1. missãO 8 visão de futuro “turismo e lazer odivelas 2010” 9



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5. SITUAÇÃO ACTUAL DO TURISMO NO CONCELHO

5.1. O Concelho de Odivelas como Destino Turístico ?
O Concelho de Odivelas não constitui actualmente um destino turístico por não satisfazer os requisitos básicos que integram o conceito de destino turístico, a saber:


  • Atractividade – elementos susceptíveis de atraírem visitantes e de motivarem estadas turísticas (o conceito de estada turística pressupõe uma permanência no território superior a 24 horas);




  • Alojamento e Restauração – um destino turístico tem que oferecer facilidades de alojamento a quem o visita, facilidades estas que não existem actualmente no Concelho. Do ponto de vista da oferta de restauração pode-se dizer que ela é suficiente e variada e que parece responder às necessidades da procura actual, entenda-se procura por residentes e por visitantes excursionistas (com permanências inferiores a 24 horas);




  • Actividades – eventos ou actividades de animação turística susceptíveis de ocuparem os tempos livres dos turistas. Neste domínio existem alguns eventos dignos de nota:




  • Programas de visita organizados pela Divisão de Turismo baseados em recursos de património cultural, sob a designação genérica “Viagens na Minha Terra”. Estes programas têm tido bom acolhimento, maioritariamente por residentes mas inclusivamente têm atraído residentes noutros concelhos da Área Metropolitana de Lisboa;




  • Percursos turísticos – “Percurso da Água”, “Percurso do Gótico e do Manuelino” e “Percurso do Azulejo”;




  • Concurso Gastronómico, Festival de Doçaria Conventual e Mostra de Gastronomia e Doçaria;




  • Exposição Canina e Exposição Felina;




  • Campeonato Internacional de Futebol Sub-23;




  • Odivelas Capital do Novo Circo;




  • Feira Medieval.




  • Imagem e reconhecimento pelos mercados – agrupa-se aqui um conjunto de factores cujo resultado é a “reputação do Concelho”, aquilo que as pessoas lhe associam e neste caso o Concelho Odivelas é associado a dormitório, urbanização descontrolada e maus acessos e não a um espaço atractivo para práticas de turismo e lazer;




  • Organização e distribuição das operações turísticas – não se verifica em todo o território do Concelho qualquer actividade de operadores ou agentes de turismo receptivo, nem nos catálogos dos operadores de turismo ou mesmo de excursionismo consta qualquer referência a actividades no Concelho de Odivelas. As poucas operações de organização de visitas têm sido da iniciativa da Divisão de Turismo Municipal.

Fica assim estabelecido que actualmente não podemos falar num destino turístico Odivelas. E tanto quanto se pode antever o futuro, não se configura nenhum cenário de organização de um destino turístico autónomo no Concelho. Mas já poderá fazer sentido que se organizem neste Concelho elementos de produto e mesmo alguns produtos que venham a fazer parte do produto compósito da Região da Grande Lisboa.


Pode-se afirmar que do ponto de vista do desenvolvimento turístico num conceito que também abrange o lazer receptivo (actividades de lazer dirigidas a residentes fora do Concelho) o Concelho de Odivelas se encontra, segundo o modelo de ciclo de vida de um destino, numa fase de introdução.
A fase de introdução é o início de um processo em que se começa por organizar alguma oferta para a qual se conseguem captar os primeiros “clientes” (early adopters, como no lançamento de qualquer novo produto). A esta fase, na lógica do prosseguimento do ciclo de vida de um produto, segue-se uma outra que podemos designar de envolvimento na qual já se conseguem captar mais “clientes” e penetrar em alguns mercados, fundamentalmente no mercado interno. Só depois poderemos falar em crescimento, pois este já supõe algum sucesso de mercado.
Consideramos assim que os produtos que têm vindo a ser apresentados pela Divisão de Turismo Municipal fazem sentido se forem encarados como produtos de introdução, se bem que não lhes possamos chamar produtos turísticos na verdadeira acepção do termo nem que o Concelho passe a ser um destino turístico de imediato pela apresentação desses produtos.
Os designados produtos turísticos que têm vindo a ser apresentados baseiam-se em recursos de património histórico-cultural e apresentam-nos com um sentido de atractores de visita.
5.2 Produtos Apresentados Actualmente


  1. Percurso da Água”




  • Recursos envolvidos: aquedutos e fontes de Caneças.

Este percurso não pode ser realizado autonomamente por um visitante e em grande parte propõe locais de visita que estão degradados ou aos quais não se consegue aceder por se encontrarem em propriedade privada. Saliente-se também a muito deficiente sinalização – encontrar Caneças é difícil, para descobrir o local das fontes é preciso adivinhar o caminho e a única que é visível é a das Fontaínhas, chegando-se ao ponto de mesmo os moradores no local não saberem indicar correctamente a localização de algumas fontes.




  1. Percurso do Gótico e do Manuelino”




  • Recursos envolvidos: Memorial de Odivelas, Mosteiro de S. Dinis e a Igreja Matriz da Póvoa de Santo Adrião.

O grande elemento de atracção é o Mosteiro de S. Dinis que aliás constitui o elemento mais distinto do património edificado do Concelho. Saliente-se no entanto que este monumento não está aberto a visitas, pertencendo ao Exército

e funcionando nele o Instituto de Odivelas pelo que só por marcação e autorização prévia pode ser visitado. O Memorial é um apontamento construído que se torna curioso pela sua singularidade mas que é abafado por uma envolvente urbana degradada e não chega a ter capacidade de motivar uma visita. A Igreja Matriz da Póvoa está muito fora de um possível percurso a fazer com algum conforto.
O Mosteiro inserido nos produtos regionais “Do Gótico à Arquitectura Manuelina” e “Os Grandes Mosteiros” e num contexto de visitas organizadas para grupos já adquire um sentido turístico completamente diverso.
c) “Percurso do Azulejo”


  • Recursos envolvidos: Igreja Matriz de Odivelas, Igreja Matriz de Póvoa de Santo Adrião, Mosteiro de Odivelas e Padrão do Senhor Roubado.

Mais uma vez destaca-se o Mosteiro, aplicando-se-lhe os comentários já feitos. O mesmo sucede com a Igreja Matriz da Póvoa de Santo Adrião. A Igreja Matriz de Odivelas está num local de difícil acesso e ainda mais difícil estacionamento. O Padrão do Senhor Roubado encontra-se desvalorizado por uma envolvente urbana degradada e por uma localização demasiado devassada pelos atravessamentos de tráfego.


Pese embora o atractivo que a azulejaria constitui para diversos segmentos turísticos que visitam Lisboa, este produto no Concelho de Odivelas não tem dimensão e qualidade suficientes para motivar deslocações.
Na situação actual, atendendo às grandes limitações da circulação e da visitabilidade de muitos dos recursos envolvidos nesses percursos, a sua promoção nos mercados turísticos pode ter um efeito de criação de expectativas excessivas que na experiência real de visita não se confirmam, o que pode ter efeitos contraproducentes na imagem externa do concelho.
É interessante apresentar os percursos como elementos de uma estratégia de comunicação de marketing interno, dirigida sobretudo à valorização da imagem do concelho para os residentes.

5.3. Equipamentos Existentes



  • Centro Cultural da Malaposta – este espaço, que tem vindo a ser utilizado sobretudo para teatro, possui uma capacidade de uso muito interessante pela sua localização e pela história e condições do edifício. Talvez seja possível conferir-lhe uma expressão com maior visibilidade para combater o efeito visual desagradável da envolvente viária e urbana, não só pelo seu valor intrínseco mas também porque marca a entrada principal em Odivelas para quem vem de Lisboa via Calçada de Carriche. Quanto às actividades que ele deve acolher, trata-se de uma questão que pertence ao domínio das complementaridades a estabelecer com a cultura, sendo certo que a realização de eventos culturais ou outros (ex: “Odivelas Fashion”) constitui uma área a explorar no sentido da atracção de públicos.




  • Regimento de Engenharia nº 1 da Pontinha – por ter sido o posto de comando do Movimento das Forças Armadas no 25 de Abril, possui uma forte carga histórica que levou à criação de um núcleo museológico, em funcionamento, se bem que com grandes limitações por se localizar dentro de um quartel. Está em desenvolvimento um projecto com vista à animação desse espaço para visitantes e escolas e a criação de um site sobre o posto de comando do MFA e o 25 de Abril com um museu virtual. Actualmente este núcleo museológico não tem expressão exterior mas poderia ter um significado de marcação de uma das entradas principais do concelho, o que sugere uma visibilidade maior que a existente.




  • Escola Profissional Agrícola D. Dinis, num conceito muito abrangente de cluster de turismo e lazer, é um equipamento relacionável com produtos turísticos desde que se criem facilidades em sinergia com o foco de competências que ela significa. Sugerem-se desde já uma Quinta Pedagógica, um campo de lazer do tipo labirinto de milho cujo conceito está referido mais acima




  • Centro de Formação Profissional do Sector Alimentar – Pontinha - Centro de competências que deverá ser aproveitado para o desenvolvimento da gastronomia e da doçaria conventual e para um domínio estratégico essencial que é a valorização dos recursos humanos.

O tema gastronomia envolvendo a confeitaria e a doçaria tradicionais e os restaurantes pode constituir um elemento forte da imagem e da atractividade do concelho se as potenciais sinergias com este centro de competências forem desenvolvidas.


A gastronomia, para se assumir como elemento de diversos produtos concelhios, terá que evoluir no sentido da criação de uma identidade local e da melhoria de qualidade.
Eventos como mostras gastronómicas e de doçaria conventual, podem ser muito explorados em campanhas de imagem e serão esteios da competitividade da oferta do concelho na medida em que os restaurantes e o pessoal ao seu serviço correspondam com regularidade à qualidade atingida na altura dos eventos.

A classificação da gastronomia como património nacional e a expressão mediática do movimento “Slow Food” valorizam as formas tradicionais e autênticas e constituem um domínio de oportunidades que podem ser realizadas se houver capacidade de resposta com qualidade.


A gastronomia constitui um dos eixos estratégicos do desenvolvimento do turismo e lazer no concelho.

6. CONTEXTO TERRITORIAL

Assiste-se actualmente a um realinhamento das regiões de turismo, o que faz com que não esteja ainda estabilizada a solução para a região de Lisboa. Tem toda a lógica a unificação da Área Metropolitana de Lisboa e, se a solução for essa, o concelho de Odivelas estará integrado, seja num contexto ATL ou noutro que venha a surgir.


O concelho de Odivelas não é membro da ATL – Associação de Turismo de Lisboa mas aderiu ao Protocolo da Região de Lisboa e Vale do Tejo, assinado para 2001, que visa a promoção do turismo desta região.
Este protocolo engloba a ATL, as Regiões de Turismo da Costa Azul, Leiria-Fátima, Oeste, Ribatejo e Templários, a Junta de Turismo da Costa do Estoril, as Câmaras Municipais de Mafra, Loures, Amadora, Oeiras e Sintra, a Comissão Municipal de Turismo de Vila Franca de Xira e a Comissão Instaladora do Município de Odivelas.
No total de 12 produtos turísticos considerados para a região, há elementos do concelho de Odivelas integrados em 5 produtos:


  • Património da Humanidade: Mosteiro de S. Dinis, Memorial, marmelada;




  • Do Gótico ao Manuelino: Mosteiro de S. Dinis, Memorial e marmelada;




  • Os Grandes Mosteiros: Mosteiro de S. Dinis;




  • Viagem pelo Romantismo: Caneças e marmelada de Odivelas;




  • Rotas dos Vinhos: marmelada de Odivelas.

Referindo-nos ao enquadramento na Área Metropolitana de Lisboa, citamos o PROT em discussão:




  • o concelho de Odivelas é incluído nos chamados “espaços emergentes” que são definidos como «áreas com potencialidades para protagonizarem transformações positivas na AML, tanto no que respeita ao desenvolvimento de funções especializadas e novos usos, como à reestruturação e qualificação urbana e ambiental de sectores importantes da estrutura metropolitana»;




  • Odivelas, tal como Loures, Amadora, Algés e o Parque das Nações pertencem ao núcleo central e ao primeiro anel do centro da AML Norte e são considerados pólos vocacionados para equipamentos e serviços;




  • «o espaço Odivelas-Loures integra um conjunto de novas infraestruturas rodoviárias que lhe atribuem um papel chave na reestruturação do arco urbano envolvente norte, criando nomeadamente condições para o desenvolvimento de novas centralidades».

Este enquadramento territorial é essencial para sustentar as funcionalidades de turismo e lazer que propomos neste plano estratégico.



7. DIAGNÓSTICO
O diagnóstico constitui uma primeira abordagem ao caderno de encargos estratégico e uma base para a definição dos desafios do futuro e das questões-chave para as políticas e os planos de acções.

7.1. Identificação de Pontos Fortes e Vantagens Comparativas


  • Proximidade de Lisboa, se bem que com problemas de acessos desqualificados e de estrangulamentos de tráfego;




  • Ligação por metropolitano (linha amarela: Campo Grande-Odivelas) a Olival de Basto e à Carriche virá melhorar as acessibilidades, principalmente se houver substituição do transporte privado pelo transporte público;




  • Boas acessibilidades regionais via CRIL, CREL e IC17;




  • Algum património histórico, com destaque para o Convento de S. Dinis;




  • Tradição de doçaria conventual;




  • Existência de muitos restaurantes que poderão constituir um trunfo de atracção de visitantes se melhorarem as instalações, os níveis de qualidade de serviço e de gastronomia;




  • Actividades relacionadas e de apoio que podem criar sinergias para o turismo e lazer: Escola Profissional Agrícola D. Dinis, Centro de Formação Profissional do Sector Alimentar, ISCE, Estádio de Futebol, Centro Cultural da Malaposta, Regimento de Engenharia nº 1 da Pontinha;







  • Qualificação do pessoal da Divisão de Turismo Municipal.

7.2. Identificação de Problemas e Pontos Fracos



  • As entradas no Concelho, seja pela Calçada de Carriche, pela CRIL ou pela Pontinha são muito desqualificadas – mas estão previstas intervenções de recuperação e diversos projectos de requalificação urbana que contemplam a sua requalificação;




  • Áreas urbanas com densidade excessiva, ambiente urbano muito desqualificado, conflitualidade de usos do território, falta de zonas verdes, dificuldade de circulação pedonal;




  • Trânsito automóvel muito difícil: acessos, circulação e estacionamentos. Inclusivamente para a circulação interna de quem reside no Concelho;




  • Sinalização muito deficiente;




  • Imagem externa de subúrbio desqualificado que dificilmente poderá ser associada a uma imagem de espaço de turismo e lazer.

7.3. Diagnóstico de Oportunidades



  • Crescimento de procuras diversificadas de lazeres urbanos: o sucesso da EXPO 98 e em seguida da Parque EXPO e a frequência dos centros comerciais aos fins de semana indiciam a existência de necessidades por satisfazer no domínio da ocupação dos tempos livres;




  • Os parques de lazer e temáticos constituem uma área em crescimento nas grandes metrópoles, tendência que seguramente se concretizará na Área Metropolitana de Lisboa na próxima década;




  • Crescente importância dos segmentos de lazer desportivo e fitness;




  • Expansão e adopção generalizada das novas tecnologias de informação e comunicação;







  • Os restaurantes e a gastronomia sempre foram fortes atractores de visitantes e existem oportunidades de mercado para as zonas que se conseguirem afirmar com gastronomia autêntica e serviço de qualidade.

MUDANÇA DOS PADRÕES DO LAZER





NOVAS TECNOLOGIAS

MAIS OPÇÕES

DE LAZER


MUDANÇA DAS ESTRUTURAS FAMILIARES

ALTERAÇÕES DEMOGRÁFICAS

NOVOS PADRÕES DE TRABALHO

APRENDIZAGEM TODA A VIDA

METROPOLIZAÇÃO CRESCENTE

3ª IDADE

“VIRTUOSA”



7.4. Diagnóstico de Ameaças



  • Crescimento do tráfego na Área Metropolitana de Lisboa, gerando bloqueios nas vias de circulação inter-locais;




  • Pluralidade de ofertas em desenvolvimento com equipamentos e actividades de turismo e lazer, generalizadas nos concelhos da Região de Lisboa e Vale do Tejo.




  • Grande concorrência entre municípios pela atracção de investimentos em parques de lazer e temáticos;




  • Os tempos livres sejam crescentemente ocupados com utilização de equipamentos domésticos: televisão, internet e consolas, que constituem claramente produtos de substituição alternativos ao turismo de lazer e outdoor.


8. ESTRATÉGIA

8.1. Articulação Estratégica


Eixos de Projectos Estratégicos

Eixo 1 – Valorização da História e do Património Cultural


Eixo 2 – Qualificação da Gastronomia e Restaurantes
Eixo 3 – Criação de Áreas de Lazer
Eixo 4 – Valorização e Aproveitamento de Zonas Rurais e Naturais
Eixo 5 – Criação de Infraestruturas Turísticas


Domínios Estratégicos Transversais

Domínio 1 – Formação de Recursos Humanos;


Domínio 2 – Imagem e Comunicação;
Domínio 3 – Sinalização e Informação.


Domínios Estratégicos de Cooperação

Domínio 4 – Cultura;


Domínio 5 – Desporto;
Domínio 6 – Qualificação Urbana;
Domínio 7 – Ambiente;
Domínio 8 – Circulação Rodoviária.

8.2. Projectos e Acções


EIXOS DE PROJECTOS ESTRATÉGICOS

Eixo 1 – Valorização da História e do Património Cultural

Projecto (P 1.1): Roteiro Histórico
Permite desenvolver um produto completo de visita ao Concelho com suporte numa edição em livro, mapa com percurso, sinalização indicativa e informativa e placas interpretativas nos locais.
Pode ser dirigido ao segmento escolar e também às famílias residentes.
Visa os objectivos de valorização da imagem interna e externa do Concelho.
Este roteiro segue uma lógica histórica mas pode também sugerir eventos temáticos, por exemplo sobre figuras ligadas à literatura ou ao teatro como Padre

António Vieira, Almeida Garrett ou Gil Vicente (sendo o cenário indicado o Convento de Odivelas).


Com um sentido mais lúdico e menos erudito, é possível também organizar produtos para as escolas do tipo “Caça ao Tesouro” ou, para o segmento familiar, produtos do tipo “Rallye Paper”.
Projecto (P 1.2): Parque Temático Histórico
Consiste na criação de um parque temático com encenação do roteiro histórico que marca a génese e evolução do território que hoje é o concelho de Odivelas combinando um mix de suportes multimédia do tipo realidade virtual, hologramas, recriação robotizada com os sítios e memórias ainda visíveis.
O roteiro sugerido obtém-se a partir da caracterização histórica do Concelho onde se releva um conjunto de referências importantes e manifestas em património edificado, sendo a referência mais marcante o reinado de D. Dinis e a mais expressiva manifestação patrimonial edificada o Convento de Odivelas.

Seguindo uma lógica de roteiro histórico em que se salientam épocas, acontecimentos, pessoas ou instituições às quais é possível associar algum património histórico com expressão actual, propõe-se o seguinte roteiro:




Roteiro histórico Património

Paleolítico, Calcolítico

e Neolítico Antas – Caneças e

Estação Arqueológica da Serra da Amoreira


Época Romana Sítios arqueológicos romanos – Póvoa de Santo Adrião

Época Árabe Árabes - Paiã

Reinado de D. Dinis Mosteiro de Odivelas

Memorial de Odivelas

Quintas
Inquisição Padrão do Senhor Roubado

Reinado de D. João V Aqueduto - Caneças

Séc. XX – anos 60 - 90 Urbanização acelerada

25 de Abril de 1974 Posto de Comando do MFA – Engenharia 1 - Pontinha

Este parque será polinucleado - um parque temático não tem forçosamente que se desenvolver num único local podendo implantar-se em diversos pólos – propondo-se as seguintes localizações para os pólos principais:


  • À entrada de Odivelas, junto ao interface, o estudo de loteamento da Quinta da Memória prevê no Parque Urbano do Rio da Costa, um edifício multifuncional com cerca de 1000 m2 com funções de pólo de animação, com sala de exposições e auditório, que pode acolher o primeiro pólo com exposição utilizando os multimédia mais avançados para encenar a totalidade do roteiro histórico, com a vantagem de existir uma ligação pedonal ao Largo D. Dinis que será o segundo pólo;




  • No Largo D. Dinis, desenvolvia-se no cenário autêntico a época medieval, podendo usar-se meios mais naturais, por exemplo à semelhança da Feira Medieval acrescentando-lhe conteúdos interpretativos;




  • Na Pontinha marcava-se a saída no museu do Posto de Comando do MFA, com uma animação que já está a ser desenvolvida.


Acção (A 1.1): Azulejos

Azulejos com padrões reproduzidos dos originais, seriam um elemento interessante para o merchandising turístico do Concelho; também seria interessante explorar os “ateliers de azulejaria” como elemento a integrar em produtos como o “roteiro histórico” e o próprio “Percurso do Azulejo” e como elemento de produtos para o segmento escolar.




Eixo 2 – Qualificação da Gastronomia e Restaurantes

Acção (A 2.1): Programa de qualificação dos restaurantes

Conceber e executar um programa de melhoria da qualidade dos restaurantes e da gastronomia, se possível em colaboração com o Centro de Formação da Indústria Hoteleira.

A iniciativa das Mostras de Gastronomia é um óptimo princípio, abrindo caminho a processos mais exigentes de iniciativas de qualidade com resultados na atractividade do concelho e nos restantes objectivos enunciados para este plano.

Os restaurantes também deverão obter benefícios directos com esta acção.



Acção (A 2.2): Organização de um evento anual

No contexto da afirmação da gastronomia como património nacional, criar condições para sediar um evento anual, regular com projecção nacional.

A possibilidade de acolher alguma iniciativa do movimento Slow Food teria mesmo projecção internacional.
Acção (A 2.3): Festival de Doçaria Conventual

Em colaboração com o Centro de Formação do Sector Alimentar para incentivar a criação de produtos de doçaria tradicional;


Oportunidade:

Organização de casamentos com serviço de Catering e cerimónia no Convento de S. Dinis (a competência distintiva a explorar é o conjunto Igreja e Largo de S. Dinis).


Oportunidade:

Construção de um restaurante panorâmico na Serra da Amoreira.



Eixo 3 – Criação de Espaços de Lazer
Boas práticas e casos de referência
Existem diversas possibilidades nesta área, que podem corresponder a motivações emergentes e a tendências já bem afirmadas pelo lado das procuras.
O Concelho de Odivelas, apesar da elevada densidade de ocupação urbana possui, ainda, espaços abertos amplos, nomeadamente nas áreas rurais das freguesias de Caneças e Famões, que poderão eventualmente acolher empreendimentos de lazer.
Apresentamos diversos modelos de referência que estão implementados em áreas periféricas urbanas e que se podem adequar às características do concelho e da sua posição na Área Metropolitana de Lisboa.
Estes modelos valem como conceitos para concretizar ideias adaptadas à nossa realidade e haverá que testar a disponibilidade de áreas em condições adequadas à sua implantação.
Projectos (P 3.1): Equipamentos de lazer multifuncional em contexto urbano
Num contexto urbano e em que se podem aproveitar diversas situações existentes, reconversões de usos de edifícios ou operações de requalificação urbana, apontam-se como interessantes 2 ou 3 unidades, cujos conceitos deverão ser desenvolvidos em função dos locais de implantação possíveis:
Projecto (P 3.1.1): Playcenter

Um conceito a desenvolver para aproveitamento de um edifício inteiro como zona de lazer para o segmento jovem, tendo diferentes atracções por andar. No centro de Londres existe um prédio que se distribui por andar da seguinte forma: no piso térreo encontramos uma zona de videojogos que, no caso, está adjudicada à Playstation, no piso logo acima existem 10 pistas de bowling e mais videojogos, no 2º piso encontra-se uma pista de carrinhos de choque e no 3º piso uma pista de dança. Todos os andares possuem bares e casas de banho.

Pode-se juntar (ou substituir) a estas atracções uma arena de laser, que consiste num paintball de interior e cuja acção se desenrola num labirinto.
Projecto (P 3.1.2): Parque de Lazer

Um conceito a desenvolver para reconversão de uma zona de armazéns (como acontece na Fábrica do Inglês) onde se possa implantar um programa que associe uma série de equipamentos de lazer para o segmento familiar. Por exemplo ter pistas de bowling, pista para competições de carros telecomandados, zona para crianças com equipamentos do género dos do Parque do Gil (Parque das Nações), bares, restaurantes, half pipes, discoteca, palco para espectáculos, etc.


Projecto (P 3.1.3): Playground

Um conceito a desenvolver para o segmento infantil com equipamentos - construções de insufláveis, labirintos, piscinas de bolas, etc. - que permitam que as crianças passem algum tempo com os amigos e onde possam realizar festas de aniversário. A área necessária parte dos 500m e não seria demais construir 2 ou 3 espaços destes no concelho.


Ver exemplos em:

http://www.go-bananas.co.uk

http://www.funland.co.uk

http://www.junglekids.co.uk


Projectos (P 3.2): Equipamentos de lazer periféricos
Projecto (P 3.2.1): Parque de Diversões
No Reino Unido, encontramos vários parques municipais que dispõem de equipamentos de lazer diversos que visam atrair, principalmente, a população local e incutir-lhes o prazer de viver num local que possui espaços agradáveis para a ocupação dos seus tempos livres. São parques como o Noble’s Park, o Sele Park, o Heaton Park Farm Center e o Wythenshawe Park.

Estes parques disponibilizam courts de ténis, campos de mini-golf, parques infantis, pistas de bowling, passeios de pónei, campos de futebol, paredes de escalada, circuitos de fitness e de bicicleta. Pode-se também incluir uma componente didáctica abrangendo, por exemplo, os problemas ambientais.




  • Dynamic earth attractionhttp://www.dynamicearth.co.uk

Combina tecnologia e efeitos especiais com a ciência. Consiste numa viagem ao planeta Terra através dos tempos. Podemos assistir ao Big Bang, sentir tremores de terra, tempestades tropicais, visitar zonas geladas, as profundezas do mar, subir montanhas, etc. Saber como era a Terra no início da sua formação, como evoluiu e quais foram as causas dessa evolução e o que vai ser no futuro. Isto tudo através de ambientes construídos, filmes e apresentações 3D.


  • FunPark - http://www.funpark.co.pt/

É um parque com cerca de 75 000m2 e que dispõe de um número infinito de atracções, desde os Karts (9/10m de largura e 1130m de perímetro e um Paddock de 4000m2 e 20 boxes), Kart Bugs (Karts todo o terreno cujo circuito tem 7m de largura e 400m de perímetro), até 10000m2 de espaços verdes para a realização de desportos radicais, aventura e natureza:

Slide, rappel, tiro com arco, besta, zarabatana, passeios pedestres, paintball (15000m2 com forte apache), circuito de caça a animais de espuma injectada, torre de escalada com 20m de altura e 20 BTT.


Para além disso, disponibiliza um grande número de serviços:

Bar, restaurante, parque infantil, parque de estacionamento, parque para barbecue, balneários, posto médico, sala de reuniões, sala de imprensa, serviço de catering, monitores.




  • Inserido num destes parques ou isoladamente, outra ideia seria fazer réplicas à escala (1:25) de monumentos (por exemplo o Mosteiro e as fontes) e construir um mini-golf. Existe uma empresa especializada nessa área, cuja informação pode ser consultada no site http://www.castlegolf.com/. O espaço necessário varia entre os 20.000m e os 40.000m.

Há que desenvolver um conceito e um programa base para o parque de diversões podendo variar desde a versão “Luna Park” ou Feira Popular até versões mais sofisticadas ou menos massificadas.

Antevê-se uma localização possível para este parque na zona do Alvito – Arroja, onde existe terreno disponível e bons acessos.

Uma localização deste tipo é compatível com equipamentos de uso massificado, geradores de ruído e de volumes de tráfego potencialmente elevados.

Quem sabe se poderá ser uma hipótese para a deslocalização da actual Feira Popular de Lisboa, eventualmente com um upgrade que melhore as suas condições de divertimento e segurança.
Projecto (P 3.2.2): Campo de Treino de Golfe

No âmbito da expansão do mercado doméstico de golfe coloca-se na ordem do dia a criação de infraestruturas que incentivem a prática do golfe pela população local. Configuram-se diversas oportunidades para iniciativas como a construção de campos de golfe municipais e de estruturas de prática do golfe em meios urbanos.

Se não for possível pensar num campo de golfe com um mínimo de 9 buracos privado ou municipal, faz todo o sentido a construção de um Driving Range (campo de treino para lições e/ou prática de pancadas).


Projecto (P 3.2.3): Campo Aventura

Campo de paintball, tiro com arco, paredes de escalada.

Este projecto tem como hipótese de local de implantação o Sítio das Canoas, ao lado do Pinhal da Paiã integrando-se em conjunto com este.

Eixo 4 – Valorização e Aproveitamento de Zonas Rurais e Naturais
Projecto (P 4.1): Quinta Pedagógica
Junto à Escola Profissional Agrícola da Paiã, com várias alternativas de implantação em associação com o Labirinto de Milho e eventualmente com o Campo Aventura e o Centro Equestre.
Projecto (P 4.2): Labirinto de Milho


  • No Reino Unido existem vários parques subordinados ao tema “Labirintos”, dos quais se retirou o exemplo do Rochester Maze, que é um labirinto gigantesco, feito com vegetação e que tem uma área de 40.500m. Este empreendimento possui restaurantes, bares e parque de merendas.

É um conceito interessante, tendo como exemplo português o Milhorinto. Proporciona momentos de diversão diferentes, destinados fundamentalmente a famílias.


Para este projecto poder-se-á eventualmente explorar a complementaridade com a Escola Agrícola da Paiã, existindo várias alternativas de implantação em associação com a Quinta Pedagógica e eventualmente com o Campo Aventura e o Centro Equestre.
Informação em http://www.rochesterfm.freeserve.co.uk, http://www.cm-lisboa.pt/CMLInternet/quinta/old/quintapedagogica.htm e em http://www.milhorinto.com/

Junto à Quinta Pedagógica e à Escola Profissional Agrícola da Paiã, integrado em programas de educação ambiental;


Projecto (P 4.3): Centro Equestre
Criar um centro de ensino equestre com uma valência dupla de recreio e de formação e que pode surgir associado geograficamente e com sinergias com a Escola Agrícola Profissional da Paiã e com os equipamentos já referidos - Quinta Pedagógica e Campo Aventura.

Resulta assim uma área com forte expressão em ambiente rural que seria dirigida a diversos segmentos, com destaque para os segmentos infantil e juvenil e que pode sustentar uma forte posição competitiva na Área Metropolitana de Lisboa.

Este projecto tem como hipótese de local de implantação o Sítio das Canoas, ao lado do Pinhal da Paiã integrando-se em conjunto com este.

Eixo 5 – Criação de Infraestruturas Turísticas
Projecto (P 5.1): Hotel em Odivelas

Tipo Residencial com 3 ou 4 estrelas (podendo ser Hotel Residencial ou Albergaria) com 30 ou 40 quartos.

Localização com uma boa acessibilidade ao centro da cidade de Odivelas, apontando-se como hipótese um terreno junto ao Nó das Patameiras ao lado do Odivelas Park.
Oportunidade: Estalagem em Caneças
Oportunidade: Turismo de Habitação em Caneças
Oportunidade: Equipamentos de Lazer na Quinta dos Castanheiros e na Quinta dos Passarinhos

DOMÍNIOS ESTRATÉGICOS TRANSVERSAIS

Domínio 1 – Formação de Recursos Humanos
Os recursos humanos são o grande capital para a mudança que este Plano Estratégico propõe.
Partimos da convicção de que os recursos humanos constituem precisamente um dos trunfos de que o concelho de Odivelas detem.
Acção (D 1.1): Restaurantes e Pastelarias

Valerá a pena lançar acções de formação de pessoal dos restaurantes e das pastelarias, se possível em colaboração com o Centro de Formação da Indústria Hoteleira, desde que acompanhadas de estímulos à inovação e melhoria de qualidade.


Acção (D 3.1): Novas Tecnologias de Informação

A formação de jovens – entenda-se reforço de competências – em novas tecnologias de informação pode ser potenciada pelo equipamento previsto para o Parque Urbano do Rio da Costa articulado com a função de encenação multimédia do Parque Temático Histórico.


Acção (D 3.1): Monitores de Turismo Activo e Desportivo

A construção do Campo Aventura, do Centro Equestre e do Campo de Treino de Golfe abrem a possibilidade de introduzir no concelho uma valência de ensino e formação nestes domínios.

Será talvez interessante estudar uma colaboração do ISCE.

Domínio 2 – Imagem e Comunicação
É obrigatoriamente um domínio estratégico num plano como este, se bem que em termos de marketing mix tenhamos optado por focar o desenvolvimento de produtos atendendo à fase de introdução em que o concelho se encontra do ponto de vista do turismo e lazer.
A comunicação de marketing tornar-se-á mais útil no decorrer das fases de envolvimento e crescimento.
Até lá, a linha de comunicação que tem sido seguida pela Divisão de Turismo é mais do que boa para a adopção que se pretende e revelar-se-á cada vez mais reprodutiva à medida que os produtos de turismo e lazer sejam desenvolvidos.

Domínio 3 – Sinalização e Informação

Acção (D 3.1): Plano Municipal de Sinalética

É urgente elaborar um plano de sinalética para o concelho e ele terá que acompanhar todas as iniciativas que se propõem.


Acção (D 3.2): Sinalização direccional, informativa e interpretativa do “Percurso da Água” e produção de material interpretativo.

DOMÍNIOS DE COOPERAÇÃO
Estes domínios, pela sua própria condição de cooperação inter-departamental, requerem estudo mais aprofundado e debate com outras instâncias para que se possa chegar à definição das acções a desenvolver.
Colocam-se aqui apenas algumas sugestões de “pontes” a lançar entre o turismo e outros domínios.
Domínio 4 – Cultura
Colaboração na concepção e desenvolvimento do Roteiro Histórico e do Parque Temático Histórico.
Coordenação da animação cultural com a animação de turismo e lazer, ao nível da organização de produto e da comunicação.
Acção (D 4.1): Dólmens – estudo do arranjo dos sítios, interpretação e apresentação.
Domínio 5 – Desporto
Coordenação da animação desportiva com a animação de turismo e lazer, ao nível da organização de produto e da comunicação.
Cooperação para a construção do Campo Aventura, do Centro Equestre e do Campo de Treino de Golfe e para iniciativas desportivas a lançar.

Domínio 6 – Qualificação Urbana
É o domínio mais crítico de cooperação, aquele de que depende o sucesso deste Plano Estratégico enquanto projecto de qualificação territorial.
As iniciativas propostas neste Plano parecem Ter à partida condições de acolhimento nos estudos e projectos urbanísticos em curso no Município.
A ocasião próxima de elaboração do PDM constitui uma oportunidade excelente para materializar as propostas num contexto territorial bem definido e em compatibilidade com os outros usos do espaço.

Acção (D 6.1): Tratamento do espaço envolvente do aqueduto e das fontes em Caneças.

Domínio 7 – Ambiente
Acções de educação ambiental proporcionadas pelos equipamentos previstos, nomeadamente a Quinta Pedagógica e o Labirinto de Milho.

Domínio 8 – Circulação Rodoviária
Plano de Sinalética e estudo de soluções de circulação e estacionamento para os empreendimentos previstos.





ANEXO 1

INVENTÁRIO E AVALIAÇÃO DOS RECURSOS PATRIMONIAIS


FREGUESIA DE CANEÇAS


Denominação

Aquedutos


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