1. História da Arquitetura de Computadores Continuação Terceira Geração – Circuitos Integrados (1965 – 1980)



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ORGANIZAÇÃO DE COMPUTADORES


MÓDULO 4


Índice


1. História da Arquitetura de Computadores - Continuação 3



1. História da Arquitetura de Computadores - Continuação



1.1. Terceira Geração – Circuitos Integrados (1965 – 1980)

A invenção do circuito integrado de silício por Robert Noyce, em 1958, permitiu que dezenas de transistores fossem colocados em uma única pastilha (ou chip). Isso conduziu a produção de computadores a um novo patamar, totalmente impensável nas gerações anteriores. Agora eles poderiam ser menores, mais rápidos e mais baratos do que jamais havia sido possível.

Mas uma das maiores inovações daquele período não dependia de desenvolvimento de novas tecnologias.

A IBM tinha na época dois equipamentos de sucesso, os já citados 1401 e 7094. O problema é que eles eram totalmente incompatíveis entre si. Um cliente que possuísse os dois equipamentos teria que ter duas equipes distintas para fazer uso deles.

Quando chegou a hora de lançar os substitutos desses equipamentos, a IBM deu um passo revolucionário, lançando vários computadores em uma mesma linha, chamada System/3 60.

O grande diferencial da linha 360 é que vários modelos de vários portes compartilhavam uma mesma arquitetura, o que permitia que um mesmo programa fosse utilizado nos vários modelos da mesma família. Hoje isso parece óbvio, mas durante os anos 1950 o foco do desenvolvimento sempre foi o hardware. A família 360 foi a primeira vez em que se pensou em interoperabilidade e compatibilidade.

Outra novidade importante na família 360 era o conceito de multiprogramação. Esse conceito permitia que o computador mantivesse vários programas em memória e, enquanto um programa estivesse esperando uma operação de E/S, ele pudesse executar outro. Este conceito simples, uma das primeiras implementações de multitarefa, aumenta a utilização da CPU. E também torna mais importante uma figura até então desconhecida: o sistema operacional. O conceito de multitarefa só pode existir com a presença de um sistema operacional.

O mercado de minicomputadores também evoluiu, e o lançamento mais significativo foi o PDP-11 da DEC, que teve enorme sucesso, em especial em universidades.


1.2. Quarta Geração – Integração em Larga Escala (1980 – 2000)


Na década de 1980, a VLSI (Very Large Scale Integration – Integração em Escala Muito Grande) possibilitou colocar dezenas de milhares, depois centenas de milhares e por fim milhões de transistores em um único chip. Esse desenvolvimento levou a computadores menores e mais rápidos. Antes do PDP-1, os computadores eram tão grandes e caros que universidades e empresas precisavam ter departamentos dedicados à sua operação. Com a chegada do minicomputador, cada departamento poderia ter seu próprio computador.

No início dos anos 1980, o processo de barateamento e miniaturização dos computadores chegou a tal ponto que um indivíduo podia possuir seu próprio computador. Era o início da era do computador pessoal, o microcomputador.

Os primeiros microcomputadores não eram fabricados da mesma forma que os computadores comerciais da época. Eles eram vendidos como kits para serem montados em casa por hobistas na área de eletrônica ou computação. Um dos primeiros foi o Altair 8800, mostrado na figura seguinte.

Figura 10. Altair 8800, um dos primeiros microcomputadores comerciais

Esses primeiros computadores não tinham muita aplicação prática, pois, além de montar seus computadores, os usuários tinham que desenvolver seus próprios programas.

Apesar das limitações desses equipamentos, diversas empresas investiram no nascente mercado de computação pessoal. Uma das mais bem-sucedidas foi a Apple, fundada por Steve Jobs e Steve Wozniak, cujo modelo Apple II (lançado em 1977) foi um sucesso comercial. O sucesso do Apple II foi tão significativo na época de seu lançamento que a Apple se tornou um grande fabricante de computadores praticamente da noite para o dia.



Figura 11. O Apple II, um dos primeiros microcomputadores comerciais de sucesso

Enquanto a Apple e outras pequenas empresas criavam todo um novo mercado de computadores para uso doméstico, os grandes fabricantes, como a IBM, estavam hesitantes quanto a investir ou não nesse nicho.

A IBM decidiu por fim entrar no mercado do computador pessoal, mas, ao contrário do que era seu hábito, decidiu utilizar componentes de mercado, em vez de desenvolver todo o projeto.

Como microprocessador foi escolhido o 8088 da Intel, e o IBM PC foi lançado em 1981. Um dos grandes erros da história da

IBM foi cometido nessa época. Ela não resguardou seu produto por patentes; muito pelo contrário, ela divulgou publicamente os dados do projeto de seu microcomputador.

O resultado foi o surgimento de toda uma indústria de “PC Clones”, ou computadores-padrão IBM PC, da qual uma pequena parte apenas era fabricada e vendida pela IBM.

Figura 12. Um dos primeiros IBM PC

A IBM também se associou à Microsoft para o desenvolvimento do sistema operacional de seu microcomputador. Outro grande erro da IBM foi não enxergar o potencial do software para essa plataforma. Na verdade, os executivos da IBM estavam interessados na venda de hardware. Como consequência, o MS-DOS da Microsoft se tornou o sistema operacional padrão para os computadores padrão IBM PC, o que ajudou a Microsoft a ser tornar uma das empresas mais ricas do mundo nos anos 1990.

A arquitetura desenvolvida pela IBM se tornou o padrão para microcomputadores de uso comercial, e a maioria das empresas que fabricava microcomputadores com padrões distintos (Commodore, Atari, Sinclair, entre outras) desapareceu ou abandonou esse nicho de mercado.

A Apple conseguiu sobreviver, em parte por ter sido a primeira a introduzir uma interface gráfica utilizável. Essa característica foi introduzida inicialmente no Apple Lisa, mas encontrou sucesso no Apple Macintosh.

Figura 13. Apple Lisa

O Apple Lisa fracassou devido ao alto preço, mas deixou claras as vantagens do uso de uma GUI (Graphical User Interface – Interface Gráfica com o Usuário). Esse tipo de interface usa um dispositivo apontador (normalmente um mouse) e elementos gráficos como ícones e menus como meio principal para interação com o usuário. As outras gerações usavam principalmente comandos em shels ou prompts de comando, o que requeria um treinamento mais aprofundado para os usuários de computadores.

Com a introdução da interface gráfica e o aumento da facilidade de uso, a popularização dos microcomputadores se acelerou ainda mais.



Figura 14. O Apple Macintosh original





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