12 de dezembro de 2009 Coração em Chamas



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Lição 11

12 de dezembro de 2009

Coração em Chamas

Texto Bíblico: Lucas 24:13-34.

Verso Bíblico: Lucas 24:30-32.

Comentário: O Desejado de Todas as Nações, capítulo 83.


PREPARANDO-SE PARA ENSINAR

I. SINOPSE

Ao olharem para nós aqui na Terra, talvez os anjos celestiais se perguntem: “O que es­tão pensando? Será que não conseguem en­xergar a verdade diante dos próprios olhos?” Da mesma forma, ao estudarmos a história da crucifixão e da ressurreição de Cristo, muitas vezes ficamos abismados com a descrença, a falta de atenção e a memória curta dos dis­cípulos. Porém, devemos nos lembrar de que hoje, talvez, a humanidade esteja mais cegada do que os dois viajantes a caminho de Emaús no dia da ressurreição de Cristo.

A história abordada na lição desta sema­na apresenta pontos de vista inspiradores e lições profundas. Dois seguidores do Mestre voltavam para casa ao final do dia. Não sa­biam que Jesus tinha ressuscitado. Cabisbai­xos e entristecidos, trilhavam o caminho, sem saber que a pessoa que os acompanhava era o próprio Jesus. A atitude dos dois viajantes estava totalmente relacionada aos eventos da­quele terrível fim de semana. Jesus aproveitou a oportunidade para ensinar a Palavra de Deus ao longo do caminho. Os dois discípulos mais tarde declararam: “Não parecia que o nosso coração queimava dentro do peito quando Ele nos falava na estrada e nos explicava as Es­crituras Sagradas?” Lucas 24:32. Ao chegar a Emaús, os discípulos convidaram o Estranho para passar a noite ali e, como resultado, Cris­to Se revelou a eles.

Os alunos poderão tirar várias lições ao estudarem essa história, mas a principal de­las é saber que Cristo, o Salvador ressurreto, está sempre pronto a nos socorrer em nosso sofrimento e desilusão e, se O ouvirmos e nos ampararmos nEle, Ele Se revelará a nós.
II. OBJETIVOS

Os alunos deverão:

• Entender que o processo da revelação e do aprendizado requer tempo e esforço. (Saber)

• Confiar que Cristo nos socorrerá nas ho­ras de sofrimento e de aflição. (Sentir)

• Decidir deixar a Palavra de Deus revelar quem Ele é para nós hoje. (Responder)
III. PARA EXPLORAR

• Profecia

• Dúvida

Como lidar com os sentimentos


ENSINANDO

I. INICIANDO



Atividade

Encaminhe os alunos à seção da lição intitulada O Que Você Acha? Depois que tiverem concluído a atividade, discuta suas respostas.

Levar os alunos a discutir independência versus dependência é muito importante de­vido à fase da vida em que se encontram. O paradoxo apresentado na lição desta semana revela que o caminho para a verdadeira matu­ridade é mais fácil de ser trilhado se adotar­mos um espírito infantil em relação à fé.

Incentive os alunos a compartilharem com a classe a lista de qualidades que fizeram na seção O Que Você Acha? da lição do aluno. Enquanto isso, observe as tendências e as se­melhanças entre as respostas dadas.
Ilustração

Conte esta ilustração em suas próprias palavras:

Certamente, os discípulos a caminho de Emaús não entenderam corretamente a no­tícia levada pelas mulheres no domingo da ressurreição. Essa história assemelha-se à notícia do fim das guerras napoleônicas. O general Wellington e o exército sob seu co­mando venceram a batalha de Waterloo. Ao final da batalha, Wellington enviou a notícia da vitória para a Inglaterra, seu país de ori­gem. Várias estações de comunicação haviam sido instaladas a fim de transmitirem as men­sagens codificadas para lá. A mensagem en­viada por Wellington foi: “Wellington derrota Napoleão em Waterloo.” Mas, naquele mo­mento, uma neblina espessa surgiu fazendo com que a mensagem chegasse apenas pela metade: “Wellington derrota.” A notícia dei­xou aquela nação muito entristecida até que a neblina passou e a mensagem foi claramente transmitida. Que diferença uma informação completa faz!


II. ENSINANDO A HISTÓRIA

Uma Ponte Para a História

Comente com os alunos em suas próprias palavras:

É possível que os discípulos e muitos ou­tros seguidores de Jesus tenham recebido apenas parte da notícia no domingo da ressur­reição, o que causou ainda mais desilusão e sofrimento. Alguma vez em sua vida você se sentiu desiludido e confuso, como se estives­se envolto por uma neblina? Como conseguiu dissipar as nuvens espessas que o rodeavam? O que fez para tentar enxergar a situação de maneira mais clara?


Aplicando a História (Para Professores)

Após ler com seus alunos a seção Estu­dando a História, use as perguntas a seguir, em suas próprias palavras, para discutir com eles.

Leia a história e sublinhe as frases que em sua opinião são as mais importantes para compreender a interação entre Jesus e os dois discípulos.

De que maneira a Bíblia descreve a atitude dos dois viajantes? O que fizeram ou disse­ram que revelou seu estado emocional?

Em sua opinião, por que será que não re­conheceram Jesus imediatamente? Será por­que Jesus velou Sua identidade ou porque estavam tão confusos que não perceberam quem Ele era?

Os discípulos afirmaram: “A nossa espe­rança era que fosse Ele quem iria libertar o povo de Israel.” Será que havia outra ma­neira de Cristo trazer liberdade sem passar pela morte?

Em sua opinião, o que será que mudou em relação à compreensão que tinham de Cristo e da Sua morte depois que Jesus mostrou o que as Sagradas Escrituras diziam sobre esse assunto? O que você acha que fez com que o coração deles queimasse por dentro?

No momento em que Cristo partiu o pão, que imagens você acha que passaram pela mente dos dois discípulos?

Que lição Deus quer lhe ensinar através dessa história?


PERGUNTAS ADICIONAIS PARA OS PROFESSORES

De que maneira o estado emocional daque­les discípulos estaria diferente se soubessem que Cristo havia ressuscitado?

Note que ouviram a notícia transmitida pelas mulheres de que o corpo de Cristo não estava no túmulo. Você consegue dizer as mesmas palavras usadas nos versos 19-24 de maneira diferente, empregando-lhes um sen­tido totalmente oposto? Tente lê-las em voz alta das seguintes formas: Em atitude de de­sespero e fracasso e em seguida com ar de esperança e possibilidade. De que maneira nosso estado emocional muda o sentido das palavras?

De que maneira os símbolos e os rituais (como a Santa Ceia, o batismo, etc.) podem ajudar a reavivar nossa adoração? O que po­deria torná-los lembretes mais eficazes hoje?



Utilize as passagens a seguir como fon­tes alternativas relacionadas à lição desta semana.

Mateus 17:1-8; Apocalipse 1:1-3; João 21:4-8; Atos 9; Lucas 16:19-31.


Apresentando o Contexto e o Cenário

Use as informações a seguir para elucidar alguns aspectos da história para seus alunos. Explique em suas próprias palavras.

O povoado de Emaús ficava a aproxima­damente onze quilômetros e meio a oeste de Jerusalém, o que significa que na ocasião os discípulos retornavam para casa ao pôr-do-sol. É difícil dizer com exatidão quanto tem­po levaram para chegar a Emaús, mas sabe­mos que ao anoitecer já estavam em casa. Por estarem absortos em sua discussão, é provável que tenham viajado devagar, pois estavam in­teressados em algo muito mais importante.

A análise de algumas palavras-chave usa­das por Lucas para descrever o comporta­mento dos discípulos nos ajuda a entender seu estado emocional. Lucas disse: “Eles estavam conversando a respeito de tudo o que havia acontecido. Enquanto conversavam e discu­tiam...” Lucas 24:14 e 15. Essas três palavras mostram que havia uma discussão em anda­mento, uma troca de ideias e informações. De certa maneira, reviviam os acontecimentos do final de semana na tentativa de compreen­dê-los melhor.

Jesus fez duas coisas a fim de ajudá-los. Primeiro, lembrou-os do que Deus havia dito em Sua Santa Palavra: “E começou a explicar todas as passagens das Escrituras Sagradas que falavam dEle, iniciando com os livros de Moisés e os escritos de todos os Profetas.” Lucas 24:27. É possível que Jesus tenha usa­do as mesmas passagens e tenha repetido as mesmas palavras que havia proferido duran­te os três anos de Seu ministério. Segundo, Cristo não apenas os ensinou quem Ele era, mas também revelou-Se ao partir o pão. A Bíblia diz: “Sentou-Se à mesa com eles, pe­gou o pão e deu graças a Deus. Depois partiu o pão e deu a eles.” Lucas 24:30. Todas as tradições educacionais e de adoração hebreias apoiavam-se na memória das intervenções di­vinas na história da nação. Todas as festas e cerimônias eram uma demonstração vívida de quem Deus era e o que Ele fez por Israel. A mentalidade do povo hebreu era treinada para observar e relembrar cada gesto, nuance e símbolo. Em Deuteronômio 6:6-9, o plano de aprendizagem divino claramente ordena:

“Guardem sempre no coração as leis que Eu lhes estou dando hoje e não deixem de ensiná-las aos seus filhos. Repitam essas leis em casa e fora de casa, quando se deitarem e quando se levantarem. Amarrem essas leis nos braços e na testa, para não as esquecerem; e as escre­vam nos batentes das portas das suas casas e nos seus portões.”

Para entender a importância da revelação feita por Jesus à mesa, note que os dois via­jantes voltaram a Jerusalém na mesma noite, no escuro, a fim de confortar os outros discí­pulos. Essa história, repleta de verdades espi­rituais, ganha novo significado ao compreen­dermos a mentalidade hebreia e nos oferece uma visão prática de como vivenciarmos uma “revelação” de Cristo.

III. ENCERRAMENTO

Atividade

Encerre com uma atividade. Explique em suas próprias palavras.

O objetivo desta atividade é demonstrar como o tempo e a discussão em grupo nos ca­pacitam a “ver” e conhecer melhor a Cristo.

Traga para a classe uma fotografia, uma figura ou uma cesta de frutas ou de flores. Certifique-se de cobrir o item escolhido an­tes de levá-lo para a classe. No momento da atividade, descubra-o por alguns segundos e volte a cobri-lo rapidamente. Instrua os alu­nos a descreverem num pedaço de papel o que viram. Em seguida, permita que troquem ideias a respeito da primeira impressão que tiveram. Certamente, cada um notará algo diferente do outro, fazendo com que todos tenham uma visão melhor do que acabaram de ver. Descubra novamente o item escolhi­do, mas agora por um pouco mais de tempo para que notem os detalhes ignorados da pri­meira vez.

Ao final, instrua-os a compararem a des­crição que fizeram com a visão que agora têm. De que maneira a troca de ideias com os colegas ajudou a ampliar a visão do item apresentado? De que maneira essa atividade se relaciona com a experiência dos dois discí­pulos a caminho de Emaús? Que lição pode­mos aprender com essa história?


Resumo

Compartilhe os seguintes pensamentos, usando suas próprias palavras:

A primeira impressão sempre causa gran­de impacto. Mas, se tirarmos conclusões a respeito do nosso próximo, e de Cristo, ba­seados na primeira impressão, corremos o grande risco de nos enganarmos. A história apresentada na lição desta semana não se trata de uma primeira impressão equivoca­da. Os discípulos a caminho de Emaús via­jaram e conversaram com Jesus. Aquele não era o seu primeiro encontro com o Mestre. Já O conheciam. Mas a tristeza e o sofrimento de alguma forma agem como uma neblina espessa que nos cega e nos impede de per­ceber as coisas ao nosso redor. No livro de Hebreus, encontramos a seguinte passagem: “Por um pouco de tempo Ele foi colocado em posição inferior à dos anjos, para que, pela graça de Deus, Ele morresse por todas as pessoas. Agora nós O vemos coroado de glória e de honra por causa da morte que Ele sofreu.” Hebreus 2:9.

Se você pensa consigo mesmo: “Conheço a Cristo e sei quem Ele é, mas...”, significa que você ainda está envolto pela neblina. Se o caráter de Cristo e o que Ele fez por você não fazem com que sinta o desejo de segui-Lo, quer dizer que você não O vê claramente. Os dois viajantes pensavam que já conheciam a Cristo completamente. Mas a discussão que tiveram ao longo do caminho mostrou que ainda havia mais para aprender. Eles se im­portaram em caminhar, conversar e continuar estudando a respeito do Salvador e, por isso, no momento certo, Cristo revelou-Se a eles. Mesmo em meio à escuridão e ao perigo da estrada “eles se levantaram logo e voltaram para Jerusalém, onde encontraram os onze apóstolos reunidos com outros seguidores de Jesus. E os apóstolos diziam: ‘De fato, o Se­nhor foi ressuscitado’”. Lucas 24:33 e 34.
Lembre os alunos sobre o plano de leitura, em que eles estudarão, na série O Grande Conflito, o comen­tário inspirado da Bíblia. A leitura cor­respondente a esta lição é O Desejado de Todas as Nações, capítulo 83.
Dicas Para um Ensino de Primeira Linha

Tempo Para Discutir e Refletir

O aluno, seja ele falante ou introspectivo, precisa de tempo para formar as ideias e ama­durecê-las. Podemos identificar com exatidão os alunos que falam à medida que as ideias surgem em sua mente e aqueles que simplesmente as guardam para si. A resposta para am­bos os casos é a mesma: tempo. Ao ensinar, certifique-se de conceder tempo suficiente para os alunos refletirem e discutirem as questões mais importantes.



A lição desta semana serve como um caso de estudo a respeito da importância da discus­são e da reflexão. Os viajantes “discutiam”, mas não foi o suficiente – precisavam de tempo para que o maior evento da história fizesse sentido. Quer conceda-lhes tempo para pensar em classe ou oportunidades de reflexão após a aula, o importante é ensiná-los a tirarem as próprias conclusões com cautela e paciência.


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