01 a boa Idéia de Suzana 04 02 a exposição de Flores de Guilherme 05



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47 -UM BOM AMIGO


Quando o ônibus parou defronte da escola, Paulo se dirigiu ao local em que se encontravam os meninos. Ele tinha dez anos de idade mas era grande, bem desenvolvido. Podia avantajar-se aos demais, conseguindo o melhor assento, perto da janela. Sua teoria era: “Quem primeiro chega, melhor é servido”.

Certa vez tomou seu lugar, como de costume, junto da janela, e ocupou a maior parte do banco, de tal maneira que o companheiro ficou mesmo na ponta.

Paulo lançou um golpe de vista ao colega de viagem e percebeu que era mais ou menos de sua idade. Era desconhecido, porém. Sua vestimenta era semelhante, mas Paulo estava com as mãos sujas, ao passo que o vizinho tinha as mãos bem limpas. Paulo sentiu atração por ele e, quase sem se sentir, afastou-se para lhe dar mais lugar no banco. O rapazinho sorriu e disse: “Muito obrigado”.

Isto fez com que Paulo se sentisse bem. Viu que um pouco de cortesia não fazia mal algum, de quando em quando. Desejou fazer amizade com ele.

Paulo não era um menino mau. Era apenas egoísta. Não tinha irmãos e ficava como que solitário. E quando se relacionava com alguns companheiros, a amizade durava pouco tempo. Não sabia conservar os amigos. Logo cortavam as relações de amizade com ele.

A mãe notara isto. “Temo que você goste muito de mandar, Paulo”, disse ela, “por isso que seus amigos fogem de você. Não procure estar só mandando. Dê oportunidade aos outros, também. Não seja egoísta”.

O filho não respondeu. Não gostava de ser criticado. A mãe dele era viúva e trabalhava num escritório, para poder mantê-lo. Estava sempre cansada, e não dispunha de mais tempo para cuidar do menino.

Quando o ônibus parou, o menino desceu juntamente com Paulo e saíram ambos na mesma direção. “Moro nesta rua”, disse ele.

Paulo sorriu. “Nunca tinha visto você. Como se chama? Meu nome é Paulo”.

“O meu é David”, respondeu o outro. “Nós nos mudamos para aquela casa faz poucos dias”. E apontou para o edifício que ficava algumas casas da de Paulo.

“Então somos vizinhos!” Exclamou Paulo, com um sorriso de felicidade. Ele desejava que David o houvesse simpatizado, para se tornarem bons amigos. Pensou que a mãe tivesse razão, na advertência que lhe fizera, e decidiu não mandar tanto em David, se fizessem amigos.

Quando chegaram defronte da casa de Paulo, David disse: “Até logo. Amanhã nos encontraremos de novo”, e prosseguiu caminhando.

“Alô”! Bradou Paulo. “Por que não entra para brincarmos no quintal? Não tenho o que fazer até que minha mãe venha do trabalho, e terei prazer em sua companhia”.

“Sinto muito, Paulo”, respondeu David. “Tenho que ajudar minha mãe. Atendo a mandados e cuido de meus irmãozinhos”.

“Bem”, disse Paulo, em voz baixa, mas realmente não compreendia a situação. Ele nunca ajudara à mãe, a não ser indo ao armazém, de bicicleta, para fazer compras, algumas vezes.

“Você não quer ir comigo”, disse David, “para que minha mãe o conheça? Ela gosta de conhecer meus amiguinhos”.

Paulo concordou. “Vá caminhando, David, que irei guardar meus livros”. Estava muito feliz com o novo amigo, mas não queria dizer-lhe que ia lavar as mãos, antes de chegar lá.

Alguns minutos depois, Paulo se encontrava defronte da casa de David. O rosto e as mãos estavam limpos e o cabelo bem penteado, mas ele se sentia acanhado. Se David não houvesse aparecido imediatamente para encontra-lo, ele teria voltado para casa. Foi um prazer, porém, encontrar a mãe de David. Ela o cumprimentou alegremente, com muito carinho. Era uma senhora ainda jovem. Paulo sentiu-se muito bem.

Não pôde, porém, demorar-se muito lá, porquanto tinha que vigiar a casa. Costumava andar de bicicleta, ao redor da residência, ou ler alguma coisa, até a hora da chegada da mãe. Desta vez, porém, ao chegar em casa, lembrou-se de como David ajudava à mãe. Quis imitar o bom exemplo.

Foi à cozinha e lavou todos os pratos, porque a mãe não tivera tempo de lavá-los antes de sair.

Quando ela chegou e viu os pratos lavados, tudo arrumado, chorou de alegria, abraçou o filho e beijou-o.

Paulo contou-lhe do novo amigo e disse que iria deixá-lo mandar também.

Na manhã seguinte, quando estavam esperando o ônibus, havia duas meninas para tomarem o veículo. Paulo observou que David, em lugar de subir primeiro no ônibus, afastou-se e gentilmente deixou que as meninas subissem antes. Paulo seguiu-lhe o exemplo.

Afinal, Paulo chegou à conclusão de que é agradável ser gentil, cortês e bondoso. Foi uma felicidade encontrar um bom amigo.


48 - UM ESTRANHO NA JANELA

A mamãe espetou o seu dedo com a agulha que estava costurando, quando pulou de susto ao ouvir um barulho de batida na janela. O mesmo barulho fez com que Jane batesse na torre que estava construindo com seus blocos.

- Que foi isto? – disse Jane pulando e arregalando os olhos.

Havia uma porção de penas na janela. A mamãe e Jane foram até a janela e olharam para fora. Lá estava um pássaro de peito amarelo (use o nome de um pássaro conhecido, como Bem-te-vi) caído na grama, bem embaixo da janela.

- Oh! – exclamou Jane, e saiu correndo pela porta. Gentilmente ela pegou o pássaro que estava mole. Ele não se movia. O passarinho havia batido no vidro da janela.

- Ele está morto, mãe. Seu coração ainda está batendo. Pegue depressa, será que pode fazer alguma coisa por ele?

A mamãe pegou o passarinho (Bem-te-vi) em suas mãos. Ele abriu um dos olhos e se acomodou nas mãos da mamãe de Jane. As duas, mamãe e Jane, voltaram para dentro de casa. Jane foi procurar uma caixa grande e um pedaço de pano fofinho para colocar dentro. Depois colocaram o pássaro (Bem-te-vi) dentro da caixa. Tudo o que faziam parecia não interessar ao pequeno pássaro. Ele não queria comida. Elas tentaram dar um pouco de água com um conta-gotas, mas parecia que ele não conseguia engolir.

- Mamãe – disse Jane bem baixinho, depois de algum tempo em silêncio – eu fiz uma oração pedindo pelo Bem-te-vi. Você sabe que Jesus cuida dos pardais, e isto quer dizer que Ele também cuida destes Bem-te-vis, não é mesmo?

- Sim, querida, e Jesus gosta de ver que cuidamos de Suas criaturas – respondeu a mamãe com um sorriso.

O passarinho não melhorava, e a mamãe começou a pensar que ele havia batido com tanta força na janela que não poderia sarar.

Jane não dizia nenhuma palavra. Mais tarde se notou uma pequena movimentação dentro da caixa. Mamãe e Jane ouviram um “tiu-tiu” muito fraco, o que fez com que corressem para a caixa. Olharam para dentro e Jane exclamou:

- Mamãe, parece que ele está melhor!

Realmente, o pássaro parecia estar um pouco melhor, mas ainda continuava sem querer comida. Antes de ir para a cama aquela noite, a mamãe disse:

- Como seria maravilhoso se o pássaro Bem-te-vi estivesse melhor amanhã cedo, assim eu poderia mostrá-lo para as crianças da escola, aquelas bem pequenas! Então elas poderiam ver o passarinho voar novamente!

Na manhã seguinte Jane e sua mãe estavam lavando louça na cozinha, quando ouviram alguns “tiu, tiu” vindos da caixa. Parece que o Bem-te-vi estava respondendo aos chamados dos outros Bem-te-vis lá nas árvores.

Quando as crianças chegaram para as aulas do jardim de infância, a mamãe pegou o pássaro (tipo) e foi encontrar as crianças na porta. Contou como tinham encontrado o pássaro ferido. Todas olharam com muita atenção e interesse quando o pássaro foi colocado em cima da grama. Primeiro ele afofou sua penas, depois olhou de um lado para outro. Então de repente ele bateu suas asas e saiu voando pelo ar. Voou direto para a árvore mais próxima.

- Tchal, Bem-te-vi, tchal! Gritavam as crianças. Estamos contentes por você poder voar novamente. Depois todas entraram em casa para ter sua lição.

Jane ficou mais um pouco do lado de fora, e bem baixinho ela disse: “Muito obrigado, querido Jesus, porque Você cuidou do Bem-te-vi fazendo com que ele ficasse bom outra vez. Também lhe agradeço, porque Você me ama e cuida de mim”.


O que Jesus disse para Adão e Eva fazer para todos os animais no Jardim do Éden? (Cuidar deles) Jane estava obedecendo a Jesus quando cuidou do Bem-te-vi! (Sim). Quem cuida de vocês? (Os pais). Vocês querem dizer “Muito Obrigado” a Jesus por nos amar e por nos ter dado todos os animais e pássaros para cuidarmos? Vocês querem dizer “Muito Obrigado” pelos seus pais?





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