1. Materiais Características dos materiais Aprovação dos materiais Depósito de materiais Rejeição de materiais Instalações do estaleiro



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12. ALUMÍNIOS
12.1. ASPECTOS GERAIS
Fornecimento e montagem de caixilharias de alumínio lacado branco em vãos envidraçados, incluindo vidros, ferragens, fechaduras e todos os trabalhos e fornecimentos necessários a um perfeito acabamento.

Os perfis de alumínio deverão estar preparados para receberem vidros duplos (5+10+4 ).


12.2. QUALIDADE DOS TRABALHOS


  1. Todo o material de alumínio a empregar será de primeira qualidade, completamente isento de defeitos.




  1. Os perfis de alumínio não poderão ter uma espessura inferior a 2mm, e a sua

composição será pelo menos a correspondente à liga (Al + Mg + Si), nas seguintes proporções: Mg = 0,4 a 0,8%

Si = 0,35 a 7%

Al = restantes

Conforme a norma DIN 1725, sendo a sua dureza superior à "F22".


12.3. ASSENTAMENTO E FIXAÇÕES
a) Todas as vedações de encontro às ombreiras, peitoris e padieiras, serão realizadas com produto apropriado a aprovar pela Fiscalização.
b) A fixação dos vidros deverá ser feita de preferência com perfis apropriados de borracha, independentes ou não de bites, que mantenham as características elásticas pelo menos por 5 anos e garanta uma boa vedação.
c) O sistema de fixação deverá envolver pelos dois lados os bordos de fixação dos vidros.

d) Os caixilhos móveis das janelas e portas de alumínio lacado levarão em todo o perímetro, tiras de feltro, com o fim de vedar a entrada do ar e amortecer as pancadas ou outro material indicado pelo fornecedor e aceite pela fiscalização.




    1. DESCRIÇÃO DAS JANELAS E PORTAS EXTERIORES FORNECIMENTO E EXECUÇÃO DOS TRABALHOS ( VER MAPA DE VÃOS ).




      1. Caixilho fixo em alumínio lacado de branco em janela de peito – ( J4 e J5 )

12.4.2. Janelas mistas, com parte inferior fixa e superior basculante em alumínio lacado branco, incluindo ferragens e assentamento. - (J6).

12.4.3. Janelas de peito correr com acabamento a lacado branco, incluindo ferragens e assentamento. – ( J2 e J2A; J3A e J7A ).

12.4.4. Janelas de sacada com duas folhas de correr com acabamento a lacado branco, incluindo ferragens e assentamento. – ( J1, J3 e J7 ).

12.4.5. Todos os caixilhos de alumínio serão dotados de portadas exteriores formando lâminas com o nº de folhas e movimento indicado nas plantas de Arquitectura, à excepção das janelas das c. de banho, janelas fixas e J2A que levará estor vertical. As portadas terão acabamento a lacado branco, incluindo ferragens e assentamento.
A firma proponente deverá apresentar juntamente com a proposta de preços, uma ou mais amostras do perfil de alumínio que pretende utilizar. Todas as portadas deverão ser equipadas com “segura persianas” ( polícias ou molas de plástico).

12.4.6. Os fechos das janelas de correr em geral serão de embutir, um de cada lado da folha com varão interior.

12.4.7. Caixilharia de alumínio lacado de branco nas clarabóias formando quatro águas.
12.4.8. Nas portadas exteriores os fechos serão de manette de rodar com varão interior.
12.4.9. Portas exteriores formando lâminas com acabamento em lacado branco, incluindo ferragens e assentamento. – (P6 – 0,90x2,00m).
13. VIDROS
13.1. ASPECTOS GERAIS
a) Ao Empreiteiro compete a execução de todos os trabalhos deste projecto relativos a colocação de vidros, incluindo o fornecimento e aplicação de todos os materiais com todos trabalhos inerentes, conforme desenhos e caderno de encargos.
b) Quando o Empreiteiro pretenda complementar os pormenores ou propor alterações, deverá submete-las à aprovação da Fiscalização pelo menos um mês antes do início dos trabalhos.

13.2. TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS
Tolerâncias máximas:
- Dimensionais - +0 e -2 mm ou +0 e -3 mm

- Planimétricas - 2% ou 3%

- Dureza -6 e 7 da escala de MOHS

- Coeficiente de transmissão térmica -4,9 Kcal/m2.h.ºC


Resistência aos choques térmicos:
- Vidros sem entalhes ou furações - diferencial de temperatura = 300ºC

- Vidros com entalhes ou furações - diferencial de temperatura = 240ºC



13.3. QUALIDADE DOS TRABALHOS
a) Utilizar-se-ão vidros duplos, completos, com todos os materiais e trabalhos inerentes.
b) A fixação dos vidros deverá ser feita de preferência com perfis apropriados de borracha, independentes ou não de bites, que mantenha as características elásticas pelo menos por 5 anos e garanta uma boa vedação.
c) O sistema de fixação deverá envolver pelos dois lados os bordos de fixação dos vidros.
d) Não é permitida a aplicação de vidros fendidos riscados, imperfeitamente cortados, com medidas insuficientes ou qualquer outro defeito.
O empreiteiro terá de substituir, à sua custa, todos os vidros que, até ao fim da construção, venham a sofrer dano.
e) O assentamento será executado de acordo com os pormenores das caixilharias escolhidas e com as folgas necessárias para evitar que estalem.
f) A chapa a aplicar, deverá ter 5 mm a lisa e 4 mm de espessura a chapa de vidro impresso e não deverá apresentar:


  • bolhas, bolhas rebentadas, bolhetes espalhados, ampolas, serpenteios, fiadas, cordas, pedras, alvoraçados, murças, queimaduras, desvitrificações, empenos ou outros defeitos.

g) A vidraça poderá apresentar um máximo de cinco piques por m2, que não podem estar situados num círculo de 20 cm de diâmetro.

13.4. DESCRIÇÃO DO VIDRO


  1. O emprego de vidro liso será feito nos vãos exteriores ( Ver mapa de vãos).

  2. O emprego de vidro impresso será feito nas janelas das instalações sanitárias.

  3. O emprego do vidro duplo laminado no exterior e temperado no interior nas claraboias.


13.5. ESPELHOS E CHAPA ACRÍLICA
13.5.1. Espelhos para casas de banho, completos, com todos os materiais e trabalhos inerentes.
a) A colocar sobre as bancadas de lavatório ocupando toda a largura das mesmas.
b) Tratam-se de espelhos em meio cristal de 6 mm, colocados directamente à parede, rematado com mastike.
c) O plano dos espelhos deve coincidir com o dos revestimentos das paredes.

13.5.2. Chapa acrílica formando quadrícula em gambiarra de luz, sobre os lavatórios, sobre os toucadores e em sanca de luz das cozinhas.



14. SERRALHARIAS e FERRAGENS
14.1. ASPECTOS GERAIS
a) Ao Empreiteiro compete a execução de todos os trabalhos deste projecto relativos a serralharias, incluindo o fornecimento e aplicação de ferragens, fechaduras, puxadores e todos os materiais com todos trabalhos inerentes, conforme desenhos e caderno de encargos.
b) Para a execução das serralharias deve atender-se, em particular, ao referido no D.T.U. Nº 321 (Jun.64) "Travaux de Construction Métallique pour le Batiment - Charpente en acier - Cahier des Charges - Cahier des Clauses Speciales".

14.2. PORMENORIZAÇÃO
a) Quando não existam pormenores suficientes ou quando o Empreiteiro entenda dever propor alterações, deverá submeter à aprovação da Fiscalização pelo menos um mês antes do início dos trabalhos, um estudo de todas as serralharias constituído pelas peças seguintes:
- Desenhos de montagem e de assentamento de aros, eventualmente pré-aros, aduelas e guarnições de cada vão ou conjunto de vãos iguais ou similares.
- Desenhos de sistemas de fixação de cada elemento de preenchimento de vão ou conjunto de elementos iguais, às alvenarias, às cantarias e elementos de betão, com indicação dos materiais a utilizar quer para assegurar a fixação quer para garantir a sua vedação.
- Desenhos de construção da bordura dos vãos, dos peitoris, das ombreiras, das vergas e das soleiras em que assentam cada elemento de preenchimento de vão ou conjunto de elementos iguais, com indicação das suas dimensões sempre que sejam diferentes das do projecto ou este as não defina.

14.3. PROTÓTIPOS
Sempre que a Fiscalização o determinar, o Empreiteiro deverá fabricar um protótipo de cada elemento para apreciação das suas características e verificação do seu comportamento. Quando aprovado pela Fiscalização este protótipo servirá de padrão para a recepção dos outros elementos e pode ser aplicado em obra.

14.4. QUALIDADE DOS TRABALHOS
a) Ao Empreiteiro compete a execução, assentamento, e calafetagem de todas as serralharias, que serão executadas de acordo com as indicações do projecto, e em conformidade com o dimensionamento referido nos pormenores e mapa de vãos.
b) O Empreiteiro deve proceder ao levantamento na obra de todas as medidas que são necessárias para o fabrico das serralharias, quando a execução de elementos primários não lhe garantir o cumprimento das cotas do projecto. Quando as exigências de fabrico não permitirem aguardar o levantamento em obra daquelas medidas, o Empreiteiro deve assegurar que a concepção e o fabrico das serralharias permitem adaptar-se perfeitamente às tolerâncias admitidas para a execução das diferentes partes da obra em que assentam.
c) As serralharias serão dotadas de todos os dispositivos e ferragens de manobra necessárias para o seu perfeito funcionamento, incluindo fechaduras e puxadores devidamente lubrificados e três chaves, que serão escolhidas entre as marcas de melhor qualidade disponíveis no mercado. Quando não especificado no projecto geral, serão escolhidas pela Fiscalização entre três amostras a fornecer pelo Empreiteiro.
d) Até à aceitação da obra competirá ao adjudicatário fazer todos os trabalhos necessários para que as portas, caixilhos, guardas, colunas, etc., funcionem devidamente, bem como reparar todas as juntas que se abrirem, substituindo-as por outras. Nos sítios em que isso suceder, se a tanto a Fiscalização o julgar necessário, serão também da conta do adjudicatário o novo assentamento de ferragens, vidros, etc., e as pinturas a fazer em virtude de tais reparações.
e) O armazenamento das serralharias deve ser realizado por forma a evitar-se a danificação das camadas de protecção, metalização ou pinturas.
f) As serralharias serão colocadas em obra em fase de adiantamento de trabalhos que assegurem a não infiltração ou penetração de águas de chuvas ou outras humidades prejudiciais aos trabalhos interiores já realizados. Depois do assentamento as serralharias deverão ser convenientemente protegidas contra choques ou outros danos que prejudiquem a sua qualidade ou acabamento.
g) Os elementos e estruturas deverão resultar bem alinhados e nivelados depois de assentes, e estar rigorosamente de acordo com as dimensões e equidistâncias do projecto aprovado para a sua execução.
h) De um modo geral não serão permitidas quaisquer soldaduras em obra. No entanto a Fiscalização poderá autorizá-las em situações que considere excepcionais.
i) Onde seja necessário garantir, o escoamento de águas ou humidades, devem prever-se orifícios de diâmetro adequado, para assegurar a sua drenagem total, o que pode implicar inclusive a colocação de tubagens e de desníveis em determinadas calhas e superfícies horizontais.
j) Os orifícios ou fendas inevitáveis e desnecessárias devem ser preenchidas com soldadura ou mastique.
k) Devem evitar-se as esquinas vivas e substituí-las por arestas boleadas, especialmente em exterior e zonas de circulação.
l) Deve ser evitado o contacto directo entre o aço e os outros materiais de construção corrosivos, e gessos. Tal isolamento deve respeitar a norma CP2008 do BSI.
m) Caso se verifique demora entre a execução da peça e a sua aplicação em obra bem como a respectiva pintura, deverá a peça ser protegida com um primário de espera. A aplicação do primário de espera deverá ser precedida de uma limpeza da peça de quaisquer poeiras, gorduras ou vestígios de oxidações por meio de lixa ou escova metálica.
n) As rebarbas serão bem limadas.
14.5. DECAPAGEM DE SUPERFÍCIES DE AÇO
a) Todos os trabalhos em serralharia de aço deverão ser previamente decapados, e metalizados com uma espessura de revestimento com, no mínimo, 60 microns, a obter após corte e soldadura dos perfis.
b) A decapagem poderá ser feita a jacto de areia ou química. Os tipos e métodos de decapagem devem respeitar a BS-4232 1967.Utilizar-se-á a decapagem a metal branco nos casos de mais severa exposição.



    1. ESPESSURAS DOS ACABAMENTOS




      1. As espessuras mínimas das várias películas que constituem o acabamento final de serralharias e alumínios serão as seguintes:

- pintura e envernizamento: 60 a 80 microns;

- lacagem: 80 microns;

- anodização: 25 microns.



14.7. GUARDAS

14.8.1. Guardas metálicas, em tubo de diâmetro 90 mm, metalizado com apoios verticais conforme pormenor – ver desenho nº21. Pintura com tinta de esmalte sintético.



14.8. TAMPAS DE "COURETTES"

14.8.1. Fornecimento e assentamento de tampas e aros em perfis e chapa de aço, completas, para "courettes", incluindo metalização, pintura a esmalte, com todos os materiais e trabalhos inerentes.

a) Pintura a esmalte sintético.

14.9. FERRAGENS

14.9.1. Ferragens e acessórios em geral (consultar 11. CARPINTARIAS)

a) Deverão ser fornecidas e colocadas ferragens de primeira qualidade, com a marca aparente, necessárias ao seu bom e completo funcionamento.

b) O Empreiteiro deve apresentar à aprovação do Projectista amostras de todas as ferragens a utilizar.

c) Sempre que não sejam referidas outras especificações, as portas e portinholas, etc., serão sempre dotadas de fechaduras em aço inox com canhão tipo "Yale" e serão fornecidas com três chaves.

d) Quando escolhido um material e um acabamento para as ferragens estas devem apresentar aspecto idêntico.

e) O assentamento das ferragens será efectuado de forma a que as folgas entre elementos fixos e móveis seja de 1 mm com tolerância de +0,5mm e que os movimentos de abrir e fechar se processem sem prises.

f) Considera-se como fazendo parte integrante das ferragens das portas exteriores e interiores a marcação das portas e das chaves de cada fechadura com chapas cromadas de pequenas dimensões e numeradas segundo esquema a fornecer pela Fiscalização. Identicamente se considera como incluído na empreitada o fornecimento e colocação em cada edifício de um chaveiro que contenha todas as chaves do mesmo.

14.9.2. Fechaduras e Puxadores

a) O Empreiteiro apresentará à Fiscalização três amostras de primeira qualidade existentes no mercado para cada tipo de aplicação com as especificações do C.E.

b) As fechaduras devem ser montadas após conveniente lubrificação interna.

c) O trinco das fechaduras deve ter mola adequada ao peso das portas e atrito dos puxadores escolhidos.



  1. Nas portas de entrada dos apartamento serão aplicadas fechaduras iguais as aplicadas no Bloco “A” do Clube Nautilus. Os puxadores deverão possuir garantia do fabricante, anti- ferrugem.

  2. Nas portas interiores dos apartamentos serão empregues fechaduras J.Nevesref. 716 com frente em latão, 3 dobradiças de 3,5" Zamac lisas e puxador redondo duplo Zamac de 30 mm.

  3. Nas portas dos armários roupeiros e armários sob lavatórios os puxadores deverão ser idênticos aos empregues no lote 5 da “Balaia Village”. Poderá, entretanto aceitar-se outro modelo a ser aprovado atempadamente pela Fiscalização.

14.9.3. Fechos

a) O Empreiteiro apresentará à Fiscalização três amostras de primeira qualidade existentes no mercado para cada tipo de aplicação e de acordo com as especificações do C.E., para as situações não definidas neste caderno de encargos.

b) Os fechos devem ser montados após conveniente lubrificação interna.

14.9.4. Dobradiça

a) Serão em aço inox, em latão, "Zamac", ou aço para pintar (consultar ponto 14.9.2 alíneas d), e), f) ).

b) O Empreiteiro apresentará à Fiscalização três amostras de primeira qualidade existentes no mercado adequadas a cada tipo de aplicação e de acordo com as especificações de C.E.,, para os casos não definidos pelo presente caderno de encargos.

c) Nas portas maciças e especiais, como as corta fogo ou outras, devem prever-se dobradiças suficientemente resistentes, recomendadas pelos respectivos fabricantes.

d) As dobradiças de dimensão superior a 2" devem ter anilhas auto-lubrificantes de nylon grafitizado. A Fiscalização poderá aceitar outro tipo de anilhas, sempre de elevada resistência e qualidade.

14.9.5. CALHAS

a) As calhas de suspensão das portas de correr P4 e P5 serão do tipo “TIGER” ALO 40, ou similar.

b) Nas calhas das janelas e portas de correr, os rolamentos de guiamento serão colocados de tal modo que o espaço entre os seus rastos e os banzos da calha terá o mínimo indispensável para que as folhas trabalhem sem prises ou folgas excessivas.


  1. Salvo expressa indicação em contrário as calhas deverão ficar horizontais e terão a rigidez suficiente, especialmente quando de suspensão para que não se deformem no uso normal.

  2. As calhas em pavimentos, soleiras, peitos, etc. , serão sempre embebidas de modo a ter os banzos à face e sem folgas com aqueles elementos e respectivos revestimentos.


15. PINTURAS

15.1. ASPECTOS GERAIS

  1. Ao Empreiteiro compete a execução de todos os trabalhos deste projecto relativos a pinturas, envernizamentos, enceramentos e outros acabamentos de película fina, incluindo o fornecimento e aplicação de todos os materiais com todos trabalhos inerentes, conforme desenhos e caderno de encargos.

  2. Para a realização das pinturas deve obedecer-se, em particular, às especificações do D.T.U. - Nº59 1952). "Cahier des Prescriptions Techniques Générales applicable aux travaux de Peinture, Nettoyage, Mise en Service, Vitreries, Papier de Teinture".

  3. As pinturas e envernizamentos, ou outros acabamentos finais não referidos nos trabalhos deste capítulo, fazem parte da empreitada, tendo sido incluídos com as respectivas carpintarias, serralharias, alumínios, revestimentos de madeira, etc.

  4. O Empreiteiro deverá tomar as precauções necessárias para assegurar a protecção das superfícies (Parquets, alumínios, etc) que possam ser atacadas, manchadas ou alteradas pela realização dos acabamentos. O Empreiteiro deve submeter à aprovação da Fiscalização, no período de preparação da execução da obra, as medidas que pretende adoptar para atingir este objectivo tal como as técnicas de execução das pinturas e outras.

  5. As tintas, pigmentos, betumes, vernizes, etc., devem dar entrada na Obra em embalagens de origem, seladas, e só poderão ser abertas quando da sua utilização e com conhecimento da Fiscalização. O Empreiteiro deve submeter à aprovação da Fiscalização a marca das tintas que pretende utilizar, devendo apresentar toda a documentação técnica que prove e garanta as respectivas características.


15.2. EXECUÇÃO DOS TRABALHOS

15.2.1. Condições Comuns

a) O Empreiteiro, com base nos esquemas de pintura definidos neste capítulo, deverá submeter à aprovação da Fiscalização todos os esquemas específicos desta Obra, onde conste o tipo de preparação da base, a referência e características técnicas dos produtos, o número de demãos, tempos de secagem, etc. Os produtos a aplicar devem estar homologados.

As subcapas e produtos de tratamento serão sempre compatíveis com os acabamentos, devendo ser os recomendados pelos fabricantes das tintas.

b) As bases de aplicação devem ser cuidadosamente limpas de poeiras, substâncias gordurosas, manchas e de todos os resíduos resultantes da realização de trabalhos anteriores.

c) O teor de humidade e o acabamento das bases, e as condições de temperatura e higrométricas do meio ambiente devem satisfazer as prescrições de aplicação do fabricante, uma vez aprovadas pela Fiscalização.

d) As deficiências da base de aplicação, fissuras, cavidades, irregularidades, e outras, devem ser reparadas quer com o mesmo material do revestimento quer com produtos de isolamento e de barramento adequados às pinturas a aplicar. O Empreiteiro, antes do início destes trabalhos deve, obrigatoriamente, submeter à aprovação da Fiscalização as soluções que pretende executar.

e) Antes de iniciar a execução de acabamentos, o Empreiteiro deve proceder à verificação do estado das superfícies a acabar, e propor à Fiscalização a solução de qualquer problema que eventualmente dificulte a obtenção de uma boa qualidade na sua execução (humidade, alcalinidade ou qualquer outra particularidade).

f) As demãos terão tonalidades ligeiramente diferentes que, em regra, vão de menos claro ao mais claro. O Empreiteiro deve preparar, de acordo com as indicações da Fiscalização, as amostras necessárias para fixação das tonalidades e texturas definitivas das superfícies aparentes.

g) As superfícies acabadas devem apresentar uma coloração uniforme e regular. A correcção das deficiências das superfícies pintadas - bolhas, manchas, fissuras e outras - só será iniciada depois do Empreiteiro ter apresentado à aprovação da Fiscalização as medidas necessárias à sua eliminação. Em princípio as correcções de deficiências em zonas localizadas obriga a repintura de toda a superfície.

h)As operações de pintura e envernizamentos devem ser realizadas em compartimentos previamente limpos de todas as poeiras, e ao abrigo de correntes de ar.

i) Sempre que haja dúvidas quanto à qualidade das tintas, vernizes ou outros produtos de acabamento a aplicar, deve o Empreiteiro mandá-los ensaiar ao LNEC, e submeter o respectivo parecer à Fiscalização que só aceitará a sua aplicação se tal parecer for favorável.

j) Sempre que as áreas a pintar sejam superiores a 1000m2 deve o Empreiteiro mandar efectuar ensaios de conformidade ao LNEC, e apresentar o respectivo relatório, com parecer.



15.3. PINTURAS SOBRE REVESTIMENTOS ALCALINOS

a) As argamassas, betões e estuques a pintar devem, em regra, ter sido concluídas trinta dias antes do início das pinturas, devendo ser previamente preparadas com uma demão de primário anti-alcalino, o qual, em locais húmidos como cozinhas e casas de banho, deverá ser também anti-fungos.

b) Sempre que o prazo seja inferior a trinta dias deverá o Empreiteiro aplicar uma demão de primário anti-alcalino adequado ao tempo de execução dos suportes.

c) Quando as superfícies se apresentarem porosas deve ser aplicado um primário adequado, bastante penetrante e aglutinante.

d) Nas superfícies de pavimentos que se apresentem revestidas com "leitada de cimento", esta camada deve ser retirada por decapagem por jacto abrasivo ou por ataque com solução ácida adequada.

e) Havendo necessidade de recorrer à aplicação de massas de barramento a fim de se obterem as tolerâncias dimensionais especificadas, o Empreiteiro deve submetê--las a aprovação da Fiscalização.

f) As pinturas em paredes e tectos devem, em regra, ser realizadas antes do assentamento dos pavimentos.

g) Salvo indicação explícita em contrário nas especificações dos trabalhos, a execução da pintura deve obedecer ao seguinte esquema:


Esquema de pintura:

- 1 demão de primário

- 2 demãos de acabamento

Preparação das superfícies:

Devem deixar-se curar todas as superfícies a pintar, reparando-se defeitos e fissuras superficiais.

Devem remover-se todos os vestígios de gorduras, poeiras, fungos ou outros contaminantes.




15.4. PINTURA SOBRE MADEIRA
a) As pinturas sobre madeiras deverão, em regra ser realizadas depois da afinação dos vãos, e do assentamento das ferragens, com excepção de espelhos e escudetes.
b) Deve ser verificado o teor de humidade da madeira antes do início dos trabalhos, devendo a Fiscalização impedir qualquer pintura sempre que aquele teor for superior a 15%. Neste caso o Empreiteiro deve indicar as medidas a tomar assumindo todas as consequências resultantes.
c) Os nós rachados, soltos, ou de grandes dimensões, devem ser extraídos juntamente com a camada de inserção e substituídos por madeira sã. Os nós pequenos e com pouca resina, e as zonas onde seja visível a resina, devem ser isoladas com um produto que garanta a boa aderência aos nós e áreas adjacentes, seja impermeável, e quimicamente resistente às substâncias que transpiram da madeira.
d) Salvo indicação explícita em contrário nas especificações dos trabalhos, a execução da pintura deve obedecer aos seguintes esquemas:
- Esquema de pintura sobre madeira:
- Betume de barramento.

- 1 demão de primário

- 1 demão de subcapa

- 2 demãos de acabamento com tinta de esmalte em carpintarias interiores (portas,

armários roupeiros e móveis de casa de banho).
- Esquema de envernizamento sobre madeira:
- Aplicação de verniz tapa poros até à saturação da madeira, depois da madeira ter

sido raspada e lixada.

- 2 demãos de verniz de acabamento, em geral, 3 demãos em exterior

(mínimo 25-30 microns/demão).

- Passagem final com "lã de aço" para acabamento de muito brilho, ou com palha

de aço muito fina para acabamento de semi-brilho ou mate.


- Esquema de enceramento celuloso:
- Aplicação do produto previamente diluído em diluente celuloso, na proporção

aproximada de 1:1, em volume.

- Tratamento com palha de aço, com leveza e em movimentos circulares, para

eliminar pequenas irregularidades da madeira e obter um acetinado final.

- 2 demãos de cera em pasta (aplicações abundantes seguidas de lustragem

mecânica).


Preparação das superfícies: Devem remover-se todos os vestígios de gorduras ou outros contaminantes e proceder-se a lixagem com lixa de grão médio. As madeiras resinosas devem ser bem escovadas e lixadas.
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