01 a boa Idéia de Suzana 04 02 a exposição de Flores de Guilherme 05



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25 - MEIA HORA DE VIDA


Numa prisão, na Áustria, em frente de uma cela em que se encontravam dois jovens condenados, incriminados do assassínio de um policial, dois visitantes conversavam:

- Parece-me que vai perder o seu tempo, dizia um deles, sacerdote; estes jovens são católicos. Envidei todos os esforços no sentido de os converter, mas tudo foi inútil, pois estão completamente endurecidos. Todavia quando já me propunha a sair pediram que os deixasse falar com um pastor evangélico.

Eram 17:30h e às 18:00 horas ambos seriam executados.

O homem a quem havia sido dirigido a palavra do padre, um pastor evangélico, entrou na cela, orando fervorosamente no espírito. Os jovens Sobot e Kosil, de 17 anos, levantaram-se, cumprimentando-o e Sobot disse, simplesmente:

- Esperávamos que o senhor viesse...

Colocando sobre a mesa a Bíblia, o pastor respondeu:

- Sinto-me muito contente por estar aqui.

- Que livro é aquele? Perguntou Kosil.

- A Bíblia.

- Será esse o livro que diz que Deus fez o mundo?

- Exatamente, tornou o pastor; mas diz muito mais ainda. Não relata apenas que Deus criou o mundo, mas diz, também, que Ele o amou. Escutai isto: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo aquele que n’Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

E o pastor sentou-se num banco, fazendo sentar ao seu lado os dois condenados; e continuou:

- Deus amou o mundo! Isto é verdade e algo aconteceu que o prova, e ao mesmo tempo em que Ele ainda o ama.

Os jovens escutavam atentamente e o pastor falou-lhes de Cristo, o Filho de Deus, que pelo sacrifício de Si próprio veio tirar o pecado, reconciliando o mundo com Deus. Em dada altura leu-lhes as seguintes palavras: “E quando chegaram ao lugar chamado a Caveira, ali O crucificaram, e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda. E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”.

- Mas é verdade que Ele disse isso por aqueles dois criminosos? Interrompeu Kosil.

- Certamente eles estavam incluídos nesta frase, foi a resposta.

- Pastor, julga realmente que há alguma coisa além da morte? Sempre supus que na morte tudo findaria...

- Não, amigo, a morte não é o fim; há algo mais depois dela.

- Se isso é verdade, será uma coisa péssima o que nos espera, exclamou Kosil amargamente.

Mas, com alegria, o pastor atalhou:

- Não, necessariamente; pode acontecer uma coisa maravilhosa. Escutai.

E leu-lhes a história do ladrão que, moribundo, disse a Jesus pendurado na cruz ao seu lado: “Senhor, lembra-Te de mim, quando entrares no Teu reino”. E a resposta de Jesus: “Em verdade te digo hoje, que serás comigo no Paraíso”.

Sobot e Kosil quedaram pensativos.

- Meus amigos – disse o pastor, tomando-lhes as mãos – nunca em minha vida aconselhei alguém a seguir o exemplo de um criminoso, agora, porém, peço-vos: imitai este ladrão que morreu ao lado de Jesus, confessando os seus pecados, naquelas palavras: “E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez”. Este homem voltou-se para Deus e confiou em Jesus para o perdão dos seus pecados, e quando Deus nos perdoa, os nossos crimes são apagados. Jesus respondeu à fé daquele homem com as palavras: “Na verdade te digo hoje, que serás comigo no Paraíso”.

Depois desta conversação, quando o pastor apareceu à porta da cela, o padre perguntou-lhe:

- Então que conseguiu?

O pastor apenas lhe respondeu: - Entre, senhor capelão.

E os dois permaneceram na cela durante dez minutos apenas. Foram, todavia, momentos santificados, pelo arrependimento dos jovens, pela sua fé em Cristo, crucificado e vivo.

Depois, foram palavras de agradecimento, saudação e o adeus...

O padre e o pastor evangélico ficaram olhando à porta até que de todo se perderam as figuras daqueles que não mais voltariam e, num movimento espontâneo, apertaram-se às mãos. Ambos haviam visto que o Evangelho de Cristo é o “poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”.


26 - NANCY E AS FLORES


A vovó de Nancy tinha uma loja de flores. Atrás de sua casa havia um viveiro, onde se podia encontrar qualquer variedade de planta que você possa imaginar.

E atrás do viveiro havia um jardim. E o jardim transbordava de flores de verão. Haviam flores rosadas, flores azuis, alaranjadas, douradas e flores amarelas. E atrás, num pequeno cercado, estavam plantas cheias de rosas vermelhas, brancas, rosadas e amarelas. Quando Nancy ia visitar a vovó, sempre ajudava a molhar as flores, e também ajudava a capinar, tirando o mato. Algumas vezes, a vovó lhe dava uma tesoura, e deixava que ela cortasse algumas flores para fazer um buquê. Ela precisava de tesoura, especialmente para apanhar rosas. Sempre que podava as flores, Nancy pensava como devia ter sido lindo no Jardim do Éden, onde não havia espinhos nas rosas, não havia erva daninha e nem mato para arrancar. Como devia ter sido lindo antes que o pecado entrasse em nosso mundo para estragar tantas coisas bonitas! Mas os espinhos eram superados pela deliciosa fragrância das rosas, e por isto ela era muito agradecida.

Uma manhã a mamãe perguntou: “Nancy, você gostaria de ir passar o dia com a vovó?”

“Ó, mãe, como eu gostaria de ir. Eu gosto muito de ir à casa da vovó!” E Nancy batia palmas de felicidade. “Vai ser muito divertido na casa da vovó”.

Quando a mamãe e Nancy chegaram na entrada da casa, a vovó já estava esperando por elas. Tinha um grande sorriso em seu rosto, e deu um beijo em Nancy. “Você é exatamente a ajudante que eu precisava hoje. Vou estar muito ocupada arrumando flores para um casamento. Não tenho ninguém para capinar e molhar minhas flores. Você gostaria de fazer isto para mim?”

“Lógico que sim”, disse Nancy, se sentindo muito importante e correndo com a vovó para o jardim.

A vovó mostrou quais as flores que precisavam de atenção, e depois voltou para a loja, para trabalhar nas flores para o casamento.

Enquanto Nancy trabalhava, lembrava que sua avó tinha dito, muitas vezes, que ela deveria lembrar de nunca arrancar uma flor, mas sempre cortar com uma tesoura. A vovó também sempre avisava para não entrar no cercado onde estavam plantadas as rosas.

“Rosas têm espinhos muito perigosos”, sua vovó tinha dito, “eles podem machucar uma menina pequena. Eu conheço uma menininha a quem não quero ver toda arranhada pelos espinhos”.

Nancy lembrava destas regras enquanto arrancava o mato e molhava as flores. “Acho que estas regras foram feitas quando eu era ainda muito pequena para saber como me cuidar” pensou ela, “agora estou bem crescida, tenho certeza”.

Depois que terminou de capinar o mato, olhou em volta. As flores estavam muito bonitas. Mas Nancy gostava muito mais das rosas, e decidiu esquecer a regra antiga e chegou bem perto do cercado para ver as rosas.

“Ah, como eu gostaria de ter uma rosa” , disse alto. E viu uma rosa por cima da cerca.

Uma vozinha dentro dela parecia dizer: “Por que você não pega essa linda rosa que está em cima da cerca? Você pode alcançar muito fácil, e a vovó nunca vai saber”.

Mas, no mesmo instante, outra voz, a voz da consciência, parecia dizer: “Não! Lembre-se da ordem da vovó. Ela não quer que você arranque as flores. Você poderá se machucar com os espinhos se tentar pegar aquela rosa”.

Mas Nancy desprezou a voz da consciência e subiu na cerca. Esticou a mão e segurou o talo da rosa, virou de um lado para o outro, torceu, mas não conseguia arrancar. Usou então as duas mãos, e de repente perdeu o equilíbrio e caiu diretamente em cima da roseira.

“Ai! Ai! Ai!” Nancy começou a gritar de dor. Os espinhos que estavam nos ramos da roseira iam arranhando seu rosto conforme ela caia. Também suas pernas e seus braços estavam arranhados, e, além disso, seu vestido estava rasgado.

Cada vez que Nancy se mexia, tentando levantar-se, os espinhos a arranhavam ainda mais. Então chamou pela vovó com toda a força de seus pulmões. Esqueceu que tinha desobedecido, esqueceu que a vovó poderia ficar muito zangada com ela, e somente sabia que queria se ver livre daqueles espinhos horríveis.

A vovó ouviu seus gritos e veio correndo. Com muito cuidado tirou

Nancy do meio da roseira, e carinhosamente a carregou para dentro de casa.

Gentilmente lavou seus ferimentos e arranhões com uma loção desinfetante. Logo Nancy se sentiu bem melhor.

“Estou muito triste porque desobedeci à senhora e quebrei a roseira”, disse arrependida.

A vovó a abraçou com todo o cuidado: “Agora não devemos ficar preocupadas com roseiras quebradas, mas sim dar graças que os ferimentos”.

De minha netinha não foram mais graves”, disse a vovó carinhosamente. “Você sabe, as tentações de Satanás são exatamente como aquelas lindas rosas. Ele as torna tão atrativas que não vemos os espinhos até que seja tarde demais. Mas então podemos chamar por Jesus. Ele sempre vai nos ouvir. Ele vai nos tirar do meio dos espinhos e nos perdoar com todo o amor, assim como a vovó lhe perdoou, querida Nancy ““.

Então, Nancy sorriu. Como era bom ser perdoada!

27 - O BARCO QUEBRADO

Quem não ficaria orgulhoso do lindo modelo de veleiro que Jaime tinha feito?

Ele o havia colocado sobre a toalha da lareira para que todos os que entrassem na sala pudessem ver.

Um dia seus tios e seu primo favorito, chamado Marcos, vieram fazer uma visita. Jaime franziu o rosto quanto notou que Marcos se levantou na ponta dos pés e pegou o lindo veleiro que estava sobre a lareira. Mas Jaime não disse nada, porque gostava muito de Marcos.

“Jaime trabalhou, fazendo este veleiro, por mais de três semanas”, disse o papai, colocando orgulhosamente as mãos sobre os ombros de Jaime.

“Olhe! Cuidado!” Disse a mãe de Jaime, quando Marcos tropeçou na ponta do tapete. Mas era muito tarde, e Marcos caiu! O belo modelo de veleiro voou de suas mãos e se espatifou no chão.

Jaime apertou os lábios, enquanto a passos largos atravessou a sala para juntar seu barco. O mastro principal tinha sido arrancado, e o mastro menor estava quebrado. Seu modelo de barco tão lindo estava completamente arruinado!

Marcos olhou para Jaime, seu rosto estava pálido, e havia lágrimas em seus olhos castanhos. “Eu... eu... sinto muito!” Seus lábios tremiam e então começou a chorar.

Jaime sentiu muita vontade de xingar e brigar com ele, mas por um minuto não disse nada – somente olhou para o barco quebrado que estava em suas mãos. Marcos não tinha nada de ter pegado o barco de cima da lareira. O barco não pertencia a ele. Agora as três semanas gastas para construir o barco estavam perdidas. Mas Jaime somente sorriu e disse: “Foi um acidente, Marcos”, e se abaixou para ajudar o pequeno menino a se levantar, “e, além disso, eu posso consertar o veleiro. Ele ficará tão bom quanto se fosse novo. Por favor, pare de chorar”.

Marcos mal podia enxergar através de suas lágrimas. “Nam...nam...não, você não vai poder consertá-lo”, disse duvidando.

“Sim, eu tenho certeza que poderei consertar”.

“Ma... ma..., mas o veleiro está todo quebrado”, disse Marcos, tentando enxugar as lágrimas.

“Ele ficará tão perfeito, como se fosse novo, depois que eu construir um novo mastro”, disse Jaime.

“Sentimos muito pelo que aconteceu, Jaime”, disse seu tio, enquanto procurava sua carteira. E tirando algum dinheiro disse: “Isto é para você. Quero que você construa um novo modelo”.

Jaime sorriu para seu tio. “Muito obrigado, tio, mas eu já tenho outro modelo para construir. Papai trouxe um para casa ontem. De qualquer maneira, muito obrigado por seu oferecimento. Mas não foi causado dano ao barco que não possa ser consertado”.

Quando Marcos e seus pais finalmente se despediram, Jaime estava na porta com a sua mãe e seu pai e acenou para eles quando o carro passou na rua.

“Sabem de uma coisa! Já descobri o que posso dar a Marcos em seu aniversário, no próximo mês”, disse Jaime enquanto entravam em casa. “Ele gosta de veleiros, e assim vou consertar este que está quebrado e dar a ele de presente”.

A mamãe e o papai sorriram. “Estamos orgulhosos pela maneira que você se comportou quando Marcos derrubou o seu barco”, disse seu pai, mexendo no cabelo negro de seu filho.

“Com certeza estamos orgulhosos”, concordou a mamãe, “e acho que o seu amigo mais querido também está muito orgulhoso de você”.

Jaime sorriu para seus pais. Ele estava lembrando o quanto seu querido Amigo Jesus o amava. Lembrou como Jesus o tinha ajudado a gostar de Marcos, mesmo quando este tinha quebrado seu lindo veleiro. Estava muito contente por não ter xingado e nem ter dito palavras feias para Marcos. “Amizade e amor valem muito mais do que um veleiro” pensou, dizendo para si mesmo.

“Veleiros podem ser consertados mais facilmente do que amizades rompidas”.




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