01 a boa Idéia de Suzana 04 02 a exposição de Flores de Guilherme 05



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11 - AMOR SUFICIENTE PARA TODOS


Ricardo podia ouvir o vento frio soprando lá fora e se sentiu muito alegre por ter uma casa confortável e quentinha. Ele estava observando sua mãe descascando maçãs para fazer um doce, enquanto alisava seu cachorrinho de estimação que já estava quase dormindo.

A mamãe, com todo cuidado tirava a fina casca das maçãs. A casca se enrolava, enquanto sua faca dava voltas ao redor da maçã. Sua irmã, Sandra, estava bem perto da mamãe, pegando as cascas antes que tocassem na panela.

- Eu também quero fazer isto – disse Ricardo, enquanto chegava mais perto da mamãe. – A próxima casca é minha, não é, mãe?

- Há cascas suficientes para os dois – disse a mãe – e acho que ainda vai sobrar. – E ela sorriu para Ricardo.

O sorriso da mamãe fez com que Ricardo ficasse muito satisfeito. Ele olhou para ela e sorriu também, e notou que a mamãe estava sorrindo para Sandra.

Neste momento uma casca de maçã caiu no chão, e Muchinga, a gatinha, pulou em cima dela.

- Ó, Muchinga, você é muito malandra! Disse Ricardo se divertindo, vendo como ela jogava a casca. – Você quer brincar, não é? Está bem, então venha aqui que eu vou brincar com você.

Ricardo foi até a sala e encontrou o brinquedo especial e preferido da gatinha, uma longa fita com uma pequena bola vermelha amarrada na ponta. Ele corria ao redor da sala puxando fita, enquanto Muchinga procurava caçar a bolinha.

- Grrr! – resmungou Tuty, o cachorrinho, correndo e tentando agarrar a bola. Ele havia acabado de acordar e queria entrar na brincadeira. Mas, Muchinga não gostou da história, levantou suas costas e seu pêlo, e... arranhou o Tuty. Este por sua vez, latiu, latiu e deu uma patada em Muchinga.

- Que aconteceu. Venham aqui vocês dois – disse Ricardo, sentando entre eles e gentilmente agradando cada um. – Não se preocupem. Nós podemos brincar todos juntos. Eu gosto de cada um da mesma maneira.

Pouco tempo depois tanto o cachorrinho quanto à gatinha, estavam dormindo, e Ricardo voltou para a cozinha. Sandra continuava ajudando a mãe a colocar as maçãs numa panela grande.

- Eu quero fazer isso – disse Ricardo, tentando alcançar a panela.

- Há lugar suficiente para os dois, e muitas maçãs também – disse a mãe. E desta maneira Ricardo e Sandra se revezavam ajudando até que a panela estava bem cheia.

Quando as maçãs estavam fervendo em cima do fogo, Ricardo olhou para a mamãe e perguntou:

- De quem você gosta mais, mãe, de Sandra ou de mim?

Ele esperou ansioso pela resposta. Sandra ouviu o que Ricardo tinha perguntado, e veio para perto para ouvir o que a mamãe iria responder.

Ricardo ficou muito surpreso pelo que a mãe fez então. Ela sorriu, sentou-se, e colocou um braço ao redor de Ricardo e o outro braço ao redor de Sandra.

- Ricardo – ela disse – eu vi você brincando com seu gatinho e com o seu cachorrinho.

De qual dos dois você gosta mais?

- Oh, gato e cachorro são diferentes – respondeu Ricardo. – A gatinha é branca e macia, tem lindos olhos azuis. Tuty é todo crespinho e preto, e tem um nariz comprido e bonito. Eu não gosto mais de um do que do outro.

- Bem – disse a mãe – Sandra é uma menina, com longos cabelos e olhos escuros. Você é um menino, tem cabelos curtos e olhos azuis. Vocês são ambos meus filhos, e eu amo a cada um da mesma maneira. Tenho amor suficiente para os dois, e ainda tem mais amor sobrando.

Ricardo se sentiu muito bem ao ouvir isto. Sandra também estava sorrindo.

- E sabem – acrescentou a mamãe – Deus nos ama da mesma maneira também. Ele tem muito amor por cada pessoa neste mundo.

- Assim como maçãs – riu Ricardo. – Suficiente para todos, e algumas de sobra.
Deus nos ama muito mesmo – ama a cada um de nós. Vamos lhe dizer “Muito Obrigado” por nos amar tanto e por ter feito um mundo tão maravilhoso onde podemos viver.

12 - ARTEIRO

Arteiro era um gatinho preto, que apareceu no quintal, e as crianças trouxeram para dentro de casa.

Célia deu-lhe o nome de Arteiro, porque a primeira arte que fez foi enfiar as patinhas na cesta de costura da mamãe enroscá-las na linha, desenrolar o carretel, puxá-lo para fora e embrulhar-se todo na linha já embaraçada.

Um dia, ele pulou e puxou a ponta da toalha da mesa e subiu por ela, pondo-se todo contente bem no centro da mesa! Era tão pretinho e engraçado sobre a toalha alva, que até a mamãe não pode deixar de rir ao tirá-lo de lá, dizendo que ali não era lugar para gatinhos!

“Ele precisa tomar umas lições de boas maneiras”, disse Rosália; “mas como ele aprenderá, se não entende o que dizemos?”.

Papai gostava do Arteiro também. Quando estava em casa à tarde, deixava que o gatinho lhe subisse pelas pernas, e se aninhasse no alto dos seus ombros. Depois o levava consigo até à biblioteca, e o ajeitava na mesa, onde ele tirava um bom sono. Mas quando não queria dormir, o Arteiro fazia artes: Mexia nos papéis... Um dia ele pulou na escrivaninha e passou um tempo delicioso espalhando penas e lápis pela sala toda; mas quando entornou o tinteiro, mamãe disse: “Não há jeito; precisamos ensinar boas maneiras ao Sr. Arteiro, ou então conservar a escrivaninha sempre fechada”.

“O melhor é fechar a escrivaninha”, disse Rosália que achava que o Arteiro era muito pequeno para aprender boas maneiras.

Um dia, papai estava muito ocupado e chegou tarde para o almoço. As crianças almoçaram e estavam prontas para ir à escola.

“Antes de almoçar, preciso ver o jornal”, disse o papai, “não tive tempo de correr os olhos pelas notícias esta manhã!”.

Ele abriu o jornal e começou a ler, quando...

“Papai, olhe! Gritou Rosália”, Olhe, papai!”.

Papai afastou o jornal, sobre a mesa, saboreando placidamente seu prato!

“Será possível!” Exclamou a mamãe! “Este gatinho tem que aprender bons modos!”Ela retirou o gatinho de lá, levou-o para o “hall”, fechou a porta e trocou o prato do papai”.

Papai simplesmente riu. “Ele aprenderá quando for mais velho”, disse.

Mamãe esqueceu-se do Arteiro enquanto tirava a mesa. De repente, lembrou-se. “Ora! Esqueci-me do gatinho lá no hall!”.

Ela foi procurá-lo. Nem sinal de gatinho no “hall”! Ela chamou, chamou, mas o Arteiro não apareceu. Procurou-o pela casa toda, e nada do Arteiro!

Quando as meninas voltaram da escola, a mamãe disse-lhes:

“Coitado do Arteiro! Sumiu-se! Procurem-no pelo quintal; não quero que ele passe a noite fora, sozinho!”.

As crianças procuraram e procuraram... Perguntaram aos vizinhos, e nada. Ninguém vira o Arteiro.

“Papai ficará triste quando souber do desaparecimento do Arteiro”, disse Rosália.

“Vou tentar mais uma vez. Vou olhar por toda parte”, disse Célia. Mas não foi encontrado. As crianças estavam tristes quando papai chegou para jantar.

“Papai, Arteiro sumiu-se”, disseram elas.

Papai riu gostoso

“Olhem aqui!” Disse ele. Enfiou a mão no bolso do sobretudo e retirou de lá... O gatinho preto!

“O Arteiro!” Gritaram as crianças, correndo ambas para pegá-lo.

Onde você o encontrou; perguntou mamãe.

Papai contou que já estava na metade do caminho para a cidade, quando, ao tirar, o lenço do bolso, deu com o gatinho que dormia sossegadamente no seu bolso. Quando mamãe levou-o para o “hall”, ele subiu no, sobretudo do papai e acomodou-se num dos bolsos.

“Que fez com ele, papai?” Perguntou Célia.

“Levei-o para o escritório, naturalmente”, disse ele; “não havia tempo para voltar em casa. No escritório, ele se comportou muito bem; brincou com todos e dormiu no cesto de papel. E ainda se fala em ensinar-lhe boas maneiras! Vamos tratá-lo como a um cavalheiro, e mais tarde verão que ele será o melhor e mais ajuizado gato do mundo!”.




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