13ª Mostra da Produção Universitária. Rio Grande/RS, Brasil, 14 a 17 de outubro de 2014



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13ª Mostra da Produção Universitária

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Rio Grande/RS, Brasil, 14 a 17 de outubro de 2014.


TREINAMENTO TÉCNICO-TÁTICO DE BASQUETEBOL EM CADEIRA DE RODAS
SILVA, Gabriel Gomes da Silva

AZEVEDO, Mario Renato Azevedo Júnior

Gabrielgs_@hotmail.com
Evento: Encontro de Pós-Graduação

Área do conhecimento: Educação Física
Palavras-chave: esporte; metodologia de ensino; basquete em cadeira de rodas.
1 INTRODUÇÃO
O esporte adaptado tem possibilitado às pessoas com deficiência o acesso a práticas esportivas e oportunidades de inclusão social. O Basquete em Cadeira de Rodas é uma das modalidades esportivas mais praticadas no mundo, sendo evidente o aumento do número de equipes praticantes. Neste sentido, ressalta-se a necessidade dos cursos de graduação em Educação Física possibilitarem o conhecimento acerca dos processos de ensino-aprendizagem da modalidade aos acadêmicos e futuros profissionais. O objetivo do estudo foi investigar a adequação de um processo de treinamento baseado em metodologia situacional em Basquete em Cadeira de Rodas entre atletas de um projeto de extensão universitária, considerando a percepção de atletas e acadêmicos em relação ao produto da utilização dessa abordagem.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
De acordo com Mattos (1994) no Brasil, o surgimento do BCR deu-se por intermédio de Sérgio Del Grande e Robson Sampaio que, ao retornarem de um programa de reabilitação nos Estados Unidos, trouxeram esta modalidade para São Paulo e Rio de Janeiro.

Como afirma Greco (1998) optando pelo método situacional se enfatiza nos treinamentos atividades em que os fundamentos técnicos sejam potencializados em situações de jogo.

Conforme Garganta (1998), neste método, a técnica surge em função da tática, sendo esta que dá o sentido do jogo, e não a técnica.
3 MATERIAIS E MÉTODOS (ou PROCEDIMENTO METODOLÓGICO)
Esse trabalho foi classificado como estudo de caso. A amostra contou com oito acadêmicos dos cursos de Educação Física da ESEF/UFPEL e cinco atletas praticantes da modalidade. Foi realizada entrevista semi-estruturada, com perguntas abertas sobre a metodologia de trabalho e adequação de metodologias. As entrevistas foram gravadas e transcritas para análise. As respostas foram agrupadas, comparadas e discutidas.
4 RESULTADOS e DISCUSSÃO
Na pergunta sobre a importância da abordagem analítica na formação do praticante do BCR, os oito professores e quatro dos cinco atletas falaram que ela contribui na execução dos fundamentos. Esse modelo surgiu nos esportes individuais e assume várias definições que apontam para um mesmo ponto: as habilidades são treinadas fora do contexto de jogo para que, depois, possam ser transferidas para as situações de jogo. De acordo com Balzano, Pereira e González (2001), esse método parte do princípio que a divisão corrente do jogo em 'técnica', 'tática' e 'treino' deve também determinar a metodologia.

De acordo com Daolio e Marquez (2003), as metodologias tradicionais, com ênfase na repetição técnica dos gestos esportivos, podem excluir alunos com dificuldades de execução, ou aqueles mais lentos ou mais tímidos. GRECO (1998, p. 53) afirma que “os modelos clássicos de ensino têm como desvantagens a falta de contextualização, de motivação, de desertar o interesse do aluno, e um frágil valor educativo através do modelo”.

Em relação à abordagem situacional. Oito acadêmicos e quatro atletas falaram que ela contribui na aproximação de um jogo real e de momentos específicos das partidas. As grandes vantagens deste método de ensino se baseiam na proximidade das ações e simulações apresentadas, com situações reais do jogo competitivo formal (GRECO, 1998). Estes jogos são apresentados de forma que os praticantes vivenciem situações mais próximas da realidade do jogo (Kröger & Roth, 2002). Segundo Greco (1998), através destas situações, o atleta poderá, de acordo com o seu nível técnico-tático, criar alternativas e exercer novas combinações.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ficou evidente que ambas as abordagens tiveram contribuição no crescimento técnico-tático dos praticantes. A utilização das metodologias analítica e situacional de maneira combinadas para um grupo de iniciantes na modalidade de BCR mostrou ser positiva no processo de ensino-aprendizagem, resultando na familiarização dos atletas com o esporte e indicação de melhora no desempenho técnico-tático.
REFERÊNCIAS
BALZANO, O. N.; PEREIRA, J. M.; GONZÁLEZ, R. H. Abordagem metodológica utilizada no treinamento integrado de futsal e futebol, na formação desportiva do atleta de futebol de campo. EFDeportes.com - Revista Digital. Buenos Aires - Año 16 - Nº 156 - Mayo de 2011. Disponível em < http://www.efdeportes.com/efd156/treinamento-integrado-de-futsal-e-futebol.htm > Acesso em: 20 out. 2011.

DAOLIO, J.; MARQUEZ, R. F. R. Relato de uma experiência com o ensino de futsal para crianças de 9 a 12 anos. Motriz, Rio Claro, v.9, n.3, p.169-174, set./dez. 2003. Disponível em < www.rc.unesp.br/ib/efisica/motriz/09n3/12Daolio.pdf > Acesso em: 16 jun. 2011.

GARGANTA, J. M. S. o ensino dos jogos desportivos colectivos. Perspectivas e tendências. Revista Movimento, ano IV, n. 8, p.19-26, 1998.

GRECO, P.J. Iniciação esportiva universal: metodologia da iniciação esportiva na escola e no clube. v.2. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1998.



KRÖGER, C.; ROTH, K. Escola da bola: um ABC para iniciantes nos jogos esportivos. São Paulo: Phorte, 2002.

MATTOS, E. Pessoas portadoras de deficiência física (motora) e as atividades físicas, esportivas, recreativas e de lazer. In: Educação Física e desporto para pessoas portadoras de deficiência. Brasília: MEC-SEDES, SESI,1994.


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