2. Princípios da Produção em Massa 3 > Conceitos Gerais



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GRUPO 6.1

MÓDULO 15


Índice


1. Conceitos Gerais 3

2. Princípios da Produção em Massa 3





1. Conceitos Gerais


O principal objetivo da administração deve ser o de assegurar o máximo de prosperidade ao patrão e, ao mesmo tempo, o máximo de prosperidade ao empregado. O princípio da máxima prosperidade para o patrão acompanhada da máxima prosperidade para o empregado devem ser os dois fins principais da administração. Assim, deve haver uma identidade entre empregados e empregadores.

Nessa perspectiva, o autor propôs os seguintes princípios da administração científica.



  • princípio de planejamento – substituição de métodos empíricos por procedimentos científicos – planejar o trabalho;

  • princípio de preparo – preparar e treinar os operários para produzirem mais e melhor, de acordo com o método planejado;

  • princípio de controle – controlar o trabalho para se certificar de que está sendo executado de acordo com os métodos estabelecidos;

  • princípio da execução – distribuir atribuições e responsabilidades para que a execução do trabalho seja disciplinada.

- Maria Joaquina: Pelo que entendi, Taylor propôs um método científico.

- Maria da Conceição: Como foi a aceitação desse método? Houve críticas ou foi um processo pacífico?

Segundo Maximiano (2006), a acolhida às ideias de Taylor teve altos e baixos, pois na indústria e no governo despertava entusiasmo, mas entre os trabalhadores, a imprensa e os políticos, observaram-se reações desfavoráveis.

Pelo que pudemos constatar, as críticas desses segmentos da sociedade fundamentavam-se em dois receios:



  1. aumentar a eficiência provocaria o desemprego;

  2. a administração científica nada mais era do que uma técnica para fazer o operário trabalhar mais e ganhar menos.

Em função das críticas, em 1911, o Congresso Americano convocou Taylor para fazer um depoimento a respeito da Administração Científica. Ao término do inquérito, ficou proibido o uso de cronômetros e pagamento de incentivos, mas as demais técnicas propostas pelo método foram mantidas.

2. Princípios da Produção em Massa


Assim como o nome de Taylor está associado à administração científica, o nome de Henry Ford está associado à linha de montagem móvel (Maximiano, 2006). É por essa razão que para alguns autores, fordismo é sinônimo de taylorismo.

A Ford representou, por décadas, um modelo quase perfeito de aplicação sistemática e maciça dos conceitos tayloristas de organização da produção. Mais do que isso, Ford soube compreender as características da sociedade americana da época e, desta forma, construiu uma história de enorme sucesso empresarial. O modelo fordista reconheceu o modo de organização e atuação dos sindicatos dos trabalhadores, utilizando políticas salariais ousadas como um elemento de sua estratégia.



  • Padronização: na produção massificada, cada peça ou componente pode ser montada em qualquer sistema ou produto final. Para alcançar a padronização, Ford passou a utilizar o mesmo sistema de calibragem para todas as peças, em todo o processo de manufatura. Esse princípio deu origem ao controle da qualidade, cujo objetivo era assegurar a uniformidade das peças.

  • Especialização: na produção massificada, o produto é divido em partes e o processo de fabricá-lo é dividido em etapas. Cada etapa do processo produtivo corresponde à montagem de uma parte do produto. Cada pessoa e cada grupo de pessoas, num sistema de produção em massa, têm uma tarefa fixa dentro de uma etapa de um processo definido.

A concepção de padronização da produção e especialização do trabalhador pode ser ilustrada pelo esquema a seguir, que apresenta os seguintes traços fundamentais:

Figura: 3: Princípios da produção em massa

Na produção em massa, as qualificações do trabalhador resumem-se ao conhecimento necessário para a execução de uma tarefa – a clássica atividade de apertar parafusos, parodiada por Charlie Chaplin no filme Tempos Modernos. Ford levou às últimas consequências o emprego da racionalização taylorista da produção em série, empregando a linha de montagem e a padronização das peças num grau inédito.

A divisão do trabalho em segmentos de tarefas repetitivas exigia uma direção bastante autoritária e a imposição de disciplina ao operário e, portanto, requeria uma pesada estrutura de controle/supervisão da produção. Essa mecanização da atividade humana que produz a alienação do trabalhador, foi objeto das críticas mais contundentes que se fizeram à produção massificada (Maximiano, 2006).





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