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- AS SEMENTES DE ABÓBORA REVELAM UM SEGREDO



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44 - AS SEMENTES DE ABÓBORA REVELAM UM SEGREDO


Acaso já alguma vez trabalharam vocês quando desejavam brincar? Se assim foi hão de imaginar o que sentiu o menino desta história ao ter que ficar em casa e trabalhar na roça enquanto os companheiros iam nadar.


O pai de Eduardo era fazendeiro nos primitivos tempos. Naquela época de desbravadores, a maior parte da terra achava-se coberta de florestas, e não tinha fim o trabalho por fazer. Havia nas matas animais selvagens que penetravam de quando em quando nas plantações em crescimento. As raposas e gambás comiam os frangos e perus. Estando pronto o trabalho regular da fazenda, havia sempre mais terras para limpar. Isso queria dizer derribada de grandes árvores e arrancamento de enormes tocos. E depois, também, Eduardo era o único rapaz da família.


Certa manhã, na estação própria, disse o pai ao filho:

- Eduardo, quero que você leve algumas sementes de abóbora à roça, e as plante numa carreira de milho sim, e noutra não. Quando as tiver plantado todas, pode ir nadar.

Era fácil compreender, pela fisionomia de Eduardo, que ele não estava contente. Era feriado, e os meninos da vizinhança, que residiam alguns quilômetros de distância, iam nadar no rio, mas ele tinha de passar a manhã plantando aboboreiras. Fizera esse trabalho noutros anos, e sabia que se pusesse apenas três ou quatro sementes em cada cova, levar-lhe-ia a manhã inteira para plantar a roça toda.

Parecia-lhe, enquanto trabalhava, que a roça crescera muito desde a última vez que a plantara, um ano antes. E ia abaixo e acima nas longas filas, sentindo-se cada vez mais mal. Estava tão aborrecido que sequer ouvia o cântico dos pássaros, conquanto em geral procurasse responder aos seus trinados.

Ouviu então um convite que o fez ferver interiormente, eram os rapazes vizinhos, de caminho para o rio.

- Tem de trabalhar, hein, Edu? Nós vamos nadar. Você não deveria trabalhar nos feriados. Poderá vir à tarde?

Isso foi demais para Eduardo.

- Esperem um minuto, exclamou ele. Eu vou agora.

O vento soprava na direção contrária, e os rapazes não ouviram Eduardo dizer que ia nadar também. De modo que não viram o frenesi com que cavou junto à grande pilha de galhos, próximo ao mato. Eduardo estava ofegante ao chegar junto aos seus companheiros.

- Mas você não tinha de trabalhar esta manhã? Perguntaram. Já plantou todo o campo?

- Sim, já plantei todas as sementes, disse Eduardo, pondo-se a assobiar uma canção. Como se havia mudado a expressão de sua fisionomia! Desaparecera-lhe a carranca, mas fosse como fosse, não tinha ar muito natural, embora procurasse agir como quem se sente feliz.

- Não conseguiu por certo plantar já todas aquelas sementes, não foi? Indagou o outro rapaz. Sim, cada semente está na terra. Mas se entendo de sementes, aposto que não muitas delas vão vingar, pois não me parecem em muito bom estado, talvez este não seja um ano bom para abóboras.

Nadando com os rapazes, a manhã passou rápido para Eduardo; depois vestiu-se e apressou-se em voltar pelo campo, chegando a casa, de enxada ao ombro, à hora do almoço.

A primeira coisa que o pai perguntou:

- Então, filho, você plantou todas as sementes?

- Sim, papai, cada semente está na terra. Mas não me parecem muito boas. Duvido que vão nascer todas.

Pensava ele que esta declaração haveria de preparar o pai para a surpresa, quando nenhuma aboboreira brotasse em grande parte do campo.

Mas eram boas as sementes, e nascerão bem. Nas leiras em que Eduardo as plantou não falhou um só pé. Mas em muitas das filas de milho não havia nenhum pé de abóbora. Estava bem evidente onde ele havia parado de plantar naquela manhã, quando os rapazes passaram.

E o lugar onde enterrara o resto das sementes, próximo a pilha de galhos, junto à mata, não se podia ocultar. Ele pensava que as tinha enterrado tão fundo que elas nunca haveriam de brotar. E que o pai pensaria que estivesse plantado o campo todo. Mas junto à velha pilha vieram a crescer centenas de aboboreiras, e, conquanto estivessem tão juntas que algumas morreram, uma porção delas vingou, mas treparam sobre a pilha, e no verão pareciam como um manto verde salpicado de amarelo.

Eduardo não escondera seu mal feito. As sementes de abóbora revelaram-lhe o segredo. Toda vez que olhava na direção do milharal sentia-se condenado. E uma porção de vezes, quando o pai se dirigia para ali, Eduardo notava-lhe no rosto uma expressão de tristeza. Ele não repreendeu o rapaz, nem disse coisa alguma a respeito das abóboras.

Um dia, sentindo-se Eduardo com a consciência perturbada acerca desse negócio, procurou o pai dizendo a verdade quanto a não haver aboboreiras naquela parte do campo.

- Fui nadar aquela manhã, papai, enterrei a maior parte das sementes à pilha de galhos, no fundo do campo.

- Sei, tudo respondeu-lhe o pai.

- Mas, quem lhe contou, papai? Indagou-lhe o menino.

- Olhe só para o monte de galhos, filho, e há de ver como o seu segredo foi descoberto. Mas não falemos mais nisso. Estou certo de que você aprendeu a lição, e sei que daqui em diante posso confiar em que meu filho será fiel e honesto. Você aprendeu, filho, que não é possível encobrir as más ações.

45 - SILKY, A URSA VEGETARIANA

Silki era a mais bonita, e a mais mimosa bolinha de pele preta que já tinha brincado e dado cambalhotas, na gruta dos ursos, no Zoológico da cidade. Tinha uma irmã gêmea chamada Cetim. E como se divertiam correndo em volta e brincando o dia inteiro! Silky tinha olhos pretos, brilhantes, que olhavam de uma maneira tão amistosa, que você teria a impressão de que se ela pudesse falar nossa linguagem diria: “Entre aqui em nossa gruta para se divertir! Não vamos machucá-lo!” Mas, naturalmente, nunca entrou ninguém, porque as pessoas sempre pensam que os ursos são ferozes.

Um dia o Sr. Ferreira veio visitar o Zoológico. Ele gostava muito de animais e sempre os tratava com bondade e gentilmente. Ele havia tido muitos animais de estimação em sua casa, e esses animais gostavam muito dele porque sempre os tratava com muito amor e bondade. Quando o Sr. Ferreira viu Silky e Cetim, pensou consigo mesmo: Oh! Como eu gostaria de ter um ursinho assim como Silky! Vou pesquisar para saber onde posso encontrar um filhote assim “. Saiu dali e foi procurar o zelador do zoológico, pensando que, talvez, ele pudesse indicar alguma pessoa que lhe vendesse um filhote de urso”.

Bem depressa o Sr. Ferreira encontrou o zelador colocando feno na casa dos elefantes. Quando saiu dali, o Sr. Ferreira caminhou até ele, dizendo: “Como são lindos os ursinhos que você tem na gruta dos ursos! Você não saberia me dizer onde posso encontrar uma pessoa que venda um filhotinho de urso como aqueles?”.

Os olhos do zelador brilharam enquanto se virava para colocar de lado o garfo do feno, antes de responder a pergunta do Sr. Ferreira. “Ora, você pode comprar um aqui mesmo. Nós encomendamos um casal de filhotes de urso – queríamos um macho e uma fêmea. Mas acontece que os dois filhotes, que nos mandaram, são fêmeas e precisaremos comprar um filhote macho, para tomar o lugar de uma das fêmeas. E assim o senhor pode escolher entre Silky e Cetim, e levar para sua casa a que quiser”.

Não demorou muito tempo para que os Sr. Ferreira escolhesse o filhote que queria. Ele havia se encantado com Silky, e por isto escolheu aquele filhote e o levou para sua casa.

A primeira coisa que precisava fazer era construir uma jaula, ou um cercado para ela. Construir uma jaula para urso não é um trabalho pequeno. E mesmo antes que a jaula estivesse terminada, as pessoas já vinham de todas as partes para ver Silky.

A princípio, Silky se sentiu muito solitária longe se sua irmã Cetim. As duas nunca tinham ficado separadas antes. De noite Silky chorava muito. Quando ouvia seu choro, o Sr. Ferreira levantava e ia consolar Silky. Em certas noites tinha de levantar três ou mais vezes, mas ele não se importava, e ficava satisfeito por ser capaz de fazer com que ela se sentisse melhor e voltasse a dormir novamente.

Uma coisa estranha com este filhote era que não gostava de leite, mas gostava de sorvete, mel, grama, alface, cenoura, maçãs, e outras coisas parecidas, mas nunca tocava em carne e nem peixe. Silky era o que chamamos de “vegetariana”, porque não comia carne e nem peixe.

Silky tinha o mais lindo conjunto de dentes e garras afiadas, mas nunca tentava morder ou arranhar. Ela gostava de perseguir seu dono ao redor do quintal, mas nunca ficava nervosa nem mal-humorada.

Quando o Sr. Ferreira tinha que viajar, Silky sempre queria ir junto. Certa vez ele a levou em um passeio com alguns meninos e meninas, e como ela gostou de brincar com as crianças! Ela corria em círculos ao redor de todos eles, parecia nunca se cansar. Enquanto o Sr. Ferreira dirigia o carro, Silky colocava sua cabeça do lado de fora da janela para poder observar tudo que estava acontecendo. Muitas vezes, o Sr. Ferreira saía para o campo com Silky e faziam excursões pela mata. Silky gostava muito de trepar nas árvores, nestas excursões subia em praticamente todas as árvores que encontrava ao longo do caminho.

Uma vez, depois de terem dado um longo passeio, chegaram a uma estrada de ferro. O Sr. Ferreira decidiu seguir a estrada. Mas Silky parecia pensar que estavam indo por um caminho errado, e o Sr. Ferreira teve muito trabalho para conseguir que ela o seguisse, pois pulava e puxava a sua corrente. Finalmente saíram da estrada de ferro, e chegaram no fim da rua onde moravam. Então Silky, praticamente, arrastou o Sr. Ferreira em direção da casa. Desde aquela vez, ele não conseguiu mais que Silky saísse do quintal. Tentou puxar e empurrá-la para fora, mas ela não se movia. É quase impossível fazer com que um urso de 200 quilos vá a algum lugar contra a sua vontade! Parece que Silky estava muito satisfeita em casa e não queria dar outra oportunidade de se sentir perdida.

Silky agora está com mais de seis anos de idade. Continua sendo tão amorosa como quando era apenas um filhote. Algumas vezes seu dono manda que ela sente em seu colo, e podem acreditar, realmente é um peso pesado! Ela gosta de sentar ao lado dele com sua pata ao redor de seu ombro: e sempre que ele se deita de bruços sobre a grama, no quintal, ela se deita em suas costas. Mas isto terá que parar – está muito pesado! Silky também gosta muito de lutar com o Sr. Ferreira, e sempre o deixa vencer. Ela teria muito mais força para vencer se quisesse, mas Silky é realmente muito amorosa. Na verdade um urso vegetariano é um maravilhoso animalzinho de estimação.

Agora Silky, que era uma bolinha de pele preta, está bem grande, alta e gorda. Seu pêlo tem mais ou menos uns 12 cm. de comprimento. Ela é sadia e muito feliz. De fato, tanto quanto alguém saiba, nunca ficou doente.

Como Adão e Eva devem ter se divertido com todos os animais, no Jardim do Éden! Agora vamos pensar no que a Bíblia nos diz sobre o Céu, em Isaías 11:7. “A vaca e a ursa pastarão juntas, e as crias juntas se deitarão; o leão comerá palha como o boi”.

O Céu será um lugar muito, muito feliz, e eu estou ansiosa esperando para ter um lar ali, onde Jesus colocará animais mansos para que todos possamos brincar com eles. Vocês também estão desejosos de ir par o Céu?





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