qualidade de vida maior porque já podia caminhar, andar perfeitamente sem uso de nenhum aparelho.


Na cegueira acontece que a diabetes produz uma arterite, uma inflamação na íntima das artérias, é por isso que leva à cegueira, à falta de oxigenação dos tecidos em função do entupimento. A auto-hemoterapia pode realmente influenciar em alguma coisa, porque dá uma proteção maior à célula, aumenta a resistência da célula a essa irritação da glicose. Não que ela cure - ela não atua curando a diabetes, de maneira nenhuma - mas ela, pelo menos, protege a célula e os efeitos adversos levam mais tempo para ocorrer. É uma forma de retardar a destruição celular que ocorre em função da diabetes, que vai afetando todo o sistema vascular - não só os pequenos vasos, afeta os maiores depois. É uma doença que precisa ser combatida com muitos medicamentos que atuam contra os radicais livres. Não é só controlar a glicose, é necessário evitar agressão à célula pelos radicais livres, isso com vitaminas A, E e C, selênio e várias substâncias que protegem a célula

 

Amplitude da auto-hemoterapia

 

Realmente a amplitude da ação da auto-hemoterapia é muito grande. Porque ela atua sobre o Sistema Imunológico de um modo geral, quadruplicando uma área do Sistema Imunológico que é o Sistema Retículo-Endotelial, aumentando os macrófagos de 5% (cinco por cento) para 22% (vinte e dois por cento) - e eles são os responsáveis por toda essa limpeza.



 

A auto-hemoterapia, aumentando o número de macrófagos, faz com que todo o sistema de atuação dos agressores que ocorrem no organismo - seja de vírus, seja de bactérias, seja de células anormais, pré-cancerosas - tudo isso possa ser inibido pela ativação do Sistema Imunológico. Realmente a auto-hemoterapia tem uma aplicação muito ampla, além de que constatei que ela atua numa área do sistema nervoso, que é a área do sistema nervoso autônomo. Ela organiza o sistema vago simpático e com isso dá uma tranqüilidade maior às pessoas.


As pessoas tensas tendem a ser simpaticotônicas, e isso causa contração vascular, isso favorece a hipertensão. A auto-hemoterapia vai manter sob controle a pressão, mantendo o equilíbrio correto entre o sistema vago - que dilata os vasos - e o sistema simpático, que contrai. É uma outra ajuda, junto com outros recursos. É um auxiliar no combate à hipertensão, que é uma doença que atinge bilhões de pessoas no mundo, devido às tensões do stress da vida moderna, do medo, da insegurança. Hoje a hipertensão está se tornando um problema de saúde pública muito grave. E a auto-hemoterapia, pelo menos equilibrando o sistema neurovegetativo, já contribui para que as conseqüências da hipertensão sejam menos graves.

 

A auto-hemoterapia é sempre benéfica?

 

Sempre. Porque o mínimo que se pode dizer é que existe uma curva. O Sistema Imunológico cresce a partir do nascimento, a criança nasce com o Sistema Imunológico praticamente não funcionante. Ela recebe a última carga da placenta quando esta se contrai e joga uma quantidade enorme de anticorpos para dentro da criança. Durante 6 (seis) meses ela vive protegida por estes anticorpos que ela recebeu da mãe. Seria o caso de, durante a gravidez, a mulher fazer a auto-hemoterapia para que a criança nasça com o Sistema Imunológico potencializado. Terminando esse período de 6 (seis) meses é que começam as doenças infantis, exatamente porque terminou a reserva imunológica da criança. A criança começa então a construir o seu próprio Sistema Imunológico, lutando contra os agressores que estão em volta. Neste período começa o programa de vacinação. A vacina produz o mesmo efeito das agressões produzidas pelas doenças: é a doença atenuada, apenas de uma forma que o organismo não corre o risco de adoecer, a não ser que seja uma vacina defeituosa - mas se estiver perfeita não causa doença, ela produz imunidade à doença.



Então a criança vai crescendo, seu Sistema Imunológico chega ao pique máximo entre os 14 (catorze) e os 16 (dezesseis) anos, quando ele atinge a plenitude Aí se mantém neste nível até em torno dos 50 (cinqüenta) aos 55 (cinqüenta e cinto) anos. Começa então o declínio do Sistema Imunológico quando o timus - a glândula que comanda todo o Sistema Imunológico - começa a atrofiar. Daí por diante, a auto-hemoterapia tem um enorme valor porque vai retardar essa curva de declínio. Então seria aí indispensável.
Há pessoas que têm o Sistema Imunológico menos deficiente, outras mais, dependendo da alimentação. Há pessoas que se alimentam muito mal, com falta de nutrientes que estimulam o Sistema Imunológico, como vitaminas, sais minerais ou proteínas, porque o anticorpo é formado de proteína. Se elas têm uma alimentação deficiente, vão ter um Sistema Imunológico deficiente. É por isso que há muitas pessoas que vivem a vida praticamente sem doenças - resistindo a toda a agressão do meio ambiente - e outras sempre estão doentes. Mas a auto-hemoterapia ajudaria neste caso, para contrabalançar essa deficiência na área de alimentação.

 

Intervalos menores que 7 (sete) dias são prejudiciais?

 

Nenhum mal, porque apenas do 5º (quinto) ao 7º (sétimo) dia é que o sangue já está praticamente reabsorvido. E o estimulo imunológico - que ocorre em função desse sangue significar corpo estranho no organismo e que faz o Sistema Imunológico se ativar para rejeitar esse sangue - está declinando. Se fizer com menor espaço de tempo, não há esse declínio - ele se mantém sempre naquela faixa dos 20% (vinte por cento) a 22% (vinte e dois por cento) de macrófagos, quando o normal é 5% (cinco por cento) -, não vai haver nenhum prejuízo. Não há é necessidade, vai sacrificar o paciente. Só quando eu preciso que o paciente se mantenha no nível máximo eu faço com 5 (cinco) dias de intervalo. 



 

A auto-hemoterapia pode ser feita sem pausa?

 

Perfeitamente. Eu só mando fazer interrupção exclusivamente para descansar músculos e veias. 



 

A variação de dosagens - 5 (cinco) ml, 10 (dez) ml, 20 (vinte) ml - faz também aumentar a taxa de monócitos?

 

Não. A única diferença é que, nas doenças auto-imunes, eu às vezes uso até 20 (vinte) ml, nos casos mais graves. E dividindo em 4 (quatro) lugares, aplicando 5 (cinco) ml em cada braço e 5 (cinco) ml em cada nádega. Provoco com isso o desvio do Sistema Imunológico viciado em atacar o próprio corpo, que, em lugar de cumprir a função dele - que é nos defender dos agressores - ele está atuando contra o próprio corpo, como se fosse um inimigo.


No caso da artrite reumatóide, afeta as articulações e cria até deformações. Acredito que esteja pensando atender a um pedido do inconsciente para desviar um sofrimento psíquico para uma área física. E com isso - enquanto esta pessoa está preocupada com seus ossos, seus dedos deformados - esquece os problemas que motivaram o desvio. É uma desgraça sofrer fisicamente, só para aliviar psiquicamente as tensões, mas acontece, e eu tenho provas disso.

 

A partir de que idade crianças podem fazer auto-hemoterapia?

 

Ai depende muito da criança, porque eu já tive há pouco tempo uma criança asmática grave de 5 (cinco) anos que aceitou perfeitamente a auto-hemoterapia. Tinha um controle emocional tão bom que, eu explicando a ela que ela ia ser beneficiada, se convenceu. Quem mais sofre, quando ela toma a auto-hemoterapia, é a mãe.



 

E a auto-hemoterapia na geriatria?

 

Para mim, a área em que deveria ser mais utilizada a auto-hemoterapia é dentro da geriatria. Justamente porque corresponde à época em que o Sistema Imunológico está em declínio.



 

A auto-hemoterapia funciona na cicatrização de escaras?

 

Funciona, ajudando a cicatrização das escaras. Lógico que não pode colocar peso sobre o local. Devem-se usar protetores, porque a escara é produzida por um atrito contínuo da pele sobre o leito. Além do atrito, há a falta de oxigenação pela pressão local, os vasos sanguíneos não abastecem de oxigênio os tecidos, eles tendem a se destruir, mas a auto-hemoterapia vai ajudar a reconstruir e a cicatrização vai se tornar mais rápida.



 

E o HPV?

 

É, esse vírus é muito freqüente no colo do útero. Não tenho experiência porque não sou ginecologista, mas acho que valeria, porque como a auto-hemoterapia atua de modo geral contra vírus - e o HPV é um vírus -, eu acho que deveria também ser usada. Os ginecologistas é que teriam que fazer a experiência e introduzir isso numa prática comum. Se funcionar bem - como eu acredito que deve funcionar, pois funciona em outros vírus - não será nesse caso que será diferente.



 

E no vitiligo?

 

Os pacientes portadores de vitiligo pioram quando ficam tensos. Como o sistema neurovegetativo é equilibrado pela auto-hemoterapia, evitam-se essas recaídas, essas fases ruins em que há um aumento muito grande das manchas do vitiligo. Mas não vai curar o vitiligo, não vai ter nenhum efeito de cura.



 

Nas amigdalites de repetição?

 

É altamente válido, muito válido. Há um tipo de amidalite em que eu usei a auto-hemoterapia com resultado muitíssimo bom. É a amigdalite devida ao estreptococo beta hemolítico. É a amidalite que resulta em febre reumática, causando dano ao coração, com atrofia da válvula mitral, que depois só a cirurgia vai corrigir.


Essa amigdalite é extremamente resistente aos antibióticos. E a auto-hemoterapia junto - logicamente junto com o antibiótico - vence a bactéria. Já curei muitos casos de febre reumática em que a origem dessa infecção era na garganta. Nas amígdalas é onde os micróbios se alojam e se protegem.
No João, por exemplo, que hoje já é homem, quando criança teve febre reumática gravíssima. E foi a auto-hemoterapia que o curou. Ele ficou sem lesão nenhuma.
Outro caso, em Petrópolis, foi considerado até perdido, nunca vi antiestreptolisinas - ASO que é a sigla - alcançar a cifra de mil e tantos, quando o normal vai até 200 (duzentos). Foi a auto-hemoterapia que conseguiu salvar essa menina.

 

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