01 – identificaçÃO



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PROJETO “CONTO E RECONTO LEVANDO SONHOS PARA PRÍNCIPES E PRINCESAS”

01 – IDENTIFICAÇÃO


1.1 - Nome do Projeto: Conto e Reconto: Levando sonhos para Príncipes e Princesas.

1.2 - Coordenadora do Projeto: Geruzza Vargas da Silva Vieira.

1.3 – Nome do Subcoordenador: Alexandre de Salles.

1.4 – Responsável Técnico: Maria Aparecida Ferreira Leite.

1.5 – Público Alvo da Entidade Executora: Alunos das escolas públicas com faixa etária de 7 (sete) a 14 (quatorze) anos, regularmente matriculados nas Escolas Municipais de Candeias do Jamari - RO.

1.6 – Público Alvo do Projeto: Alunos das escolas públicas com faixa etária de 7 (sete) a 14 (quatorze) anos, regularmente matriculados nas Escolas Municipais de Candeias do Jamari - RO.

1.7– Local de Execução: Bairro Santa Leticia, município de Candeias do Jamari.
02 – APRESENTAÇÃO

A Fundação de Apoio a Pesquisa Científica, Educacional e Tecnológica de Rondônia, denominada de Instituto de Pesquisa de Rondônia – IPRO é uma pessoa jurídica de direito privado, apartidária, sem fins econômicos, com sede no município de Porto Velho, Estado de Rondônia.

Foi constituída oficialmente em 10/03/2010, por meio de Escritura Pública de Instituição com a finalidade de atuar na realização de estudos, pesquisas e projetos de natureza técnica, científico, educacional, cultural, religioso, histórico e ambiental, atendendo aos interesses da sociedade e de entidades públicas ou privadas, neste modelo a IPRO vem buscando parcerias para realizar e executar seus projetos sociais, onde visa atender também suas finalidades estatutárias, sociais e culturais; no que permite a Lei 8.958/94, regulada pelo Decreto 5.205/04.

Através da Lei nº. 3.055 a Fundação IPRO foi decretada Utilidade Pública Estadual e Decretada Utilidade Pública Federal através da Portaria nº. 547 de 19 de março de 2014.

Nesta perspectiva, o projeto Conto e Reconto: Levando sonhos para Príncipes e Princesas, é um subprojeto do projeto Fábrica de Cultura e do Projeto: Contos de Fadas do Século XXI e vem ao encontro desta intencionalidade com o intuito de ampliar mecanismos de aprendizagem e de estímulo como estratégias para o desenvolvimento humano e educacional de crianças de 7 (sete) a 14 (quatorze) anos, para despertar a consciência critica e cidadão por meio do despertar da leitura como estratégia diferenciada para suscitar avanços pedagógicos importantes para o exercício pleno da cidadania.

O projeto Conto e Reconto: Levando sonhos para Príncipes e Princesas, que busca desencadear o processo de aprendizagem das crianças a partir da contação de Contos de Fadas e e contará com a metodologia elaborada e executado através dos Projeto Contos de Fadas do Século XXI e Fábrica de Cultural, onde o aprendizado fora concebido a partir das experiências dos projetos executados nos anos de 2011/2012/2013 e é composto e adequado através da arte de Ler, Escrever, Produzir e Criar, sendo a ideia central a prática de Rodas de Leitura, Contação de Histórias, Recuperação de Memória das histórias da comunidade, Reconstrução de histórias e produção e sistematização de histórias produzidas no coletivo. Para que o projeto se concretize sempre se faz necessário formar agentes de leitura da própria Comunidade que possam mediar a interpretação dos portadores textuais em diferentes linguagens: não se pode estabelecer a formação de uma comunidade leitora sem a formação de leitores proficiente de mundo. Preciso se faz estabelecer rodas de leitura e contadores de histórias das comunidades que envolvam professores, pais, avós e outras autoridades locais da comunidade como, por exemplo; os líderes religiosos que detém uma autoridade forte sobre as populações mais carentes de Rondônia.

Todas as atividades são praticadas em grupo, o que estimula a participação dos alunos.

O projeto nasce a partir de várias perspectivas principalmente da ausência do Poder Público em ampliar o acesso a novas metodologias de ensino. A proposta visa buscar uma parceria entre o público e o privado para melhorar os índices de assistência ao acolhimento social, estas parcerias serão subsidiadas e coordenadas pela Fundação IPRO que irá gerenciar; aplicar e coordenar todo o programa que terá como metas: ampliar o desenvolvimento educacional das crianças envolvidas.

Atualmente o projeto Contos de Fadas do Século XXI estava sendo executados na Associação de Moradores do Bairro Mariana, localizada no Bairro Mariana em Porto Velho – RO, no entanto a Fundação IPRO visando ampliar o atendimento e visando a qualidade e a ampliação de vagas recebeu a DOAÇÃO de um Terreno medindo 10x30 localizado na Rua Bahia, Bairro Santa Letícia em Candeias do Jamari – RO que encontrasse devidamente Escriturado, no entanto, o Projeto Contos de Fadas do Século XXI permanecerá a ser executado no Bairro Mariana mas esta sendo reformulado e aguardando a confirmação de Emenda Parlamentar para fins de Construção do Centro de Referencia no Atendimento a Criança.
3 – JUSTIFICATIVA

O projeto se justifica porque visa direcionar a melhoria da qualidade da educação e principalmente para retirar as crianças do munícipio de Candeias do Jamari – RO, que detém os piores índices escolares e de violência do Estado de Rondônia, e neste aspecto atendendo os preceitos estatutários e vislumbrando retirar as crianças da zona de risco, principalmente porque o desenvolvimento cultural e o desenvolvimento econômico estão sempre abaixo dos demais municípios do Estado e aduz o nosso conceito de que a Educação pode sim transformar de forma significativa a vida dessas crianças, propomos essa iniciativa o que por si só já é uma oportunidade significativa na vida dessas crianças.

A interpretação que os dados sinalizam é o de que se houvesse um investimento sistemático no estímulo a leitura e alfabetização matemática destas crianças, sobretudo nos cinco primeiros anos de estudo, o impacto em seus processos de ler e interpretar textos afetaria diretamente os dados de desenvolvimento do município. As pesquisas desenvolvidas por Penin (1996), Kishimoto (1994) e Hilario (2007) permitem inferir que as crianças mudam e melhoram as rotinas familiares, produzindo um conhecimento em processo que reorganiza e melhora a qualidade de vida de suas famílias.

A escolha do município de Candeias do Jamari – RO e especificadamente o Bairro Santa Letícia se deu única e exclusivamente por se tratar de um bairro que constitui um espaço limítrofe entre a miséria absoluta e a sobrevivência. O Bairro Santa Letícia está localizado na periferia de Candeias do Jamari, com alto índice de violência, pouca iluminação, casas pequenas, muitas em fase de construção e que abrigam um grande número de pessoas, adultos em idade de produzir, e que na sua grande maioria estão desempregados e sem perspectivas de se empregarem em função da baixa escolaridade e ausência total e sistemática do poder público para intervenção e resolução dos problemas sociais que são todos emergenciais. O perfil socioeconômico é de trabalhadores informais, beneficiários da Bolsa Família e média de crianças em torno de cinco, com frequência escolar baixa e irregular, alta evasão escolar em função da necessidade de contribuir com o orçamento doméstico em realizando biscates e tarefas que rendem um mínimo suficiente para completar o modesto orçamento doméstico. Fica evidenciada nesta breve apresentação e reprodução dos que o Bairro Santa Leticia necessita de socorro, e que apenas o estímulo à leitura pode sim trazer para o desenvolvimento e a transformação social, no entanto, isto só será possível a partir do momento em que outras iniciativas possam trabalhar em conjunto, isto perpassa por atendimento psicológico especializado, atendimento do serviço social para encaminhamento para outros setores.

Outro fator relevante é o alto índice de violência doméstica, assassinatos com arma branca (números apresentados pela Secretaria Municipal de Saúde), problemas identificados com usuários de drogas e bebidas alcoólicas.

Hoje as crianças têm carência de fome e de ações contínuas não apenas de mutirões, para que nosso projeto de fato alcance o seu objetivo necessitamos trabalhar em parceria entre o público e o privado e neste sentido, ai sim trabalhar o pertencimento destas crianças ao seu tempo histórico, ao mergulho que o entendimento dos contextos permite, ampliando a emersão a cidadania plena. Poucas histórias são contadas no recesso dos lares em função da necessidade de sobrevivência das famílias e das crianças ficarem sozinhas, sobretudo as mais pobres. A proposta deste projeto é resgatar a partir do conto de fadas o interesse para a leitura. As crianças pequenas precisam ter contato com a leitura, sobretudo dos contos de fada que remetem a um mundo mágico de sonhos e encantamento. Faz parte do crescimento e consolidação do processo de maturidade emocional, de aprender a conviver com sentimentos adversos e contraditórios.

Ler, escrever, produzir, criar. Porém, em que se pese o fato dos contos envolverem aspectos mágicos de um tempo de reis e princesas, nas estórias há divisão de classes, de papéis sociais de acordo com o sexo e condições econômicas; cultura e reforço a comportamentos e pensamentos que não se justificam em dias de mulheres que são chefes de família, presidentes da república, engenheiras e motoristas de carretas. É preciso propor alternativas que partam dos contos de fadas tradicionais e contemplem a formulação de uma estrutura com os espaços e vivências de grande parte das crianças brasileiras, sobretudo as mais pobres que privilegiem as histórias originárias amazônicas, indígenas e afrodescendentes.

As avós que trabalham para ajudar no orçamento doméstico, madrastas e padrastos que substituem e conquistam lugar na vida dos pequenos com seus afetos e cuidados, famílias formadas por mãe e mãe, pai e mãe, pai e pai e outras organizações não contempladas no mundo fantástico dos Contos de Fada. Necessário se faz apresentar histórias e contos de fadas nas quais as crianças pobres se reconheçam como sujeitos de uma história que pode se modificar em função do conhecimento do mundo que se pretende apresentar e consolidar para elas. Para tanto se justifica a presente proposta por apresentar, sugerir e estimular a leitura, tendo como protagonista e temática a diversidade cultural e social, e, as diferenças que constituem a formação da sociedade mestiça brasileira.

Em que se pese o nível de dificuldade para traçar um perfil o mais aproximado e preciso em relação à realidade que se apresenta no desenvolvimento das práticas pedagógicas no ambiente das escolas, é possível perceber que as práticas sociais devem andar unidas a partir de único proposito melhorar os índices de violência e oportunizar a essas crianças um atendimento mais humano e que possamos retira-las da vulnerabilidade em todos os níveis. Isto se deve ao fato dos ritos e linguagem escolar estar distante da cultura vivenciada pelas crianças em princípio. As taxas de abandono na Educação Básica encontram-se entre as mais altas do Brasil. Segundo diagnóstico preliminar desenvolvido, este fator se deve, a falta de oportunidades para desenvolvimento dos estudos no Município, bem como a falta de oportunidades de crescimento e desenvolvimento profissional fora do âmbito do agronegócio, dos pequenos comércios e da agricultura familiar.

O abandono escolar na cidade é fruto de uma convergência de fatores que contribuem para que as crianças e jovens busquem novas possibilidades para sobreviver fora do espaço escolar. A educação e a sociedade situam-se num processo de relações recíprocas. Não é possível analisar tais informações das dimensões acima sem analisar os pressupostos básicos e o entorno que produziram tais resultados.

Assim, ao mesmo tempo em que a escola depende da influência histórica social mais ampla, é há um tempo e momento o espaço de difusão de conhecimento universal, tendo um papel de equacionar as desigualdades sociais por meio da emancipação do sujeito histórico da sociedade do conhecimento.

As taxas de aprovação precisam ser lidas a luz de um projeto educacional que carece de insumos para se desenvolver plenamente de acordo com sua potencialidade e, de tal monte, que possa a partir de soluções engendradas em seu cotidiano, traçar um projeto social e escolar que supere as vulnerabilidades e possibilite uma oportunidade de escolha e futuro aos jovens.

A escola tem nesta perspectiva uma importância vital por ser o local institucional onde as crianças vão organizar suas trocas e propor uma nova administração sobre os saberes e convivência a favor do desenvolvimento de novas formas de administrar os recursos naturais em favor das pessoas, da utilização de a diversidade culturais presente no Brasil e reproduzida em Rondônia como diferencial a enriquecer a convivência e provocar a reflexão sobre os significados, similaridades e diferenças que traduzem a formação da cultura rondoniense. Toda a contribuição à escolar e ao reforço das práticas devem ser estimuladas e repercutidas.

O projeto vem de encontro a uma emergente necessidade de se buscar mecanismos e incentivos a leitura, esporte e a reprodução de palestras que visam a compreensão do mundo como cidadão crítico, o investimento no ser humano, nas necessidades e peculiaridades de cada Região, o Estado de Rondônia fica geograficamente isolado e consequentemente não consegue incentivos privados para o desenvolvimento dos seus maiores frutos, “a criança”, que precisa se desenvolver para desenvolver futuramente a economia do Estado.


4 – OBJETIVO GERAL

Ler, Escrever, Produzir e Criar a partir da leitura dos clássicos dos contos de fada apresentados em múltiplas linguagens, que vão da literatura apresentada, da “contação” de histórias à produção de histórias e recuperação de memórias. A realização de oficinas de esportes e a realização de Palestras sobre temas relativos a cidadania.


4.1 - Objetivos Específicos

  • Apresentar uma visão heterogênea sobre a diversidade na interpretação dos contos de fada.

  • Debater as conquistas sociais históricas das mulheres e sua função social na modernidade, por meio do confronto entre as heroínas dos contos de fada e as heroínas da vida real.

  • Propor a escrita de histórias pelas crianças que envolvam a elaboração de novas histórias.

  • Articular a magia presente nos contos de fada e uma prospecção sobre a realidade e as possibilidades de mudança e intervenção do real.

  • Valorizar as histórias e lendas irmanadas a partir das comunidades onde o projeto será aplicado.

  • Envolver os pais e/ ou responsáveis em processos de recuperação de memória, leiturização e escrita.

  • Realizar oficinas de esporte para se produzir uma cultura de vida saudável, sendo realizado aos sábados;

  • Realizar Reforço escolar no Centro de Referencia no Atendimento a Criança e a Mulher, sendo inicialmente proposto 2 (duas) vezes por semana;

5. METODOLOGIA

O processo se desencadeia partir da arte de Ler, Escrever, Produzir e Criar, sendo a ideia central a prática de Reforço Escolar, Rodas de Leitura, Contação de Histórias, Recuperação de Memória das histórias da comunidade, Reconstrução de histórias, Realização e criação de jogos lúdicos voltados para o aprendizado da Matemática, produção e sistematização de histórias produzidas no coletivo, utilização da cultura digital como estratégia para potencializar a aprendizagem e a implantação da estética da sensibilidade (linha teórica que utiliza a música, o teatro e as artes plásticas para sensibilizar as crianças de suas experiências cotidianas sem que ela tenha que passar por um processo negativo de vivenciar tais experiências), a realização de palestras quinzenalmente na Escola Jânio Quadros e a realização de oficinas de esporte.

A partir da experiência da equipe técnica da Fundação IPRO, nos projetos Fábrica de Cultura e Contos de Fadas do Século XXI surge a emergente necessidade de ampliar os projetos educacionais bem como aumentar a quantidade de crianças atendidas e para tanto a Fundação IPRO irá construir o “Centro de Referencia ao atendimento a Mulher e a Criança” que abrigará o Projeto: Conto e Reconto: Levando sonhos para Príncipes e Princesas, além deste projeto irão compor outros Projetos Educacionais, Culturais e Preventivos e que poderão atender toda a comunidade do Candeias do Jamari. Para que o projeto se concretize será necessário o envolvimento de outros mecanismos e órgãos governamentais e não-governamentais, considerando a necessidade de se produzir um projeto contínuo com ações voltadas as crianças que serão os agentes de leitura para que os mesmos possam de fato poder ler e interpretar, formando assim leitores proficiente de mundo. Preciso se faz estabelecer rodas de leitura e contadores de histórias das comunidades.

6 – ESTIMATIVA DE ATENDIMENTO

Estão sendo atendidas 50 (cinquenta) crianças por dia, para as aulas de reforço escolar, oficina de arte e oficina de esporte, totalizando 150 (cento e cinquenta) crianças atendidas inicialmente.


7 – CONSIDERAÇÕES GERAIS

Ressaltasse ainda que todos as atividades são gratuitas, bem como a doação de todo o material didático, uniforme e lanche serão distribuídos gratuitamente.

Porto Velho – RO, 14 de novembro de 2014.


Roberto Rodrigues de Oliveira

Diretor Presidente

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