2003 normas para elaboraçÃo de projetos de pesquisa introduçÃO



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UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA

CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA AGRÍCOLA

COMISSÃO DE PESQUISA

NORMAS PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS

DE PESQUISA

VIÇOSA, MG

2003

NORMAS PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS DE PESQUISA



  1. INTRODUÇÃO

Este documento visa estabelecer os critérios mínimos, exigidos pela Comissão de Pesquisa do DEA/UFV, para elaboração dos projetos de pesquisa dos estudantes de Pós-Graduação do Departamento. Embora não sendo um manual, fornece informações indispensáveis à elaboração de um projeto de pesquisa satisfatório.


Os projetos de pesquisa, elaborados pelos estudantes, serão avaliados pela Comissão de Pesquisa do Departamento de Engenharia Agrícola. A avaliação dos projetos de pesquisa constitui uma importante etapa na manutenção e mesmo melhoria da qualidade desses projetos, sendo, provavelmente, um diferencial à sua aprovação por órgãos financiadores de pesquisa.



  1. PROCEDIMENTO PADRÃO




    1. Elaboração do projeto

O estudante de pós-graduação deverá preparar um projeto de pesquisa original, que deverá ser discutido junto dos demais membros da comissão orientadora (orientador e no mínimo dois conselheiros). Os projetos de doutorado devem representar real contribuição ao conhecimento científico do tema em estudo (parágrafo único do artigo 82 do Regimento de Pós-Graduação da UFV).


    1. Encaminhamento do Projeto

O estudante deverá entregar, ao presidente da Comissão de Pesquisa, três vias do projeto, com o qual todos os membros da equipe executora da pesquisa devem estar de acordo. O estudante deverá solicitar, a pelo menos dois membros da comissão orientadora, o preenchimento do formulário de avaliação do projeto de pesquisa (disponível em ftp://ftp.ufv.br/dea/comissao pesquisa) e seu envio ao presidente da Comissão de Pesquisa.


    1. Defesa do projeto

O presidente da Comissão de Pesquisa selecionará dois avaliadores que, após a leitura do projeto, apresentarão sugestões e farão questionamentos sobre o mesmo, ao estudante, em reunião presidida por membro da Comissão de Pesquisa. Nesta reunião de avaliação o estudante fará uma apresentação do seu projeto, no início da reunião, com duração de aproximadamente cinco minutos.


    1. Registro do projeto de pesquisa

Se o projeto for aprovado, o estudante deverá incorporar as sugestões feitas pela banca ao projeto, entregando ao presidente da Comissão de Pesquisa, posteriormente, uma cópia encadernada da versão final do projeto de pesquisa e três vias do formulário de registro do projeto (disponível em ftp://ftp.ufv.br/Proplan2/ Formularios/registro-projeto-pesquisa.doc), devidamente preenchido e assinado pela equipe, juntamente com as três cópias antigas do projeto, utilizadas na reunião de avaliação. O formulário de registro será, então, recomendado pelo presidente da Comissão de Pesquisa, pelo chefe do departamento, pelo diretor do centro e, finalmente, aprovado pelo Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, quando será, então, registrado.


    1. Prazos

O estudante de pós-graduação só poderá defender sua tese, se o seu projeto de pesquisa tiver sido registrado na Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, no prazo mínimo de 90 dias antes da nomeação da banca examinadora (artigo 84 do Regimento de Pós-Graduação da UFV).
As coordenações de ambos os programas de pós-graduação do DEA estabelecem limites de prazo, para o registro do projeto de pesquisa e sanções podem ser impostas aos estudantes que não cumprirem esses prazos. Para maiores detalhes, recomenda-se consulta à coordenação específica. Note-se que os limites de prazo e a aplicação de sanções são uma responsabilidade de cada coordenação, enquanto a avaliação dos projetos e sua recomendação para registro são uma responsabilidade da Comissão de Pesquisa. Como o processo de elaboração, avaliação e registro de projetos geralmente demora vários meses, não se recomenda que seja iniciado tardiamente.


  1. ELABORAÇÃO DO PROJETO

Todo projeto deverá conter as seguintes seções: 1. O Problema; 2. Objetivos; 3. Material e Métodos (ou Metodologia); 4. Literatura Citada; 5. Orçamento; 6. Resumo de Usos e Fontes; 7. Cronograma.


Ao elaborar o projeto, o estudante deve ter em mente que como muitas vezes, os projetos serão submetidos a instituições de financiamento de pesquisas (CNPq, FAPEMIG, etc.), muitos avaliadores adotarão os mesmos critérios usados para avaliar projetos, como consultores ad-hoc dessas instituições.
As diretrizes abaixo fornecem uma orientação geral sobre o conteúdo a ser incluso em cada seção.
1. O Problema
Esta seção deve constar da definição do problema, a ser estudado. Não deve constituir um mero misto de introdução e revisão de literatura. Os proponentes da pesquisa devem convencer os avaliadores de que a pesquisa proposta é necessária e relevante, bem como demonstrar que estão conscientes de todos os recentes desenvolvimentos naquela área da ciência ou tecnologia. Para tanto, uma consulta sistemática à literatura publicada, recentemente, é fundamental.
Nos projetos de pesquisa, elaborados por estudante de doutorado, deve constar, claramente, qual a contribuição do estudo proposto, ao avanço do conhecimento científico.

2. Objetivos


Nesta seção, deverão ser listados, clara e sucintamente, os objetivos do estudo, em ordem cronológica de execução do trabalho. O título do projeto deve refletir a idéia central dos objetivos.
Em muitos projetos, os objetivos dividem-se em geral e específicos. Embora não sendo obrigatória, esta divisão algumas vezes facilita o entendimento.

3. Materiais e Métodos (ou Metodologia)


Nesta seção, os proponentes deverão demonstrar, solidamente, como pretendem atingir os objetivos propostos. Mais uma vez, demonstrar conhecimento da literatura é fundamental.
Quando o projeto apresenta vários objetivos, em geral, as idéias são apresentadas de maneira mais clara, se a metodologia referente a cada objetivo for apresentada, separadamente, em cada item.
4. Literatura Citada
Deverão ser listadas, somente, as literaturas citadas no texto. Neste caso, recomenda-se o procedimento segundo a Norma da ABNT e Chicago (autor-data), usado pelo sistema Lattes do CNPq. A seguir, são apresentados alguns exemplos de artigos científicos citados em cada um dos formatos.
ABNT:

SANTOS, Silvia N. Monteiro; COSTA, Marcos Heil. Simulações de fluxo de carbono em um ecossistema de floresta tropical. Revista Brasileira de Meteorologia, v. 18, n. 1, p. 87-96, 2003.


Chicago (autor-data):

Santos, S. N. M., and M. H. Costa. 2003. Simulações de fluxo de carbono em um ecossistema de floresta tropical.In Revista Brasileira de Meteorologia, no. 1, 18:87-96.


Recentemente, alguns periódicos passaram a usar a internet, como meio prioritário de publicação relegando, a segundo plano, a publicação impressa. Neste caso, os artigos não têm mais paginação, sendo esta informação substituída pelo número do artigo e pelo doi (digital object identifier). A citação é feita de maneira semelhante, substituindo-se as páginas iniciais e finais pelo número do artigo e pelo doi do mesmo. Segue-se um exemplo, usando o padrão de citações adotado pelas revistas da American Geophysical Union:
Potter, C., V. Brooks-Genovese, S. Klooster, and A. Torregrosa, 2002: Biomass burning emissions of reactive gases estimated from satellite data analysis and ecosystem modeling for the Brazilian Amazon region, Journal of Geophysical Research, 107 (D12), 8056, doi: 10.1029/ 2000JD000250.
Deve-se atentar também à qualidade da literatura citada. Notas de aula, boletins de extensão, apostilas, artigos publicados em revistas de divulgação científica não revisadas (Superinteressante, Galileu, etc.) e livros publicados por editoras, sem tradição acadêmica, são consideradas literaturas de baixa qualidade. Livros publicados por editoras com tradição acadêmica (que passam por processo de revisão pelos pares, antes da publicação), bem como artigos científicos publicados em revistas científicas sem expressão são considerados literatura de qualidade intermediária. Literatura de alta qualidade inclui, apenas, artigos científicos publicados em revistas científicas de alta expressão.
Revistas científicas de alta expressão publicam artigos de alto teor científico e tecnológico, arbitrados por pares, e por isso rejeitam parte dos artigos submetidos para publicação. Têm periodicidade regular e ISSN, publicam seu corpo editorial, estão indexadas em bases de dados, têm circulação ampla e exercem alta influência sobre os pesquisadores estabelecidos em cada área. Revistas científicas de pouca expressão são aquelas que falham em atingir uma, ou mais, das condições acima.
A citação de artigos no prelo, ou em revisão, demonstra conhecimento da literatura atual e, geralmente, é encorajada. Entretanto, um artigo em revisão ainda não é um artigo arbitrado pelos pares e, portanto, ainda é considerado uma literatura de qualidade intermediária.
Um bom projeto tem, pelo menos, 80% das citações de boa qualidade, nenhuma citação de baixa qualidade e, pelo menos, metade da literatura citada deve ter menos de 5 anos de publicação.

5. Orçamento


Os seguintes itens deverão compor o orçamento:
5.1 Despesas de Custeio
5.1.1. Pessoal Técnico e Científico
No caso de professor, pesquisador ou técnico envolvido no projeto, deve-se computar 10% do salário do professor titular para o período de duração do projeto. No caso de estudante, computa-se o valor da bolsa para o período da duração do projeto.
5.1.2. Remuneração de Serviços Pessoais
Refere-se, somente, à despesas com prestação de serviços, que, por sua natureza, só possam ser executados por pessoas físicas e pagos mediante simples recibos, como no caso de desenhista, serralheiro, pedreiro, serventes e similares.
5.1.3. Material de Consumo
Pode ser nacional ou importado. Compreende: material de desenho, combustíveis e lubrificantes, material para reparo e manutenção de veículos, vestuários, uniformes e calçados, material fotográfico, filmes e gravações, aquisição de produtos químicos, biológicos, farmacêuticos e odontológico em geral, material de impressão, vidrarias para uso em laboratórios, dentre outros.
5.1.4. Serviços de Terceiros e Encargos Diversos
Refere-se a despesas com prestação de serviços executados por pessoas jurídicas, tais como: adaptação, reparos e conservação de bens móveis; despesa de instalação de equipamentos de comunicação de bens móveis; reprodução em fotocópias; impressos e serviços gráficos; malotes; despesas postais e telegráficas; anúncios e editais; passagens nacionais e internacionais, diárias nacionais e internacionais; serviços de reparo e manutenção de veículos; aluguéis; fretes; aluguéis de bens móveis; comissões e corretagem; assinatura de revistas; exposições; conferências; congressos; pequenas despesas que requerem pagamento imediato; impostos e taxas diversas; despesas bancárias; e diferenças de câmbio.
5.2. Despesas de Capital
Referem-se a equipamentos e materiais permanentes (nacional ou importado) para pesquisa, tais como: equipamentos de comunicação; máquinas e aparelhos gráficos; aparelhos elétricos; máquinas de escritório; aparelhos técnicos e científicos; veículos; material bibliográfico; ferramentas e utensílios de oficina; utensílios de laboratório e enfermagem; utensílios de copa e cozinha; utensílios de escritório e desenho; mobiliário em geral, dentre outros.
6. Resumo de Usos e Fontes
Um quadro, especificando o custo total de cada item do orçamento com suas respectivas fontes de financiamento, deverá ser apresentado.
7. Cronograma
Consiste de um quadro, especificando a época, em que cada etapa do projeto será executada.
Além dos itens anteriormente descritos, o projeto de pesquisa deverá conter uma folha de rosto, conforme o modelo apresentado na página a seguir.
O projeto deverá ser preparado da maneira mais concisa possível, exigindo-se que não exceda o total de 10 páginas, excetuando-se as seções 5, 6 e 7, além da folha de rosto. Projetos com mais de 10 páginas, geralmente, são considerados muito extensos, e podem não ser aceitos.
A linguagem usada deverá caracterizar-se pela clareza e objetividade, requerendo observância quanto ao rigor gramatical. Recomenda-se, portanto, a revisão lingüística do projeto, previamente, à sua apreciação pela Comissão de Pesquisa.
O projeto deverá ser redigido de acordo com o seguinte padrão:

  • Espaçamento entre linhas: 1,5 ou duplo, exceto na seção de referências bibliográficas, para a qual se admite espaçamento simples.

  • Tipo de fonte e tamanho: Arial, tamanho 12

  • Tamanho do papel: A4

  • Margens: Esquerda: 3 cm; Demais: 2,5 cm

  • Impresso em, apenas, um lado do papel

  • As folhas deverão ser numeradas, seqüencialmente, no canto superior direito da página. A folha de rosto não será numerada. Projetos sem paginação não serão aceitos.

Viçosa, 20 de outubro de 2003



COMISSÃO DE PESQUISA DO DEA



Membros da Comissão de Pesquisa do DEA



Prof. Mauri Martins Teixeira – Presidente

Prof. Adílio Flauzino de Lacerda Filho

Profª Cecília de Fátima Souza


Prof. Gilberto Chohaku Sediyama

Prof. Mauro Aparecido Martinez


UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA


CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA AGRÍCOLA


PROJETO DE PESQUISA

TÍTULO DO PROJETO

Projeto Avaliado em: 20/10/2003



EQUIPE:

LÍDER:

Nome do Orientador, Ph. D. - Prof. Adjunto, UFV

CO-LÍDERES:

Nome do Conselheiro, Ph. D. – Prof. Adjunto, UFV

Nome do Conselheiro, Ph. D. – Prof. Adjunto, UFV

Nome do Estudante de Pós-Graduação, Mestrando em Mecanização Agrícola


Viçosa – MG, outubro de 2003


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