1. Materiais Características dos materiais Aprovação dos materiais Depósito de materiais Rejeição de materiais Instalações do estaleiro



Baixar 377.95 Kb.
Página2/5
Encontro21.07.2016
Tamanho377.95 Kb.
1   2   3   4   5

2. FUNDAÇÕES
2.1. SAPATAS
2.1.1. As fundações deverão ser executadas de acordo com o prescrito no Projecto de Estrutura.

2.1.2. Em todos os caboucos, tanto das sapatas como das vigas de fundações, será executada uma camada de betão de limpeza, ou de selagem se necessário, conforme se indica nos desenhos de construção com cerca de 0,05 m de espessura. A escavação a efectuar, deverá pois contar com a altura correspondente a esse betão.

2.1.3. Da superfície superior do betão de regularização, ou de selagem, será retirada toda a goma depositada até aparecer a parte sã do betão, e só depois se colocará a armadura da sapata em aço A400.

2.1.4. As sapatas serão fundidas contra as paredes laterais dos caboucos, deixando embebidas nelas as armaduras dos elementos estruturais de elevação a que digam respeito.

2.1.5. A betonagem das sapatas deverá ser contínua.

2.1.6. Todo o betão será vibrado com vibradores para a massa, tendo-se cuidado de os não encostar às armaduras, para que a vibração se não transmita ao betão que já iniciou o processo de presa.



2.2. ENROCAMENTOS
2.2.1. Os enrocamentos serão realizados com pedra limpa e rija, com dimensões entre 50 e 100mm, assente sobre terreno compactado (atrás mencionado), e serão compactados mecanicamente. Terão uma espessura mínima de 0,20m.

2.2.2. Sobre os enrocamentos aplicar-se-á sempre uma camada de massame não armado de argamassa hidráulica, com 0.05m de espessura, com desempeno e alisamento adequado, de modo que a película de polietileno (filme plástico) não venha a ficar danificada com a posterior execução do massame armado.

Deverá estar previsto também a possibilidade de utilização, nos pisos térreos a utilização de uma tela de impermeabilização com cerca de 3Kg/m2 .

2.3. Massames Armados


Os massames terão 0.15 de espessura, serão realizados com betão B20 e malha "Tipo Sol" CQ30, com recobrimento de 0.05m garantidos por espaçadores de argamassa com distribuição e dimensões de modo que não danifiquem a película de polietileno.


3. ESTRUTURAS
3.1. BETÕES
O betão será utilizado em pilares, vigas, lajes, muros de suporte, paredes portantes, guardas de escada, galerias de acesso, guarda fogos e cortinas de varandas.

As lajes serão maciças.

3.1.1. O betão a empregar é o B20 conforme especificado no Projecto de Estruturas.

3.1.2. Em tudo quanto disser respeito à composição, fabricação e colocação em obra dos betões e as restantes operações complementares, seguir-se-ão as regras estabelecidas pelo Regulamento de Betões de Ligantes Hidráulicos, aprovado pelo Decreto nº 445/89 e pelo Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-Esforçado aprovado pelo Decreto nº 349 - C/83 de 30 de Julho.



3.2. COMPOSIÇÃO DOS BETÕES
3.2.1.O estudo da composição de cada betão, deverá ser apresentado pelo empreiteiro à aprovação da fiscalização, com pelo menos 30 dias de antecedência em relação à data da betonagem do primeiro elemento.

3.2.2. O empreiteiro obriga-se a mandar efectuar, no mesmo Laboratório que encarregar do estudo das características e composição dos betões, os ensaios necessários ao citado estudo, em especial, além da resistência a compressão, a determinação do módulo de elasticidade instantâneo e a prazo, e a afluência para vários valores das tensões e da consistência.

3.2.3. O empreiteiro entregará à fiscalização amostras dos mesmos inertes utilizados nos estudos dos betões para se poder comprovar a manutenção das suas características.

3.2.4. O empreiteiro obriga-se a encarregar o Laboratório que fizer os estudos preliminares dos betões, de controlar o seu fabrico, tendo principalmente em vista as correcções acidentais a fazer, em consequência das variações da humidade, da granulometria e de outras causas.

3.2.5. O cimento utilizado será também ensaiado sistematicamente no mesmo Laboratório, segundo um plano a estabelecer, rejeitando-se todo aquele que não possua as características regulamentares ou que não exigidas aos betões da obra

3.2.6. Na composição dos betões, poderá o empreiteiro utilizar, de sua conta e observado que seja o disposto no Regulamento de Betões de Ligantes Hidráulicos, aditivos cuja necessidade se justifique, mormente plastificante e aceleradores de presa.


O empreiteiro deverá submeter à aprovação de Fiscalização o aditivo que eventualmente possa ter necessidade de utilizar, ficando desde já proibida a utilização de aditivos com base em cloretos ou quaisquer produtos corrosivos.

3.2.7. No betão de todos os elementos que estejam em contacto permanente, ou que possam estar em contacto prolongado com a água, será adicionada diatomite na percentagem de 5% do peso do cimento (2,5 kg de diatomite por 50 kg de cimento), ou outro impermeabilizante que a Fiscalização aprove.

3.2.8. Todos os encargos com o estudo e controle das características dos betões, aqui especificamente mencionados ou não, são da exclusiva responsabilidade do Empreiteiro e consideram-se incluídos nos preços unitários respectivos.


3.3. PREPARAÇÃO DOS BETÕES
3.3.1. O betão será feito por meios mecânicos, em betoneiras, obedecendo os materiais que entram na sua composição às condições atrás indicadas, de acordo com as disposições legais em vigor, e sendo cuidadosamente respeitado o Regulamento de Betões de Ligantes Hidráulicos.

3.3.2. As betoneiras deverão ter contadores de água devidamente aferidos para que a quantidade de água nelas introduzida, em cada amassadura, seja exactamente aquela que o Laboratório Oficial tiver indicado no seu estudo.


Não será permitida a fabricação de misturas secas, com vista a ulterior adição de água.

3.3.3. O tempo de trabalho das betoneiras em cada amassadura não deverá, em princípio, ser superior ao triplo do necessário para que a mistura feita a seco apareça de aspecto uniforme, se outro se não mostrar mais conveniente, em consequência das características especiais das betoneiras

3.3.4. A consistência normal das massas, a verificar por meio do cone de Abrams ou do estado móvel, deve ser tanto quanto possível a da terra húmida, e a quantidade de água necessária será determinada nos ensaios prévios de modo a que se consiga trabalhabilidade compatível com a resistência desejada e com os processos de vibração adoptados para a colocação do betão.

3.3.5. A quantidade de água deverá ser frequentemente corrigida, de acordo com as vibrações de humidade nos inertes para que a relação água/cimento seja a recomendada nos estudos de qualidade dos betões.

3.3.6. A água a utilizar na obra, tanto na confecção dos betões e argamassas como para a cura do betão deverá, na generalidade, ser doce e limpa e isenta de matérias estranhas em solução ou suspensão aceitando-se como utilizável a água que empregue em obras anteriores não tenha produzido eflorescências nem perturbações no processo de presa e endurecimento dos betões e argamassas com ela fabricados.
Quando não houver antecedentes sobre a sua utilização ou em caso de dúvida, a água será analisada devendo os resultados obtidos satisfazer os limites indicados pelo Regulamento de Betões e Ligantes Hidráulicos.

3.3.7. As distâncias entre os locais de instalação das betoneiras, e os da colocação dos betões em obra, serão as menores possíveis, devendo os meios de transporte e os percursos a utilizar desde a betoneira aos locais de aplicação dos betões, bem assim como os tempos previstos para o transporte dos mesmos, ser submetidos à apreciação da fiscalização.


O transporte do betão, para as diferentes zonas de aplicação, deverá ser feito por processos que não conduzam à segregação dos inertes.

3.4. AÇO PARA O BETÃO ARMADO

3.4.1. O aço das armaduras para betões será geralmente em varão redondo da classe A400 conforme referencia no Projecto de Estrutura. Todos estes aços devem satisfazer as prescrições em vigor que lhe forem aplicáveis.

3.4.2. O aço, deve ser de textura homogénea, de grão fino, não quebradiço, e isento de zincagem, obedecendo escrupulosamente às prescrições do Regulamento de Estruturas de Betão Armado Pré-Esforçado (R.E.B.A.P.).
3.5. ARMADURAS DE AÇO PARA BETÃO ARMADO
3.5.1. As armaduras em aço a empregar nos diferentes elementos de betão, terão as secções previstas no projecto, e serão colocadas rigorosamente conforme os desenhos indicam, devendo ser atadas de forma eficaz para que se não desloquem durante as diversas fases de execução da obra. Utilizar-se-ão pequenos calços pré-fabricados, de argamassa ou de micro-betão, para manter as armaduras afastadas dos moldes, calços esses dotados de arames de fixação.

3.5.2. As armaduras serão dobradas a frio com máquina apropriada, devendo seguir-se em tudo o preceituado no Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-Esforçado.

3.5.3. Todos os encargos para controle das características dos aços, especificamente mencionados, ou não, neste Caderno de Encargos, são da exclusiva conta do empreiteiro, e consideram-se incluídos nos preços unitários respectivos.

3.5.4. Para efeitos de determinação do trabalho realizado, na medição de armaduras não se incluirá a dobragem e montagem, as sobreposições, soldaduras e qualquer outro sistema de união, as ataduras e os ganchos, os quais serão considerados já incluídos no preço unitário contratual, e o peso será calculado pela aplicação das tabelas de pesos de varões de aço para betão armado na medição do projecto.




3.6. MOLDES - COFRAGENS

3.6.1. Os moldes terão de satisfazer o especificado no Regulamento de Betões de Ligantes Hidráulicos, no Regulamento de Betão Armado e Pré-Esforçado e neste Caderno de Encargos.

3.6.2. Os moldes, serão metálicos e/ou de madeira. Neste último caso as tábuas serão de pinho, utilizando-se exclusivamente na sua confecção tábuas de largura constante, aplainadas, tiradas de linha e sambladas a meia madeira para não permitir a fuga de calda de cimento através das juntas e para conferir à superfícies de betão um acabamento perfeitamente regular. As tábuas deverão ter espessura uniforme, com o mínimo de 2,60 cm, para evitar a utilização de cunhas ou calços, e os seus quadros não deverão ficar mais afastados do que 50 cm.

3.6.3. A fiscalização, poderá exigir ao empreiteiro a apresentação dos moldes a utilizar, incluindo a verificação da sua estabilidade.

3.6.4. Na moldagem e na desmoldagem, seguir-se-á em tudo o preceituado no Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-Esforçado de Betões de Ligantes Hidráulicos e no presente Caderno de Encargos.

3.6.5. Os moldes, para as diferentes partes da obra, deverão ser montados com a solidez e perfeição, por forma a que fiquem rígidos durante a betonagem, e possam ser facilmente desmontados sem pancadas nem vibrações.

3.6.6. Os moldes dos paramentos vistos, não devem comportar qualquer dispositivo de fixação não previstos, nos desenhos, os quais devem indicar esses pontos regularmente espaçados. Não serão permitidas fixações dos moldes através de varões que fiquem incorporados na massa do betão, devendo utilizar-se para tal efeito, dispositivos especiais que permitam retirar os tirantes. Esses furos de passagem serão posteriormente tapados com argamassa.

3.6.7. As superfícies interiores dos moldes, deverão ser pintadas ou protegidas, antes da colocação das armaduras, com produto apropriado previamente aceite pela fiscalização, para evitar a aderência do betão prejudicial ao seu bom aspecto.

3.6.8. Antes de se iniciar a betonagem, todos os moldes deverão ser limpos de detritos e molhados com água durante várias horas.

3.6.9. Se as características de betonagem não ficarem perfeitas, poder-se-á admitir excepcionalmente a sua correcção, se não houver perigo para a sua resistência sendo o defeito facilmente suprimido por reboco ou por outro processo que a fiscalização determinar, mas, em qualquer dos casos, sempre à custa do empreiteiro e nas condições em que vier a ser exigida.

3.6.10. A reaplicação dos moldes, será sempre precedida de parecer da fiscalização, que poderá exigir do empreiteiro as reparações que forem tidas por convenientes.

3.7. MADEIRAS PARA COFRAGENS, MOLDES, ANDAIMES, ETC
3.7.1. As madeiras a empregar devem ser bem cerneiras, não ardidas, sem nós vidiosos, isentas de caruncho, fendas ou falhas que possam comprometer a sua resistência.

3.7.2. Devem ser de primeira escolha, isto é, seleccionadas por forma a que, mesmo os pequenos defeitos (nós, fendas, etc.) não ocorram com grande frequência nem com grandes dimensões, nem em zonas das peças em que venham a instalar-se as maiores tensões.


3.7.3. Serão executados os ensaios necessários para comprovação das características indicadas e dos valores dos módulos de elasticidade.

3.8. CIMBRES, CAVALETES E ANDAIMES
3.8.1. O empreiteiro submeterá à prévia aprovação da fiscalização, o projecto EMPREITEIRO SUBMETERÁ À PRÉVIA APROVAÇÃO DA FISCALIZAÇÃO das estruturas de sustentação dos moldes de betonagem execução da obra segundo o processo indicado nos desenhos de construção. É obrigação do empreiteiro o fornecimento e montagem de todas as estruturas auxiliares necessárias ao bom andamento e adequada execução das obras, bem como de todas as plataformas e passadiços para o pessoal, satisfazendo em tudo as normas em vigor, nomeadamente no que respeita à segurança.

3.8.2. Todos os materiais empregues no cavalete, andaimes e outras estruturas de moldagem, serão pertença do empreiteiro, uma vez finda a sua utilização.



3.9. BETONAGEM E DESMOLDAGEM
3.9.1. A betonagem, deverá obedecer às normas estabelecidas no Regulamento de Estruturas de Betão Armado e no Regulamento de Betões de Ligantes Hidráulicos, e atendendo ainda ao indicado neste Caderno de Encargos.

3.9.2. O betão, será empregue logo após o seu fabrico apenas com as demoras inerentes à exploração das instalações. Não se tolerará que o período decorrido entre o fabrico do betão, e o fim da sua vibração, exceda meia hora no tempo quente e uma hora no tempo frio, devendo estas tolerâncias ser reduzidas se as circunstâncias o aconselharem.

3.9.3. A compactação, será feita exclusivamente por meios mecânicos (vibrações de superfície, vibrações dos moldes e pré-vibração).

3.9.4. A vibração, será feita de maneira uniforme até que a água de amassadura reflua à superfície, e por forma a que o betão fique homogéneo. As características dos vibradores, serão previamente submetidas à apreciação da Fiscalização. devendo os vibradores para pervibrações ser de frequência elevada (9.000 a 20.000 ciclos por minuto).

3.9.5. Após a betonagem, e a vibração, o betão será protegido contra as perdas de água por evaporação e contra as temperaturas extremas. Para evitar as perdas de humidade, as superfícies expostas deverão ser protegidas pelo meios que o empreiteiro entender propor e a Fiscalização aprovar. Entre esses meios, figuram a utilização de telas impermeáveis e a de compostos líquidos para a formação de membranas, também impermeáveis.
3.9.6. Cada elemento de construção, deverá ser betonado de maneira contínua, ou seja, sem intervalos maiores do que os das horas de descanso, inteiramente dependentes do seguimento das diversas fases construtivas, procurando-se sempre a redução dos esforços de contracção entre camadas de betão com idades diferentes.

3.9.7. As juntas de betonagem, só terão lugar nos pontos onde a fiscalização o permitir, de acordo com o plano de betonagem aprovado. Antes de começar uma betonagem as superfícies de betão das juntas serão tratadas convenientemente de acordo com as indicações da fiscalização, admitindo-se, em princípio, o seguinte tratamento: deixar-se-ão na superfície de interrupção pequenas caixas de endentamento e pedras salientes; se notar presa de betão nas juntas, serão as superfícies lavadas a jacto de ar e de água, e retirada a "nata" que se mostre desagregada, a fim de se obter uma boa superfície de aderência, sendo absolutamente vedado o emprego de escovas metálicas no tratamento das superfícies de betonagem.

3.9.8. Nas juntas onde se sobreponham elementos em elevação, a executar posteriormente, deverão ser, passadas duas a cinco horas, limpas as áreas a ocupar por esses elementos superiores, tratando-se essas zonas de forma análoga à atrás indicada.

3.9.9. Nas faces visíveis dos elementos em elevação, as juntas só serão permitidas nas secções em que se confundam rigorosamente com as juntas da cofragem.

3.9.10. As juntas de betonagem das lajes, serão lavadas com jacto de água, retirando-se alguma pedra que se reconhece estar solta.

3.9.11. Nas juntas de betonagem, será obrigatório o emprego de "cola" ou "argamassa" apropriada a base de resinas epoxi, podendo, contudo, a fiscalização dispensar esse trabalho, se tal se não mostrar absolutamente necessário.

3.9.12. Se uma interrupção de betonagem conduzir a uma junta mal orientada, o betão será demolido na extensão necessária, por forma a conseguir-se uma junta convenientemente orientada; mas antes de se recomeçar a betonagem, e se o betão anterior já tiver começado a fazer presa, a superfície da junta deverá ser cuidadosamente tratada e limpa por forma a que não fiquem nela inertes com possibilidade de se destacar. A superfície assim tratada deverá ser molhada a fim de que o betão seja convenientemente humedecido, não se recomeçando a betonagem enquanto a água escorrer ou estiver em poças.
3.9.13. Todas as arestas das superfícies de betão serão obrigatoriamente chanfradas a 45º, tendo um centímetro de cateto a secção triangular resultante do chanfro, quer este corresponda a um enchimento, quer a um corte da peça chanfrada.

3.9.14. A desmoldagem dos fundos dos elementos estruturais, só poderá ser realizada quando o betão apresente uma resistência de, pelo menos 2/3 do valor característico, e nunca antes de 3 dias após a última colocação de betão, ou após a aplicação da totalidade do pré-esforço da injecção da argamassa coloidal da blocagem das amarrações.

3.9.15. Para efeitos de medição, os betões serão considerados pelo volume geométrico das peças executadas.

3.10 DESCIMBRAMENTO
3.10.1. Os descimbramentos serão conduzidos com observância do estipulado no Regulamento de Betões de Ligantes Hidráulicos e no Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-Esforçado, e tendo em atenção os números seguintes:
3.10.2. O empreiteiro só poderá proceder aos descimbramentos (retirada dos cavaletes de montagem) depois de autorizados pela fiscalização.

3.10.3. Os elementos de betão armado poderão, em princípio ser descimbrados logo que seja possível proceder às descofragens e estas estejam realizadas.



4 - ALVENARIAS
4.1. ASPECTOS GERAIS
Ao Empreiteiro compete a execução de todos os trabalhos deste projecto relativos a alvenarias, seus reforços e drenos em alvenarias duplas, incluindo o fornecimento e aplicação de todos os materiais com todos trabalhos inerentes, conforme desenhos e caderno de encargos.
4.2. ARGAMASSAS DE ASSENTAMENTO
a) As argamassas de assentamento das alvenarias serão realizadas com Cimento Portland Normal (CPN) e areia, ao traço 1:5 ou ao traço 1:0.5:5 de cimento CPN, cal aérea e areia.
b) A sua aplicação deve respeitar sempre as indicações do fabricante e deverão estar adequados aos diferentes tipos de trabalho.

c) A espessura dos leitos e juntas não deverá ser superior a 0.01 m.



4.3. ALVENARIAS DE BETÃO ARMADO
O betão armado será aplicado na execução de guardas de escadas, guardas nas galerias de acessos, guarda-fogos, cortinas de varandas e floreiras suspensas ou normais, conforme já foi citado na rubrica referente a Estrutura.
Na sua execução serão utilizadas necessariamente cofragens metálicas ou similares aprovadas pela Fiscalização, sendo aplicável, neste caso, tudo o que já sabemos sobre estruturas.
4.4. ALVENARIAS DE TIJOLO
Todas as paredes a construir em tijolo, serão em tijolo furado de boa qualidade, sendo a sua espessura, indicada em planta. Os tijolos deverão ter textura homogénea, serem isentos de quaisquer corpos estranhos, terem formas e dimensões regulares e uniformes, terem cor uniforme, apresentarem fractura de grão fino e compacto e não absorverem água em 24 h, em quantidade de mais de 1/5 do seu volume.
Na construção das paredes não serão deixados furos de tijolos à vista. Nos casos em que isso possa acontecer, utilizar-se-ão tijolos maciços.

Deixar-se-ão tacos para fixação de guarnecimento das portas interiores e deverão ser executados roços, depois tapados, para as canalizações, sempre que necessário e consoante discriminação no projecto da especialidade.


Antes da aplicação, os tijolos serão regados abundantemente, a fim de evitar a absorção de água, necessária à presa da argamassa e permitir uma boa aderência dos elementos construtivos.
Na execução das alvenarias de tijolo ter-se-á o cuidado de nunca empregar tijolos que não estejam bem molhados no momento da aplicação. Quando se interrompa o trabalho, não se deverá assentar nenhuma fiada sem ter molhado bem a precedente.
As paredes em tosco ficarão perfeitamente desempenadas e aprumadas, e a argamassa deverá envolver toda a periferia do tijolo. As fiadas deverão ficar horizontais e a espessura da argamassa de assentamento deverá ser uniforme.
Estender-se-á a argamassa em camada mais espessas do que o necessário, a fim de que, comprimidas contra as juntas e leitos, a argamassa ressuma por todos os lados.
A ligação dos panos de tijolo à estrutura de betão armado, deverá ser feita por forma a que antes de se assentarem os tijolos, as superfícies de betão serem convenientemente aferroadas. Deverão deixar-se pontas de ferro embebidas na estrutura, para ligação à alvenaria de tijolo.
As vergas dos vãos a abrir nestas paredes serão executadas em betão armado.
Em paredes duplas, os dois panos de tijolo serão contraventados por meio de borboletas de varão de ferro de 6 mm de diâmetro recobertos com calda de cimento. O seu afastamento será de um metro em qualquer direcção.

4.5. DESCRIÇÃO DAS ALVENARIAS DE PAREDES EXTERIORES EM TIJOLOjecto da ese
- Os panos exteriores das alvenarias duplas, em fachadas, ficarão salientes em relação aos elementos estruturais, a fim de se obter exteriormente o mesmo plano da forra dos elementos de betão.
- A construção de paredes de alvenaria em tijolo de 30x20x11 cm, será assente em argamassa de cimento e areia ao traço 1:5 em panos duplos com caixa de ar e espessura final de 30 cm, em paredes exteriores.
- A construção de paredes exteriores com lâmina em betão armado (conforme projecto de estruturas) e pano duplo em alvenaria de tijolo 30x20x7 cm, assente em argamassa de cimento e areia ao traço 1:5, com caixa de ar e espessura final com cerca de 37 cm.
- Todas as alvenarias duplas, em paredes exteriores, e paredes de suporte em betão, em cave, levarão dreno para drenagem de água de infiltração e de condensação.

- Os drenos, em forma de meia cana, serão realizadas com argamassas idênticas às de assentamento das alvenarias mas incorporando aditivo do tipo "MELITOL" e levarão duas demãos de produto impermeabilizante do tipo "Thoroseal".
- Sempre que não exista pormenor dos drenos, deverá o Empreiteiro submete-lo à aprovação da Fiscalização.

Os tubos de drenagem/ventilação devem ser colocados, em geral, a cerca de 1/3 e/ou 2/3 do vão entre pilares.



4.6. DESCRIÇÃO DAS ALVENARIAS SIMPLES
- A construção de paredes de alvenaria em pano simples com tijolo de 30x20x11 cm, será assente em argamassa de cimento e areia ao traço 1:5, com espessura final de 15 cm.
- As paredes interiores na formação de armários ou bancadas em tijolo de 0.30x0.20x0.007.
- Tijolo vazado de 0.30x0.20x0.07 em superfícies curvas de remates, em paredes interiores.
- Chaminé em alvenaria de tijolo rebocadas exteriormente e acabadas à colher, sendo o interior rebocado e afagado e o exterior pintado a tinta flexivel.
1   2   3   4   5


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal