16. La estructura de redes sociales y económicas en la historia económica Elites: o papel das redes sociais e econômicas no financiamento da indústria em São Paulo



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16.- La estructura de redes sociales y económicas en la historia económica


Elites: o papel das redes sociais e econômicas no financiamento da indústria em São Paulo

Tatiana Pedro Colla Belanga

Doutoranda – História Econômica UNICAMP

belanga@uol.com.br
Elites: o papel das redes sociais e econômicas no financiamento da indústria em São Paulo


Tatiana Pedro Colla Belanga

Doutoranda – História Econômica UNICAMP

belanga@uol.com.br
Resumo:

Acredita-se que as redes sociais e econômicas estabelecidas entre os empreendedores de diversas atividades econômicas na região de São Paulo, desempenharam um papel importante no processo de industrialização.

Recentes estudos apresentados sugerem que após 1890 a rede de relações corporativas se tornou menos importante para os empreendedores na obtenção de capital e concessões, uma vez que as instituições proveram um mercado financeiro e uma fácil entrada em novos empreendimentos. Acredita-se que tais relações estão parcialmente incorretas, dado a não observação das redes sociais e econômicas estabelecidas em “família”, observando a trajetória de filhos, casamentos, amizades, etc., que no caso, engrandecem a importância destas e devem apontar importantes resultados acerca do financiamento da indústria a partir da Primeira República.

Neste período, “indústria bancária” apóia-se fortemente em relações pessoais, tomando como “indústria bancária” não somente as instituições formais existentes em São Paulo (do final do século XIX e décadas iniciais do XX). Sugere-se que parte importante do fornecimento de crédito baseia-se direta e indiretamente em relações pessoais, em agrupamentos de alguns personagens interessados e capazes de fornecer o crédito necessário aos empreendimentos industriais que vão surgindo ao longo dos anos.



Abstract:

We believe that social and economic networks among the group of entrepreneurs from different kinds of economic activities in São Paulo had developed an important role during the industrialization process.

Recent works suggest that after 1890, those networks had become less important for the entrepreneurs in obtaining capital and concessions for new investments and diversification of activities, based on the affirmation that institutions took place in providing a financial market. It is believed that these works provide incorrect conclusions about the theme, based on the fact that they do not observe the social and economic networks established among the elite by personal relations such as families, marriages, friendships, and so on, which made, shall result in important insights about the resources of finances for the industries throughout the First Republic in Brazil.

Taking this period and place (São Paulo from the end of the 19th and the firsts decades of the 20th century), the assumption relies in a “bank industry” with a strong root on personal relations, social and economic networks, within the credit was provided for industrial investments.



São Paulo embrionado - Origem dos Novos Homens
As redes sociais e econômicas estabelecidas entre os empreendedores de diversas atividades econômicas na região de São Paulo, desempenharam um papel importante no processo de industrialização. Remetemos momentaneamente à construção da economia comercial e agrária da Capitania de São Paulo que proverá a base para os novos homens e, portanto, o fornecimento de crédito, mesmo que inicialmente sob formas primitivas de empréstimos.

Na mitologia local, a preeminência industrial de São Paulo tem sido atribuída ao espírito empreendedor de seu povo, herança da época dos bandeirantes. Alguns especialistas em história econômica brasileira, no entanto, dão ênfase a outros fatores que levaram a transformação de São Paulo em principal centro industrial do país, tais como razões geográficas, que dentre outras, apontam para o fato de que, por causa de sua localização, a cidade já no período colonial, tornou-se centro de comunicação, mobilização de recursos e distribuição. Para a maioria dos autores, a acumulação de capital também está associada à geografia, no sentido de que os lucros dos plantadores derivaram-se parcialmente dos férteis solos apropriados para o café.


1.- Retrato de São Paulo
São Paulo, apesar da posição secundária na economia colonial, já se constitui desde logo como produtor de mercadorias, ainda que com larga faixa para a atividade de subsistência.

O eixo econômico da capitania, assim como da cidade de São Paulo, está voltado para o Sul, para o caminho de Sorocaba, que conduz aos negócios do gado, base de muitas fortunas paulistas coloniais. A rota de Santos é ainda uma rota de transporte manual, à custa do índio, que trabalha com fretes muito baixos. E escassez do seu tráfego não propicia ainda investimentos em meios de comunicação e transportes de maior rendimento econômico, qual seja a tropa de burros e sua via adequada, o que somente se dá quando se desenvolve a exportação do açúcar.

Ademais, ainda, a capital paulistana, ou melhor, toda a capitania, está em fins do século XVIII, voltada para dentro, articulada para o interior, de onde emanam as correntes de sua riqueza.1

A produção de café ainda se concentrava então no litoral, embora já estivesse ensaiado seu plantio em algumas partes do interior: São Paulo, Itu, vilas do Vale do Paraíba. Mais tipicamente litorâneas, e no caso, especialmente de Paranaguá, eram o arroz e a farinha de mandioca, ao passo que o algodão e o anil se davam em toda a Capitania. Graças ao incremento da lavoura canavieira, que, com o comércio e indústria do gado, forma de riqueza principal da Capitania, o predomínio das áreas de serra acima parecia permanentemente assentado.

Nos primeiros anos do século XIX, de modo geral, pode-se dizer que a Capitania de São Paulo constitui uma espécie de zona intermediária, onde se atenuam os aspectos mais característicos da economia brasileira, largamente dominada pelo latifúndio agrário, em particular pela lavoura de cana. A grande lavoura começa a ocupar espaço crescente na vida econômica de uma região dedicada até pouco antes ao pastoreio, além das atividades de subsistência.2

As classes abastadas recrutam-se de preferência no meio dos tropeiros, mais do que entre lavradores e senhores de engenho. Ao tempo da independência, a economia de São Paulo ainda não assenta de modo predominante sobre a agricultura, como sucederá mais tarde, e, por outro lado, que os mais energéticos fazendeiros de açúcar ou café, no Segundo Reinado, não procedem, senão por exceção, da classe que dois ou três decênios antes se achara associada ao ofício rural. Pode-se dizer que em 1822 andava quase em seu começo a grande lavoura – seu começo remonta praticamente ao limiar do século-, de sorte que os grupos dirigentes têm de recrutar-se de preferência e geralmente se recrutam entre profissões urbanas.

Na sua maioria, os homens de mais poder e cabedal são europeus ou brasileiros de primeira geração, que contraíram laços de família com a velha nobreza do lugar. A terra destinada à grande lavoura podia ser um bom emprego de capital, não constituía, porém, ou começava apenas a constituir, um meio de vida.

Tradicionalmente, a ocupação favorita de gente graúda, e uma das mais respeitáveis, fora sempre em São Paulo a carreira das armas, e a rigor, ainda não deixara de sê-lo. Exercendo poderoso atrativo sobre os filhos das famílias mais distintas pelo nascimento e pela fortuna, ou ainda sobre aqueles que, com tal meio, contam ascender na escala social, equiparam-se de algum modo os empregados militares ao que, durante apogeu das economias açucareira e cafeeira, vão ser as profissões liberais. Os afoitos não deixam de voltar-se para as atividades comerciais, que podem simultaneamente exercer com empregos mais ilustres, pois em geral não são incompatíveis com a milícia nem com o sacerdócio3, e raramente derrogam nobreza.

Não parece menos certo, que o prestígio militar sustenta, sobretudo, em certos indivíduos, do fato de convergirem em seu favor fatores totalmente estranhos à carreira das armas. O Brigadeiro Manuel Rodrigues Jordão e o Coronel Francisco Inácio de Souza Queiroz, que se incluem como deputados e vogais na Junta interina, pertencem à gente mais abonada da Província e ninguém supõe que devessem a posição preeminente que ocupam mais às suas patentes do que à sua abastança. Existe aqui, portanto, um sintoma da transformação que se vai operando nos quadros sociais da Província e que a crescente complexidade da economia local só servirá para precipitar.
2.- Novas Tendências e novos homens
Os lavradores do fim do século XVIII vão ceder lugar a uma raça mais ambiciosa, prática, adestrada na mercancia, na milícia, e que isenta de compromissos com o passado, disposta a enfrentar todos os riscos, apta a socorrer-se, onde possível, dos mil recursos que lhe ditou a familiaridade com a vida das cidades e mesmo de metrópoles, marcha para triunfar e ganhar o futuro.

O desenvolvimento econômico de São Paulo coube mais ou menos fortuitamente à iniciativa individual: aos estrangeiros, a um ou outro brasileiro que se esforçava por adquirir no próprio país habilitações e experiência, e aos brasileiros educados no estrangeiro. 4

O que se encontra em São Paulo do século XIX, dando origem às maiores dinastias canavieiras e cafeeiras é, com poucas exceções, um negociante ou um soldado, não raro uma coisa e outra ao mesmo tempo, às vezes algum advogado ou magistrado, europeus de preferência ou então brasileiros de primeira geração, que firmaram sua posição casando com filha de terra e aplicando a renda em bens fundiários, o qual pertence nitidamente o próprio Francisco Inácio de Souza Queiroz, filho de uma paulista de Santo Amaro e de um reinol que tinha feito fortuna comerciando com Mato Grosso.

Outro “capitalista”, um dos maiores do tempo em S. Paulo, o Brigadeiro Manuel Rodrigues Jordão, enriquecera com o pai homônimo, português este, e também militar, no comércio de tecidos e ainda na compra de ouro em Mato Grosso, fazendo-se ao cabo grande latifundiário. Seu sobrinho Antônio da Silva Prado, futuro Barão de Iguape, neto do velho Jordão, começou a vida de comerciante com minguada soma que logo dissiparia numa desastrosa operação financeira em Goiás. Passando a Caitité, na Bahia, consegue, porém, recuperar o perdido, em negócios de algodão, de sorte que, ao longo de onze anos de esforço obstinado, acumula o opulento capital com que, de volta a S.Paulo nos fins de 1816, já em 1817 consegue abrir engenho de açúcar em Jundiaí.

Exemplo outro, é o do Brigadeiro Luís Antônio de Sousa, tio e sogro de Francisco Inácio. Depois de se dedicar, com o irmão Francisco Antônio, a especulações mercantis em Mato Grosso, e de exercer cargos públicos, como o de Guarda-Mor da Casa de Fundição, que ocupava em 1765, arriscara-se a arrematar seguidamente vários contratos, como o do Subsídio Literário, o dos Novos Impostos, o dos Dízimos, com o que, em dez anos, deve ter multiplicado os seus bens. Simultaneamente desenvolvia largamente seu negócio de fazendas secas, nele empregando navios que giravam para diversos portos marítimos.

Em 1816, com terras que alcançara de sesmarias e outras que passara a comprar, associou-se ao advogado Nicolau Pereira de Campos Vergueiro numa vasta empresa de criação de gado e fabrico de açúcar e aguardente. Vergueiro entrava com um engenho no distrito de Piracicaba e uma fazenda de criação nos campos de Araraquara, sujeitos então ao mesmo distrito, ambos em terras de sesmaria. Não se incluíam aparentemente nos bens da sociedade, diretamente administrada por Vergueiro, enquanto o sócio ingressava com o capital necessário à exploração. Após o falecimento de Brigadeiro Luís Antônio em 1819, a empresa continua a ser dirigida por Vergueiro até 1825. Nesse mesmo ano, o antigo Ouvidor José da Costa Carvalho, natural da Bahia, que casara pouco antes com a viúva de Luís Antônio se Sousa, ajustou a dissolução da sociedade. Em nove anos de eficaz administração, os bens da firma, que se avaliavam à sua fundação em 23:996$100, tinham passado a valer 58:413$800, cabendo 42:781$969 aos herdeiros de Sousa5.

Nas propriedades que se dividiram entre esses herdeiros, origem de muitas fazendas e fortunas do século XIX incluía-se o engenho cujo nome vai se incorporar aos títulos, em 1841, com que Costa Carvalho, sucessivamente Barão Visconde, Marquês de Monte Alegre, será agraciado.

São esses homens de uma espécie nova, sensíveis ao apelo da grande lavoura, apesar de nascidos e crescidos geralmente fora do meio rural, às vezes fora de S. Paulo e do Brasil, que, desatados de uma tradição esmagadora, animados de vigoroso espírito de independência e iniciativa, passam agora e por longo tempo, a empolgar o cenário econômico, social e político da Província. A ela acrescentam-se sem esforço alguns paulistas de antiga cepa ou mescla recente, que fora da Capital, em Itu principalmente, tinham começado a trilhar caminhos idênticos. Mas esses mesmos – e logo ocorre lembrar nomes como o de Antônio Pais de Barros, quase um self-mande man, e naturalmente o do patriarca Antônio de Barros Penteado, enriquecido na mineração – parecem tão estranhos quanto aos primeiros ao peso da rotina agrícola.


3.- Desenvolvimento das vias de comunicação
Ainda no início do século XIX, já sob o influxo da produção açucareira voltada à exportação, é que nota-se a existência das formas primitivas de crédito, empréstimo pessoal produtivo ou para o consumo, sem que se definisse o quadro institucional característico do crédito bancário.

As dificuldades, contudo, de transporte no interior da Província continuam a estorvar o aumento das lavouras e a maior extensão da área cultivada e povoada nos lugares de serra acima. Para corrigir tais inconvenientes, Vergueiro chegou a propor a suspensão de quaisquer obras na estrada de Santos até que se fizessem mais praticáveis, e melhor carroçáveis as que facilitassem as comunicações com as zonas produtoras. Os inconvenientes, a rigor, só se consertariam, se possível, com o início da era ferroviária, mais necessária nesta Província do que em muitas outras, já que toda a força da produção se achava distante do embarcadouro marítimo.

Com efeito, em 1836, dois meses depois de promulgada no Rio de Janeiro pelo Regente Feijó uma resolução que autorizava o Governo do Império a conceder privilégio para a construção de estradas de ferro entre a Corte e as províncias de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia, oferecia-se à consideração da Assembléia Provincial um requerimento da firma Aguiar, Viúva, Filhos & Cia.. Platt e Reid. Pedindo carta de privilégio exclusivo para a fatura de uma estrada de ferro deste a vila de Santos até às de São Carlos, Constituição, Itu e Porto Feliz, como também de outra entre Santos e Moji das Cruzes. Embora aprovado o plano da Assembléia, de acordo com a lei de março do mesmo ano, não chegaria a realizar-se. Só vinte anos mais tarde começa a concretizar-se projeto semelhante, porém mais modesto, com a ligação ferroviária entre Santos e Jundiaí pela São Paulo Railway.
4.- A expansão cafeeira
Em meados do século XIX o café toma final o lugar do açúcar como principal gênero de exportação da Província. O processo desenvolvera-se a partir do Vale do Paraíba, extensão natural da área cafeeira fluminense e dependente economicamente, muito mais da Corte do que da capital paulista. Região esta que pouco tinha a ver com a evolução da lavoura comercial na Província de S.Paulo, que se efetuara de preferência na direção do oeste, Itu primeiramente e depois em Campinas.

Enquanto o produto dos engenhos de açúcar encontrou saída fácil, nada compelira à substituição em escala notável pelos cafezais. Diante do progresso que já nos anos 1820 começava a assinalar-se nas lavouras de café do Vale do Paraíba, os fazendeiros de Campinas e Itu como que entraram em compasso de espera. A vantagem momentânea dos produtores do norte da Província desaparecia prontamente no dia em que melhorassem as condições de transporte para Santos. O remédio estava na construção de boas estradas.


5.- A transformação
O que caracterizou as décadas de 1870 e 1880 foi a transformação de São Paulo de pequena cidade quase colonial em aspecto, mas servindo ao Império como fonte de inteligência, em cidade desenvolvida, economicamente dinâmica e impaciente em relação aos pontos de fé políticos e literários tão cuidadosamente elaborados em décadas anteriores, exceto na medida em que estes constituíssem justificativa de uma existência materialmente concebida ou contribuíssem para torná-la mais requintada.6

Em 1891 a cidade recebeu iluminação elétrica, fornecida por uma máquina a vapor de 50 kilowatts da Companhia Água e Luz do Estado de S. Paulo. Em 1900 a S. Paulo Tramway, Light and Power Co. Ltd., organizada em Toroto, absorveu a primitiva companhia, bem como os dois sistemas de transportes da cidade. Em breve foram completadas uma represa e uma usina de força em Parnaíba, no Tietê. Mas logo se viu que as águas desse rio, na sua descida lenta para o interior não seriam suficientes para as necessidades cada vez maiores que a cidade iria ter de energia. E assim a Light construiu um sistema de barragens para represar os vales alagadiços dos diversos tributários originais do Tietê, nas proximidades das cristas chuvosas da Serra do Mar. Em fins de 1953 a Light tinha instalações com a capacidade de 1.000.000 de kilowatts.

O espírito capitalista, embora naturalmente não se tratasse de um capitalismo plenamente desenvolvido, difundia-se em São Paulo e aí efetuava, como em outros lugares, grandes transformações. O único conjunto de princípios que havia para estruturar racionalmente a sociedade econômica nascente era o positivismo; em São Paulo, todavia, o positivismo não era institucionalizado e, como filosofia integrada e formal, era apenas no espírito de alguns que precariamente se introduzia.

No Império, o homem de negócios que dedicava sua vida exclusivamente às abstrações lógicas de acumular dinheiro, era apenas uma figura de “segundo plano”, mal vista e de pequena consideração; com o advento da República foi impelido para uma posição central e culminante. O homem de negócios, investido de maiores poderes e liberdades em 1890 precipitou uma crise financeira que ameaçadoramente indicava as novas forças propulsoras dos tempos. 7


6.- Formas de riqueza e a natureza do empresariado paulista
As últimas décadas do século XIX nos permitem associar os maiores níveis de riqueza aos fazendeiros de café e açúcar, aos negociantes e emprestadores e a elementos que pareciam ter como atividade principal o serviço de transporte à base de animais ou a produção de alimentos para São Paulo.

Os proprietários urbanos aparecem como grandes credores na época, seguidos pelos sitiantes8. O sistema creditício mostrava-se pouco desenvolvido em São Paulo, propiciando o aparecimento de emprestadores particulares. É provável também que, à falta de bancos, pela peculiaridade da circulação monetária, fosse usual o sistema de fiado ou livros de conta, o que pode explicar a importância do intem no portifólio dos sitiantes. No portifólio dos fazendeiros e dos proprietários urbanos encontra-se o item “ações”. Esse ativo é entendido como mais moderno ou mais capitalista ou como uma alternativa de investimento que se apresenta à sociedade da época. 9

Através da pesquisa de inventários e de sociedades mercantis da época10, nota-se a presença constante de alguns nomes em algumas das principais companhias. Os indivíduos relacionados, por si ou por suas ligações familiares, ou seja, direta ou indiretamente, estão presentes nas principais sociedades mercantis que se formaram nas últimas décadas do século XIX. Referindo-se a família Prado, assinala-se seu lugar de importância no “movimento pioneiro”, graças à posição de seus membros e suas alianças familiares, assim como:

“d’autres families jouissaient de situations identiques. Les marriages, le camaradies d’école, les relations d’affaires reserraient les liens entre elles. Des rivalités politiques devantage sur l’élection de tel ou tel que sur des divergences de doctrine ; tous avaient les mêmes intérets profonds et tous étaient d’accord sur les grandes lignes que l’administration devait suivre. Jusqu’à la dernière, les grandes fazendeiros furent en quelque sorte les directeurs de São Paulo ; l’intérêt colletif était confondu avec leur intérêt de classe. ’’11


A repetição de alguns nomes nas diretorias das companhias formadas e na lista de acionistas, como veremos com maior detalhe em seguida, sugere a concentração, ou posse por parte de alguns indivíduos, dos recursos necessários à constituição destas companhias. Haveria, portanto, recursos em dinheiro que transferidos ao complexo exportador cafeeiro escoaram para diversos outros investimentos. Parte do capital agrário, transformando em ações, constituiu importante fonte de financiamento de novos empreendimentos.12

Atribui-se, então, um caráter empreendedor dos donos das fazendas de café do Oeste paulista, empreendedor não somente por concentrar sua riqueza em formas mais “modernas”, mas por estarem presentes, direta ou indiretamente, como grandes acionistas, através de ligações familiares, ou ainda como diretores, nas mais diversas atividades (sociedades fabris, financeiras e companhias de transporte e serviços públicos) que surgiram nos últimos trinta anos do século XIX.


7.- São Paulo e a indústria
Quase todas as cidades importantes da América Latina desenvolveram-se como centros burocráticos, comerciais e culturais. Seus costumes, sociedade, plano urbano e ritmo de vida não se moldaram por condições industriais. É principalmente na Inglaterra, na Europa ocidental e nos Estados Unidos que se encontram cidades que adquiriram importância com a Revolução Industrial e foram atingidas pelo seu caráter caótico e desumano.

São Paulo é a mais notável exceção ao padrão latino-americano. É dos focos de maior concentração da América Latina e essa concentração começou a efetivar-se pouco antes de 1890, na época precisa em que pela primeira vez assumiram caráter agudo o crescimento da população e expansão física da cidade.


"... o processo de industrialização em qualquer região supõe, como pré-requisito, a existência de certo grau de desenvolvimento capitalista, e, mais especificamente, supõe a preexistência de uma economia mercantil e, correlatamente, implica num grau relativamente desenvolvido da divisão social do trabalho" (CARDOSO, 1960, p. 33).
Tais pré-requisitos, no entanto, devem estar instalados antes que se estabeleça a produção propriamente industrial. Isto teria ocorrido no bojo da expansão cafeeira em direção ao oeste paulista em que, pela crescente escassez e progressiva elevação do preço do escravo, o fazendeiro passou a importar mão-de-obra livre. Assim, "perdia sua condição de senhor, para tornar-se um empresário capitalista". Simultaneamente, é claro, formava-se um mercado de trabalho com base nos imigrantes europeus que, chegando ao Brasil já "destituídos" da posse de meios de produção, deviam oferecer sua força de trabalho em troca de salários. Este é o ponto de partida ao qual se acrescentam outros elementos: diversificação do emprego do capital (estradas de ferro, comércio, bancos), desenvolvimento de núcleos urbanos, em suma, intensificação da divisão social do trabalho e generalização de relações mercantis. Estas são, em síntese, as condições sociais da industrialização, seus pré-requisitos. 13
8.- Estrutura financeira
Acredita-se que a empresa familiar, as relações pessoais e de parentesco dos empreendedores encontrou e construiu para si um lugar no mundo do comércio e da indústria, desempenhando assim, um papel central no processo de industrialização.

O papel das famílias14 nos negócios; sua história, que combina a atividade agrária - propriamente o café - industrial, comercial e política; com relação aos recursos que é capaz de mobilizar, foi fator importante no processo de industrialização em São Paulo, integrando-se por vezes a outras regiões do país através da aquisição de empreendimentos complementares ou da simples comercialização de produtos.

Segundo Musacchio & Read (2006), a recente historiografia do Brasil sugere que após 1890 a rede de relações corporativas se tornou menos importante para os empreendedores na obtenção de capital e concessões, uma vez que as instituições proveram um mercado financeiro e uma fácil entrada em novos empreendimentos.

O problema principal da análise de Musacchio & Read é amostra que utiliza e como a utiliza quando estabelece as conexões de somente um indivíduo em suas atividades em diferentes setores. O erro consiste na não observação das conexões estabelecidas em “família”, observando as relações de “parentela” que no caso, engrandecem sua importância e devem apontar importantes resultados acerca do financiamento da indústria a partir da Primeira República.

Segundo Darrel E. Levi, “família”, para a elite brasileira, significou por muito tempo uma estrutura social que incluiu não só a família nuclear e a família extensa, mas a mais ampla parentela, os parentes, o grupo doméstico e as adjacências sociais incluídas na zona de influência do patriarca.

Como sugere Landes em seu trabalho sobre as Dinastias, a indústria bancária incipiente se apóia em relações pessoais, desse modo, tomamos por indústria bancária não somente as instituições formais existentes em São Paulo do final do século XIX e décadas iniciais do XX. Também o fornecimento de crédito que se baseia diretamente em relações pessoais, em agrupamentos de alguns personagens interessados e capazes de fornecer o crédito necessário aos mais variados empreendimentos, também os industriais, que vão surgindo ao longo dos anos.

A indústria em São Paulo se introduziu repentinamente numa sociedade agrária, cujos fundos excedentes eram de preferência aplicados em propriedades imobiliárias, em títulos (hipotecas, títulos do estado, títulos bancários), com sólidas garantias de lucros fixos, ou então em aventuras que exorbitantemente prometiam duplicar ou triplicar em pouco tempo o capital empatado. O capital industrial era geralmente fornecido não por um grande número de acionistas “anônimos”, mas pelo empreendedor e sua família e por alguns amigos que confiavam nas suas qualidades pessoais.

Warren Dean quando analisa a capacidade empresarial aborda uma explicação mecanicista quando afirma que o principal estímulo para a maior atividade empresarial em São Paulo foi o funcionamento mais intenso da economia de mercado. Por outro lado, observa corretamente que os fazendeiros paulistas, quando se decidiram a investir no setor industrial, foram beneficiados por dois fatores: o lucro derivado do café (que se expandiu após o declínio da escravidão) e o desenvolvimento da infra-estrutura necessária para a integração vertical da produção cafeeira.

Como já visto anteriormente, os padrões de propriedade constituíam um importante meio pelo qual a capacidade empresarial podia afetar a formação de capital. As ferrovias, os bancos e as casas importadores eram empresas organizadas como companhias de ações, e as fábricas, também, quando formadas com capital advindo da venda de ações, esta operação raramente ultrapassava os limites da parentela.

A elite paulista está organizando uma sociabilidade, a família tem traços patriarcais, mas conhece seus limites, tem noção do espaço público, a cidade. A diversificação dos investimentos por parte dos fazendeiros de café se reflete na cidade, a noção de riqueza vai adquirindo uma nova forma, o papel do imigrante é essencial, seu pragmatismo, o negócio como meio de garantir seu prestígio.

No investimento industrial, os fazendeiros paulistas precederam os imigrantes. Estes não tendiam a ver a terra como um patrimônio ancestral a ser conservado. Consideravam-na um fator de produção e estavam constantemente a comprar novas propriedades à medida que as velhas perdiam sua fertilidade. 15

Estamos, portanto, frente a uma região dinâmica onde o centro é o café, a atividade exportadora, a renda gerada, a necessidade de diversificar para além da fronteira agrícola. Parte passa a ser destinada à melhoria dos transportes, às indústrias básicas que virão suprir a necessidade do trabalhador assalariado (que vem substituir o trabalho escravo), os serviços financeiros, enfim, uma lógica já conhecida, a lógica do capital mercantil, o negócio, a circulação como meio da acumulação.


9.- As famílias – as redes sociais e econômicas
Musacchio & Read (2006) apresentam três hipóteses em seu trabalho: 1) o total de número de conexões (densidade da rede) era maior no México que no Brasil; 2) No México existia uma rede mais concentrada que no Brasil; e 3) políticos tiveram um papel mais importante nas redes mexicanas como diretores de empresas do que no Brasil.

Quanto às comparações com o México, nada temos a afirmar. No entanto, através de uma pequena amostra, podemos demonstras o quão concentrada era a rede que se estabelecia no desenvolvimento das mais variadas atividades econômicas em São Paulo, assim como observar as diferentes posições dos indivíduos, que normalmente, apresentavam –se sim como importantes representantes políticos, e também suas relações com outras famílias através do casamento, como podemos ver através da descrição das atividades de três personagens da família Prado:


Família Prado
Antonio Prado nasceu na cidade de São Paulo em 25 de Fevereiro de 1840, descendente de velhas famílias que no domínio português colonizaram e governaram o território de São Paulo, seu pai Martinho da Silva Prado, um agricultor progressista. Antonio Prado viveu em São Paulo a sua infância na companhia do avô, o barão de Iguape, que era na hierarquia familiar o terceiro Antonio da Silva Prado, figurante de destaque no movimento da independência e homem de grande atuação cívica e comercial.

Nas terras de Santa Veridiana, à margem dos cafezais, onde fora sua morada, veio a abrir a fazenda na mocidade. Antonio Prado abriu fazendas, industrializou a produção de um rendimento sempre crescente, fundou fábricas consideráveis, iniciou frigoríficos, aperfeiçoou o gado, foi banqueiro, foi negociante, presidiu durante trinta e cinco anos a maior estrada de ferro paulista, e sobre tudo isto, foi um homem de Estado. Como ministro organizou a grande imigração para substituir o trabalho escravo, promoveu a formação de um partido.

1896-1875 – deputado federal por São Paulo;

1885-1887 – ministro da Agricultura em 1885, senador de São Paulo em 1887;

1891 – constituinte;

1889-1910 – prefeito da capital paulista;

1926 – diretor do Banco do Comércio e Indústria de São Paulo e fundador do Partido Democrático.
Fábio da Silva Prado nasceu na cidade de São Paulo em 25 de Junho de 1887, filho de Martinho da Silva Prado Júnior – irmão do conselheiro Antonio Prado. Industrial, foi presidente da Companhia Imobiliária Morumbi, da Sambra, da Centro Ideal Ferroviário, da Gema, da Companhia Agrícola Santa Cruz, da Companhia Agrícola Romanópolis, da Segurança Imobiliária, da Companhia Brasileira de Materiais Ferroviários, da Companhia de Terra Norte do Paraná, da Mármores Brasileiros Sambra, do Cotonifício Rodolfo Crespi (era casado com Renata Crespi da Silva Prado, filha de Rodolfo Crespi, grande industrial brasileiro de origem italiana), da Contendas e da Companhia de Terrenos e Melhoramentos de Santos, tendo ainda dirigido a Companhia Grandes Hotéis, a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro e a Companhia Cimento Maringá. Diretor do Banco Mercantil de São Paulo e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), participou como delegado dessa entidade da fundação da Confederação Industrial do Brasil, associação civil criada em Janeiro de 1933 no Rio de Janeiro – então Distrito Federal – visando defender os interesses dos diversos grupos empresariais do país.
Martinho da Silva Prado Neto nasceu na cidade de São Paulo em 3 de Agosto de 1881, irmão de Fábio da Silva Prado, comerciante e proprietário rural foi pioneiro na plantação e na comercialização de frutas cítricas. Em 1930 tornou-se diretor do Banco do Estado de São Paulo. Em 1934 foi eleito deputado federal classista como representante dos empregadores da lavoura e da pecuária, iniciando o mandato em maio do ano seguinte. Em sua ação parlamentar, opôs-se à política cafeeira governamental em virtude dos altos custos impostos aos cafeicultores, afirmando certa vez ser o Departamento Nacional do Café o “inimigo número um do café”. Permaneceu na Câmara até novembro de 1937, quando, com a implantação do Estado Novo, os órgãos legislativos do país foram suprimidos.

Economista e membro do conselho consultivo da Bolsa de Valores de São Paulo entre 1942 e 1945, foi presidente da Companhia de Seguros Metrópole, além de fundador e diretor da Sociedade Rural Brasileira e da União Cultural Brasil - Estados Unidos. Tornou-se depois proprietário de uma empresa imobiliária, que incluía entre seus clientes a Ford do Brasil, a Esso, a Shell, a IBM, a Kodak, a RCA, a Union Carbide, a Mead Johnson e grandes empresas brasileiras.


Outros exemplos
Seguindo a apresentação das relações, veremos como mostrou Saes (1986), que os principais bancos paulistas dos anos 1890 estavam articulador a empresas de outros setores:

O Banco do Comércio e Indústria tinha em sua Diretoria, em 1890: Antonio da Silva Prado, Marquês de Três Rios (Joaquim Egídio de Souza Aranha), Antonio de Souza Queiroz e o Barão de Piracicaba (Rafael Paes de Barros). Em 1895 integram a diretoria João Álvares Rubião Junior e J. Queiroz Lacerda. Em 1900, estão presentes também Francisco A. de Souza Queiroz e Antonio Campos de Toledo.

O próprio Banco do Comércio e Indústria se São Paulo tinha ações da Companhia Paulista de Estrada de Ferro, Antonio da Silva Prado como presidente e Francisco A. de Souza Queiroz como diretor. Entre os maiores acionistas: Marquês de Três Rios, Veridiana Prado (mãe de Antônio Prado), Baronesa de Souza Queiroz. Estes mesmos nomes aparecem em outras empresas, como a Companhia Central Paulista (comércio, principalmente exportação de café) e a família Souza Queiroz mantinha vínculos, como dirigente e acionista) da Companhia Mecânica e Importadora de São Paulo (máquinas agrícolas), sendo que os herdeiros de Martinho da Silva Prado detinham também ações dessa empresa.


Considerações finais
Os exemplos acima nos mostram que as companhias e atividades mais variadas de São Paulo em fins do século XIX e início do XX, possuíam como diretoria, acionistas e conselhos, pessoas que se repetem em vários cargos. Estes exemplos podem ser repetidos inúmeras vezes, neste trabalho, citamos apenas alguns casos específicos, para demonstrar a configuração das empresas de São Paulo no início da República.

Deste modo, fica claro que parece subsistir um núcleo sólido que mantém a mesma articulação entre as grandes empresas de setores distintos, articulação esta, que segundo Saes (1986), só foi desfeita na década vinte. Assim sendo, a afirmação de Musacchio & Read fica desfavorecida, quando sugerem que após 1890 a rede de relações corporativas se tornou menos importante para os empreendedores na obtenção de capital e concessões, uma vez que as instituições proveram um mercado financeiro e uma fácil entrada em novos empreendimentos. Ao nosso entendimento, após 1890, a rede de relações se torna mais aparente e decisiva para o crescimento de São Paulo, e inevitavelmente, o desenvolvimento industrial que toma um ritmo mais acelerado nas primeiras décadas do século XX.

O desenvolvimento dos bancos, a partir dos anos vinte é que começam a perder os vínculos com os demais setores, destacando o surgimento de nomes que passam a se identificar mais estritamente com o capital bancário. Somente a partir desse ponto é que a figura do fazendeiro, comerciante, banqueiro, diretor, industrial (tudo ao mesmo tempo) cede lugar a novos personagens.

Portanto, durante cerca de 30 anos de grandes transformações da economia paulista, não parece possível negar que os “industriais” brasileiros “viveram” em “família”, família pacífica e concentrada, em que fraternalmente se repartiram as oportunidades, tendo as corporações uma natureza mais personalista, ao invés de um caráter impessoal de conglomerado de capital. A industrialização em São Paulo, no contexto da economia nacional de exportação, conferiu a ela um caráter especial, a ligação entre o café e a indústria, e os desenvolvimentos de ambos os setores dentro do capitalismo familiar são esclarecedoramente demonstrados pela experiência dos Prado durante a Primeira República.



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1 CANABRAVA (2005), p. 199-200

2 HOLANDA (2004), p.p. 480-91

3 As ordens sacras, que uns procuram por vocação e muitos talvez, por uma espécie de obrigação. Na prática, a posição do clero no Brasil colonial e até certo ponto durante o Império, equivalia sem grande diferença à dos funcionários do Governo.

4 MORSE (1954), p. 169.

5 HOLANDA (2004), p. 518

6 MORSE (1954), p. 169

7 Encilhamento

8 Proprietários de sítios nas proximidades de São Paulo com a presença de animais e plantações em suas propriedades, provavelmente suas atividades estavam associadas à circulação de produtos e abastecimento da cidade de São Paulo.

9 MELLO(1990) p. 128

10 MELLO (1990) e SAES (1986)

11 MONBEIG, P. Pionniers et planteurs de São Paulo. Paris, Librairie Armand Colin, 1952. p. 123.

12 As operações de vendas de ações raramente ultrapassavam os limites da parentela.

13 SAES (1989)

14 A relação de família e parentesco, por tradição, cobria toda sorte de relações por descendência e por aliança, e mesmo por relações de parentesco fictício (todos são primos; todos são parentes). A utilização do termo parentela refere-se às relações com pessoas exteriores às duas famílias “principais” do indivíduo; isto é, a família na qual nasceu a família criada pelo casamento. O sistema de parentesco compreendia relações complexas que permitiam aos indivíduos participarem de atividades numerosas e identificarem-se socialmente. Uma rede de solidariedade se formava, baseada na troca de numerosos serviços.

15 LOVE (1982), p. 83


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