1 actividades posteriores à visita



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1. DOSSIER DE VISITA DO PROFESSOR




Este dossier visa mostrar aos professores como está organizado o Museu da Casa Grande, quais as actividades que propõe, e fornecer as instruções para informar professores e alunos sobre os desafios que os esperam.



1.1). MARCAR AS VISITAS
As visitas ao Museu da Casa Grande e as oficinas deve ser previamente marcada por:

  • Telefone/Fax – 279 789 573

  • E-mail – freixo.acdr@clix.pt

nos serviços administrativos da A.C.D.R. de Freixo de Numão, cujo horário é das 9.00h – 12.30h / 14.00h – 17.30h (de segunda à sexta feira).

O museu confirmará sempre a sua disponibilidade para receber a visita e enviará ao professor o Dossier Pedagógico.

Aquando da marcação, o professor deverá sempre referir o número de alunos que participarão, para a organização logística da instituição museológica.
1.2). PREPARAR A VISITA
Os professores deverão, se possível, iníciar a preparação da visita ao museu, com uma primeira deslocação ao MUSEU e à OFÍNINA que pretende realizar com os seus alunos, assim como aceder a toda a documentação possível.

Seguidamente deverão ler atentamente o presente dossier e passar a informação e sensibilização aos alunos para os objectivos e actividades propostas, assim como os aspectos de interesse.



1.3). ACTIVIDADES POSTERIORES À VISITA

Após a visita os professores poderão explorar situações, conceitos e vocábulos novos que tenham surgido no decurso da visita, nomeadamente, conceitos tais como: recolecção, nomadismo, sedentarização, pastorícia, agricultura, império, romanização, território, república, etc..

Deverão também solicitar a opinião dos alunos, fazendo o seu registo no inquerido entregue no acto da visita, bem como deixar o seu testemunho.

2. Enquadramento geográfico de freixo de numão







LOCALIZAÇÃO DE FREIXO DE NUMÃO NO CONCELHO DE VILA NOVA DE FOZ CÔA



ACESSIBILIDADE PARA CHEGAR ATÉ VILA NOVA DE FOZ CÔA



3. o Museu da Casa Grande de Freixo de Numão1




Terá sido indubitavelmente o aparecimento, no início da década de 80, da Associação Cultural Desportiva e Recreativa de Freixo de Numão (A.C.D.R. de Freixo de Numão), que impulsionou por um lado um excepcional e importante movimento associativista juvenil e, por outro, uma contínua investigação na área de arqueologia2.

Desde então, puseram-se a descoberto surpreendentes vestígios, permitindo a congregação de vastos espécimes de uma abundante e variada cultura material que constroem a sistematização científica e académica das escavações arqueológicas verificadas. Pretende-se com estas trazer evidências remotas de actividades e práticas ainda subsistentes, traduzindo experiências intricadas no modus vivendi da comunidade e numa pedagogia de aprendizagem in situ que legaram conhecimentos e valores a uma geração inteira.

E
Fachada do Museu da Casa Grande
m 1983, a Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa resolve adquirir o sublimo Solar da Casa Grande de Freixo de Numão e doá-lo, pouco tempo mais tarde, à A.C.D.R. de Freixo de Numão que projectará de imediato, para aquele espaço, um Museu de Arqueologia e Etnografia. O Palácio barroco situado no centro histórico da vila revelou-se uma opção feliz em termos estruturais, enquanto magnífico exemplar da arquitectura civil oitocentista3, certamente uma das expressões arquitectónicas mais imponentes do seu género na região do Douro. Começam então as profundas obras de restauro e adaptação do edifício que se vieram a prolongar devido a surpreendente descoberta da existência de remotos níveis de ocupação no interior e no quintal.

No dia 14 de Julho de 1996, o sonho transformou-se finalmente realidade com a inauguração do MUSEU DA CASA GRANDE. Neste dia, o espaço museológico não só conheceu a sua inauguração pública, como também abriu as portas de um território desconhecido, que ressurge renovado e progressivamente patrimonializado.

Para além dos vestígios provenientes das sucessivas campanhas arqueológicas, o Museu da Casa Grande é rico em testemunhos do passado recente das gentes e lugares: os objectos etnográficos, profundamente enraizados de sentido de comunidade, têm origem na dádiva dos habitantes que reconhecem esta casa como sua, contando através dela as suas histórias de vida, as suas actividades quotidianas, a sua relação com o divino. A vontade de museu despertou incontestavelmente na comunidade de Freixo de Numão uma premência de salvaguarda das memórias, associadas ao saber-fazer e aos seus valores identitários, despoletando um processo de patrimonialização do universo rural materializado.

As duas colecções complementam-se entre si fazendo parte de uma orientação pedagógica, que estabelece a ponte entre o passado e o presente. Assim, o discurso expositivo concebido para o núcleo de exposição permanente visou fornecer uma perspectiva de evolução das comunidades e civilizações humanas que deixaram vestígios materiais no espaço, sob a forma de edificações, actividades de exploração e transformação do meio, de transportes e comunicações: nesta óptica, esboçou-se uma narrativa de continuidade, com evidentes intenções pedagógicas, entre os acervos arqueológico e etnográfico.

Em Maio de 2005, o Museu da Casa Grande amplia-se com a inauguração do “Núcleo de Pré-história da Casa do Moutinho”. Este novo espaço, resultante de um protocolo celebrado com o IPPAR4 concede um importante apoio aos investigadores, professores e alunos que pretende concretizar projectos escolar, dentro âmbito científico do Museu. O edifício divide-se em dois pisos: no rés-do-chão encontram-se implementados os serviços de apoio à arqueologia (centro de documentação, sala de tratamentos de materiais, gabinetes e reservas); no primeiro andar irá futuramente surgir o “Núcleo Museológico de Pré-história”.


Novo núcleo museológico/Gabinete Técnico

4. As Actividades Educativas do Museu




Os professores e alunos encontrarão nas Actividades Educativas oito propostas educativas onde lhes são colocadas tarefas e desafios de acordo com os objectivos traçados para cada nível escolares.


4.1). VISITA AO MUSEU
Visita guiada por um técnico do Museu às Colecções de Arqueologia e Etnografia do Museu e às ruínas Romanas, Medievais e Contemporânea situadas no Quintal da Casa Grande.


Sala da Evolução da Moagem dos cereais




Objectivos: aprofundar o conhecimento do património arqueológico; caracterizar as principais fases da evolução histórica; reconhecer os bens culturais dos diferentes povos; aprofundar o conhecimento do património etnográfico do concelho, e mais especificamente da freguesia; estabelecer relações com o passado recente; e reconhecer a importância da preservação da memória colectiva.

Duração: 60 mim

Público-alvo: Todos os Públicos
4.2). VISITA AO MUSEU E AO CENTRO HISTÓRICO
D
Pelourinho de Freixo de Numão
epois da visita do Museu da Casa Grande, o grupo segue para o Centro Histórico da freguesia. Durante o percurso a pé pelo centro da vila, o grupo realiza algumas paragens em frente à Igreja Matriz, ao Pelourinho, à Ex Dommus Municipalis, à Casa Judaica, e às Capelas de Santa Barbara e N. Sr.ª da Conceição onde o guia irá salientar alguns episódios históricos da vida religiosa mas também político-administrativa da freguesia.

Objectivos: aprofundar o conhecimento do património arqueológico; caracterizar as principais fases da evolução histórica; reconhecer os bens culturais dos diferentes povos; aprofundar os conhecimentos sobre o património etnográfico do concelho, e mais especificamente da freguesia; estabelecer relações com o passado recente; reconhecer a importância da preservação da memória colectiva; identificar os diferentes estilos arquitectónicos; aprofundar os conhecimentos sobre a história político-administrativa da freguesia.

Duração: 90 mim

Publico-Alvo: Todos os Públicos
4.3). VISITA TEMÁTICA DE ARQUEOLOGIA
Visita ao Museu seguida de uma saída em viaturas da A.C.D.R. de Freixo de Numão aos sítios arqueológicos que compõem o circuito Turístico/Arqueológico de Freixo de Numão. Podem ser visitáveis as seguintes estações arqueológicas: o Prazo, com vestígios de ocupação Neolítica, Romana e Medieval; o Rumansil I, villa romana com lagares de vinho e fornos de cerâmica; a Calçada Romana e o Moinho de Cubo das Regadas e o Zimbro II, villa rústica Romana.


Sítio arqueológico do Prazo




Objectivos: desenvolver o gosto pela investigação e pelo estudo do passado; aprofundar o conhecimento do património arqueológico; caracterizar as sucessivas fases de evolução histórica; identificar os grandes momentos de ruptura no processo evolutivo; e contactar com os bens culturais dos diferentes povos.
Duração: A duração da actividade dependerá do número de sítios que o grupo pretende visitar.
Público-alvo: Todos os públicos

4.4). ATELIER DE CERÂMICA
Este atelier tem por objectivo a aproximação por parte do público de um dos vestígios mais abundante do mundo arqueológico, a cerâmica, através da manufactura de um vaso neolítico. A cerâmica é de facto uma das maiores descobertas do Neolítico. Pretende-se uma abordagem sobre este período (sedentarizaçao, agricultura e pastorícia). A cerâmica é uma ferramenta de datação essencial para a arqueologia e tem funções de “marcador cultural” que será discutido aquando à realização de todas as etapas de fabrico de um pequeno recipiente.

Objectivos: conhecer os modos de vida das populações do Neolítico; identificar os grandes momentos do processo evolutivo deste período; desenvolver o gosto pela investigação e pelo estudo do passado; aprofundar o conhecimento do património arqueológico; e contactar com os bens culturais dos diferentes povos.

Duração: 90 mim

Público-alvo: 2º e 3º ciclos, sendo possível pensar numa abordagem mais simplificada para tornar possível incluir alunos do nível escolar inferior.

4.5). ATELIER DE TALHE

O


Atelier de Talhe
tema principal deste atelier é o da transformação de uma matéria-prima em um utensílio. Este atelier permite também descobrir a geologia. De facto, o sílex foi muito utilizado pelos antepassados para elaborar os seus utensílios, porém outras rochas permitem também o talhe de instrumentos (quartzo, quartzito, jaspóide, obsidiana, …). Uma apresentação de alguns minerais às crianças permitira-lhes descobrir diferentes rochas.

Objectivos: identificar as distintas matérias-primas líticas; aproximação do modo de fabrico de instrumentos líticos; aproximação dos diferentes tipos de utensílios; e compreender o modo de vida dos homens pré-histórica.

Duração: 90 mim

Público-alvo: 2º e 3º ciclos

4.6). INTRODUÇÃO À ARQUEOLOGIA

O
Arqueólogos por um dia


tema principal deste atelier é o contacto directo com as técnicas utilizadas durante uma escavação arqueológica. Assim será recreado um contexto de escavação, onde os visitantes poderão explorar o mundo desconhecido da arqueologia romana.

Objectivo: reconhecer a Arqueologia como ciência; contactar com o trabalho do arqueólogo; perceber o papel da arqueologia para a compreensão do passado; desenvolver o gosto pela investigação e pelo estudo do passado; contactar com a cultura material da época romana; e familiarizarem-se com a época romana.

Duração: 90 mim

Público-alvo: 1º e 2º ciclo

4.7). ESCOLINHA DO AVÔ

Tudo muda, e a escola também! Hoje, inseridos numa era em que os computadores fazem parte da realidade dos alunos, o Museu da Casa Grande dá a conhecer às crianças – e recordar aos mais velhos –, a escola dos tempos dos seus avós.



Objectivos: despertar a curiosidade para o conhecimento do passado; estabelecer paralelos entre a escola actual e a existente no tempo dos avós; e enquadrar uma época importante da história politica nacional.

Duração: 45 mim Público-alvo: Todos os Públicos

4.8). O PASSATEMPO DOS ROMANOS

A origem dos chamados “jogos de tabuleiro” perde-se na noite dos tempos. Expedições arqueológicas estão, ainda hoje, desvendando mistérios a respeito de antigos jogos disputados pelos romanos. De facto, os romanos entregavam-se a passatempos simples e quase infantis, como os dados, os astrágatos, o ludus latrunculorum jogo dos soldados que lembra vagamente o jogo das damas e o duodecim scripta, o jogo das dozes linhas, semelhante ao gamão.



Objectivos: transmitir de forma lúdica alguns conhecimentos sobre o modo de vida – os passatempos – dos romanos; e demonstrar a antiguidade de alguns jogos;

Duração: 60 mim Público-alvo: 1º, 2º e 3º ciclos

4.9). PEDDY PAPER

Esta acção pretende descobrir o património e a história da pequena freguesia de Freixo de Numão de forma lúdica com intuito de proporcionar uma aprendizagem mais duradoura as crianças. Durante o percurso as crianças irão descobrir os vestígios de um passado recente através das memórias de casas, igrejas, capelas e do contacto directo com as gentes locais.



Objectivo: transmitir conhecimentos sobre a história da vila; utilizar uma abordagem lúdica para promover a aprendizagem; fomentar o contacto entre o visitante e a população local.

Duração: 45 mim Público-alvo: 2º e 3º ciclo

4.10). PASSEIO PEDESTRE

Destinado aos amantes dos percursos a pé, surge aqui uma actividade que concilia a arqueologia e a natureza. Este circuito propõe ao visitante pisar as grandes lajes graníticas que constituem a calçada romana das regadas e outros vestígios de cariz arqueológico, ao mesmo tempo que podem desfrutar da paisagem impar da reserva floristica da Mela e de algumas particularidades estruturantes da freguesia.



Objectivos: identificar algumas espécies da fauna e da flora; transmitir a importância do meio ambiente; reconhecer a importância da preservação das espécies; transmitir conhecimentos sobre a cultura romana; transmitir conhecimentos sobre a história da vila; e utilizar uma abordagem lúdica para promover aprendizagem.

Duração: 120mim Público-alvo: 2º,3º ciclo e secundária

A equipa do Museu da Casa Grande considera que são objectivos privilegiados do Museu e do Serviço educativo:

- Dar a conhecer ao público jovem o museu, como espaço educativo e lúdico;

- Proporcionar a construção do saber, no campo patrimonial, através de uma prática de manuseamento e experimentação;



- Promover uma ligação estreita entre a cultura expositiva (sediada no museu) e a escola, como pólo aglutinador de saberes.

1 COIXÃO, António (Coord.) (2006) Museu da Casa – Catálogo, Edição da ACDR de Freixo de Numão, Freixo de Numão.

2 COIXÃO, António; TRABULO; António (1998)

3 SOALHEIRO; J. (coord.) (1996)


4 Projecto de reestruturação de edifício para Núcleo de pré-história e áreas de apoio à arqueologia, financiada pela A.I.B.T. do Côa e IPPAR.





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