01 a boa Idéia de Suzana 04 02 a exposição de Flores de Guilherme 05



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49 - UM JOVEM DE FIBRA


Era um rapaz que tinha apenas catorze anos. Ocupava-se em entregar frutas a um grande armazém de uma pequena cidade.

Quanto devo a você? Perguntou o comerciante ao rapazinho, ao terminar este de descarregar as frutas. Não me parece que já seja homem para dizer-me quanto devo.

- Sim, posso, posso dizer – replicou o jovem, prontamente. Logo se pôs a consultar as anotações que fizera em sua caderneta. Tornou a verificá-las, para estar certo de que não se havia enganado na soma. Disse, depois:

- A conta é vinte mil réis.

- Dez mil réis, não são? Disse o comerciante, procurando experimentar o rapazinho.

Depois de passar as cifras pelas engrenagens metálicas, voltou:

- Você tem razão, rapaz; são vinte mil réis mesmo. Diga-me: que idade tem você?

Respondida a pergunta, volveu o negociante:

-Você é quase um homem. Só falta uma coisa – é um bom trago de pinga. Não pagarei a você sem que o beba. Venha cá, comigo.

- Eu não bebo! Respondeu apressadamente o jovem.

- Mas beberá desta vez! Gritou o homem, pegando o rapaz e arrastando-o para o lugar das bebidas.

Sem dúvida, o comerciante estava embriagado, senão não faria isso.

O pequeno esbracejava desesperadamente e olhava com ansiedade para todos os lados, ao ser arrastado para o bar. Notou então, na mesa, várias garrafas de gasolina. Passou-lhe, aí, uma idéia pela mente.

- Que quer que sirva? Perguntou ao chefe o que atendia ao balcão.

- Dê-me um trago de pinga forte, disse o comerciante.

- E para mim, um copo de gasosa, pediu o jovem.

O homem bebeu rapidamente seu trago, e em seguida tomou um copo dágua, para tirar o gosto forte da boca. Olhou para o rapazinho, e viu que estava tomando soda, e não pinga.

- Ah! Você não vai se escapar assim, não! Grunhiu irado, o borracho. Você vai beber um trago de pinga.

Pegando novamente do garoto, gritou ao caixeiro que trouxesse mais pinga e o ajudasse a fazer aquele “malandro” beber. Como era ligeiro e forte, o rapazinho conseguiu derrubar o borracho, e estava para fugir quando o caixeiro do bar o segurou por trás. Pegando-o pelas costas e com a ajuda de seu patrão embriagado, procurava introduzir-lhe entre os lábios um copo de bebida.

A uma mesa no canto do salão estavam três homens jogando. Um deles, de aspecto bastante rude, alto e forte, com os cabelos em desalinho e com tabaco a escorrer dos cantos da boca, parou de jogar para presenciar a cena. Viu que aqueles dois homens estavam maltratando um menor de catorze anos, e começou a refletir. Acendeu-se em seu íntimo, então uma fagulha de virilidade e sentimento de justiça.

Imediatamente, duas mãos fortes pegaram o caixeiro por trás e o lançaram pesadamente ao solo. Quando o comerciante se endireitou, assustado, o homem segurou-o também, arrastou-o até à porta da rua e o jogou fortemente na calçada, dizendo-lhe que voltasse para o armazém e ali ficasse até aprender a ser homem. Enquanto isso, o rapazinho fugia apressadamente e tomava seu carro.

Como tivesse medo de voltar ao armazém para receber o dinheiro que lhes devia, entregou o resto da carga a outras casas comerciais, e horas depois se aproximaram, cautelosamente, daquele lugar. Vendo que o patrão não estava, dirigiu-se rapidamente ao caixa, apresentou sua conta e recebeu a importância. Mas ao sair encontrou o chefe, que estava na porta da rua.

- Venha cá, diz o comerciante, um tanto calmo, quero: conversar com você um instante.

Vendo que sua atitude parecia ser mais amistosa e de respeito, o rapazinho atendeu. Foi com ele, a seu convite, até ao escritório.

- Você é um homem, um verdadeiro homem, diz o comerciante. É o primeiro rapaz que vejo passar por uma prova como esta sem beber coisa alguma. Você é um jovem de fibra. E disse mais, ao rapazinho, que ia sair em férias, mas que ele podia continuar trazendo suas mercadorias, todas as semanas.

- Não traga menos do que você tem trazido, até eu voltar. Apresente-me então a conta e pagarei a você. Confio no que me disser.

Semanas depois, ao regressar o comerciante, cumpriu sua palavra, pagando tudo que o jovem disse que ele lhe devia. Logo terminaram as férias e o rapazinho tinha de voltar para o ginásio. Foi despedir-se de seu freguês, comunicando-lhe que ia continuar os estudos e passar para um ano mais adiantado.

- Deixe os estudos, diz-lhe o comerciante. Preciso de um jovem honesto como você, que tenha bastante caráter para ficar firme no que é direito. Quero que trabalhe comigo.

E o homem fez o oferecimento de bom ordenado e muitas vantagens. Mas isso de nada valeu. O jovem, que tinha firmeza de propósito para não beber pinga, custasse o que custasse, também possuía fibra para não se iludir com aqueles oferecimentos e abandonar seus estudos.

Esse rapaz é agora homem feito, e leciona num conhecido estabelecimento de ensino.

50 - UMA ESTRADA COM PAGAMENTO DE PEDÁGIO

Ana e Alfredo gostavam muito de viajar. Gostavam, especialmente de visitar a vovó e o vovô Martins. Como era gostoso ir para lá.

Só a viagem já era divertida, e depois estar na fazenda do vovô era o melhor de tudo.

Enquanto o pai dirigia, saindo da cidade, Ana e Alfredo falavam sobre todas as coisas maravilhosas que fariam na fazenda.

- Eu vou ajudar o vovô a dar comida para a Princesa – disse Alfredo – depois ele me deixará montar nela e vai me levar para dar uma volta.

- Muito bem, e eu estou curiosa para ver se o filhote da Princesa já está grande para eu poder montar – disse Ana.

- Talvez o vovô coloque a Princesa na carroça novamente, e nos deixe ir apanhar abóboras e melancias – disse Alfredo, lembrando o que tinham feito no ano passado.

- Eu acho que já cresci bastante este ano, e já posso ajudar também, não preciso somente andar a cavalo – disse Ana.

O tempo estava passando rápido para Alfredo e Ana. Logo o papai parou para pagar o pedágio.

- Nós vamos até (cite uma cidade conhecida) – disse o pai para o cobrador que lhe entregou o recibo.

- Deixe-me ver o recibo, pai? – pediu Alfredo se inclinando para frente.

O papai entregou o recibo para ele. Parecia muito interessante com todos aqueles sinais e marcas.

- A viagem até (dê o nome de uma cidade conhecida) sempre é muito bonita – disse sorrindo a mamãe.

- Eu também gosto muito – disse Ana – gosto muito de passar pelos túneis.

- É muito bom, e logo, logo vamos ter um túnel – disse Alfredo.

Ana bateu palmas de felicidade.

- As cores amareladas, âmbar, enferrujada e vermelha vivo das folhas, tornam muito bonitas estas montanhas – disse a mãe.

- Sim, querida. As variações e mudanças de estações são uma das maneiras de podermos saber que servimos a um Deus de amor – disse o papai – Ele faz muitas coisas para nossa satisfação.

Algumas horas mais tarde e depois de ter passado por três túneis, começaram a notar sinais de que (a cidade) estava se aproximando.

- Está na hora de sairmos da estrada principal - disse o pai.

- Pai, deixe-me o recibo para o cobrador? – pediu Alfredo, e se inclinou para frente, pegando o recibo que o pai lhe dava. Justamente, neste momento uma corrente de vento soprou fazendo com que o recibo voasse para longe das mãos de Alfredo.

- Oh, não! – gritou Alfredo – o vento levou o recibo para longe.

O papai parou o carro o mais rápido possível. – Espero que possamos encontrar o recibo – disse o pai, enquanto corria para o lugar onde, imaginava, o recibo poderia ter caído.

Alfredo descobriu naquele momento como o recibo era importante. O pai havia dito que teriam de pagar uma muita grande se não estivessem com o recibo.

Mamãe e Ana olhando pelo vidro detrás observavam como o papai procurava o recibo ao lado da estrada.

Grandes lágrimas rolavam pelo rosto de Alfredo e caíam em sua camisa. Ele se sentia muito mal. Muitas preocupações vieram à mente de Alfredo. E só um pensamento feliz. Ele se lembrou de seu verso de sábado: “Invoca-me no dia da angústia, Eu te livrarei e tu Me glorificarás”. Salmo 50:15.

- Eu vou orar! – disse calmamente Alfredo e fechou os olhos. “Querido Jesus, por favor, ajude o papai a encontrar o recibo. Nós precisamos muito dele. Muito obrigado. Amém”.

Alfredo voltou a olhar pela janela de trás, e viu o pai correr uns passos, se abaixar e pegar alguma coisa. O pai se virou e sorriu, depois voltou para o carro.

- Oh! Muito obrigado, querido Jesus! – disse Alfredo.

O papai entrou no carro e Alfredo se inclinou para frente e deu um abraço no pai.

- Desculpe, papai – ele disse – eu não queria causar nenhum problema.

- Está tudo bem, Alfredo, você não sabia o que podia acontecer – disse o pai. – Eu acho que tudo aconteceu para o bem.

- Eu também acho – disse Alfredo – e você conseguiu encontrar o recibo porque eu fiz uma oração, pedindo que Jesus o ajudasse a encontrar.

- E você já agradeceu a Jesus?

- Sim, papai, eu já agradeci – respondeu Alfredo.

- Logo que sairmos desta estrada, vou parar e todos nós vamos curvar a cabeça para agradecer pelo amor e cuidado de Jesus – disse o pai. – Certamente Ele é o nosso melhor amigo, nunca nos deixa ficar com problemas.


Que coisas aconteceram antes que o recibo voasse que nos dá a certeza de que a família de Alfredo e Ana estavam tendo um feriado muito feliz?

Que vocês acham, Alfredo foi ou não descuidado quando deixou o recibo voar?

Como vocês se sentiram com o final da história?

Como, pensam vocês, se sentiu a família de Ana e Alfredo?




51 - UMA VOZ DESCONHECIDA

Michele gostava muito de ficar fora de casa observando o maravilhoso mundo de Jesus. Quase sempre chorava bastante quando mamãe dizia que já estava na hora de entrar. Havia tantas coisas lindas e interessantes para ver lá fora!

Algumas vezes papai e a mamãe levavam Michele para um passeio, saíam pelo quintal e passavam para o outro lado da cerca. Depois tomavam um caminho que cruzava a linha dos trens. Como era divertido equilibrar-se sobre os trilhos, cair fora e depois pular em cima outra vez. “Hi, hi, hi”, ria Michele se deliciando, quando o papai e a mamãe a balançavam entre eles sobre os trilhos dos trens.

Ao lado dos trilhos cresciam lindas flores, e elas pareciam dizer: “Me apanhe! Me apanhe!”!

A parte mais excitante do passeio ficava bem perto, um pouquinho mais na frente. O primeiro sinal era o som de água correndo, caindo cada vez mais rápido. Normalmente, Michele primeiro espiava a ponte e depois corria lá para frente.

- Espere por nós, filhinha – diziam a mamãe e o papai. – É muito perigoso atravessar a ponte sozinha. – Mas, Michele desobedecia e corria na frente, e o papai tinha que correr atrás dela. Eles ficavam sem fôlego e riam quando a mamãe conseguia alcançá-los; e juntos, de mãos dadas eles atravessavam a ponte.

Não é fácil atravessar uma ponte de estrada de ferro quando se tem somente três anos de idade. Os dormentes parecem estar muito separados, e um pequeno pezinho, como o de Michele, poderia pisar justo no espaço que fica entre eles. “Ui, ui”! Dizia Michele, segurando bem forte a mão da mamãe. “Uau”! Ela exclamava, observando, entre cada espaço, a água correr lá embaixo.

Quando estavam em cima da ponte o melhor de tudo era ficar parado segurando na cerca. Que vista maravilhosa da cachoeira! Que quantidade de pedras grandes com uma espuma branquinha caindo ao redor, e cobrindo todas elas.

Com a mamãe e o papai segurando bem forte, Michele jogava flores lá de cima, de um lado da ponte sobre a água, e depois corriam para o outro lado para ver as flores coloridas caindo lá embaixo. “Tchal, tchal”! Dizia Michele, abanando a mão, enquanto observava as flores deslizando em cima da água.

A mamãe sempre ficava aliviada quando eles estavam fora da ponte e em segurança. A madeira dos trilhos estava ficando velha. Mas eles sempre faziam seus passeios depois que o último trem do dia já havia passado.

Numa manhã bonita de sol, a mamãe estava superocupada. Ela fechou bem forte o portão do quintal e deixou Michele brincando na caixa de areia.

- Brinque bastante agora, filhinha, e não saia do quintal – disse a mamãe.

- Está bem – respondeu Michele e pegou sua pazinha vermelha para brincar.

A mamãe entrou depressa em casa, colocou a roupa na máquina para lavar, e começou a lavar a louça. Alegremente ela cantarolava, mas seus ouvidos estavam prestando atenção nos barulhos do quintal.

“É estranho”, pensou a mamãe, “já passou da hora do trem da manhã, e eu não ouvi o seu apito. Que terá acontecido”!

De repente a mamãe se virou, como se alguém tivesse falado com ela. Não, não havia ninguém ali; mas ela tinha escutado muito bem uma voz dizer: “Vá procurar Michele”.

A mamãe voltou para a pia e continuou lidando com a louça, mas a voz estava bem mais forte: “VÁ PROCURAR MICHELE”! Ela ainda não via ninguém ali dentro, mas desta vez a mamãe jogou longe o pano de secar pratos e correu para a porta, desceu a escada, e foi para o quintal.

- Oh, não! – ela disse nervosa, e imediatamente viu o portão aberto. Que direção tomar?

Um caminho levava para uma rua principal muito perigosa, o outro caminho levava para a estrada do trem. E lá na frente, neste caminho ela viu a pazinha vermelha de Michele jogada sobre a grama. Os pés da mamãe quase não tocava no chão, parecia que ela estava voando em direção a estrada de ferro. Ela levantou Michele em seus braços justamente um pouquinho antes que ela começasse a atravessar a ponte.

- Flores bonitas, mamãe! – chorava Michele, enquanto a mamãe a levava em segurança de volta para casa. Logo que chegaram no quintal, ouviram o apito do trem.


Por que o papai e a mamãe não queriam que Michele atravessasse a ponte sozinha? Michele sempre obedecia a seus pais? Como vocês sabem? Por que a mamãe queria que Michele brincasse no quintal e não fosse para fora? E Michele, obedeceu a sua mamãe? Por quê? Quem, você acha, avisou a mamãe para ir procurar Michele? Apesar de Michele ter desobedecido, quais eram os sentimentos da mamãe? Você acha que foi isto que Deus sentiu quando Adão e Eva pecaram? O que Deus fez para Adão e Eva?

52 - VALE A PENA OBEDECER

“Vamos sair agora”, disse a mãe. “Sejam bonzinhos, busquem a lenha e arranjem tudo, até que voltemos”.

“Sim, mamãe”, prometeu Paulo e José.

“Se tudo estiver pronto quando chegarmos de volta, teremos uma agradável surpresa para vocês”, disse a mãe.

“Mais ainda”, adicionou o pai, “não saiam ao lago enquanto estivermos fora”.

José e Paulo prometeram não ir ao lago. Houve as despedidas e o casal Carson partiu em sua viagem de algumas léguas, à cidade.

“Bem”, disse Paulo, “é melhor que apanhemos a lenha agora mesmo, para não ficarmos preocupados com isto. Assim também estaremos certos de receber o que a mamãe nos prometeu, se nossa tarefa for feita”.

“Está fazendo muito calor agora”, replicou José. “Vou esperar até à tardinha, para fazer minha parte”.

Enquanto ainda conversavam sobre o trabalho a ser feito, surgiu à porta da residência um de seus amiguinhos. De fato, era um de seus mais íntimos amigos.

“Oh!” Exclamou José, chegou o David! Para onde irá ele?

“Alô, David, para onde vai você? Perguntaram os dois irmãos, quase ao mesmo tempo”.

“Vou nadar um pouco no lago. Vamos juntos?”.

“Não podemos, David, porque o papai e a mamãe foram à cidade e nos disseram que não fôssemos ao lago”.

“Eles não irão saber disso. Estaremos de volta muito antes que regressem”.

“Mas”, disse Paulo, “nós prometemos que não iríamos ao lago”.

“Vamos, vamos”, insistiu David, “está fazendo calor e será bom um banho agora”.

José e Paulo bem sabiam que não deviam ir. Mas estava um tempo muito quente e eles, pensando no banho, ficaram quase a ceder à tentação. Tinham certeza de que chegariam em casa antes do regresso dos pais.

“Espere um momento”, disse Paulo, “e iremos também”.

Entraram apressadamente, apanharam os calções de banho e correram com o David, em demanda do lago.

O lago ficava a uma distância de cerca de meia légua, de maneira que, ao chegarem lá, estavam bem molhados de suor.

“Estou alegre por havermos decidido vir”, disse José, “pois depois do banho ficaremos mais dispostos para o trabalho a ser feito”.

A água estava tão agradável, que eles logo se esqueceram de seus deveres. José avistou uns botes à distância e sugeriu a idéia de nadarem até lá.

Paulo objetou, chamando a atenção do irmão para a profundidade das águas naquele lugar.

“Mas descansaremos nos botes”, respondeu José, conseguindo convencer os companheiros. Todos começaram a nadar com destino ao local das embarcações.

Num dado momento, cansado de brincar nos barcos, José salta nágua, sem atender aos conselhos dos outros. Sabiam que ele não nadava bem e logo ficaram assustados quando o viram desaparecer no lago. Subiu, mais uma vez, para afundar em seguida e, na terceira vez, não voltou mais à tona!

“José! José!...” clamaram os dois que ficaram nos barcos, mas tão perplexos que não sabiam o que fazer.

David, que era bom nadador, mergulhou para ver se encontrava o companheiro, não achando nada, infelizmente.

Enquanto isso, Paulo já havia saído em busca de socorro. A casa mais próxima se encontrava a mais de um quilômetro de distância. Ao chegar o primeiro homem, David já estava exausto de mergulhar, sem resultado algum. Depois de muito trabalho, o mergulhador encontrou o corpo de José e o conduziu à margem do lago.

Apareceu, no momento, outro morador daquela vizinhança, enfermeiro da Cruz Vermelha e começou logo a fazer respiração artificial, para tentar salvar o menino, mas todos os esforços foram em vão. Estava morto!

David e Paulo oraram, para que Deus os ajudasse. O enfermeiro tentou mais uma vez, fazendo respiração artificial, mas não foi possível obter resultado.

“Vão avisar aos pais do José”, disse o enfermeiro, “pois já está quase anoitecendo”.

Os dois meninos partiram apressadamente para casa. À distância perceberam que havia fumaça da chaminé do fogão, sinal de que os pais já haviam voltado.

Ao chegar Paulo em casa, os pais fizeram logo várias perguntas, pois estranhavam a ausência de José, mas ele não podia responder, até que, com a voz embargada, pôde pronunciar: “no lago...”.

Num instante o casal, havendo buscado o automóvel, partiu em direção do local. Paulo queria contar a história, mas não podia, pois o choro não permitia que falasse.

Chegaram, afinal, à margem do lago. Lá estava o corpo do José. Foi uma cena tocante, quando a mãe abraçou e beijou o filho, inerte e frio, em conseqüência da desobediência.

O pai, o Sr. Carson providenciou o enterro.

Acalmados os ânimos, Paulo se dirigiu à mãe e disse-lhe:

“Mamãe, estou pronto para sofrer meu castigo. Eu fui o maior culpado. Eu o induzi a ir ao lago”.



“Meu filho”, respondeu-lhe muito comovida a mãe, “você já sofreu seu castigo. Quero que jamais se esqueça da dura lição que lhe foi dada: Vale a pena obedecer aos pais e a Deus”.




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