1. atividade de leitura



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1. ATIVIDADE DE LEITURA

  1. Foco: leitura e interpretação textual

  2. Objetivo: Desenvolver nas crianças o gosto pela leitura, além de exercitar a leitura oral. Ao trabalhar com a leitura oral deste gênero e de outros, as crianças aos poucos começarão a distingui-los, influenciando assim a construção da escrita.

  3. Materiais utilizados: folha avulsa contendo o texto, uma para cada criança; gravuras dos personagens.

  4. Etapas: Motivação prévia: apresentação da história e dos personagens através de gravuras (elefante, leão, macaco, formiga). Entrega do texto para os alunos; leitura em voz alta, pausadamente, realizada pela professora. Leitura coletiva: após a leitura coletiva será feita uma investigação, através de perguntas orais, sobre o texto lido: Sobre o que fala a história? Quais os personagens que participam da história? Qual o título do texto? Como se chama a autora? Porque o elefante teve dificuldades para encontrar amigos?Como o elefante se sentia por não ter amigos? No texto, quem ficou amigo do elefante? Quem são seus amigos na escola? As respostas serão dadas individualmente, sendo que o aluno deverá levantar a mão e esperar a sua vez de responder. Estas serão escritas no quadro pela professora para um posterior registro no caderno. Leitura oral dialogada entre os alunos, para exercitar a desinibição: os alunos formarão grupos de cinco, onde um será o narrador e os outros serão, cada um, um personagem da história. Após um breve ensaio, cada grupo virá na frente da sala e se apresentará aos colegas. Para se apresentarem, os alunos poderão ler o texto ou decorarem seus papéis.

  5. Intervenções Pedagógicas: Durante a leitura oral, observar a leitura de cada criança; ajudar os alunos na leitura de alguma palavra, quando estes demonstrarem dificuldades de entendimento, procurando sempre a colaboração de toda a turma. Após a leitura coletiva, questionamento para avaliar o entendimento da turma sobre o texto lido.

Texto:

Um elefante em busca de amigos

Na selva vivia um elefante que todos os dias saía em busca de um amigo com quem conversar.

Certa manhã encontrou-se com o leão e perguntou:

- O senhor quer ser meu amigo?

E o leão respondeu:

- Você é muito lento e não pode correr comigo. Além disso, o que diriam os animais ao ver o rei da selva acompanhado de um elefante? O máximo que você pode fazer é caçar um ratinho.
O elefante, muito triste, seguiu andando. De repente viu um macaco pendurado num galho, pulando de uma árvore para a outra.

- Bom dia seu macaco! Você quer ser meu amigo?

- Como eu poderia ser seu amigo? Você não consegue se pendurar nas árvores e nem ficar saltando como eu faço! – replicou o macaco.

Com muita tristeza o elefante perguntava-se: “Porque será que sou tão grande e lento? Ninguém quer ser meu amigo...”


Seguiu seu caminho até que, de repente, ouviu alguns gritos, que não sabiam de onde vinham.

- Socorro! Ajudem-me! Por favor, senhor, não me pise!

O elefante, assustado, olhou por todos os lados, mas não conseguia ver ninguém.

Qual não foi a surpresa ao ver, presa debaixo de sua pata, uma formiga. Assustada, a formiga olhava para o elefante e suplicava:

-Por favor, não me faça nada!
O elefante, ao ver a formiga tão assustada, ficou com pena, levantou-a com sua tromba e deixou-a sobre um ramo.

A formiguinha, muito contente, disse-lhe:

- Que legal seria ter um amigo como você! Você é tão grande e forte... Acho que ninguém sente medo estando ao seu lado.

O elefante estava muito feliz. Finalmente havia encontrado alguém que o aceitava tal como ele era.


Um elefante em busca de amigos. Tradução: Ilton Schmitz. São Paulo: Edições Paulinas, 1989

2. PRODUÇÃO DE ESCRITA COLETIVA

Texto: Um elefante em busca de amigos

  1. Foco: Produção textual

  2. Objetivo: Produzir um texto coletivamente, utilizando recursos de coerência e coesão.

  3. Material utilizado: Quadro negro; giz; caderno; lápis; cópias do texto (atividade 1).

  4. Etapas: separação da turma em quatro grupos, dependendo do número de alunos; registro coletivo da história no quadro, sendo um grupo de cada vez e uma parte do texto por grupo (o texto será dividido conforme as situações que passam o elefante) de acordo com o que foi lembrado e a partir de um consenso prévio: cada grupo deverá escrever no caderno a sua parte do registro e a professora deverá fazer o registro da história no quadro a partir do ditado dos grupos. Neste momento, é necessária a exploração dos recursos coesivos presentes no texto, uma vez que foi escrito por vários grupos. Após, todos devem escrever a história no caderno. Comparação do registro coletivo com o texto entregue anteriormente pela professora (este deverá ser guardado antes do início da atividade). Lendo o texto novamente, vocês acham que está parecido com o registro feito no quadro? O que está faltando? O que tem a mais?

  5. Intervenções pedagógicas: Quando não houver um consenso sobre o que será escrito, pedir para que o grupo faça uma comparação com o texto entregue anteriormente.

3. DITADO

Palavras – chave do texto “Um elefante em busca de amigos”

  1. Foco: Escrita de palavras

  2. Objetivo: Proporcionar aos alunos a identificação das letras como um conjunto de entidades específicas, reconhecendo cada uma delas e reproduzindo, através da escrita, suas formas, associando-as aos sons correspondentes.

  3. Material utilizado: palavras-chave do texto anterior; caderno; lápis.

  4. Etapas: Os alunos devem escrever no seu caderno palavras que estão no texto e que são fundamentais para a compreensão da narrativa.

  5. Intervenções pedagógicas: intervenções individuais, a partir de questionamentos, quando houver escrita inadequada (supressão ou troca de letras). Ex.: Elefante, escrito como Elefate: Vamos ler esta palavra. O que você acha que está faltando? Quando falamos a palavra eleFANte, a sílaba FAN tem som nasal e quando lemos o que tu escreveste, eleFAte, muda o som da sílaba?



  1. Ditado:

  • Elefante

  • Tristeza

  • Formiga

  • Assustada

  • Contente

  • Forte

  • Amigo

  • Animais

  • Leão

  • Macaco

4. ATIVIDADE DE VARIAÇÃO LINGÜÍSTICA:


  1. Foco: correção de linguagem, relação entre língua falada e escrita, variação lingüística

  2. Objetivos: fazer com que a turma perceba que a língua portuguesa não se apresenta de maneira uniforme em todo o território brasileiro, e que diversos fatores, como a região, a classe social, a profissão ou a faixa etária, são responsáveis por esta variação.

  3. Material utilizado: Tirinha do Chico Bento, uma para cada criança.

  4. Etapas: Motivação prévia: apresentação da tira através de cartaz contendo o personagem Chico Bento. Entrega da tira para os alunos; leitura em voz alta, pausadamente, realizada pela professora. Leitura individual. Investigação sobre o texto da tira: Sobre o que fala o texto? O que vocês acham que está diferente? De que outras formas podemos ler esta tira? As respostas serão dadas individualmente, sendo que o aluno, ao saber a resposta, deverá levantar a mão e esperar ser questionado. Durante a apresentação da tira e durante as atividades realizadas em aula, a professora deverá questionar a turma sobre as diferenças lingüísticas, sobre o porquê de existirem diferentes variações (de gerações, sociais, regionais, dialetos). Existe uma forma certa ou errada de se falar? Por quê? Por que o Chico Bento fala tão diferente de nós? Existem palavras que são faladas de uma maneira e escrita de outras? Quais?

Após a leitura e questionamento, os alunos reescreverão o texto adequando-o à linguagem de nossa região. Em seguida, os alunos receberão um quadro onde deverão fazer uma relação sobre a língua falada e a língua escrita.

  1. Intervenções pedagógicas: Através da observação individual do aluno no momento do reescrita da história, a professora questiona e auxilia a criança em relação às dúvidas que venham a surgir.



    1. Reescreve o texto, utilizando a linguagem culta:







    1. Completa os quadros:



Como o Chico Bento fala:

Como escrevemos:

Fessora




sinhora




castigá




pruquê




hoji







Como falamos:

Como escrevemos:

pexe




caxa




chegô




ovu




bébi




5. ATIVIDADE DE ANÁLISE LINGÜÍSTICA


  1. Foco: coesão

  2. Objetivos: Contribuir para o entendimento do uso de recursos de coesão no texto.

  3. Material utilizado: Texto ”A festa no céu” em cartaz e em folha avulsa.

  4. Etapas: Motivação prévia: apresentação da fábula, através de cartaz, chamando a atenção para o título e o nome do autor. Distribuição das folhas avulsas. Leitura do texto pela professora seguida de leitura coletiva. Interpretação do texto: De que fala a história? Quem são os personagens que aparecem? É possível ter uma festa no céu? Como você faria para chegar até a festa? Durante a leitura do texto, a professora irá chamar a atenção dos alunos, através de questionamentos, para os nomes que são utilizados para identificar um mesmo personagem da fábula, por exemplo, o Sapo Sapato. De que outras maneiras o Sapo Sapato é chamado? Após, a professora irá dar atividades que contribuam para o entendimento dos alunos na utilização de termos que substituam determinadas palavras do texto.

  5. Intervenções pedagógicas: A partir da observação individual do aluno, a professora auxilia-o quando houver dúvidas em relação às atividades propostas.



Texto:

A festa no céu

A notícia é quente, pessoal! No sábado, 31 de dezembro de 2099, às 23 horas e 59 minutos, houve uma festa no céu. A bicharada ficou maluca, pois entraria no próximo milênio em grande estilo. Porém, o que seria motivo de alegria causou a maior confusão porque só foram convidados os animais que voam.

As aves, obviamente, ficaram muito contentes e com certeza marcaram presença, mas o que foi feito com os animais que não voam? Antes da festa, o Sapo Sapato não ficou se remoendo pelos cantos e muito menos perdeu tempo, tratou de espalhar pela floresta que ele também tinha sido convidado.

Pelas alamedas da floresta, os animais que ouviam o sapo cheio de papo riam sem parar do papudo do brejo. Segundo uma fonte que aqui não vamos mencionar, o sapo pesava uma tonelada, nem saltar ele conseguia, que dirá voar! Isso era motivo para muitas gargalhadas.

Alguns amigos mais próximos do pobre Sapo Sapato, como o senhor Élcio Esquilo, o aconselharam a desistir da maluca idéia, mas ele era teimoso. Tinha idéia fixa. Disse que iria de qualquer maneira e fim de papo.

Caro leitor, este caso só virou notícia por causa dos fatos que vou narrar a seguir. Vale também como exemplo de perseverança a ser copiado, mas tome cuidado!

Na véspera da festa, o senhor Sapo Sapato teve a pachorra de procurar o urubu e conversaram muito, riram um bocado e, ao se despedir do amigo, reafirmou sua vontade de ir à festa. O urubu ficou meio desconfiado. O sapo despediu-se, mas pulou a janela da casa do amigo e vendo a viola dele em cima da cama, resolveu esconder-se dentro dela. Pertinho de começar a festa, o urubu pegou a sua viola, amarrou-a em seu pescoço e voou em direção ao céu.

Chegando ao céu, o urubu deixou sua viola num canto e foi procurar as outras aves. O Sapo Sapato deu um pulo e saltou da viola, todo animado.

- Oi gente!

As aves ficaram surpresas ao vê-lo dançando e pulando. Todos queriam saber como ele havia chegado lá, mas ele não dava trela e mudava de conversa, só queria se divertir. Estava quase amanhecendo e ele não podia perder sua carona com o amigo. Discretamente entrou na viola do urubu e ficou quietinho. A festa só acabou quando os primeiros raios de sol foram surgindo. Um a um. Os convidados foram voando para o seu destino.

Então, o urubu pegou a viola e rumou em direção à floresta. De repente, o urubu sentiu algo se mexer dentro da viola. Foi quando viu o Sapo Sapato dormindo todo encolhidinho. Para quê? Lá do alto virou sua viola até que o coaxador espertinho despencou com tudo em cima das pedras de um rio. Porém, o danado não morreu, não. Dizem que as marcas da queda ficaram em

suas costas, e é por isso que os sapos possuem uns desenhos estranhos nas costas. Para mim todo sapo é remendado por isso, mas também quem mandou ser folgado?

Adaptação: Paulo Netho




  1. Completa o quadro procurando no texto palavras que denominam o mesmo que:

Sapo Sapato

Aves

Viola

Urubu

.........................

.........................

.........................

.........................



............................

............................

............................


..............................

...............................

Variante:

- Circula, no parágrafo abaixo, todas as palavras que foram usadas para denominar o personagem Sapo Sapato:


“Então, o urubu pegou a viola e rumou em direção à floresta. De repente, o urubu sentiu algo se mexer dentro da viola. Foi quando viu o Sapo Sapato dormindo todo encolhidinho. Para quê? Lá do alto virou sua viola até que o coaxador espertinho despencou com tudo em cima das pedras de um rio. Porém, o danado não morreu, não. Dizem que as marcas da queda ficaram em suas costas, e é por isso que os sapos possuem uns desenhos estranhos nas costas. Para mim todo sapo é remendado por isso, mas também quem mandou ser folgado?”

6. ATIVIDADE DE PRODUÇÃO TEXTUAL

  1. Foco: produção textual

  2. Objetivos: Organizar situações que levem a criança a criar seus próprios textos a partir da leitura do texto “A Festa no Céu”

  3. Material utilizado: Texto: A festa no céu (atividade 5); tirinha com figuras; caderno; lápis

  4. Etapas: Motivação prévia: relembrar o texto, podendo ser através de releitura, com utilização de fantoches dos personagens. Após, a professora questionará a turma para saber onde podemos encontrar escrita parecida com a história: “Olhem como inicia a história. Onde te parece que a história foi escrita? Quando a turma se der conta que o texto lembra uma manchete de jornal, a professora mostrará uma tira contendo figuras que representam uma história e pedirá para a turma escrever, em forma de manchete, as ações que se passam nos quadrinhos. Em outro encontro, a professora pedirá que cada aluno invente uma manchete, podendo usar qualquer tipo de história, seja a venda de algum produto, o anuncio de cão perdido ou a manchete sobre um acontecimento.

  5. Intervenções pedagógicas: Durante a atividade com a tirinha e durante a criação da manchete, a professora irá observar a evolução dos alunos, auxiliando-os quando precisarem ou na correção de alguma palavra. Poderá auxiliar também, através de questionamentos, quando o aluno disser que não é capaz de realizar a atividade ou fazê-la de forma diferente de um anúncio.




  1. Observa a cena:






Agora, escreve uma manchete sobre a cena acima. Não esquece o título e o autor:

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  1. Imagina que você trabalha em um jornal. Cria uma manchete sobre algo que você acha importante:

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7. ATIVIDADE DE LETRA INTROMETIDA


  1. Foco: ortografia, vocabulário.

  2. Objetivo: Transformar sílabas simples em sílabas complexas, acrescentando o M e o N. Quebra de padrão “consoante + vogal”. Proporcionar situações para a criança investigar as propriedades das palavras em busca de uma generalização, reforçando a importância da presença ou ausência das letras como definidoras de significado. Proporcionar a escrita de palavras com vogais nasais.

  3. Material utilizado: folha avulsa com atividades.

  4. Etapas: Após distribuir as folhas, a professora explicará a atividade, lendo as palavras que estão nos balões. E então pedirá que a turma complete com a letra intrometida (M e N), apresentada no outro balão. Ao terminarem, as novas palavras serão lidas, pela professora ou coletivamente, fazendo uma investigação sobre as mudanças do som e do sentido das palavras. A seguir será dada outra atividade para ajudar na sistematização.

  5. Intervenções pedagógicas: A partir da observação na realização da atividade e de questionamentos. O som da vogal muda com a letra intrometida?O que muda na palavra usando estas letras? Que letras aparecem antes do P e do B? Propor o registro da regra no quadro e no caderno.



  1. Escreve as palavras no balão usando a letra intrometida:



  1. Agora, faça uma lista de palavras que podem ser formadas acrescentando M ou N às palavras abaixo:



COTA SOBRA METE LOGO CASA SETE GRIFADO MACHO RAPA VIAJADO ADA MATA GRADE USADO RACHO

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8. ATIVIDADE DE ANÁLISE LINGÜÍSTICA

  1. Foco: produção textual, análise do tempo verbal, reescrita do texto.

  2. Objetivos: Proporcionar a escrita e reescrita de um texto coletivo, sistematizando a grafia de palavras terminadas em AM e ÃO, alterando o tempo verbal.

  3. Material utilizado: texto coletivo, escrito no quadro e posteriormente no caderno, para uma nova reescrita.

  4. Etapas: Motivação prévia: No início da aula, a professora conversa com os alunos questionando sobre as coisas que eles fizeram no dia anterior. Podem ser ações acontecidas na escola ou não. Os depoimentos dos alunos serão escritos no quadro, formando uma história. Para esta atividade, a professora pode eleger duas ou três crianças para o texto não ficar muito extenso. A partir do texto formado, é feita uma leitura coletiva e o registro no caderno. Após, a professora questiona os alunos, querendo saber como ficaria o texto se as ações escritas ainda não tivessem sido realizadas, o que só aconteceria no dia seguinte. A partir deste questionamento, é feito um novo registro no quadro da história,

trocando o tempo verbal do passado para o futuro. Reescrito o texto, este também será registrado no caderno. Questionamentos posteriores: Quais palavras foram modificaram nos textos? O que elas têm em comum? A forma de falar as palavras também mudou? O que vocês acham que aconteceu?

  1. Intervenções pedagógicas: A intervenção só acontece quando, na reescrita da história, a turma apresentar dificuldades em realizar a atividade. A primeira produção textual deve ser feita a partir das respostas da criança. A professora também pode chamar a atenção do aluno para saber qual a forma de melhor começar a história. Que palavras podem ser usadas para iniciar? Podemos colocar um título? Quem será o autor? Como podemos terminar a história?


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