01 a boa Idéia de Suzana 04 02 a exposição de Flores de Guilherme 05



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30 - O LEMA DE JUDITE


A porta da loja de balas se abriu e cinco meninas pequenas entraram correndo. Ansiosamente elas olhavam para as muitas espécies de balas que estavam nos potes.

- Escolham o que desejarem, meninas, porque eu tenho um monte de dinheiro comigo – disse Judite.

- Obrigada, obrigada, Judite – exclamaram todas elas ao mesmo tempo.

- Eu quero algumas destas, e destas – disse Sílvia apontando para os potes de balas.

- Por favor, me dê algumas balas de leite – disse Maria para o Sr. Mason, que estava atendendo.

Finalmente cada menina havia sido atendida, Judite abriu sua bolsa vermelha e tirou o dinheiro (diga uma quantia).

- Aqui está o seu dinheiro, Sr. Mason – disse Judite, entregando o dinheiro para ele.

- Muito bem, Judite, você deve ter feito aniversário para ter tanto dinheiro assim.

Esta já é a terceira vez esta semana que você compra balas para suas colegas – comentou o Sr. Mason.

Judite não disse nada. Ao sair da loja, as colegas novamente rodearam Judite.

- Muito, muito obrigada pelas balas, Judite. Você é um docinho – disseram todas.

Judite sorriu.

- Está bem, tudo bem. – E Judite andava orgulhosa ao lado delas.

A lição da escola no dia seguinte era sobre Benjamim Franklin.

- Aqui está uma folha de papel para cada um de vocês – disse a professora Célia. – Cada um vai escrever alguma coisa sobre Benjamim Franklin. Quando eu chamar, por favor, levante e leia o que escreveu em sua folha de papel.

A professora passava de uma fila para outra, chamando cada aluno. Chegou a vez de Judite ler alto, e ela leu o que havia escrito:

- Uma das frases mais famosas de Benjamim Franklin foi: ”Honestidade é a melhor política”.

A professora continuou chamando os alunos, mas Judite quase não ouviu o resto dos trabalhos. Estava pensando profundamente. Finalmente a aula terminou.

- Você vai agora à loja de balas, Judite? – perguntaram suas colegas, enquanto saíam pela porta.

- Não, eu não posso ir lá hoje – respondeu Judite – mas podemos andar juntas por algumas quadras.

- Não, nós não podemos – disse uma delas – o seu caminho é outro e realmente não podemos acompanhá-la. – E elas saíram andando em outra direção.

Judite continuou seu caminho sozinha, bem devagar. Ela atravessou a rua em frente à casa do Sr. Mendes. De repente escorregou em cima de alguma coisa e caiu. Ela olhou para ver o que tinha feito com que caísse. Você pode achar estranho, mas ao lado de Judite estava um quadro, com a moldura quebrada, e neste quadro tinha uma frase. Ela olhou com atenção para ver o que estava escrito, e leu em voz alta. “A honestidade é a melhor política” – Benjamim Franklin. O velho lema havia caído de uma caixa estragada que o Sr. Mendes tinha jogado fora, depois que comprou um quadro novo.

Judite se levantou bem devagar, mas, de repente começou a correr, correr, correr, o mais rápido que podia, entrou correndo no jardim de sua casa. Abriu a porta e chamou:

- Mamãe, mamãe, onde está você? Eu preciso muito falar com a senhora.

- Por que, Judite, o que aconteceu? Perguntou sua mãe, logo que ela entrou na sala.

- Oh! Mamãe – Judite passou os braços ao redor do pescoço de sua mãe, e apertou bastante – eu fiz uma coisa horrível. Acho que você não vai me amar mais, eu sei. E lágrimas começaram a correr pelo rosto de Judite.

- Conte-me, filhinha, o que está perturbando você – disse a mãe.

- Eu ando pegando dinheiro da caixa que está na cozinha – disse Judite.

- Oh! Judite estou muito triste – a mamãe olhou preocupada. – Aquela é minha caixa missionária, onde eu coloco dinheiro para dar para Jesus. E esse dinheiro será usado em algum lugar onde tenham uma necessidade especial, no campo missionário.

Judite começou a chorar.

- Eu peguei o dinheiro para comprar balas para minhas colegas na escola. Agora ninguém mais vai gostar de mim.

- Minha filhinha, Judite – disse a mãe olhando em seus olhos – eu sempre amarei você, não importa o que você tenha feito. E Jesus também ainda ama muito você. Vamos nos ajoelhar e dizer a Jesus que você está muito arrependida. Depois vamos estudar uma maneira de você devolver o dinheiro.

Judite e sua mãe ajoelharam juntas e Judite falou para Jesus como estava arrependida por ter roubado o dinheiro da caixa missionária de sua mãe. Quando levantaram da oração, Judite estava sorrindo feliz:

- Como é bom a gente se sentir perdoada.

- Sim, filhinha, eu sei – sorriu a mamãe. – Agora me diga onde estão as meninas com quem você gastou o dinheiro?

- Elas foram para suas casas. Eu não tinha dinheiro para gastar com elas hoje, então não quiseram me acompanhar até minha casa.

- Você não pode comprar amiga com dinheiro, Judite. Mas, vamos imaginar que você convide algumas meninas para vir aqui em casa amanhã depois da escola.

- Mas, mamãe, que poderemos fazer aqui? – Judite queria saber.

- Elas podem ajudar você a assar biscoitos para vender e devolver o dinheiro para a caixa missionária. – A mãe puxou Judite para bem perto dela. Tenho certeza de que elas poderiam vir.

- Que bom! Exclamou Judite – será muito divertido! Tenho certeza de que elas também vão gostar muito!

- Depois Judite deu um abraço bem apertado na mamãe e disse:

- Benjamim Franklin estava certo quando disse: “A honestidade é a melhor política”.
O que vocês acham:

Quais eram os sentimentos de Judite, enquanto estava roubando dinheiro para comprar balas para as meninas, lá na loja de doces?

A que mandamento ela estava desobedecendo?

Será que Jesus deixou de amar Judite quando ela começou a roubar?

Por que ou por que não?

Será que Jesus deixou de amar Judite quando ela começou a roubar?

Por que ou por que não?

Será que foi somente um acidente, aquele quadro com o lema estar caído na calçada para que Judite caísse em cima?

O que trouxe felicidade para Judite?

31 - O MELHOR CAMINHO

Joel, Maria Assunção e sua irmãzinha brincavam no quintal quando Breno, João e o pequenino Guilí Almeida passaram pela alta cerca que separava os quintais, para brincar com eles.

Durante horas seguidas as crianças se divertiram jogando bola e peteca, ou balançando-se no grande balanço de cordas, e escorregando no plano inclinado que o pai de Joel para eles fizera. Repentinamente, porém, todos pareceram perder por completo o interesse no que estavam fazendo.

- Já sei porque, disse Joel, todos nós estamos com fome.

- Decerto que estamos, disse Maria; e embora mamãe tenha visitas esta tarde, correrei para casa a fim de ver alguma coisa para comer.

- Querida, disse-lhe a mãe, quando Maria lhe contou a que viera, fiz, esta tarde, sanduíches tanto para as visitas, como para os de casa.Você encontrará uma boa porção deles no guarda-comida. Mas tenha cuidado, não os leve para o quintal no prato de porcelana.

Maria prometeu-lhe mudá-los de prato, e apressou-se em sair. Mas ao olhar para dentro do guarda-comida e ver os sanduíches bem arrumadinhos no lindo prato azul e cor-de-rosa, achou desnecessária a advertência da mãe.

- Estão tão bem neste prato! Resmungou ela. Carregá-lo-ei com todo o cuidado, e farei de conta que me esqueci de trocá-lo.

Então, levantando cuidadosamente o prato, volveu pelo mesmo caminho, rumo do quintal.

Que momentos agradáveis se seguiram à sua chegada! Tanto os de casa como os de fora, amontoaram-se ao redor do grande prato, e comeram até que o último farelo lhes havia descido pela goela.

- Bem, disse Maria, nada mais resta agora senão levar novamente o prato para a cozinha e reiniciar a brincadeira; e dispôs-se a voltar. Mas, oh, infelicidade! Mal havia dado uma passada e deu uma topada e lá se foi o prato contra uma pedra, fazendo-se em pedaços.

Por alguns momentos as crianças ficaram a olhar umas para as outras, depois Joel fez sinal de silêncio. – Nós podemos pôr a culpa na pequenina, Maria, disse ele baixinho, pois ela não sabe falar.

Esse seria um meio de sair da enrascada – pôr a culpa em Bessi; mas seria isso direito?

Novamente se agruparam as crianças. De repente Maria sorriu e levantou a mão direita.

- Não, Joel, disse ela calmamente, não é direito fazer uma coisa e depois pôr a culpa em outra pessoa; direi a verdade à mamãe e sofrerei o castigo.

Todos ficaram silenciosos por um minuto; depois João aproximou-se de Maria dizendo-lhe meigamente: - Não seria bom fazer sua mãe pensar que foi a pequerrucha quem quebrou o prato, mas seria muito mais fácil se todos nós a acompanhássemos quando você fosse falar com sua mãe.

Certamente, pareceu mais fácil a Maria contar à mãe o ocorrido tendo ao lado os amiguinhos, do que fazê-lo sozinha.




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