01 a boa Idéia de Suzana 04 02 a exposição de Flores de Guilherme 05



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13 - AS ESTRELAS SÃO PARA NOS GUIAR


Bruce queria acompanhar seu pai nas planícies do grande Deserto de Gobi. O Gobi se estende por muitos e muitos quilômetros, mas com muito poucas marcas ou sinais que indiquem a direção. Existem somente quilômetros de planícies onduladas – sem estradas, sem árvores, sem cidades e sem vilas.

O pai de Bruce ia com freqüência ali, porque, bem distante, além daquelas planícies, estava uma importante sede da missão. Mas era uma viagem longa, muito cansativa, e a pessoa tinha que levar tudo o que precisava, colchonete para dormir, coisas para comer e roupa suficiente para todo o tipo de temperatura. E se estivesse na época das chuvas, qualquer tipo de viagem seria muito difícil.

O papai estava se preparando para a viagem, e Bruce tinha esperança que poderia ir junto. Depois de muitas considerações sobre o assunto, e tendo de fazer uma preparação adicional, o papai decidiu que Bruce poderia ir junto desta vez. O pai carregou o carro na noite anterior, e tudo estava preparado para a partida na manhã seguinte.

“Vamos”, disse o pai, “está na hora de acordar, já é tempo de tomarmos nosso caminho”.

Bruce esfregou os olhos, se espreguiçou um pouco, e somente meio acordado, lembrou que naquela manhã iria acompanhar o pai na longa viagem. E assim, rapidamente, saiu da cama, se vestiu, e bem depressa estava sentado à mesa, tomando seu desjejum na madrugada. O papai estava colocando as últimas coisas no carro, esquentando o motor e esperando pela hora de partir.

Com um alegre “viva”, e um último carinho em Rom-rom, Bruce e seu pai saíram do portão para a estrada, e logo começaram a subir a estrada adicional que os levaria à parte alta da planície do Deserto de Gobi. Em menos de uma hora, estavam mais próximas e mais brilhantes.

O carro seguia pela escuridão, e o dirigir requeria muito pouca atenção. Bruce sentado no banco da frente com seu pai adormeceu um pouco, e o ronco contínuo do motor parece que estava embalando o pai em uma sonolência, também; mas não foram muito longe porque o carro caiu em um declive que levava a um desfiladeiro profundo. O caminho defeituoso e a sacudidura acordaram o pai, que olhando ao redor logo viu que tinham saído da estrada. Ao invés de viajarem para o sudoeste, estavam indo direto para o Este, e naturalmente logo estariam em áreas desconhecidas.

“Bem”, disse o pai, “acho que cochilei um pouco e não sabia para onde estava guiando. Eu nunca tinha visto esse desfiladeiro antes”.

“Como você sabe?”, perguntou Bruce, “existem tantos desfiladeiros, como você pode saber qual que já viu e qual não viram?”.

“Você precisa ter certeza”, respondeu o pai, “estou acostumado com os que já vi, e nunca estive neste desfiladeiro antes”.

“Você sabe em que direção está o norte, pai?”.

“Não, mas sei uma maneira que podemos descobrir”.

“Mas você não tem uma bússola”, disse Bruce.

“Não”, replicou o pai, “vamos nos guiar pelas estrelas”.

“Pelas estrelas!”, exclamou Bruce, “como, se todas estão no céu! Como pode se guiar por estrelas?”.

“Certamente podemos, filho; os marinheiros nos grandes navios que atravessam os oceanos calculam sua localização corretamente, olhando para o céu e localizando certas estrelas. Embora não estejamos no mar, estas grandes planícies são exatamente como um oceano, e nós também podemos calcular nossa localização, e encontrar o caminho certo pelas estrelas. Primeiro precisa encontrar a Estrela Polar, a Estrela do Norte, e seguir a linha até onde estão agora. Depois identificando outras constelações, e encontrando a relação com outras estrelas, podemos ter uma direção geral e saber como devemos proceder para encontrar um certo ponto no mapa”, explicou o pai.

“Isto é muito interessante”, disse Bruce. “Eu lembro que o primeiro capítulo de Gênesis nos fala que quando Deus criou o céu e a Terra, Ele mandou que aparecessem os luminares no céu, e a Bíblia nos diz que eles deveriam servir de sinal para as estações, para os dias e para os anos; mas eu não sabia que também poderiam nos ajudar a encontrar o caminho quando estamos perdidos”.

“Sim, Bruce, você não se lembra da história na Bíblia, quando os magos foram guiados por uma estrela, através do deserto até Belém, para encontrar o Menino Jesus?”.

“Ah, sim, eu me lembro desta bonita história; e sabe, pai, acho que você é igual aos magos, vai encontrar nosso caminho neste deserto através de uma estrela”.

Muitas vezes a Bíblia nos fala sobre as estrelas. Você mencionou Gênesis, onde está escrito que os luminares do céu deveriam servir de sinal. Quando Jesus esteve aqui na Terra, Ele falou sobre os sinais no céu. Um dia Seus discípulos perguntaram quando Ele voltaria a Terra, e Ele disse que haveria sinais no Sol, na Lua e nas estrelas para mostrar que Sua volta estaria perto.

“Pai, isso já aconteceu?”.

“Sim, filho, o último destes sinais aconteceu há 100 anos atrás quando houve uma chuva de estrelas cadentes. Parecia como se do céu estivessem chovendo estrelas. Por aquele e por outros sinais, podemos saber que Jesus voltará muito em breve. E assim, as estrelas não somente nos ajudam a encontrar nosso caminho aqui neste deserto, mas também sinalizam a volta de Jesus”.

E assim, guiados pelas estrelas, papai e Bruce logo encontraram a estrada correta novamente, contente por Deus ter colocado as estrelas no céu para orienta-los no caminho certo.



14 - AS MÃOS DE MINHA MÃE


Faz anos, quando minha irmã mais velha tinha meses de idade, aconteceu adormecer no quarto da frente. Mamãe estivera ocupada com o serviço da casa e, ao aproximar-se da hora do almoço, encheu o fogão de querosene, preparando-se para cozinhar o almoço.

Cheio o fogão, mamãe riscou um fósforo para acender. Seguiu-se terrível explosão, e em breve a pequenina casa se achava em chamas. Na explosão minha mãe ficou seriamente ferida. O braço esquerdo e o ombro ficaram em carne viva. Os vizinhos acorreram à cena e ajudaram-na a pôr-se em segurança.

O corpo de bombeiros da pequenina cidade; com seu primitivo aparelhamento daqueles tempos, apareceu dentro de alguns minutos. Por essa altura toda a casa era uma verdadeira fornalha.

Naturalmente, a primeira coisa de que mamãe se lembrou ao recuperar-se do choque, foi a criancinha adormecida em meio àquelas chamas. Os bombeiros e os espectadores disseram não haver esperança de penetrar nos aposentos cheios de fumaça e dos caibros a cair. Desprendendo-se, porém, dos que a procuravam conter, mamãe precipitou-se para a incendiada casa, abrindo caminho por entre o fumo e as chamas, em direção do quarto em que se achava sua filhinha – ainda adormecida.

Agarrando-a com aqueles braços já horrivelmente queimados pela explosão, mamãe carregou o precioso fardo para fora, a salvo. Apenas uma cicatriz produzida por um botão quente assinalou minha irmã mais velha, mas mamãe levou ao túmulo os vestígios de seu ato de heroísmo.

Por mais de um ano esteve ela em tratamento, enquanto a pele enxertada ia aos poucos cobrindo as feridas. Aqueles repuxados tendões desfiguraram-lhe a bela mão, e feias cicatrizes marcaram o braço que transportou a pequenina para lugar seguro. Aqueles dentre nós, porém, que conheciam a história que se achava por trás daquelas cruéis cicatrizes, amávamos aquela mãe, que a constrange a não poupar a própria vida para salvar seu filho!

Como esse amor tem inspirado e moldado à vida dos grandes homens deste mundo! Podemos seguir, através dos séculos, a influência do amor e da educação de uma mãe.

Aí está José, o jovem escravo que se tornou poderoso governador do Egito – o segundo Faraó. Em meio de adversidade e popularidade José não se desviou da senda da retidão. Por que? Porque, como menino aos joelhos de Raquel, absorvera de sua piedosa mãe aqueles princípios de verdade e justiça que o mantiveram fiel ao ser combatido pelas ondas da tentação.

Jorge Washington foi, em sua infância, moldado pelo caráter e o amor de uma piedosa mãe.

Abraão Lincoln disse uma vez: “Tudo quanto eu sou ou tudo quanto ainda espero ser, devo a minha angélica mãe!”.

“O trabalho da mãe muitas vezes se afigura, aos seus próprios olhos, sem importância. Raras vezes é apreciado. Pouco sabem os outros de seus muitos cuidados e encargos. Seus dias são ocupados com uma série de pequeninos deveres, exigindo todos paciente esforço, domínio de si mesma, tato, sabedoria e abnegado amor; todavia ela se não pode vangloriar do que fez como de algum importante feito. Fez apenas com que tudo corresse suavemente no lar; muitas vezes fatigada e perplexa, esforçou-se por falar bondosamente às crianças, mantê-las ocupadas e satisfeitas, guiar os pequeninos pés no caminho reto. Sente que nada fez. Assim não é, entretanto. Anjos do céu observam a mãe, fatigada de cuidados, notando suas responsabilidades dia a dia. Seu nome pode não ser ouvido no mundo; achava-se, porém, escrito no livro da vida do Cordeiro.

“Existe um Deus no céu, e a luz e glória do Seu trono repousam sobre a fiel mãe enquanto ela se esforça por educar os filhos para resistirem à influência do mal. Nenhuma outra obra se pode comparar a sua em importância. Ela não tem, como o artista, de pintar na tela uma bela forma, nem, como o escultor, de cinzelá-la no mármore. Não tem, como o escritor, de expressar um nobre pensamento em eloqüentes palavras, nem, como o músico, de exprimir em melodia um belo sentimento. Cumpre-lhe, com o auxílio divino, gravar na alma humana a imagem de Deus”.

Quão adequado, neste Dia das Mães, que nos detenhamos um pouco e prestemos um tributo a quem tantas vezes tem enchido plenamente a medida da dedicação por aqueles a quem ama! Por intermédio de sua ilimitada afeição, quanto filho ou filha coxeante não tem sido conduzido à luz do supremo amor celeste! Que alegre dia de reunião será aquele em que as piedosas mães de todos os séculos se encontrarem com os seus ao redor do grande trono branco!

“Pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que se não compadeça dele, do filho de seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, Eu, todavia, não Me esquecerei de ti. Eis que nas palmas das Minhas mãos te tenho gravado: os teus muros estão continuamente perante Mim”. Isaías 49:15 e 16.

Não quereis vós, neste Dia das Mães – enquanto o coração se acha enternecido ao pensamento do lar e da mãe – pensar também naquele incomparável amor de Cristo e entrar com Ele em mais íntimas relações – com Ele que vos amou e Se entregou a Si mesmo por vós?






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