01 a boa Idéia de Suzana 04 02 a exposição de Flores de Guilherme 05



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16 - DAVI E AS PANELAS NOVAS


Pela quarta vez naquela manhã, Davi correu para casa e perguntou: “Que horas são, mamãe?”.

“Agora são nove e vinte e cinco. Você precisa esperar mais trinta e cinco minutos”, respondeu a mãe dando uma olhada para Davi.

“Está bem!”, ele concordou, “mas eu queria que o vendedor se apressasse. Quero ver as panelas novas que ele está trazendo. Você tem certeza que elas podem cozinhar batatas e cenouras sem água e assim mesmo não queimar?”.

“Sim, Davi!”, riu a mamãe. “Você vai poder ver com os seus próprios olhos hoje mesmo. Logo que o vendedor chegar irá fazer o almoço, para que nós possamos aprender como usar as novas panelas e assim não deixar queimar a comida”.

“É difícil de acreditar que essas panelas possam ser tão boas”. O tom de voz de Davi demonstrava que ele não podia acreditar no que sua mãe estava dizendo. “Vou ficar bem perto para poder ver com meus próprios olhos”.E saiu rapidamente mais uma vez, saiu para esperar pelo vendedor de panelas que cozinhavam sem água.

O tempo parecia se arrastar. Será que aquele homem nunca chegaria? Davi se sentou nos degraus da escada e dava um pulo a cada vez que um carro entrava na rua onde ele morava.

Finalmente chegou o vendedor. “Ele chegou! Ele Chegou!” Rápido Davi abriu a porta da frente e chamou sua mãe.

A mamãe convidou o vendedor para entrar, e Davi ajudou a carregar algumas das caixas onde estavam as panelas.

O vendedor desempacotou as brilhantes panelas. “Muito bem, vamos examinar bem cada panela para ver se estão perfeitas”, ele disse. “Depois teremos de lavar cada uma antes de começar a fazer o almoço”.

“Por que lavar? Perguntou Davi muito surpreso”, elas nunca foram usadas".

“Não”, disse o vendedor, “elas nunca foram usadas, mas também não foram lavadas depois do último polimento dado na fábrica. Nós não vamos querer cozinhar alguma coisa nelas sem ter a certeza de que estejam muito bem lavadas. Isto não será bom para você e nem para as panelas”.

“Ah, sim”, respondeu Davi. E ficou observando como o vendedor colocava detergente em uma esponja e esfregava, com todo o cuidado, as panelas e as tampas. Depois enxaguou bastante e enxugou cada panela.

“Como estão lindas e brilhantes!”, exclamou a mamãe, “espero que continuem sempre assim”.

“Elas ficarão”, prometeu o vendedor, “quer dizer, se a senhora não usar palha de aço, e nem outra coisa afiada e áspera para limpar. Lembre-se sempre disto, pois é muito importante”.

Logo as panelas estavam lavadas e o vendedor pronto para demonstrar como usar. Pedaços tenros e brilhantes de cenoura foram colocados dentro de uma panela, ervilhas em outra e as batatas dentro de outra panela ainda. Colocaram as tampas, mas não colocaram água. As panelas foram colocadas sobre o fogo e acenderam o gás, mas colocaram fogo bem baixo.

A mamãe e Davi se sentaram para conversar com seu novo amigo, o vendedor, enquanto os vegetais estavam cozinhando. Uma pequena válvula, do tamanho da metade de um dedal, começou a subir e descer, fazendo um barulho divertido. O vendedor colocou o fogo ainda mais baixo, até que a válvula ficou em silêncio novamente.

“Esta válvula é o seu guarda da cozinha”, ele disse, “ela está avisando que o fogo está muito alto e o alimento poderá queimar se a senhora não abaixar o fogo”.

A mamãe arrumou a mesa, e logo os vegetais foram servidos. Como estavam gostosos, cozidos sem água nas panelas novas! E também não estavam queimados.

Depois do almoço, Davi perguntou: “Posso lavar a louça? Eu gostaria de lavar as panelas novas”.

“Claro que sim, Davi. Mas, por favor, tome cuidado com elas”, disse a mamãe.

“Está bem”, prometeu Davi, preparando-se para o trabalho. Cuidadosamente limpou cada panela. Ele estava imitando o vendedor na casa de um freguês. Pegou o detergente e espalhou sobre cada tampa das panelas. Então, por um momento, esqueceu o aviso do vendedor de somente usar alguma coisa macia, como uma toalha de papel ou uma esponja, com detergente. Davi pegou a esponja de aço da mamãe e esfregou e raspou uma mancha imaginária.

Então, como uma flecha, lembrou-se das palavras do vendedor. “Nunca use palha de aço”.

Davi parecia ter ficado paralisado. “Oh, não!”, disse para si mesmo, enquanto abria a torneira para tirar o sabão. Ali, claro como o dia, estava uma mancha, um arranhão profundo sem possibilidade nenhuma de conserto!

“Que vou fazer? Que vou dizer? Por que não pensei antes?” Se perguntava Davi silenciosamente, enquanto secava a tampa. E por mais forte que tentasse, não conseguia fazer desaparecer a mancha. O coração de Davi estava pesado.

Ele terminou de lavar a louça e guardou tudo em seus lugares. Mas deixou as panelas e as tampas novas em cima da mesa, porque não sabia onde a mamãe iria guardar.

Quando a mamãe veio para guardar as panelas, imediatamente notou a tampa arranhada. “Oh, veja o que o vendedor fez quando lavou as panelas”. A voz da mamãe estava cheia de tristeza, quando pegou a tampa arranhada e olhava cuidadosamente.

“Não, mamãe”, falou Davi, “ele não fez isto, fui eu quem fiz”.

A mamãe olhou muito surpresa para seu filho. Depois de um breve momento ela sorriu. “Oh, como estou feliz porque você me contou. Está tudo bem”. E não disse mais nada.

Davi agora está bem crescido. Mas o coração de sua mãe fica emocionado, cada vez que lava a tampa arranhada. É a tampa que ela guardará com todo o carinho e cuidado pelo resto de sua vida, porque aquele arranhado é uma lembrança de que seu filho não teve medo de dizer a verdade, mesmo quando teria sido muito mais fácil para ele ficar em silêncio. E porque ele não teve medo de dizer a verdade, também conservou bem puro e limpo seu registro lá no Céu.




17 - FIDELIDADE RECOMPENSADA


Nos distantes dias de minha infância, sempre me parecia que o sábado era um impedimento para se ter êxito na vida e empreender uma obra de valor. Meus companheiros ambicionavam posições de destaque em que ganhassem muito dinheiro. A mim não me parecia que essas aspirações se adaptassem ao programa de um menino adventista do sétimo dia.

Quarenta anos mais tarde, quando visitei a velha cidadezinha onde eu nascera, e comecei a indagar acerca daqueles meus antigos companheiros, ninguém me soube dar informações. Quando, naquele dia, visitei o cemitério, notei que a maioria deles se achava debaixo da terra. Um daqueles amigos da infância construíra na cidade um lindo palacete. Agora, fazia pouco fora sepultado – morrera bêbado! Quando deixei o cemitério, não pude conter as lágrimas. Deus me estava a dizer, muito claramente: “Meu filho, coloquei a cerca dos Meus Dez Mandamentos em torno de você, nos dias de sua infância, para que tivesse uma vida mais abundante”.

Existem também muitas histórias acerca de como a obediência à lei de Deus trouxe bom êxito. Todos vocês, meus pequenos leitores, sabem o que a Bíblia diz acerca de Daniel e seus companheiros, e acerca de José, de Ester, Rute e muitos outros. Mas há também muitas histórias acerca de meninos e meninas dos nossos dias, a quem Deus honrou assinaladamente porque guardavam a Sua lei.

Uma das melhores histórias que conheço fala de um rapaz que trabalhava numa fábrica de alimentos enlatados. Quando o menino apresentou o seu pedido para o dispensarem do trabalho aos sábados, disseram-lhe, em poucas palavras, que a companhia não tinha lugar para alguém que não trabalhasse aos sábados, ou em outro qualquer dia em que a companhia precisasse de seus serviços. Devia comparecer no escritório na sexta-feira para receber a conta, e o seu caso estaria encerrado.

Mas aconteceu que, antes que chegasse o sábado, o Senhor enviou uma chuva. Foi uma dessas chuvas pesadas, que vem inesperadamente e mesmo fora de tempo. Deus mandou essa chuva para ajudar um de Seus filhos que estava resolvido a honrar o Seu sábado.

Certa ocasião essa companhia de conservas tinha cerca de vinte mil latas de frutas em conserva, todas rotuladas e prontas para o despacho. Mas estavam fora, ao ar livre, e poderia vir chuva para estragá-las. Nosso menino, observador do sábado, estava quase certo de que iria chover. E sabia que aquelas latas não podiam apanhar umidade. Nem era de sua responsabilidade Dar-lhes qualquer atenção. Tinha já terminado o trabalho do dia, e o cuidado das latas não lhe cabia. Entretanto, arrumou mais algumas pessoas e com elas pôs todas aquelas latas debaixo de coberta. Apenas terminaram o trabalho, quando desabou pesado aguaceiro.

O gerente da companhia estava de volta de uma cidade distante, e enquanto se dirigia para casa, pensava: “Todas aquelas latas se molharam. Tem de ser muito bem enxutas, para não enferrujarem; todos os rótulos tem de ser tirados, e colocados outros. Isto significa alguns milhares de cruzeiros de despesas extraordinárias, em trabalho e material...”.

Como ele ficou contente quando viu todas aquelas latas abrigadas da chuva! Naturalmente, foi logo perguntando:

- Quem fez isso?

- Aquele menino adventista foi à resposta.

E o menino adventista, depois disso, teve liberdade para guardar todos os sábados que quisesse. E é claro que queria guardar todos.

Nenhum menino ou jovem adventista ficará num beco sem saída, por causa do sábado. Ainda que às vezes seja provado por algum tempo, Deus lhe providenciará um livramento glorioso!

18 - QUERO SER O FILHO DE ALGUÉM

Em certa localidade veio um menininho alegrar o lar humilde de um pobre casal. Chamaram-no Joãozinho.

Sendo Joãozinho ainda pequenino, penetrou a enfermidade em sua pequena família. Não havia médicos por ali perto, que fossem ajudar a seu pai enfermo, e assim não tardou a que ele morresse. Pouco mais tarde sua mãe também veio a falecer, ficando Joãozinho completamente só. Embora seu tio tomasse conta dele, o pequeno se sentia muito triste e solitário sem o papai e a mamãe. Tinha as roupas sujas e rotas.

Não tardou a que Joãozinho sentisse que não era de ninguém. Começou a vagar em companhia de alguns meninos maus, e ele próprio se tornou mau. Às vezes um menino órfão aprende muitas coisas más de outras crianças na rua. Nós, que temos um bom papai e uma boa mamãe, devemos cada dia dar graças a Jesus por isso.

Depois de algum tempo seu tio se mudou para a povoação, ficando vizinho de um de nossos missionários. Também aí Joãozinho fez amizade com meninos maus. Uns homens ruins ouviram falar nele, e uma vez resolveram servir-se dele para maus fins. Eram ladrões que tiravam aos outros o que lhes pertencia.

Um dia muito frio esses maus homens quiseram roubar na casa do missionário. Falaram com Joãozinho a esse respeito. Disseram-lhe que ele devia rondar a casa, e ver onde guardavam as chaves, de modo que ele pudesse roubar uma. Devia também ver quando os missionários saíam de casa. Prometeram dar-lhe uma boa parte do que roubassem. Joãozinho concordou em fazer esse feio papel.

À noite estava fria, e Joãozinho estava pobremente vestido enquanto se dirigia para a casa do missionário. Tremendo de frio, parou debaixo da janela, olhando para dentro, a ver o que a família estava fazendo. Ao ver o missionário dirigir-se para a porta da frente, procurou esconder-se; mas ele o viu. Falando-lhe amavelmente, disse: “Pequenino, deves estar com frio. Entra comigo e aquece-te”. O menino entrou em casa, pensando que agora tinha melhor ensejo que nunca de conhecer o arranjo de tudo por dentro, e saber onde se guardavam as coisas de valor.

A esposa do missionário sentiu compaixão pelo pequeno sujo e esfarrapado. Preparou-lhe um banho quente e deu-lhe roupa limpa e trouxe-lhe também uma ceia quentinha. Joãozinho não podia compreender essa bondade tão grande. Ao terminar a refeição, a família missionária reuniu-se na sala para o culto vespertino. O dono da casa disse:

- Agora repitamos juntos S. João 3:16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que N’Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Joãozinho escutava. Seu coração se enternecia enquanto repetia as belas palavras de S. João 3:16 uma e mais vezes, mas não podia recordar todas as palavras. Depois do culto, o missionário perguntou a Joãozinho se queria fazer um recado para eles. Ele respondeu: Sim, senhor.

- E deitou a correr pela rua em que os homens maus o estavam esperando. Agora eles viram um menino limpo e bem vestidinho. Estava todo mudado. Os ladrões pediram-lhe informações acerca da casa do missionário, mas o menino negou-se a falar. Foi ameaçado, e depois açoitado até que o deixaram quase morto.

Ao ser encontrado na rua, Joãozinho estava inconsciente. Tinha as roupas sujas, e as feridas a sangrar. Vocês se lembram da história do bom samaritano, que encontrou no caminho o pobre homem espancado pelos ladrões. Pessoas de bom coração recolheram o menino inconsciente e ensangüentado, e levaram-no ao hospital. Durante toda a longa noite ele delirava e dizia:

- Deixem-me em paz; já não sou aquele menino mau. Sou João 3:16. Repetidamente o ouviam as enfermeiras dizer: “Sou João 3:16”. Elas não podiam entender o que ele queria dizer com isso.

Mais tarde, quando Joãozinho começou a melhorar, explicou como pensara em ajudar os ladrões; como havia parado, sujo, faminto e friorento, sob a janela do missionário. Como este o levara para sua cômoda morada, lhe dera um banho quente, roupas limpas e uma boa ceia quente, e João 3:16. Então, o menino disse: “Se João 3:16 pôde fazer tudo isto por mim, mostrando-me tanto amor e bondade, então também eu quero ser um João 3:16. Quero ser o filho de alguém”.

Esta noite, querido amiguinho leitor, quando te ajoelhares para orar a Jesus, pense nos menininhos que não tem papai nem mamãe que os amem, nem um lar em que viver. Diz-Lhe: “Jesus: Bendize aos órfãozinhos e ajuda-os a encontrar bons lares. Dou-te graças por meus pais e tudo quanto tenho e por Ti, querido Jesus. Amém”.



19 - GELO, NEVE E ANJOS

Três rostos se viraram ansiosamente da janela para sua mãe que estava costurando ali perto, sentada em uma cadeira de balanço.

- Oh! Mãezinha, o papai vai mesmo chegar esta noite? – perguntou Carla.

Largando um pouco a agulha, a mamãe sorrindo disse:

- Sim, Carla, o papai disse que estaria aqui hoje à noite.

- Mas, mãe, as estradas estão horríveis, muito perigosas agora – disse Tadeu com uma voz assustada.

E novamente os olhos voltaram a olhar pela janela. Duas horas antes tinha começado uma chuva gelada, o gelo estava pendurado nas árvores e arbustos, fazendo com que parecessem de prata. Agora estava caindo neve, cobrindo todo o chão. O gelo nas estradas foi rapidamente escondido e coberto pela camada de neve. A mamãe levantou de sua cadeira e juntou as crianças ao redor dela. Jaime, que tinha três anos, passou os braços ao redor da mãe e perguntou:

- O papai está bem?

Arrumando seus cabelos, a mamãe sorriu novamente e perguntou:

- Crianças, vocês lembram quem está cuidando de nós todo o tempo?

Todos os três mexeram a cabeça para cima e para baixo.

- Jesus – disse Carla.

- E quem manda para estar com cada um o tempo todo?

- Nosso anjo da guarda! – disse Tadeu sorrindo.

- Um anjo está cuidando do papai? Perguntou Jaime.

- Sim, ele está ao lado do papai, Jaime – disse a mamãe. – Sabe de uma coisa, vamos todos ajoelhar e fazer uma oração especial pedindo que Jesus traga o papai logo, logo para casa e em segurança.

Todos ajoelharam em cima do tapete no meio da sala quentinha e deram as mãos. Cada um orou – mamãe, depois Jaime, Carla e por último Tadeu.

“Querido Jesus”, orou Tadeu, você sabe onde está o papai. Por favor, mande o anjo da guarda proteger o papai na estrada gelada e fazer com que ele chegue logo em casa. Obrigado. Amém”.

Logo que levantaram da oração, de repente a sala ficou escura. O peso do gelo e neve tinha arrebentado o fio da linha elétrica em algum lugar. A mamãe foi acender uma vela e observou o relógio – eram 7:30 horas. Depois a mamãe acertou o seu relógio de pulso e sentou com as crianças no sofá.

- Vamos cantar algumas canções de Natal! – disse Carla.

- É isto mesmo, vamos cantar! – disse Tadeu.

E começaram a cantar “Num Berço de Palhas”, “Sinos de Natal” (escolha outros hinos). Até mesmo o Jaiminho estava cantando, mesmo não conseguindo dizer muito bem as palavras por ser muito pequeno.

Quando começaram a cantar “Noite Feliz”, eles ouviram o barulho de pneu ao lado da casa como se um carro tivesse entrado. Pulando em direção da janela, todos olharam para ver se era realmente o papai.

Houve gritos de alegria quando o papai entrou na sala. Abraços e beijos foram trocados, e neste mesmo momento a luz voltou.

Depois que o papai pendurou o seu casaco, ele veio sentar-se junto com sua família no sofá. Jaiminho sentou no seu colo e Carla e Tadeu sentaram em cada lado, bem pertinho.

- Sabem, quase não pude chegar em casa esta noite. Não estava muito ruim logo que comecei a voltar. Estava começando a chover. Mas quando a estrada começou a ficar gelada, fiquei muito preocupado e com medo. Eu não tinha dinheiro suficiente para parar em nenhum lugar, e assim continuei a viagem. Eu vi carros caídos em buracos ao meu redor. Mas conservei meus olhos na estrada prestando atenção para não cair em buracos de gelo. – A esta altura o papai parou, abraçou Carla e Tadeu e deu um beijo na cabeça de Jaime.

- Eu não podia dirigir depressa, acho que nunca dirigi tão devagar. Mas quando cheguei perto da ponte que atravessa (cite um nome), começou o problema. Eu estava ouvindo as notícias de como estava o tempo e as estradas. Eles tinham acabado de anunciar que eram 7:30 horas quando o carro começou a derrapar. Havia um forte vento atravessando a ponte, e a estrada era um espelho de gelo. Eu podia ver a água – preta e fria. O carro estava derrapando depressa e fora do meu controle. Eu estava esperando a batida contra a mureta e...

O papai respirou fundo e deixou escapar um longo suspiro.

-... Mas de repente o carro parou de deslizar e foi direto para frente. Eu não tive mais problemas no resto do caminho para casa.

- Seu anjo da guarda! Exclamaram as três vozes juntas.

- Você disse que isto aconteceu exatamente as 7:30 horas? – perguntou a mamãe.

- Posso dizer que Jesus respondeu as orações de vocês. Vamos ajoelhar e agradecer pelo cuidado que Ele teve para comigo – disse o papai.


O que você pode fazer quando está com medo?

Por que vocês acham que acontecem experiências como a que acabamos de contar?



20 - HISTÓRIA DE UM CHINÊS

Numa pequena choça, no alto de uma colina de onde se avista o verde mar, vivia um jovem pescador chinês. A choça era deveras pequena. Consistia apenas num quarto, atrás do qual ficava um alpendre que servia de cozinha. As paredes e o soalho eram de barro batido e encarnadas telhas formavam o teto. A cama, ou melhor, algumas tábuas sobre dois bancos, duas tripeças e uma pequena mesa constituíam a singela mobília. Do outro lado oposto à porta, achava-se uma mesa alta e estreita, onde se encontrava o ídolo de barro pintado, dos pescadores. Ladeavam encarnadas velas em candelabros de metal branco e a sua frente ficava a pesada taça de bronze, cheia de cinzas provindas das barras de incenso.

Toda manhã, antes de sair à pesca, o jovem chinês Khiok-ah apanhava duas novas barras de incenso, segurava-as diante do ídolo, agitava-as no ar, e colocava-as na taça, rogando dessa maneira as bênçãos do ídolo para sua pesca. Assim fazia toda manhã, com fé singela no poder que deveria ajudá-lo.

Isso aconteceu por muito tempo. Certa ocasião nosso amigo chinês precisou ir a uma aldeia distante e não podia estar de volta no mesmo dia. Não havia ninguém para queimar incenso ao ídolo, no tempo designado. No entanto, para a fé sincera de Khiok-ah, isto não apresentava dificuldade. À hora de sair, tirou do pacote vermelho duas barras de incenso, e colocou-as diante do ídolo com uma caixa de fósforos. Em seguida, inclinando-se reverentemente, disse: “Ó espírito, hoje devo ir a negócios a um lugar distante e não poderei estar de volta em tempo de queimar-te incenso. Diariamente, sem faltar, tenho feito isto; mas somente desta vez, queima-o tu mesmo. Repara, aqui estão diante de ti, as barras de incenso e os fósforos. Somente desta vez, acende tu mesmo, por favor”. E retirou-se logo.

Ao regressar, para sua surpresa, não viu as espirais de fumo que deveriam ascender da taça de incenso. Aproximando-se e investigando melhor, deparou com as barras de incenso e os fósforos justamente como os havia deixado. Então, cheio de ira, volveu-se para o ídolo e disse: “Por muito tempo tenho queimado incenso diante de ti e nunca o deixei de fazer. Somente dessa vez pedi que o queimasse por mim e não o fizeste. Será que não podes? Bem, um deus que não tem poder para ascender sua própria barra de incenso, certamente não tem poder para ajudar-me. Por isso não adorarei mais a nenhum deles, até encontrar um capaz de ascender sua própria luz”.

Passaram-se alguns anos. Khio-ah abandonou sua choça de pescador e teve oportunidade de freqüentar uma escola. Um de seus colegas era cristão e veio, a saber, o voto que ele fizera. De modo que certo dia, o cristão lhe disse:

- Amigo, queres amanhã de madrugada, subir comigo ao cume de uma colina? Tenho alguma coisa para mostrar-te.

Khiok-ah aceitou ao convite e na manhã seguinte, antes do nascer do sol, saíram juntos os dois amigos. A todas as perguntas do chinês, o nosso bom cristão respondia: “Espera e verás”.

Chegaram afinal ao cume da colina, quando os primeiros clarões tingiam de púrpura o céu oriental. Enquanto observavam o maravilhoso alvorecer de mais um dia, viram o sol surgindo em toda sua glória e esplendor.

- Repara, disse o amigo cristão, o Deus que eu adoro é Todo-poderoso. Toda manhã Ele acende Sua luz e espalha claridade, alegria e vida em todo o mundo.

Desde esse dia, Khiok-ah dedicou a vida ao Deus que tinha poder para acender Sua própria luz. Tornou-se mais tarde um pregador, mostrando a outros o caminho para o verdadeiro Deus. Mas jamais esqueceu o amigo que por uma ilustração simples, o guiou à verdadeira Luz.




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