1º domingo da



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L I T U R G I A E V I D A



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ANO A
DOMINGO DA

QUARESMA
SUGESTÕES PARA A CELEBRAÇÃO

E VIVÊNCIA DA LITURGIA


  1. Cartaz: “Nem só de pão vive o homem”.




  1. A nossa Quaresma é inaugurada por Cristo com o Seu deserto de austeridade e de luta (veja-se o prefácio próprio). Ao nível da Liturgia, Importa significar este "deserto" pelo jejum dos olhos e dos ouvidos: daí o despojamento das ornamentações e a maior “severidade” da música litúrgica. O canto é um dos elementos importantes da Quaresma e tende, mesmo, a ser o único elemento musical (os instrumentos calam-se e apenas o órgão, discretamente, acompanha e sustenta os cânticos). Omite-se o canto do Aleluia, substituído por um refrão alternativo na aclamação ao Evangelho. Também se omite o Glória, salvo na ocorrência de solenidades e festas litúrgicas.




  1. O cântico de entrada poderá ser mais longo. Em vez do cântico de entrada, poder-se-á cantar a Ladainha dos Santos. Neste caso, omite-se o acto penitencial.




  1. Em destaque, poderá estar uma cruz grande, se possível, iluminada com um foco de luz.




  1. A Quaresma é, por excelência, um tempo de escuta da Palavra de Deus, alimento e força dos cristãos. Sugerimos que, à falta de Evangeliário, se faça a procissão de entrada com uma boa edição da Bíblia ou o Leccionário bem encadernado. Fora da celebração, o Leccionário (ou a Bíblia), aberto nas leituras do dia, poderia ficar num local bem visível. Introduzam-se e exortem-se os fiéis no exercício frequente da leitura e meditação orante da Sagrada Escritura, se possível seguindo o plano de um dos vários leccionários (dominical, ferial, da Liturgia das Horas).




  1. Para além da riqueza extraordinária dos textos litúrgicos "próprios" de cada dia, leituras e orações, valorizem-se outros textos "comuns". Entre estes, a tradição privilegiou durante a Quaresma as "Orações sobre o Povo", no momento da bênção final. Recomendamos, por isso, o seu uso, de acordo com o novo Missal (pp. 569-573).




  1. Leitores: 1ª Leitura: Exige-se um bom leitor, com domínio bastante das técnicas de dicção. Na preparação, o leitor procurará dividir bem as frases e os seus membros, marcando as cesuras e pausas adequadas. Por exemplo: "Depois, / o Senhor Deus plantou um jardim no Éden, a oriente, // e nele colocou o homem que tinha formado ///". O texto tem apenas três vozes: o narrador, a serpente e a mulher. É falso criar outras vozes (Deus, por exemplo). "É verdade que Deus vos disse: // "Não podeis comer o fruto de nenhuma árvore do jardim"? ///".

2ª Leitura: Não é menos difícil. As frases longas e a densidade de conteúdo exigem uma preparação cuidada. O leitor deverá começar por compreender o texto, socorrendo-se, porventura, de algum comentário. Procurará interiorizar as ideias nele contidas (procurará transmitir o conteúdo do texto a alguém, por palavras suas). Só depois, marcará o texto. Um exemplo, para a última frase: "De facto, / como pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, // assim também, / pela obediência de um só, // muitos se tornarão justos". (Na condição de uma respiração bem sustentada, lendo devagar).


  1. Sugestão de cânticos: Canto de Reunião: Escutemos a voz, F. Santos; Procissão: Ladainhas, NCT 157; Entrada: Ele me chamará, F. Santos, 14; Ofertório: O Senhor cobrir-te-á, F. Santos, NCT 108; Comunhão: Jesus Cristo, ó Porta do Reino, F. Santos, NCT 110; Cânticos do Ordinário da Missa: Senhor, tende piedade, M. Luís, NCT 118; Santo, F. Silva, NCT 120; M. Luís, NCT 55; Aclam. Anamnese III, Missal Romano; Cordeiro de Deus, F. Santos, NCT 121; F. Silva, NCT 57.


REFLEXÕES BÍBLICO-PASTORAIS


  1. Há realidades que devem entrar “pelos olhos adentro”, como costumamos dizer. Neste domingo, os fiéis deverão aperceber-se de que a igreja se “vestiu” de Quaresma. A cor litúrgica é o roxo. No altar e no presbitério, está somente aquilo que deve estar. Nem flores. Os instrumentos musicais irão tocar, somente para acompanhar o canto da assembleia. De tal maneira, que haja o sentimento de que até ao edifício (igreja) lhe foram impostas as cinzas.




  1. Para muitos fiéis, somente neste domingo iniciam o seu itinerário quaresmal, porque não tiveram possibilidade de participar na celebração de quarta-feira de Cinzas. Com expressões litúrgicas, poderemos explicar, brevemente, o que é a Quaresma e como celebrá-la e vivê-la. A Quaresma é um tempo da vida cristã que supõe um certo esforço espiritual. É um caminho e um tempo de purificação que têm como finalidade a purificação dos pecados: “para que, fiéis à observância quaresmal, (os fiéis) mereçam chegar, de coração purificado, à celebração do mistério pascal do vosso Filho”; para que reconhecendo que somos pó da terra e à terra havemos de voltar, alcancemos, pelo fervor da observância quaresmal, o perdão dos pecados e uma vida nova à imagem do vosso Filho ressuscitado” (Bênção das cinzas). A observância quaresmal concretiza-se em obras de “penitência” e em “obras de caridade”; com o jejum: Jesus, “jejuando quarenta dias, santificou a observância quaresmal” (Prefácio do 1º domingo); seguindo o exemplo de Cristo e uma vida sacramental mais intensa, porque “é este o verdadeiro jejum agradável a vossos olhos” (Oração depois da Comunhão, quarta-feira de cinzas). Resumindo, tudo aquilo que nos ajude a “alcançar maior compreensão do mistério de Cristo” (Oração Colecta do 1º domingo). Neste domingo, é importante fazer uma pequena catequese sobre o que é a Quaresma e sobre o modo de viver a penitência (jejum), a oração (não esquecendo a leitura da Sagrada Escritura) e a prática da caridade. Seria bom fazer um programa paroquial para ajudar os fiéis a viver este tempo de graça.




  1. Seria bom explicar o critério de escolha das leituras dominicais, especialmente nos primeiros domingos. A Ordenação do Lecionario da Missa diz, sobre a Quaresma: “as leituras do Antigo Testamento referem-se à história da salvação, que é um tema fundamental da catequese quaresmal”. Assim, é apresentada “uma série de textos que nos fornecem os elementos principais desta história, desde o seu início até à promessa da nova aliança” (n. 97). Neste domingo, as leituras começam pelo Livro do Génesis, que nos recorda a obra admirável da criação e também a infidelidade do homem a Deus Criador, quase desde o início. A 1ª leitura é completada pela 2ª leitura, da Carta aos Romanos, onde S. Paulo faz uma catequese sobre a obra do 1º Adão e as graças de Cristo, o 2º Adão.




  1. Jesus encontra-se no deserto, jejuando quarenta dias e quarenta noites. Pelas suas palavras e pelo seu testemunho, sentimos que, em comunhão com Ele, venceremos toda a tentação de infidelidade ao nosso Deus. Jesus vence as mesmas tentações do Povo de Israel, quando atravessou o deserto: teve fome e foi necessário recordar que nem só de pão vive o homem; adorou outros deuses e foi necessário recordar que só a Deus se deve prestar culto; por fim, pôs Deus à prova em Massa. Jesus venceu estas tentações, para que, com Ele e com a Sua Palavra, possamos “vencer as tentações do pecado” e as “insídias da antiga serpente” (Prefácio do 1º domingo). É bom não perder de vista a mensagem que nos é dada a Oração depois da Comunhão deste domingo: “Saciados com o pão do céu, que alimenta a fé, confirma a esperança e fortalece a caridade”, “ensinai-nos a ter fome de Cristo… e a alimentar-nos de toda a palavra que da vossa boca nos vem”.

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