À Procura da Terra do Nunca Ana Rita Santos Andreia Correia Isabel Moisés Telma Guerreiro



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Escola Superior de Educação



À Procura da Terra do Nunca

Ana Rita Santos
Andreia Correia
Isabel Moisés
Telma Guerreiro


Junho.Setúbal

Instituto Politécnico de Setúbal

Escola Superior de Educação

Curso de Animação e Intervenção Sociocultural

1º Ano


U.C: Opção – Cinema e Televisão

Docente: . Margarida Graça

À Procura da Terra do Nunca”

Ana Rita Santos
Andreia Correia
Isabel Moisés
Telma Guerreiro






Setúbal

Junho.2009




ÍNDICE

Introdução…………………………………………………………………..


Ficha Técnica ……………………………………………………………….
Realizador…………………………………………………………………..
Palavras-Chave ……………………………………………………………..
Sinopse da Obra …………………………………………………………….
Análise Critica ………………………………………………………………
Referências Bibliográficas …………………………………………………..
Anexos ………………………………………………………………………



INTRODUÇÃO

Neste trabalho foi-nos proposto a realização de um comentário crítico a um filme da preferência do grupo, após uma pesquisa variada de filmes, o grupo optou pelo filme À Procura da Terra do Nunca, pois trata-se de um filme que todos os elementos do grupo ainda não tinham visualizado, e nos suscitou bastante interesse pelo facto do argumento ser fundamentado em acontecimentos reais.

Pensamos ser um filme fácil de se identificar com qualquer pessoa, principalmente com os mais fantasistas e com os amantes do cinema e do teatro. Penso que cada um daqueles que for ver o filme vai encontrar em um ou mais momentos um pedaço do que foi a sua vida... ou melhor, um pedaço do que quer que a sua vida seja.

Para além disto, disto tivemos a curiosidade de analisar o filme que iniciou a criação de um dos mais belos contos infantis do mundo "PETER PAN". Ficamos a saber detalhes que provavelmente nunca tínhamos imaginado.



FICHA TÉCNICA

Título Original: Finding Neverland
Gênero: Drama / Romance
Tempo de Duração: 97 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2004
Estúdio: Film Colony
Distribuição: Miramax Films
Argumento: David Magee / Allan Knee
Realização: Marc Forster
Produção: Nellie Bellflower e Richard Gladstein
Música: Jan Kaczmarek
Desenho de Produção: Gemma Jackson
Direcção de Arte: Peter Russell
Figurino: Alexandra Byrne e Mary Kelly
Edição: Matt Chesse
Efeitos Especiais: Double Negative


ELENCO

J


Oliver Fox
Angus Barnett
Toby Jones
Kate Maberly
Matt Green
Catrin Rhys
Tim Potter
Jane Booker
Catharine Cusack
ohnny Depp - Sir James Matthew Barrie
Kate Winslet - Sylvia Llewelyn Davies
Julie Christie - Mrs. Emma du Maurier
Radha Mitchell - Mary Ansell Barrie
Dustin Hoffman
Freddie Highmore
Joe Prospero
Nick Roud
Luke SpillIan Hart
Kelly Macdonald
Mackenzie Crook
Eileen Essel
Jimmy Gardner
Realizador
Marc Forster, nasceu a 27 de Janeiro de 1969
na Alemanha.
Da sua Filmografia fazem parte filmes como:

007 - Quantum of Solace Quantum of Solace (2008)


O Menino de Cabul The Kite Runner (2007)
Contado Ninguém Acredita Stranger Than Fiction (2006)
Stay - Entre a Vida e a Morte Stay (2005)
À Procura da Terra do Nunca Finding Neverland (2004)
Depois do Ódio Monster's Ball (2001)

PALAVRAS-CHAVE: Imaginação, Sonhos, Amizade, Tristeza, Esperança, amor, fadas

SINOPSE DA OBRA:

A imaginação extraordinária de um homem e a sua comovente jornada, entrelaçam-se numa emocionante história inspirada em acontecimentos da vida do escritor escocês James Mathew Barrie.

Após o insucesso de sua última peça, e com uma vida amorosa algo decepcionante, J. M. Barrie, desafiando as convenções de uma Londres Eduardiana, torna-se acompanhante de uma viúva solitária, e pai substituto para os seus quatro jovens filhos.

Na companhia dessa nova família, Barrie encontrará a grande inspiração para criar o ficcional herói Peter Pan, o famoso clássico da literatura infantil que fala directamente com a criança que existe em todos nós.

Quando Barrie está pronto para apresentar “Peter Pan” ao mundo, uma trágica mudança do destino fará com que o escritor e aqueles que ele mais ama entendam o que significa realmente acreditar.

ANÁLISE CRITICA

À Procura da Terra do Nunca é um desafio, a um tempo estético e ético, à obscenidade televisiva reinante que conseguiu reduzir as representações correntes das crianças, vítimas sempre e ameaçadas de uma inocência sem vida. Neste aspecto, a realização de Marc Forster é tanto mais admirável quanto o seu filme anterior, «Monster`s Ball - Depois do Ódio» (com o qual Halle Berry arrebatou o Óscar de melhor actriz referente a 2001), poderia fazer-nos pensar que o realismo mais cru seria o seu registo de eleição.

À Procura da Terra do Nunca é um filme que nos demonstra como o cinema pode ser uma máquina capaz de inventar uma nova percepção dos seres e das coisas. Como se, no limite, a criação artística não fosse um gesto de comentário sobre o sentido do real, mas sim a sua libertação de qualquer sentido.

Este filme é uma grande analogia entre sonhos e realidade de uma criança retratada tanto em adulto quanto em jovem.

O filme começa com James (Johnny Depp) a viver mais um falhanço de uma peça de teatro, James não está muito conceituado pela sociedade que o rodeia, a critica esmaga-o, e a sua esposa, Mary, mulher alheada à criatividade do seu marido, preocupando-se apenas com o impacto de tal acontecimento pode vir a ter na vida social deles.

O produtor de James, Charles Froham (Dustin Hoffman) perante tal fracasso, informa-o que o teatro está alugado para toda a época, por isso James terá de com a máxima urgência escrever uma nova peça, mas algo que vingue, e que faça encher o teatro, senão as perdas serão brutais.

Com este terrível peso em cima, James durante um dos seus passeios ao jardim com o seu cão de nome Porthos, conhece a família Llewelyn Davies: Sylvia, (Kate Winslett), uma viúva que vive para os seus quatro filhos, crianças fantásticas que têm necessidade de uma figura masculina na vida deles.

São crianças que necessitam urgentemente de quem lhes dê atenção, uma vez que o pai faleceu. E James com uma vontade de ser criança e com um coração de criança, e que se vê reprimido pelo ambiente onde vive e por uma mulher que não o deixa libertar-se desta faceta, assim vimos o James a entregar-se numa aventura deliciosa com aquelas crianças, dia após dia, construindo uma amizade sólida, e a mãe das crianças encanta-se pela forma como ele se entrega às crianças.

Uma das coisas que nos agradou no filme, foi o facto da aproximação de James ás crianças ser feita apenas por causa delas, e não com a intenção de conquistar a mãe, provando assim que James é realmente uma criança escondida num corpo de adulto.
O Tio Jim, como as crianças o chamam, deixa todos encantados com a sua presença assídua, todos á excepção da mãe de Sylvia, Mrs. Emma du Maurier, que está preocupada com aquela presença masculina, irreverente, casado, e um pouco desajustado da sociedade onde estão inseridos e ignora o facto de ele estar a fazer maravilhas com aquelas crianças, que deixaram de estar tristes como antigamente.
Esta convivência, vai trazer a James, mais do que ele estava á espera, inspirando-se no filho mais novo de Sylvia, Peter, uma criança muito marcada pela morte do pai, e também na sua própria vontade de reviver a sua infância, James escreve a famosa peça Peter Pan, que conta a história de um menino que nunca cresce, e que vive num mundo mágico de fadas e duendes, a “NeverLand”, a Terra do Nunca.
Na estreia da peça, James tem uma ideia brilhante, pede para deixarem 25 lugares aleatórios vagos no teatro, ao que Froham depressa fica aterrorizado, pois vê chegar a hora de começar a peça e os lugares a continuarem vazios, e é quando de repente entram 25 crianças de um orfanato local, o que deixa todos de boca aberta. Mas James sabia o que tinha escrito, e sabia que uma peça para crianças tinha que as ter como público, que conseguissem ver para além do olhar pequeno de um adulto, crianças que conseguissem sonhar de olhos abertos com a mesma facilidade que o fazem de olhos fechados.

E é então que James tem o sucesso merecido á tanto tempo, todas aquelas pessoas deixam-se levar pelo riso contagiante das crianças e começam a ver a peça também elas com outros olhos.

Antes do filme terminar, James consegue-nos surpreender mais uma vez, como Sylvia não se pode deslocar ao teatro, porque se encontra gravemente doente, James recria na sua sala, um pouco da peça, uma Terra do Nunca, que Sylvia sempre sonhou conhecer.

Compreende-se, assim, que À Procura da Terra do Nunca seja um simples filme sobre o amor.

O que falha são os contrapontos mais emocionais que o filme tenta explorar a doença de (Kate Winslet) e a vida particular de Barrie, não se sente história nestes dois pontos.

O filme tem uma montagem tipo videoclip, tem planos muito rápidos contraproducente num filme relativamente tranquilo. O filme parece andar à deriva nas suas motivações, as que nos pareceram mais relevantes foram pouco desenvolvidas, a utilização da realidade para efeitos de criação de ficção. Realidade que, infelizmente, Barrie não tem nenhum problema de consciência em utilizar - se, o lado nocivo das fugas para a Terra do Nunca, das fugas à realidade, sublinhada através da frieza de Peter.

.

NARRATIVA

Embora seja um filme correcto e de bom-gosto, os momentos de maior tensão emocional são genuínos e não recorrem à manipulação fácil, não possui um ritmo muito absorvente, mas apresentando em certos episódios momentos monótonos e previsíveis.

Alguns pormenores acerca do papel dos sonhos ou reflexões sobre a infância, À Procura da Terra do Nunca desenrola-se de uma forma demasiado rotineira e controlada e só na recta final o filme se desenvolve, mas aí já é tarde para o filme alcançar voos mais altos.

Trata-se portanto de um filme previsível, porque a narrativa linear assim o produz., os únicos momentos que se distinguem são quando Barry começa a imaginar histórias e, sobretudos, espaços. Mas, sabendo nós que a narrativa se processa em 1903, achamos um pouco estranho que numa dessas fantasias, o espaço apresentado pelo realizador para simbolizar a imaginação de Barry, fosse o de um “western”, ou seja, Barry, já sonhava com imagens, com tiques, códigos, no fundo, de um género que só teria acesso àqueles sons e imagens uns bons trinta anos depois.

Existe uma impressionante colagem de referências codificadas. Isto é, um filme que, na maioria dos planos, cenas, sequências, personagens, tem o propósito, consciente ou não, de citar outras obras, outros filmes.

SEQUÊNCIAS

Roger Ebert, um crítico americano, disse que “o cinema de hoje é auto – referencial”, ou seja, é um cinema que se faz com a ideia de outros filmes dentro da construção de uma obra cinematográfica. Podemos chamar-lhe um filme codificado devido ao aborrecimento que sentimos por ver que as cenas, cinco minutos antes de aparecerem, já se sabiam como iam acabar.

Uns dos exemplos é a pequena sequência dos piratas, as imagens parecem assemelhar-se àqueles desenhos feitos à mão das histórias para crianças. As ondas tem a forma, mas não a sua harmonia natural, parecendo desenhadas infantilmente, e o barco, estranhamente vazio, só lá estão as personagens principais e navega sem rumo aparente. No meio disto tudo, aparece um tubarão digital, daqueles parecidos com o “Bruce”, e estraga a sequência toda.

De facto, Forster não consegue abandonar a auto – citação. Poder-se-ia falar de uma marca do autor, mas, analisando em pormenor trata-se de esconder uma certa preguiça na construção das sequências.

Isto é, nunca sentimos que exista uma sequencia de ideias, algo que faz com que o argumentista ou o realizador, ao terem uma ideia para um cena, como de uma personagem a desconstruam em dezenas de outras ideias, para que não só narrem pormenorizadamente essa ideia original até ao fim, mas que a levem a outros sentidos, a outro nível de complexidade, para que o filme se desenrole um pouco mais em termos de universo dramático.

ILUMINAÇÃO

Gostamos do uso da iluminação e cenários na cena em que Sylvia “vê” a Terra do Nunca, na sua casa e nós, na sala escura, vemos um pouco de cinema idealista e inocente.



A REALIZAÇÃO

A realização, essa, é pausada, sem grandes malabarismos técnicos, quase tudo feito com bom gosto, e excelentes interpretações.

Em termos técnicos é um filme muito interessante, a fotografia é de estranha envolvência, parecendo existir uma pequena sujidade envolvendo as imagens, muito dramática e relaxante, nada exagerada.

A montagem é vigorosa, conseguindo chamar a atenção do espectador para o local adequado, para isso contribuiu de certo a realização.



PLANOS

A realização de Marc Forster arriscou em grande parte dos seus planos em entrega-los apenas a grandes planos dos actores, ou seja, se os actores não ajudassem o trabalho do realizador seria um fiasco.

Forster nos momentos mais dramáticos utiliza apenas grandes planos ou planos de conjunto, muitos apertados e com apenas os rostos focados, utilizando constantemente os planos mais afastados em desfoque, muito teatral e muito adequado ao sentimentalismo.

Kate Winslet, é espectacular, cada grande plano seu enche o coração de cada um de nós com mil e um sentimentos. É o seu grande papel, disso não há dúvida, completando em grande estilo um ano que já de si não era mau depois do seu desempenho no filme O Despertar Da Mente.

Num grande plano, temos a espectacular abertura da peça de Pan, noutro plano, uma história mais intimista e emocional, o estado de Sylvia (Kate Winslet).

O filme tem uma montagem tipo videoclip, tem planos muito rápidos contraproducente num filme relativamente tranquilo.



ACTORES

Por fim, em relação aos actores falaremos da criança Freddie Highmore e do Johnny Depp.

Freddie Highmore que veste a personagem do Peter, é absolutamente fantástico, com uma interpretação nada normal numa criança. Simplesmente extraordinário, os últimos minutos de filme, que tratam-se de instantes bem ritmados, conferem ao espectador momentos inesquecíveis.

O James Barrie, consegue representar sempre de costas à falsidade das máscaras sociais, como se a beleza da sua indiferença nascesse de uma naturalidade alheia a qualquer culpa ou preconceito. Sempre com uma elegância típica de uma personagem de fábula. E sempre com um infinito respeito pelo riso e pela seriedade das crianças.



GUARDA – ROUPA

Utilizou-se um excelente guarda-roupa inspirado no romantismo que se usava em Londres no princípio do século XX. Na alteração de sequências e na mudança de planos houve sempre cuidado em haver uma continuidade no vestuário.



BANDA SONORA

A banda sonora musical, em conjunto com som foi mantida de plano para plano.



REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

http://pt.wikipedia.org/wiki/Finding_Neverland

http://www.cineteka.com/index.php?id=001571&op=Movie

http://cine7.blogspot.com/2005/11/procura-da-terra-do-nunca.html

AUMONT, Jacques e MARIE, Michel: "Dicionário teórico e crítico de cinema", Papirus Editora, Campinas, 2003.

METZ, Christian: "A Significação no cinema", Editora Perspectiva, São Paulo, 2004.



ÍNDICE DE IMAGENS





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