1 tema: formaçÃo docente 1 autora: michelly karla maria fernandes chaves



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1 TEMA: FORMAÇÃO DOCENTE

1.1 AUTORA: MICHELLY KARLA MARIA FERNANDES CHAVES

2 TITULO: IDENTIDADES E SABERES NA FORMAÇÃO DOCENTE DOS ALUNOS DO CURSO DE FILOSOFIA DA UFPA.

3 OBJETIVOS:

3.1 – GERAL:

- Investigar e analisar as identidades e os saberes subjacentes na formação docente dos alunos do curso de Filosofia da ufpa.

3.2 – ESPECIFÍCOS:

- Identificar a formação dos futuros professores de Filosofia.

- Reconhecer, os saberes e identidades na formação dos discentes de filosofia e em que podem contribuir para o processo de ensino-apredizagem.

- Analisar que saberes e identidades são adquiridos ao longo do curso.

4 JUSTIFICATIVA:

No contexto educacional tem-se observado que existe a necessidade para a discussão sobre a temática, identidades e saberes na formação dos professores de filosofia, a qual levará à reflexão e à problematização sobre as questões que estão subjacentes dentro do espaço da sala de aula, ou seja , as dificuldades encontradas pelos docentes em sua prática, significações da profissão, as tradições, os valores, histórias de vida e as representações do espaço conceitual da educação.

Para Pimenta (1999, p.19)

A identidade profissional se constrói, pois a partir significações sociais; da revisão constante dos significados sociais da profissão; da revisão constante dos significados e da profissão, da revisão das tradições. Mas também na reafirmação de práticas consagradas culturalmente e que permanecem significativas.
Os alunos do curso de filosofia, futuros docentes, são originários de diferentes realidades que os colocam em constante desafio de se trabalhar com suas diferentes linguagens, discurso e representações. Suas descrenças com relação ao curso, à profissão, às suas escolhas profissionais, à didática prescritiva e de instrumentalização, técnica do fazer docente.
Segundo Brzeezinski (2002, p. 10),

As transformações que vão ocorrendo por toda a vida dos professores poderão levá-lo a atingir condições ideais que garantam um exercício profissional de qualidade. Tal processo conduz à profissionalização, pois essa podará ser atingida mediante um movimento em direção ao aperfeiçoamento das condições para atingir um elevado status e valorização social que são determinantes para a profissionalidade e o profissional docente.


Existe a necessidade dos discentes, do curso de filosofia, de se perceberem enquanto professores, (futuros) trabalhando coletivamente em seus locais de trabalho e formação, isto é, pela primeira vez enfrentando o desafio de conviver, falar e ouvir outras linguagens e saberes diferentes daqueles do seu campo específicos. O que parece essencial para o trabalho interdisciplinar e coletivo nas escolas e em outros espaços que irão atuar. Com isso, a problematização do tema buscará abordar um entendimento das identidades e os saberes docentes dos formandos em filosofia, no qual estão atentos para as políticas, representações e atitudes críticas com base na problemática educacional.
Como afirma Pimenta (1999, p. 19),

Constrói-se, também, pelo significado que cada professor, enquanto ator e autor confere a atividade docente no seu cotidiano a partir de seus valores, de seu modo de situar-se no mundo, de suas angústias e anseios, do sentido que tem em sua vida de professor.


Percebe-se que este estudo inicial, tem o propósito de contribuir para a investigação dessa temática como a possibilidade de identificar o percurso da pesquisa, reflexão e a criticidade, relacionando aos saberes e identidades dentro do processo de formação dos docentes de Filosofia, desenvolvendo assim a busca por um olhar mais crítico, para a atividade docente como um processo interativo sobre o saber da ação pedagógica e a sua contribuição para o contexto educacional, no qual irá haver o aperfeiçoamento da prática docente salientando os conhecimentos científicos e os saberes que se constrói na prática aliados aos conhecimentos construídos em seu cotidiano. Gerando, docentes preparados para criarem espaços de diálogo e interação dos conhecimentos junto aos seus alunos e mostrando que o docente é um ser com vida para criar um ambiente agradável de ensino-aprendizagem.

Contudo, pretende-se buscar abordar dentro da pesquisa, o contexto histórico da formação desses docentes às suas construções, experiências e dificuldades, para tornar o aprendizado e os conhecimentos educacionais mais construtivos, pois o sucesso da formação de profissionais críticos se dá a partir dos seus educadores e educadoras que trazem aos seus alunos, informações e dificuldades que serão compartilhados e construídas entre ambos de maneira reflexiva e interrogativa.


Para Pimenta (1999, p.20)

Os saberes da experiência são também aqueles que os professores produzem no seu cotidiano docente. Num processo permanente de reflexões sobre sua prática, matizada pela de outrem, seus colegas de trabalho os alunos, textos produzidos por outros educadores.


Portanto, o que se quer nessa análise é a história da realidade desse discente a sua relação de construção de saberes e identidades com outros discentes e docentes, dentro de um contexto social a fim de buscar uma prática mais reflexiva, contribuindo com os conhecimentos e metodologias educacionais.
5 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:

Neste trabalho, será realizada uma pesquisa que se conforma segundo o tipo qualitativo e quantitativo, cujo objeto analisa as identidades e saberes na formação docente dos alunos do curso de filosofia da Ufpa.

Pimenta afirma (1999, p.26).

Os profissionais da educação, em contato com os saberes sobre a educação, em contato com os saberes sobre a educação e sobre a pedagogia, podem encontrar instrumentos para se interrogar e alimentarem suas práticas, confrontado-as.


Nesse sentido, os saberes docentes são produzidos por significados que justificam complexidades teóricas e práticas elaboradas. Assim sendo, os saberes se efetivam para referendar a identidade docente fundamentadas pela articulação subjetivas como instrumentos permanentes do pensar e do agir.
Os saberes docentes são conhecidos na prática de ensino, quando exercidos em sua plenitude no firmamento das intuições que lhe garantam espaço e tempo contextualizado à realidade social que as circundam. Os mesmos visam á construção de conhecimento acrescido de complexas experiências geradoras de novos conhecimentos atendendo à especificidade própria do ensino-apredizagem, reconhecendo que não necessariamente se fazem nos limites de sala de aula, pois é local de ensino-apredizagem precisa, antes de qualquer coisa, ultrapassar a sala de aula criando interações entre conhecimentos contextuais.

Tardif aborda que (2006, p.36).

Entretanto a relação dos docentes com os saberes não se reduz a uma função de transmissão dos conhecimentos já constituídos. Sua prática integra diferentes saberes, com os quais o corpo docente mantém diferentes relações. Pode-se definir o saber docente como um saber plural, formado pelo amálgama, mais ou menos coerente, de saberes oriundos da formação profissional e de saberes disciplinares, curriculares e experienciais.
É importante salientar que a construção do conhecimento, como resultado do processo de ensino-apredizagem, é dependente muito mais diretamente do espaço com que o docente administra à ação educativa do aprendiz, sendo de grande importância à construção de um ambiente de problematização, no qual possa contribuir para a humanização de seus sujeitos.

A sala de aula age como um campo imaginário caracterizando-se como recurso e suporte para a ação docente assegurando o processo de ensino-aprendizagem. E esta responsabilidade por sua vez, depende de como o docente se observa nas práticas que eternizam suas atividades como gerenciador de competências, que constrói identidades com outros seres sociais e políticos da problemática educacional.


Segundo Brzezinski (2002, p.2),

A identidade construída pode ser pessoal ou coletiva. A primeira é configurada pela história e experiência pessoal e implica um sentimento de unidade, originalidade e continuidade, enquanto que a segunda é uma construção social que se processa no interior dos grupos e das categorias que estruturam a sociedade e que conferem à pessoa um papel e um status social. A identidade profissional configura-se como identidade coletiva.

As pistas a serem seguidas para o estudo da pesquisa, segundo as implicações discutidas organizam-se da seguinte forma, a visão de que fenômeno e o processo a serem analisados, (no caso, a abordagem sobre as identidades e os saberes na formação dos educandos de Filosofia). As contribuições trazidas por esses discentes para a formação e para o contexto educacional crítico. A consideração que a dimensão histórica seja incluída como componente inevitável de todo o processo a ser pesquisado.
1 SELEÇÃO DAS UNIVERSIDADES:

Para efeito de sistematização metodológica, será realizada a pesquisa na Universidade Federal do Pará.

O interesse pela pesquisa é desvendar como estão sendo trabalhadas as identidades e os saberes docentes dos futuros professores de Filosofia, pois os mesmos são frutos de realização integrada e constante de interação crítica e questionamento sobre a problemática educacional. Entretanto, por se fazerem a partir de construção e realizações que abordam questões complexas e múltiplas que se concretizam da prática educacional pedagógica. As complexidades estão traduzidas necessariamente pela exigência em fundamentar várias áreas de conhecimento. O conhecimento cientifico dá ao currículo, embasamento, às disciplinas de ensino, aos quais o professor reafirma a adaptação para às disciplinas curriculares que, por assim dizer, contextualizam as ciências da educação,que por sua vez, darão suporte aos saberes de tradição pedagógica, com objetivo de intermediar e personalizar a interação entre os saberes e as experiências docentes. É neste cenário que o trabalho docente muda à ocupação docente, articulando vários saberes, gerando competências múltiplas, ou seja, os saberes não se reduzem uns aos outros e não são absolutos, porém, detém várias identidades que são multidisciplinares.
.2 TÉCNICA E INSTRUMENTO DE COLETAS:

A partir do estabelecimento dos critérios de seleção das universidades e instrumento adequados à coleta de dados nesta investigação etnográfico requer uma abordagem sobre a relação do pesquisador com as universidades objetos de estudo, para que se possam obter resultados relevantes na pesquisa.

1) Caracterização geral das universidades, segundo o roteiro de observação quanto aos: a) professores; b) alunos; c) espaço físico.

2) Aproximação com as salas de aula para o contato inicial com os docentes, de fato para viabilizarem as formas de buscar entender as identidades e os saberes subjacentes na sua formação e a contribuição desses conhecimentos adquiridos na universidade e em suas vidas cotidianas para o processo educacional, ou seja, a contribuição que a filosofia proporciona para á educação como um todo.

Com estratégia de aproximação com as universidades serão priorizadas as técnicas de observação previamente discutidas, a pesquisa será feita através de observação e conversas informais.

6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS:


BREZEZINSKI, Iria (org.) Profissão Professor: Identidades profissionalização docente. Brasília: Plano editora, 2002.
PIMENTA, Selma Garrido (org.) Saberes pedagógicos e atividade docente. São Paulo. Cortez. 1999.
PIMENTA, Selma Garrido. O Formação de Professores-Unidade Teoria e Prática? 7ª ed. São Paulo: Cortez, 2006.
TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. 7ªed. Petrópolis, Rj: Vozes, 2006.
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