1. Metodologia do Ensino de História Geografia Artes e Educação Física Metodologia do Ensino de História



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GRUPO 6.3

MÓDULO 1
Índice




1. Metodologia do Ensino de História Geografia Artes e Educação Física 3

1.1. Metodologia do Ensino de História 3

1.1.1. Por Que Ensinar História? 3




1. Metodologia do Ensino de História Geografia Artes e Educação Física



1.1. Metodologia do Ensino de História

1.1.1. Por Que Ensinar História?


As pessoas fazem leituras a partir do que pensam e entendem da realidade e, também, a partir das imagens que tem do outro. Essas leituras e imagens são marcadas pelo que aprendemos quando crianças e que nos acompanha por toda a nossa vida. São as nossas concepções que marcam a nossa existência, portanto, o ensino de história pode contribuir para a compreensão das diferentes experiências humanas vivenciadas - práticas sociais de vários grupos humanos em diferentes tempos e espaços.

Os autores César Coll e Ana Teberosky (2008, p.7) descrevem a história como possibilidade de análise dos relatos das ações humanas significativas, porque descreve o como e o quando ocorreram e os personagens mais importantes do momento citado. Os autores citam que no estudo da história, são utilizadas noções como: fatos, personagens importantes e tempo histórico.

A proposta atual para as aulas de história para crianças das séries iniciais do Ensino Fundamental têm por base permitir a compreensão da realidade e o levantamento de possibilidades de mudança a serem realizadas pelo homem com o objetivo de ampliar suas experiências coletivas.

O objetivo atualmente é que a escola reinterprete o passado para que o aluno compreenda a origem sócio-histórica dos conflitos de seu país e do mundo em que vive, devendo partir da realidade social da criança e também da realidade intelectual de sua faixa etária. Para tanto, o professor precisa despertar no aluno, desde as séries iniciais, o interesse em conhecer os grupos com os quais convive em sua comunidade e o desejo de atuar no sentido de transformá-la.

O aluno pode e deve organizar o próprio conhecimento, através de estudos e experiências, individuais ou grupais, deve ser instigado a pesquisar, encontrar informações, depoimentos, gravuras, músicas, charges e documentos. O papel do professor, portanto, consiste em mediar esse processo de construção do conhecimento de história do aluno.

Várias pesquisas apontam para a ênfase ainda dada em ensinar nas aulas de história os nomes de “heróis”, datas comemorativas e fatos históricos, muitas vezes de forma descontextualizada, como se fossem produtos de ações individualizadas.

O ensino de história fundamentado na ênfase de “heróis” e datas comemorativas não é atual, essa metodologia surgiu desde a Proclamação da República quando da necessidade de construção de uma identidade para o nosso povo e foi idealizada sob a ótica dos governantes e da classe dominante.

Esse ensino tem se mostrado ineficiente, pois seus conhecimentos não tem significado para os nossos alunos com realidades, valores, pensamentos e histórias de vidas diferentes, ou seja, não tem atingido o objetivo de promover o desenvolvimento crítico e a participação social nos alunos.

Segundo Nemi e Martins(1 996,p.20) atribui-se circunstâncias históricas como se fossem obras de algumas pessoas e não como ação de construção e desconstrução coletiva.

O ensino de história não tem dado ênfase ao ser humano ou aos povos como agentes do processo histórico, apresenta os fatos como se não existissem conflitos e contradições.

Os autores Nemi e Martins (1996, p. 24) sugerem que as aulas de história devem possibilitar a interpretação das diferentes visões que se tem do Brasil para que o aluno escolha a sua própria leitura.

É necessário, portanto, que o aluno compreenda o momento histórico em que vive e para atingir esse objetivo é importante disponibilizar situações em que o aluno possa analisar e interpretar os processos de transformação das relações entre os homens e destes com a natureza.

Bittencourt (2004, p. 84) explica que antes da influência dos pressupostos da psicologia cognitiva, a história era ensinada por métodos de memorização. A autora (2004, p. 99) aborda a preocupação atual de muitas propostas para um ensino de história significativo para as novas gerações, “público escolar” com ritmos diversos de aprendizagem, com ações de intenso consumismo e expectativas utilitá rias acentuadas.

Bittencourt (2004, p.113) reconhece a necessidade de se trabalhar com festas comemorativas no ensino de história no Brasil, mas ressalta que foram introduzidos alguns outros representantes da sociedade como: dia do índio (19 de abril), dia da consciência negra (20 de novembro).



A autora (2004, p. 113) aponta para os PCNs de história como um dos responsáveis a enfatizar a cultura, a organização social e a do trabalho e as noções de tempo/espaço históricos a serem trabalhados desde o processo de alfabetização no Ensino Fundamental.




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