1. programa de desenvolvimento de vargem das flores



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4.3. Unidades de Terreno


Cada uma desdobrável em sub-unidades conforme suas características locais, e espacialmente reprodutíveis em toda a área, com padrões de comportamento próprios, podem ser caracterizadas 3 grandes Unidades de Terrenos, que devem ser tomadas como objetos de gestão no âmbito das unidades geográficas definidas como unidades de análise e planejamento para o Plano em questão (bacias hidrográficas).


  • A primeira, e mais extensa, que se chamará doravante Superfície de Topo, é a superfície superior, ondulada, do planalto, com formas convexas, de altitude superior a 850m e muitas vezes acima de 900m.

  • A segunda é a superfície eminentemente tabular e arborescente, resultante do entulhamento dos fundos de vales. Será chamada Calha Aluvial. Como a primeira, é uma superfície contínua, que pode ser acompanhada sem interrupção nos baixos vales. Desta unidade, parte encontra-se submersa no reservatório.

  • A terceira unidade consiste de inúmeras formas naturalmente côncavas ou feições côncavas de origem antrópica, implantadas nos flancos de formas convexas da Superfície de Topo. A esta unidade, que integra formas individuais, descontínuas, dá-se o nome de Superfície de Transição.

Esta divisão em (apenas) 3 grandes unidades de terreno representadas no Mapa 2 em anexo tem justificação técnico-operacional, ajustada à escala ideal de elaboração de propostas de planejamento local (1:25.000), e enseja o desdobramento em unidades de hierarquia inferior, inconfundíveis, em escalas próprias de intervenção (p.ex.: 1:2.000).


A primeira unidade é a Superfície de Topo, identificada com as formas essencialmente positivas e convexas do relevo, como as partes convexas das colinas, espigões e áreas cimeiras em geral. Entre outras distinções, exibe as seguintes: é a unidade cedente dos materiais, quer pela erosão, laminar ou linear, quer pelo recuo gradual de suas bordas, esta cessão sendo feita diretamente para as áreas aluviais ou através das superfícies côncavas intermediárias. Mercê de sua conformação convexa, é uma superfície dispersora de fluxo em condições naturais.
A segunda unidade, Calha Aluvial, é eminentemente a unidade receptora, que pode crescer sobre as demais, e sobre o reservatório, por assoreamento. É a superfície essencialmente plana dos fundos de vales, ou suavemente arqueada e inclinada nos pontos de descarga intensa de caudal sólido, formando leques aluviais.
Finalmente a terceira, Superfície de Transição, é a superfície eminentemente côncava que estabelece a ligação entre a Superfície de Topo e a Calha Aluvial. Reúne atributos naturais das anteriores; recebe da Superfície de Topo, e cede material próprio e em trânsito para a Calha Aluvial. Na dinâmica natural, a longo prazo, tende a ceder áreas à Calha Aluvial e a tomar áreas à Superfície de Topo. Na dinâmica antrópica convencional, tende a receber lançamentos indiscriminados de terra, entulhos e lixo, em pulsos descontínuos, e a ceder por erosão, continuamente, os materiais lançados ou materiais próprios cuja erosão tenha sido ativada pelo aumento de escoamento superficial. Deve à sua conformação, essencialmente côncava, a tendência à concentração natural de fluxo.
No quadro intitulado “UNIDADES DE TERRENOS” apresentado a seguir resumem-se seus valores típicos.

Quadro 1. Unidades de Terrenos da Bacia de Vargem das Flores




Unidade de

Terreno


Características e Comportamento



Forma


Materiais

Expostos


Drenagem

Condições

de Suporte



Taludes Naturais

Tecnologia


superfície

de

topo

Convexa
(incluem-se porções côncavas suaves)

-solos residuais

pedologicamente evoluídos.
-Cascalheiras.
-Maciços gnáissicos
-Blocos de diques máficos
-Blocos de arenito conglomerático
-Capas coluviais

-Lençol freático profundo (ausência de fontes)
-Terrenos bem

drenados

-Escoamento natural

disperso
-Limitada resistência ao escoamento concentrado


-Medianas a

boas em áreas de solos residuais bem desenvolvidos
_Sofríveis a fracas nos terrenos de transição

Estáveis nas áreas nucleares
Instáveis ou em evolução nas faixas marginais

Coleta pluvial
Pavimentos permeáveis
Fossas sépticas afastadas da superfície de transição
Evitar sistemas de drenagem concentradores de escoamento


Calha aluvial


Plana

-solos aluviais naturais e antrópicos e (assoreamento e aterro)

-Capas coluviais sobre corpos aluviais


Lençol freático raso a aflorante
-Áreas permanentemente ou periodicamente alagadas
-Capilaridade

-Variáveis de médias a boas em camadas arenosas espessas e contínuas
-Sofríveis a fracas em domínios argilosos


Barrancas instáveis

Coleta pluvial
Não ocupação de faixas inundadas
Elevação do piso para novas ruas e construções

Superfície De

transição

Côncava

(embaciada ou

Ondulada)

Solos em evolução

Saprólitos

Enchimentos antrópicos capas coluviais
-Blocos de diques máficos

Lençol freático raso

-Fontes

-Drenagem natural sofrível

-Capilaridade

-Escoamento natural convergente

-Variáveis e passíveis de ocorrênci-as imprevistas

Instáveis ou em evolução

Coleta pluvial
escadas dissipadoras
Diques retentores
Cisternas de infiltração


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