1. missãO 8 visão de futuro “turismo e lazer odivelas 2010” 9



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CENÁRIOS “ODIVELAS 2010”





APOSTA ESTRATÉGICA NO LAZER E TURISMO

DORMITÓRIO QUALIFICADO


MUNICÍPIO ATRACTIVO

PARA RESIDENTES E

VISITANTES


DORMITÓRIO DESQUALIFICADO


APOSTA


SEM SUCESSO


3. OBJECTIVOS DO PLANO

Os objectivos fundamentais assumidos para este plano estratégico são:





  • Qualificação do território




  • Melhoria da qualidade de vida dos residentes




  • Afirmação de identidade







  • Criação de atractivos para visitantes




  • Desenvolvimento económico-social




  • Imagem externa do concelho mais favorável



4. SÍNTESE DAS POTENCIALIDADES DO CONCELHO PARA O TURISMO E LAZER

4.1. História
«O Concelho de Odivelas começa agora a descobrir a sua História, que se desvela num manancial riquíssimo de factos desconhecidos da maioria dos Portugueses e numa série de atentados ao Património que, só por si justificam a criação do Município, pois, sem ele, todo esse património acabaria entregue ao desleixo e à lenta mas inexorável destruição.
Os dólmens das Pedras Grandes e das Batalhas, na Freguesia de Caneças, o Castro da Amoreira na Freguesia da Ramada, os vestígios romanos encontrados na Póvoa de Santo Adrião, os achados árabes no subsolo da Paiã, na Freguesia da Pontinha, confirmam o território como uma zona fértil e agradável, onde, ao longo dos séculos, o Homem sempre se comprazeu em viver.
Mas o “motor de arranque” do desenvolvimento da região parece ter sido o Rei D. Dinis, ao decidir erguer, em Odivelas, um Mosteiro, onde uma plêiade de cultas freiras se fez ouvir para além das grades, quer pelos seus célebres Outeiros, quer pelos livros que escreveu, ou ainda atraindo, ao Mosteiro e às suas imediações, reis, príncipes e artistas.
É no Paço de Odivelas, em 1415, que D. Filipa de Lencastre, já no leito de morte, abençoa os três filhos mais velhos (D. Duarte, D. Pedro e D. Henrique) que partem dali, a cavalo, em direcção ao Restelo, onde embarcam para Ceuta.
É no Convento que se representa pela primeira vez, em 1534, o “Auto da Cananeia”, de Gil Vicente, encomendado pela abadessa Violante, irmã de Pedro Álvares Cabral.
Enquanto isso multiplicam-se férteis quintas na Pontinha (na Paiã chegou a haver um cais para escoar os víveres para Lisboa), na Póvoa de Santo Adrião, em Caneças. Os seus proprietários, de uma forma ou de outra, surgem amiúdes ligados à cultura. É o caso do pintor Vieira Lusitano que foi o centro de uma romântica e atribulada história de amor com uma das filhas dos donos da Quinta dos Falcões, na Pontinha.
Anos depois, será a Póvoa de Santo Adrião a ter como proprietário de uma das suas quintas, o pintor Pedro Alexandrino que não só deixou algumas obras na igreja local, como as espalhou por Lisboa - na Sé, no Palácio de Queluz, no Museu dos Coches.
O Padre António Vieira fez um dos seus sermões no Convento de Odivelas, a 22 de Junho de 1668. Almeida Garrett ocupa o preâmbulo da “Lírica de João Mínimo” com uma descrição de um passeio ao Convento, entrecortada por várias dissertações sobre poesia.
Um roubo na Igreja de Odivelas a 11/5/1671 dá origem a um belo monumento, o “Senhor Roubado”, que alguns descrevem como a primeira banda desenhada portuguesa, e que levanta muitas pistas sobre a forte presença da Inquisição na região.

Os missionários cansados e doentes que regressam da Ásia ou da África acolhem-se ao Convento de Rilhafoles, na Paiã.


Em 1723, entra no Convento de Odivelas uma freira brasileira que algumas madres julgam judia. Nem mesmo o inquérito de um cardeal inquisidor as demove da suspeita, o que as leva a exigir a expulsão da “herege”. Em procissão, lá vão a caminho de Lisboa para se queixarem ao rei, que não as recebe. À força, soldados pegam-lhes ao colo e metem-nas em carruagens, devolvendo-as ao Convento.
Pouco tempo depois, entra no Convento, a célebre Madre Paula, por quem o rei D. João V, 30 anos mais velho do que ela, ficará completamente perdido de amores. A relação dura até à morte do monarca, que lhe deixa em testamento uma mesada.
O terramoto de 1755 causa grandes estragos na região mas leva também a que muitos lisboetas se venham fixar na zona, à procura de ares mais saudáveis.
Mais tarde, em 1833, é construído, na Quinta da Pentieira (Freguesia da Pontinha), um cemitério para sepultar as vítimas da cólera.
É por essa altura que a vida municipal local começa a desenvolver-se. As freguesias de Odivelas e Pontinha fazem parte do Município de Belém, na altura em que este é presidido pelo escritor Alexandre Herculano. As duas freguesias passam, a integrar o Município dos Olivais em 1885. No ano seguinte, é instituído o Município de Loures, de que fazem parte algumas freguesias que hoje pertencem ao Concelho de Odivelas. Em 1915 é criada a Freguesia de Caneças.
Começa a surgir um outro tipo de desenvolvimento, já não assente na agricultura mas na construção de bairros sociais em várias freguesias. A ligação por estrada a Lisboa, leva alguns grupos económicos a comprar na região grandes propriedades, enquanto a alta burguesia compra terrenos que transforma em quintas de férias.

É na Pontinha que, a 25 de Abril de 1974, se instala o Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas que instaurará um regime democrático em Portugal.


Na região intensifica-se, a partir de então, o movimento de Loteamento de terrenos que modificará profundamente a paisagem local. Nos 25 anos seguintes, aparecem 85 bairros clandestinos. Simultaneamente, com a falta de habitação a preços acessíveis em Lisboa, verifica-se uma explosão da construção civil, surgindo em todas as freguesias do concelho, à excepção da de Famões, grandes urbanizações que se traduzem numa subida relâmpago do número de habitantes, com formas de estar na vida diferentes e mais exigentes daquelas que tinham até aí os habitantes da região.
O Poder político tenta responder a essas aspirações criando as Freguesias da Pontinha (1984), de Olival Basto, da Ramada e de Famões (em 1989). A Póvoa de Santo Adrião passa a vila em 1986, Odivelas é elevada a cidade em 1990, a Pontinha sobe a vila (1991), o mesmo acontecendo ao Olival Basto em 1997. Neste mesmo ano, um grupo de cidadãos, defendendo um desenvolvimento próprio para a região, cria o “Movimento Odivelas a Concelho”.»
Fonte: Web site do município de Odivelas (http://www.mun-odivelas.pt)

4.2. Síntese de Caracterização do Concelho e das Freguesias


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