1. Ensinar História é Formar o Aluno Cidadão? 3



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GRUPO 6.3

MÓDULO 3
Índice




1. Ensinar História é Formar o Aluno Cidadão? 3

2. Contribuições de Piaget e Vygotsky para o Ensino de História 3





1. Ensinar História é Formar o Aluno Cidadão?


Ao ensinar história, algumas questões devem ser consideradas no planejamento e na ação educativa, uma delas é saber qual e como trabalhamos determinado conteúdo, o que determinou a nossa escolha e a quem representamos.

Ideologia – A ideologia é um saber que falseia a realidade porque apresenta um conhecimento parcial sobre o que acontece nas vidas das pessoas.

O ser humano interioriza, entende, aprende sobre a sua realidade em meio a contradições, mitos e preconceitos que fornecem um saber parcial e fragmentado dos acontecimentos. É necessário, portanto, que o professor proporcione um ensino, no qual a pesquisa, a discussão dos porquês, dos condicionantes dos fatos e os diferentes interesses sejam lidos e interpretados por seus alunos.

2. Contribuições de Piaget e Vygotsky para o Ensino de História


O ensino de história numa concepção sócio-histórica considera que:



  • o homem se situa em sociedade por meio da incorporação de leis histórico-culturais que determinam suas relações sociais.

  • a escola deve criar situações de aprendizagem para que as crianças troquem experiências com a coordenação e interferência do professor, sem esquecer a sistematização dos trabalhos realizados.

O ensino de história, sob a ótica sociointeracionista, possibilita que o aluno alcance uma leitura social e política da realidade, portanto, o professor deve somar o conteúdo a ser trabalhado a contextualização dos fatos em questão.

O professor tem o papel de articular, mediar conceitos espontâneos e conceitos científicos, fornecendo novas e mais eficientes formas de compreensão da realidade.

As atuais propostas curriculares para o ensino de história sugerem o desenvolvimento de ações educativas que possibilitem ao aluno a compreensão da história por meio das seguintes relações:


  1. tempo e espaço;

  2. semelhanças e diferenças;

  3. mudança e permanência.

Nas primeiras e segundas séries os temas trabalhados têm o aluno como centro do assunto: família, bairro e escola.

Nas terceiras e quartas séries os temas permitem diversificar a experiência do aluno em contextos sócio-políticos mais amplos. Trata-se de assuntos como: cidade, estado, país, sujeito de determinada classe social.

O professor pode trabalhar com as datas comemorativas de forma a exemplificar o fim de uma época e o início de outra.

Não se deve ter medo de falar em datas com os alunos, estas serão de grande utilidade se forem trabalhadas como complemento da aula, ajudando a desenvolver o conceito de tempo como cronologia e cultura. Na avaliação, o professor deverá privilegiar as discussões em sala de aula. As datas podem aparecer na avaliação, mas não como cobrança de memorização.

O professor deve formular questões para iniciar os debates em uma aula, dessa forma, cria condições fundamentais para despertar a curiosidade dos alunos ante o assunto proposto. Por isso, as perguntas devem ser diversificadas e amplas, tornando as aulas mais ricas e profundas, fazendo com que o aluno se interesse por história e compreenda seu papel na sociedade em que vive.

Tendo como objetivo o desenvolvimento do raciocínio histórico do aluno, nas aulas de história o professor pode apresentar-lhe as formas de contar o tempo, utilizadas por diversos povos (esquimós, índios, etc.). Dessa forma, o aluno conhecerá a linha do tempo tradicional utilizada no mundo ocidental e poderá criticá-la analisando a realidade social dos grupos que compõem sua comunidade, estado ou país.

O ensino de história não pode omitir os conflitos (o termo conflito não é necessariamente sinônimo de guerra) que marcaram a organização das sociedades, pois são eles que levam os homens a refletir sobre as formas de organização social, visando modificá-las ou transformá-las.

Para ensinar o papel dos negros na organização do Império, por exemplo, o professor não pode trabalhar apenas com a informação das regiões da África que os negros vieram, a época e os castigos que eram submetidos, ou a localização da escravidão negra no tempo, mas é necessário dimensionar o papel dos negros na vida dos brasileiros.

Os alunos podem ler poemas, com o intuito de discutir a situação dos negros. Um dos pontos centrais no ensino de história é garantir que os alunos desenvolvam a percepção sobre como se dão as alterações sociais no tempo e como a sociedade chegou a ser o que é hoje. Esse trabalho inicia-se com a compreensão do aluno de como surgiu o bairro em que mora, a sua cidade, estado e país.

O professor pode iniciar seu trabalho com questionamentos suscitados a partir da apresentação de uma música, de um desenho, de um cartaz, de uma história em quadrinhos, etc.

Por último, utilizar o registro como forma de sistematização do pesquisado e das discussões em sala de aula.

Nos anos iniciais, quando os alunos não dominam a base alfabética, é possível o trabalho com o ensino de história por meio da produção de textos históricos escritos pelo professor na lousa e lidos aos alunos ou também através de desenhos ilustrativos.

O ensino de história participa da formação global do educando com o desenvolvimento de habilidades específicas como:


  • aprender a ler um texto de revista, jornal, livro didático, quadrinho ou até mesmo documento de época;

  • discutir as informações que recebe, seja do que lê ou dos programas de rádio e tv;

  • produzir textos de reflexão pessoal sobre debates e pesquisas realizadas em classe;

  • classificar e pesquisar informações extraídas de pesquisa;

  • levantar hipóteses e sugerir projetos;

  • aprender que é o sujeito de sua própria história e da história da sua comunidade.

Muitos professores se apóiam no livro didático como único recurso de transmissão de conteúdos. Vários autores criticam essa forma de atuação pedagógica, Bittencourt (2004, p.295) sugere além dos livros didáticos, filmes, recortes de notícias publicadas em jornais e revistas, mapas, trabalhos com dados estatísticos e tabelas.

O planejamento anual de história caracteriza-se pela inter-relação entre conceitos e conteúdos básicos para a formação de estruturas de pensamento que fundamentam a compreensão do processo histórico. Os autores Nemi e Martins (1996, p. 97) sugerem os conteúdos, plano de ação e planejamento citados a seguir:



Tempo  mediação e contagem do tempo  ampliação constante



Fonte: NEMI, Ana Lúcia L.; MARTINS, João Carlos. Didática de história – o tempo vivido: uma outra história? São Paulo: FTD, 1996, p. 97.




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