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Gustavo Barroso e a Construção do Exército Brasileiro
Autor: Cristiano Prado Ribeiro (PIC-UEM)1

Orientador: Prof. Dr. Luiz Felipe Viel Moreira (DHI-UEM)2
Resumo:
Este trabalho tem por finalidade estudar e compreender a contribuição de Gustavo Barroso para a construção do moderno Exército Brasileiro. Todo este processo de modernização do Exército Brasileiro vinculou-se com um ato simbólico de suma transcendência: a institucionalização do culto ao Duque de Caxias. Esta ação contou desde a década de 1910 com o total apoio de Gustavo Barroso. O sucesso da institucionalização do culto a Caxias, que veio a ser o patrono do Exército, pode ser melhor entendido com a palestra sobre o Duque de Caxias que Gustavo Barroso proferiu para a Rádio Fortaleza em 25 de agosto de 1959, em virtude das comemorações do dia do soldado daquele ano. O Arquivo Histórico do Museu Histórico Nacional (MHN) possui esse LP com a gravação, e a transcrição da mesma foi feita por mim.3 A metodologia empregada para este trabalho foi feita por meio do levantamento bibliográfico e leitura da produção historiográfica sobre o tema, incluindo a obra clássica do próprio autor sobre a história militar do Brasil, podendo assim ser realizada uma análise comparativa com fontes e obras de outros autores. A realização da pesquisa nos possibilita perceber que a história militar brasileira tem sido revisitada nos últimos 20 anos por um grupo de pesquisadores nacionais e estrangeiros. Procurando associar história social à história militar, estes autores concentraram-se naquilo que nos Estados Unidos foi denominado de “a nova história militar”. Esta nova abordagem procura compreender a interação entre as Forças Armadas e a sociedade. Os autores de “Nova História Militar Brasileira” – com ênfase na figura de Celso Castro – destacam que o gênero história militar emerge por volta de 1890 coincidindo com o crescimento e o fortalecimento institucionais do Exército, atingindo seu apogeu na primeira metade do século XX. É neste contexto que se verifica a publicação de uma série de livros sobre as campanhas militares brasileiras de autoria de Gustavo Barroso, autor fundamental na construção de um Exército Brasileiro moderno. O estudo da produção historiográfica de Gustavo Barroso torna possível compreender que o autor priorizou em muitas de suas obras a discussão de temas militares, especialmente a narrativa das campanhas brasileiras na região do Prata e a composição de biografias sobre os principais líderes militares do Exército brasileiro. Para Gustavo Barroso, uma das fontes da nossa tradição era espiritual, dada pela religião católica. A outra fonte seria social e política, dada pela unidade nacional. Unidade que teria sido alimentada através das vicissitudes da história, mas que teria tido na figura de Caxias, com sua ação pacificadora, seu símbolo maior. Na visão de Gustavo Barroso para uma história feita por homens excepcionais, poucos ocupariam um papel de tamanha grandeza na história do Brasil como o Duque de Caxias.

Palavras-Chave: Nacionalismo; Gustavo Barroso; Memória; Exército; Duque de Caxias.

A modernização do Exército e a tentativa de superação das divisões no interior da instituição foi um processo que se operou ao longo das décadas de 1920, 1930 e 1940. A institucionalização do culto a Caxias como patrono do Exército fez parte de uma dessas ações. Para isto a ação de Gustavo Barroso foi fundamental, um civil militar, que se insere neste projeto do Estado Nacional que se tornou vitorioso. O objetivo desse trabalho é estudar a contribuição de Gustavo Barroso para a construção do moderno Exército Brasileiro.

Gustavo Barroso proferiu uma palestra sobre o Duque de Caxias para a Rádio Fortaleza em 25 de agosto de 1959, em virtude das comemorações do dia do soldado daquele ano. Ao final, o que poderia ser agregado a já extensa produção historiográfica sobre Gustavo Barroso? A própria produção do autor, por si só já é impressionante. Mas eventualmente, de alguma forma, ainda nos chegam trabalhos dispersos e pouco conhecidos, como esta gravação em LP feita pela gravadora Supersom, e outros que ainda estão por serem mais divulgados, pois foram publicados em jornais e revistas não muito conhecidas. Também cabe mencionar que meses depois desta palestra a morte o encontrou, completando-se em 2009 50 anos de ausência desta figura multifária.

A menção mais antiga sobre um ato cívico como a criação do dia do soldado, remete-se justamente a Gustavo Barroso, que apresentou o projeto para sua criação em 1917, quando Deputado Federal pelo Ceará, à Comissão de Marinha e Guerra da Câmara Federal. A efetiva incorporação desta data na liturgia republicana se dará apenas com os desdobramentos de vários acontecimentos históricos ao longo das décadas de 1920 e 1930, nos quais Gustavo Barroso sempre esteve próximo e se posicionou intelectualmente. Suas publicações ditas históricas começam com “Tradições Militares”, de 1918, sendo a última “Caxias”, uma biografia do Duque de 1945.4 Os rumos e caminhos desta historiografia em grande medida encontram-se imersos nos debates nacionalistas da época.

No Rio da Prata, uma das maneiras de pensar o nacionalismo foi a que, nas primeiras décadas do século XX, encarou a revisão histórica um grupo de intelectuais. Isto, no entanto, tomava uma dimensão distinta e com toda uma carga emocional, quando a temática centrava-se nos acontecimentos relativos à revisão e suas novas leituras sobre a história da Guerra da Tríplice Aliança, também chamada de Guerra do Paraguai. Com Juan O’Leary, o revisionismo paraguaio iniciou o resgate da figura de Francisco Solano López ainda na primeira década do século XX – o chamado lopizmo.5 Nas décadas seguinte somavam-se os escritos provenientes, do México (Carlos Pereyra)6, da Argentina (Manuel Gálvez)7 e do Uruguai (Luis Alberto de Herrera).8 No combate a estes escritos revisionistas, destacaram-se as publicações de Lindolfo Collor (No centenário de Solano López, 1926)9, Câmara Cascudo (López do Paraguai, 1927)10 e do Gral. Mario Barreto (A campanha Lopezguaya, 1928).11

Papel de destaque coube a Gustavo Barroso com a publicação em 1930 do “Brazil em face do Prata”.12 Para o autor, a luta se daria em duas frentes: contra o revisionismo histórico que chegava do exterior, bem como contra os positivistas brasileiros e sua doutrina nitidamente antimilitarista. Para Barroso, mesmo sendo o lopizmo considerado apenas um fenômeno literário, aos brasileiros não era dado o direito de fazerem semelhante revisão histórica.13 Mas alguns ousaram fazer.

Assim, ante a continuidade histórica do Brasil (monarquia + república), havia surgido uma escrita da história nacional feita por “traidores” e que marcavam a descontinuidade (monarquia X república). Era para Barroso a constatação de que o lopizmo brasileiro, claramente identificado com os positivistas, só não seria um “crime” porque o considerava uma “asneira”14. Grupo que por muito pouco não logrou conseguir fazer a devolução ao presidente paraguaio José Guggiari, quando de uma visita ao Brasil em 1928, das bandeiras paraguaias tomadas na batalha de Avaí. Os troféus de guerra haviam sido deixados pelo Duque de Caxias aos cuidados da Irmandade da Cruz dos Militares, e eram algo caro ao autor, que lutava para tornar o Museu Histórico Nacional o fiel depositário de todas as relíquias históricas e troféus espalhados pelo país.

Gustavo Barroso, o soldado sem farda, com o interesse sempre posto na história militar, não fazia apenas a defesa veemente do Exército e de seus grandes chefes militares. A tradição, alma de um povo, que se vinculava ao culto de um glorioso passado, era identificada com o Exército Brasileiro. Exército que deveria assim ser incorporado ao Museu Histórico Nacional para ter sua história perpetuada. E assim o foi, com a inauguração do Museu em 1922, projeto que contou com o aval do amigo Epitácio Pessoa, então presidente da república.

Uma leitura das pesquisas acadêmicas atuais nos indica um processo de inflexão no culto das grandes figuras militares a partir da década de 1920. O Exército que era considerado de Osório, o General mais popular desde a Guerra do Paraguai, passou a ser o de Caxias – o novo modelo ideal do soldado brasileiro. A institucionalização do culto a Caxias como patrono do Exército, desde 1923, respondeu a um conjunto de investimentos simbólicos da elite militar nas décadas de 1920, 1930 e 1940. Respondia a consolidação de um projeto hegemônico para o Exército e a tentativa de superação das divisões no interior da instituição, como foi bem marcada pelas inúmeras revoltas ao longo da República Velha e ainda na etapa que seguiu até a instauração do Estado Novo em 1937.15

O objetivo a ser alcançado era a afirmação do valor da legalidade e do afastamento da política, a bem da unidade e da disciplina interna do Exército, base necessária para na seqüência ser enfatizada a fusão do Exército com a Nação. Para Gustavo Barroso, ninguém encarnava melhor isto do que a figura de Caxias, um disciplinador nato, apresentado como o maior lutador pela unidade e integridade da pátria. Um chefe militar a serviço de um estado forte e com um centralismo político como fora o Império. É como demonstra a palestra proferida que agora transcrevemos.16


“Presidente, minhas senhoras e meus senhores. Depois de agradecer vivamente as generosas palavras com que acabo de ser saudado, eu devo dizer que tenho grande prazer mental em falar sobre o dia do soldado, porque sou um dos culpados dessa criação no Brasil. Primeiro projeto para a criação do dia do soldado foi apresentado por mim, quando deputado federal pelo Ceará à Comissão de Marinha e Guerra da Câmara da Velha República em 1917. Já lá se vão muitos anos.

A ideia caminhou e se tornou vitoriosa, porque não poderia a nação deixar de reservar no seu calendário de comemorações cívicas e militares um dia, para aqueles que durante séculos derramando seu sangue, defenderam as fronteiras da pátria, a sua honra, a sua unidade e a sua ordem interna. Muito bem andaram aqueles que escolheram para patrono desse dia, patrono do soldado brasileiro e patrono do Exército, o Marechal Luís Alves de Lima, Duque de Caxias. O maior soldado do Brasil, e talvez não seja exagero dizer, que o maior soldado da América do Sul ou o maior soldado das Américas.

Esta figura invulgar que se perfila e domina os horizontes da nossa história, infelizmente não é muito popular. Marechal Duque de Caxias era um aristocrata, filho, neto, sobrinho, primo, irmão, parente próximo de generais do Exército que vinham prestando serviços ao Brasil desde os tempos coloniais. Era um grande disciplinador, era um chefe nato, não cortejava a popularidade, punha-se a uma certa distância e, além disso, para essa pouca popularidade contribuiu uma propaganda que eu considero mal dirigida e mal organizada, de modo que este homem nos foi apresentado durante muito tempo com uma única face, a do integérrimo disciplinador, tanto que até no próprio seio das classes armadas, se apelidaram os oficiais cumpridores austeros dos regulamentos, disciplinadores à antiga, Caxias. Aquele é um Caxias. Mas o Duque de Caxias não era somente isto, era isto e muito mais do que isto.

De fato é conhecida àquela anedota ou aquele episódio em que ele se mostra sobre esse aspecto. Como sabem, há no Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro um quadro, talvez dez metros de comprimento por quatro metros de altura, representando a batalha de Avaí, da autoria do nosso grande pintor Pedro Américo. Nesse quadro, em que no primeiro plano tumultuam as lutas individuais, soldados querendo tomar as bandeiras, atacando as peças de artilharia, o General Osório que passa a cavalo com seu poncho ao vento, no fundo, no alto, numa pequena eminência está o Estado-Maior que comanda a batalha e no meio desse Estado-Maior, a cavalo, contemplando aquele espetáculo extraordinário, o Marechal Duque de Caxias, com o seu pequeno boné bordado, a sua farda de campanha, desabotoada, vendo-se por baixo dela o colete.

Quando se expôs pela primeira vez o quadro, na antiga Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro, a essa exposição compareceu a Corte, os Ministérios e pessoalmente sua Majestade o Imperador. Muitos Generais de Terra e Mar, a alta sociedade da época. Notou-se que enquanto esse, aquele e aquele outro elogiavam o quadro, faziam comentários, teciam louvores, o Marechal Duque de Caxias, então ministro da Guerra e presidente do Conselho, conservava-se alheado, as mãos cruzadas sobre o punho da espada sem dizer uma única palavra. A sua atitude chamou de tal modo a atenção que o Imperador, disfarçando, aproximou-se dele e disse: ‘Duque, o modo como o senhor está procedendo faz com que este pobre pintor passe momentos amargos, ele está vendo a desaprovação diante da sua obra, diga alguma coisa, por favor.’ E o Duque de Caxias, entre os dentes, resmungou: ‘Majestade eu só queria saber quando foi que ele me viu algum dia com a farda desabotoada.’ (RISOS).

Era esse o homem naturalmente do regulamento, mas quantas foram as facetas desse verdadeiro diamante humano da nossa história, mas nem a podemos contar. Este homem era um tático, este homem era um estrategista, este homem era um administrador, este homem era um grande político, este homem era um grande cidadão, este homem era um grande coração. E ai estão os episódios enfileirados ao longo do tempo, para nos demonstrar perfeitamente o que eu estou dizendo.

É o Duque de Caxias quem detém o cavalo numa estrada nas montanhas de Minas, depois da vitória de Santa Luzia em que os revolucionários liberais foram completamente batidos, e vê entre as baionetas numa escolta, alguns chefes da revolta prisioneiros, algemados e caminhando a pé, entre os quais homens da altura moral, intelectual e política de Teófilo Ottoni. Detém o cavalo, pergunta ao oficial da escolta: ‘Quem lhe deu ordem para levar estes homens desta maneira?’ O oficial balbucia uma desculpa e ele diz: ‘Mande tirar as algemas, mande fornecer os cavalos, são tão brasileiros como nós.’

Outro episódio para mostrar o que era o Duque de Caxias. Ele derrota os farrapos na batalha de Porongos e dirige-se a cidade mais próxima, Bagé na fronteira do Rio Grande do Sul, ao se aproximar da cidade vem ao seu encontro uma comissão, tendo a frente o pároco, o vigário, e está comissão lhe diz, senhores: ‘Marechal, viemos combinar com vossa excelência a entrada festiva das tropas amanhã em Bagé, programa das festas é este, entrada das tropas, almoço, banquete, tendel [sic. Te-déum], lá na igreja matriz, certo?’ Ele olha para o vigário e para os outros e diz: ‘Combate que se travou foi entre irmãos, eu lamento o sangue derramado na guerra civil, não posso aceitar nenhuma manifestação festiva por este motivo’. Diz o vigário: ‘Mas seu General o tendel [sic. Te-déum] ao menos?’ Diz: ‘Nem o tendel [sic. Te-déum], mande dizer uma missa de defuntos por alma dos que caíram ontem no campo de batalha e a essa missa eu comparecerei com meu Estado-Maior e a nada mais’.

Vejamos como este homem se formou e os serviços que ele prestou à nossa pátria no decurso da sua longa existência. Descendente de militares, filho de Oficial General, o Brigadeiro Lima e Silva, sentou praça e serviu no batalhão do Imperador, e fez a campanha da Independência e a Guerra da Cisplatina. Como Alferes foi o primeiro oficial que recebeu das mãos do monarca a primeira bandeira imperial do novo Exército que desfilava depois da Independência no Campo de Santana. No dia 7 de abril houve uma revolta que a guarnição do Rio de Janeiro tomou parte e da qual resultou a abdicação de Dom Pedro I. Durante a noite as tropas revoltadas ocuparam o Campo de Santana e entre o Estado-Maior dos revoltosos, cujo comandante era o Brigadeiro Lima e Silva, pai de Caxias, e a Quinta da Boa Vista, onde se achava a corte e o Imperador, houve troca de mensagens sobre a questão de dissolução do ministério, renomeação dos ministros que tinham sido demitidos, enfim, condições a que o Imperador não se submeteu, a que resistiu e tudo isso resultou a abdicação há horas tantas da madrugada do dia 7 de abril. Caxias era então Major, fazendo parte dos quadros do batalhão do Imperador, comandado por um tio.

As tropas de guarnição na Quinta da Boa Vista, no decurso da noite, foram abandonando o Imperador às vésperas da abdicação; partiu a guarda de honra, partiu o regimento de artilharia montada e, por fim, partiu o batalhão do Imperador. O Visconde de Cantagalo comunicou o fato ao monarca e Dom Pedro I lhe perguntou – Marquês de Cantagalo, não Visconde: ‘Seu Marquês, não ficou ninguém do batalhão do Imperador?’ Disse: ‘Ficou um oficial.’ Disse: ‘Mande vir esse oficial à minha presença, eu quero vê-lo.’ Apresentou-se o Major Luís Alves de Lima, disse: ‘Porque o senhor não acompanhou o batalhão comandado por seu tio para se encontrar com as forças revoltadas comandadas por seu pai?’Disse: ‘Porque o meu dever é defender a ordem constituinte e o chefe da Nação.’ ‘Mas eu estou sem tropas, nada posso fazer, o que é que me aconselha?’ Disse: ‘Eu aconselho Vossa Majestade a mandar a família Imperial para a Quinta de Santa Cruz, a baixar um decreto dando baixa de todos os soldados do Exército,’ – naquele tempo a vida militar era muito dura –, ‘os soldados desertarão dos quartéis, os oficiais ficarão sozinhos. Vossa Majestade monta a cavalo comigo, vamos para a fazenda de Santa Cruz, deixamos uma guarda no Campinho, levantamos os escravos, convocamos as milícias, armamos essa gente e retomamos o Rio de Janeiro.’ O Imperador disse: ‘Mas correrá sangue?’ Disse: ‘Correrá.’ Disse: ‘Então eu não quero.’ E abdicou.

Foi o único oficial que ficou fiel naquele momento a Coroa Imperial, porque era este o seu dever. Foi, portanto a coluna de sustentamento da monarquia, vencedor dos balaios do Maranhão, vencedor dos farrapos do Rio Grande do Sul, vencedor dos liberais de Minas e de São Paulo, depois da vitória estendia sobre os irmãos transmalhados nas contendas civis o manto da anistia, o manto do perdão e do esquecimento. Com os balaios, que se renderam às suas forças, organizou os soldados com que dominou a revolução de Minas e de São Paulo. Nenhum prestígio igualou jamais o seu nos meios militares nem nos meios civis, políticos portanto, no Segundo Reinado, ele foi primus inter pares, não havia ninguém igual.

A Guerra do Paraguai que se começou a fazer e continuou a fazer às apalpadelas, só recebeu o seu impulso definitivo para vitória no dia em que o comando foi entregue a Luís Alves de Lima, Duque de Caxias – naquela ocasião, Marquês ainda de Caxias. Ele chegou ao Paraguai encontrando um exército cansado e até um certo ponto desmoralizado por uma guerra de posição que durava havia anos. Tirou esse exército do marasmo, sacudiu em duas marchas de flanco e um ano depois entrava vitorioso na capital do inimigo. Seu conceito de disciplina era verdadeiramente extraordinário. Em um certo momento em Asunción, depois da ocupação, em que um oficial exasperado por não obter permissão para vir para o Rio de Janeiro, um capitão de artilharia, naturalmente sofrendo de uma coisa que naquele tempo não se conhecia, mas que hoje nós sabemos que existe, a neurose da guerra, lhe faltou o respeito em plena sala do comando dizendo: ‘Seu Marquês eu não consigo permissão para ir pro Rio de Janeiro’ – naquele tempo pistolão chamava-se empenho –, ‘qual é o empenho que eu preciso para vossa excelência me dar esta licença?’ Não poderia haver mais desrespeito da parte de um simples capitão ao Comandante Chefe do Exército Imperial. O General Fonseca Acosta deu ordem de prisão ao oficial. Como procedeu Caxias? Disse: ‘Não prenda, mande submeter à uma junta médica; um oficial do Exército Imperial não falta o respeito com o Comandante Chefe senão fora do seu juízo.’ Isto é, ele mostrou ao Exército Imperial inteiro que não era possível admitir que houvesse indisciplina, isto era inadmissível e, portanto, com esta saída ele eliminava a existência de indisciplina, ela não podia subsistir.

Se nós estudarmos os seus planos de campanha, a maneira como dirigia as operações, então vamos verificar que este homem era verdadeiramente genial, ele é no Brasil o precursor da arma aérea, é ele que em 1867 manda buscar na França e nos Estados Unidos os balões, faz os balões subirem com oficiais para examinar o terreno em que o exército está e poder desenvolver as suas marchas. Naquela época, em que os exércitos viviam sobre os terrenos, havia uma desorganização completa nos serviços de intendência, nós tínhamos, por exemplo, perdido toda a cavalhada ao entrar no Paraguai por falta de forragem, porque os cavalos comiam a forragem que encontravam. É ele o primeiro homem que organiza os serviços de intendência para forragear até os cavalos, sustentar até os cavalos, e nunca mais morreram os cavalos no decurso da campanha.

Onde ele assumia o comando imediatamente as tropas entravam em movimento e tudo se processava de uma maneira verdadeiramente extraordinária, até o triunfo final. Não há, por exemplo, uma concepção estratégica mais perfeita do que a que o Duque de Caxias, naquela época simples Conde, fez para a vitória sobre Oribe e Rosas em 1852. Ele levou o exército através do Uruguai, acampou com o exército na Colônia do Sacramento. O exército ali ficou em contanto com a esquadra, mandou parte do exército com as forças argentinas atacar Rosas por terra e esperou os resultados. Deu-se a batalha de Caseros, Rosas foi derrotado, as tropas brasileiras entraram em Buenos Aires triunfalmente. Pergunta-se, e se Rosas não fosse derrotado em Caseros? Rosas estaria derrotado de qualquer maneira, porque se Rosas resistisse em Caseros, o grosso do Exército tinha ficado na Colônia do Sacramento, atravessava o rio na Esquadra e ocupava Buenos Aires na retaguarda de Rosas. E Rosas ficava sem retaguarda, sem apoio, sozinho no ar, perdido para sempre. Todas as suas concepções são verdadeiramente admiráveis, aqui não é o momento nem eu tenho tempo de estudá-las uma por uma, falei nesta de relance. Ele aplicou o mesmo sistema duas vezes na Guerra do Paraguai e venceu todas as resistências.

Para terminar este elogio, grosso modo e rápido, que eu estou fazendo desta figura que é talvez a maior da história do Brasil, porque foi o sustentáculo com a sua espada da unidade da pátria durante longos anos, eu quero pintar o retrato que dele fez um oficial estrangeiro, retrato em que nós vemos esta faceta pouco simpática da disciplina e do regulamento, mas ao mesmo tempo, a grandeza formidável do homem que ele foi. O retrato é pintado por um capitão alemão, Siber, que escreveu um livro sobre a guerra contra Rosas. Este capitão estava ao nosso serviço, tomou parte na batalha de Caseros, mas é sabido que o Duque de Caxias não gostava de oficiais estrangeiros a serviço de outros países, várias vezes na sua vida ele demonstrou a sua ojeriza pelo que se chamavam no tempo, os mercenários. De modo que ele deve ter contrariado este oficial alemão em alguma das suas pretensões ou das promoções que ele desejava ter.

Conta Siber que em determinada campanha de 52, o Exército Imperial deixou Montevidéu em uma manhã muito clara e muito bonita. Saiam as tropas da cidade e Caxias a frente do seu Estado-Maior apreciava a marcha das tropas montado no seu cavalo, de cima de uma pequena colina. Diz o capitão alemão: ‘Parecia uma estátua, fazendo um corpo só com o animal em que estava montado, imóvel o olhar parado estendido na distância dos campos, nenhum movimento. Somente quando passava em frente dele a bandeira de um batalhão ou de um regimento, dois dedos da mão enluvada de branco batiam rapidamente na pala do boné.’ Fazia uma continência. E diz ele: ‘Como eu odeio este homem, como eu detesto este monstro de orgulho e de presunção militar, mas quero consignar nas últimas palavras do meu livro que onde ele estava havia disciplina, havia ordem e havia vitória.’ Portanto, eu lhe rendo a maior, a mais completa justiça a este grande soldado, que onde aparecia trazia a ordem, a disciplina e a vitória. Sempre precisados andamos nós, hoje em dia, com o espírito de Caxias, de projetar de novo, nesses momentos cinzentos sobre a nossa pátria, para conduzi-la ao seu grande futuro. (APLAUSOS).”


Gustavo Barroso, um soldado a paisana, não deixou de ser um intelectual vinculado ao Exército, que tanto amou. Sua pena esteve a serviço desta instituição, e direta ou indiretamente de um projeto hegemônico que se consolidou na década de 1940, tendo a frente o Gral Eurico Gaspar Dutra. A sua iniciativa junto à Câmara dos Deputados em 1917, a reação a historiografia advinda do Prata em 1930, e os inúmeros artigos sobre o Duque de Caxias sinalizam esta trajetória. Artigos como “Caxias e a unidade nacional”17, “Caxias e o dia do soldado”18, “Caxias, o símbolo da firmeza e da ordem”19, “Duque de Caxias – A espada do Império”20, “A glória mais pura do Brasil”21, “A lição de Caxias”22 e “A última lição de Caxias”.23

Em 1944, no número 78 da Revista do Clube Militar do Rio de Janeiro, de julho/agosto, escreveu um artigo intitulado “Caxias, o pacificador”.24 O Brasil havia entrado na segunda guerra mundial e ele dizia: “A guerra atingiu o nosso Brasil, desde 1870 coroado dos louros da vitória da oliveira da paz. Ás ameaças e aos perigos devemos fazer frente escudados na nossa tradição.Leiamo-la nas páginas de nossa história, aprendamo-la na lição que nos legaram os nossos antepassados”.25

Todos estes temas estão presentes em sua “História Militar do Brasil”. Barroso faz um trabalho minucioso sobre a história da organização do exército, dos uniformes militares, da hierarquia presente na carreira militar e da evolução dos armamentos. Este livro apresenta também uma discussão ampla sobre a história das campanhas militares brasileiras. Nesta obra, o autor preocupou-se em analisar cada uma das guerras em que o Brasil se envolveu, conferindo espaço preferencial para o estudo da Guerra do Paraguai, esta considerada por ele como o último ato da grande epopéia bandeirante que constituiu a pátria brasileira.26

A história militar brasileira tem sido revisitada nos últimos 20 anos por um grupo de pesquisadores nacionais e estrangeiros. Procurando associar história social à história militar, estes autores concentraram-se naquilo que nos Estados Unidos foi denominado de “a nova história militar”. Esta nova abordagem procura compreender a interação entre as Forças Armadas e a sociedade. Os autores de “Nova História Militar Brasileira” – com ênfase na figura de Celso Castro – destacam que o gênero história militar emerge por volta de 1890 coincidindo com o crescimento e o fortalecimento institucionais do Exército, atingindo seu apogeu na primeira metade do século XX. É neste contexto que se verifica a publicação de uma série de livros sobre as campanhas militares brasileiras de autoria de Gustavo Barroso, autor fundamental na construção de um Exército Brasileiro moderno.

O estudo da produção historiográfica de Gustavo Barroso torna possível compreender que o autor prioriza a discussão de temas militares, especialmente a narrativa das campanhas brasileiras na região do Prata e a composição de biografias sobre os principais líderes militares do Exército brasileiro. Para Gustavo Barroso, uma das fontes da nossa tradição era espiritual, dada pela religião católica. A outra fonte seria social e política, dada pela unidade nacional. Unidade que teria sido alimentada através das vicissitudes da história, mas que teria tido na figura de Caxias, com sua ação pacificadora, seu símbolo maior. Para uma história feita por homens excepcionais, poucos ocupariam um papel de tamanha grandeza na história do Brasil como o Duque de Caxias.



1 Graduado em História pela Universidade Estadual de Maringá.

2 Doutor em História Social pela Universidade de São Paulo. Especialista e Professor Adjunto de História de

América do Departamento de História da Universidade Estadual de Maringá.



3 Para a localização física do LP, ver: Arquivo Histórico do Museu Histórico Nacional (MHN) – Fundo Gustavo Barroso – Série III (Sub-série Obra Literária) – Gbol XII.

4 Para uma breve visão geral sobre o conjunto da produção historiográfica de Gustavo Barroso, ver: CASTRO, Fernando Luiz Vale. As Colunas do Templo. História e Folclore no pensamento de Gustavo Barroso. Niterói: UFF, 2001. (Dissertação de Mestrado). O trabalho se concentra na análise das obras sobre Folclore e Cultura Popular de Gustavo Barroso, entre os anos de 1911 e 1932. A intelectualidade brasileira, nessa época, se viu diante da necessidade de redimensionar as interpretações sobre a realidade do país, buscando valorizar os elementos do que se passou a considerar a genuína “cultura nacional”. “A formação cultural das camadas populares brasileiras” foi objeto privilegiado em toda a obra de Gustavo Barroso, no período destacado. Visão essa que se mostrou extremamente concatenada com uma preocupação de boa parte dos intelectuais brasileiros das primeiras décadas do século XX. Ao conceder importância ao folclore e a cultura popular, ele visava resgatar valores tradicionais perdidos ao longo do tempo e que seriam pilares para a construção de um novo Brasil. No 1º capítulo o autor apresenta o debate intelectual brasileiro, desde as últimas décadas do século XIX, da chamada “geração de 70”, até os intelectuais que pensaram o Brasil nos anos de 1920, como forma de compreender quais idéias circulavam no país no momento em que Barroso inicia sua trajetória intelectual. No 2º capítulo é analisado os escritos de Barroso sobre Folclore e Cultura Popular com o intuito de perceber como o autor “enxergava” o Brasil e o homem brasileiro, um país e um “povo misturados” que deveriam ser pensados a partir desta perspectiva. Essa “mistura”, racial e cultural, é, segundo Barroso, a pedra de toque teórico para se pensar o Brasil. No 3º capítulo é apresentada a ideologia que norteou a fundação do Museu Histórico Nacional e, a partir daí, analisado o projeto de criação do Curso de Museus, observando os objetivos deste a fim de provar que o projeto barrosiano vai muito além da valorização de uma História aristocrática, que cultuaria apenas os grandes personagens, como o Duque de Caxias, e fatos históricos presente no Museu Histórico, principalmente militares.

5 Ver: O’LEARY, Juan. Nuestra Epopeya. Guerra del Paraguay. Asunción: Biblioteca Paraguaya del Centro de Estudiantes de Derecho, 1919.

O’LEARY, Juan. El Mariscal López. 2.ed. Madrid: Felix Moliner, 1925.



6 Ver: PEREYRA, Carlos. Solano López y la guerra del Paraguay. Madrid: América, 1919.

7 Ver: GÁLVEZ, Manuel. Los caminos de la muerte. 2.ed. Buenos Aires: Losada, 1957.

GÁLVEZ, Manuel. Humaitá. Buenos Aires: Tor, 1929.

GÁLVEZ, Manuel. Jornadas de Agonia. Buenos Aires: Tor, 1929.


8 No período que vai de 1908 a 1926, Herrera publicou cinco volumes sobre a Guerra do Paraguai. Para uma análise do conjunto de sua obra, ver: REALI, Laura. Entre história y memória: la producción de Luis A. de Herrera en los orígenes de un relato revisionista sobre la guerra del Paraguay. Diálogos, Maringá, v.10, n.2, 2006.

9 COLLOR, Lindolfo. No centenário de Solano López. São Paulo: Melhoramentos, 1926.

10 CASCUDO, Luis da Câmara. López do Paraguai. Natal: a República, 1927.

11 BARRETO, Mario. A campanha Lopezguaya. Rio de Janeiro: Archivo Nacional, 1928. v.1.

12 BARROSO, Gustavo. Brazil em face do Prata. Rio de Janeiro: Imprensa Oficial, 1930.

13 Para uma discussão sobre a posição dos positivistas brasileiros, ver: MOREIRA, Luiz Felipe Viel. Os intelectuais brasileiros e o revisionismo histórico platino. In: MOREIRA, Luiz Felipe Viel (coord.). Instituições, Fronteiras e Política na História Sul-Americana. Curitiba: Juruá Editora, 2007.

14 BARROSO, Gustavo. Brazil em face do Prata. Rio de Janeiro: Imprensa Oficial, 1930. p.25.

15 Para uma discussão sobre o tema, ver: CASTRO, Celso. A invenção do exército brasileiro.Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002. O livro de Celso Castro é sobre a invenção e institucionalização de três importantes tradições do Exército: o culto a Caxias como patrono do Exército, as comemorações da vitória sobre a Intentona Comunista de 1935 e o Dia do Exército, comemorado em 19 de abril, data da primeira Batalha dos Guararapes. O autor ressalta que seu livro pode ser lido como um estudo sobre rituais, memória e identidade. Essas cerimônias e símbolos permitem, através da evocação do passado, construir a identidade social do Exército, o sentimento de algo que permanece para além das mudanças. Nesse processo, o próprio Exército inventa-se enquanto instituição.

DORATIOTO, Francisco. General Osório. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. Segundo Doratioto, até a década de 1920, “Osorio foi o soldado mais lembrado e admirado da nossa história, a ponto de a principal comemoração anual militar brasileira, constituindo-se praticamente em Dia do Exército, ser o aniversário da batalha de Tuiuti. Travada em 24 de maio de 1866, foi a maior batalha da América do Sul, e a atuação de Osorio foi decisiva para rechaçar o ataque paraguaio. Todos os anos, nessa data, na praça Quinze de Novembro no Rio de Janeiro, havia comemoração diante de sua estátua, em cujo pedestal se encontravam seus restos mortais, na presença de altas autoridades e com desfile de tropas. Em 1925, porém, foi criado o Dia do Soldado, em 25 de agosto, data do nascimento do duque de Caxias, que se tornou a comemoração mais importante da força terrestre. Nos anos seguintes desenvolveu-se o culto a Caxias até ele ser elevado, por decreto de 13 de março de 1962, à condição de Patrono do Exército, termo até então inexistente na tradição militar brasileira. Na mesma data Osorio foi colocado em um degrau inferior no panteão militar, ao ser oficializado Patrono da Cavalaria, sendo desvinculado da batalha do Tuiuti. Nessa data passou-se a comemorar o Dia da Infantaria, tendo como patrono o general Antonio Sampaio, que, coincidentemente, fazia aniversário no mesmo dia desse combate, no qual recebeu ferimentos que causaram sua morte”. (p.21/22).



16 Palestra proferida por Gustavo Barroso sobre o Duque de Caxias para a Rádio Fortaleza. 25 de agosto de 1959. Disco duplo da Gravadora Supersom. Para reforçar o tema do papel disciplinador de Caxias, Gustavo Barroso faz menção ao testemunho de um oficial alemão, Siber, que fez parte do Exército Imperial na campanha contra Oribe e Rosas (1852). As memórias do Capitão Siber (Retrospecto da Guerra contra Rosas) podem ser vistas em: Revista do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro, Rio de Janeiro, T.LXXVIII, 1915.

17 Ver: Arquivo Histórico do MHN – Fundo Gustavo Barroso – Série III (Sub-série Contos) – GBct 148.

18 Ver: Arquivo Histórico do MHN – Fundo Gustavo Barroso – Série III (Sub-série Contos) – GBct 149

19 Ver: Arquivo Histórico do MHN – Fundo Gustavo Barroso – Série III (Sub-série Contos) – GBct 151.

20 Ver: Arquivo Histórico do MHN – Fundo Gustavo Barroso – Série III (Sub-série Contos) – GBct 286.

21 Ver: Arquivo Histórico do MHN – Fundo Gustavo Barroso – Série III (Sub-série Contos) – GBct 414.

22 Ver: Arquivo Histórico do MHN – Fundo Gustavo Barroso – Série III (Sub-série Contos) – GBct 504.

23 Ver: Arquivo Histórico do MHN – Fundo Gustavo Barroso – Série III (Sub-série Segredos e Revelações da História do Brasil) – GBhb 491.

24 Ver: Arquivo Histórico do MHN – Fundo Gustavo Barroso – Série III (Sub-série Contos) – GBct 150.

25 Op. cit. p.2.

26 Ver: BARROSO, Gustavo. História Militar do Brasil. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1935.

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