2009 gislaine da nóbrega chaves o conceito de gênero no mst: um estudo da sua produção escrita



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Negócio de acampar prá pegar terra é prá cabra macho – a construção social do lugar de militância política do MST: uma discussão de gênero. 2001. 164 f. Dissertação (Mestrado em Sociologia) – Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa.



23No Calendário Histórico dos Trabalhadores (1998, p. 61), a data 12 de agosto de 1983 figura como uma homenagem a Margarida Maria Alves – líder sindical rural, em Alagoa Grande, na Paraíba, assassinada nessa data, a mando de latifundiários. 12 de agosto é considerado o dia Nacional de Luta das Mulheres Trabalhadoras Rurais.

24No Calendário Histórico dos Trabalhadores (op. cit., p. 31), consta que Roseli, líder sem-terra do Rio Grande do Sul, participou da ocupação da fazenda Anoni em 1985 e foi mãe do primeiro filho a nascer no acampamento. “Destacou-se pela garra e determinação na luta. Seu entusiasmo e exemplo arrastaram muitas mulheres para a luta. Foi assassinada no trevo da estrada em Sarandi – RS, com mais dois companheiros, no dia 31 de março de 1987, ocasião em que participava de uma manifestação com mais de 5.000 pessoas por uma política agrícola voltada aos pequenos agricultores. Sobre sua luta foi feito um filme pela cineasta Tetê de Moraes (1986). O filme “Terra para Rose”, mostra sua história e da conquista da Anoni. Foi premiado em diversos festivais nacionais e internacionais. E agora, dez anos depois, em 1996, a cineasta Tetê de Moraes fez novo filme com o título O Sonho de Rose, que recebeu o prêmio Margarida de Prata, da CNBB”.

25Referência a Olga Benário, líder soviética que foi entregue grávida, durante o governo de Getúlio Vargas, às forças nazistas na Alemanha. Olga atuou ao lado do marido, Julio Prestes, na Revolução de 1930, no Brasil.

26A referência se deve a Rosa Luxemburgo, líder política alemã que foi presa e fusilada pelo exército no levante operário de Berlim. De acordo com o Calendário Histórico dos Trabalhadores (1998, p. 18), Rosa “Era uma jovem inteligente, de espirito independente e bem sucedida nos estudos que, rebelando-se contra o regime repressivo dominante nos colégios na Polônia russa, envolveu-se na atividade política socialista desde a juventude[...]. Segundo Rosa, os trabalhadores deveriam lutar por reformas através da atividade sindical ou no parlamento, mas isso nunca bastaria para abolir as relações capitalistas. Portanto, os trabalhadores jamais deveriam perder de vista seu verdadeiro objetivo: conquistar o poder pela revolução socialista. [...]. No campo da teoria, Rosa Luxemburgo foi uma grande pensadora. Debateu com Lênin os rumos da revolução russa e do proletariado internacional. Durante a primeira guerra Mundial, liderou na Alemanha oposição à guerra. Passou a maior parte da guerra na prisão, onde escreveu A Revolução Russa, onde faz uma análise dos acontecimentos de 1917”.

27Os temas e a formação das autoras e autores da coletânea são os seguintes: Luta de Classe e Gênero, de autoria de Lígia Mendonça, socióloga, sanitarista, participante dos movimetnos de saúde e de mulheres há mais de 12 anos, militante do movimento de mulheres; Uma Revolução dentro da Revolução, de autoria de James Petras, professor emérito de sociologia, pesquisador PHD da State University of New York em Binghamton; Educar para não discriminar, da autoria da Rede Mulher de Educação, ONG sem fins lucratitivos, criada em 1980, que promove e facilita a comunicação entre grupos de mulheres em todo o Brasil, construindo uma rede de serviços em educação popular feminista; Mulher e Trabalho, de autoria de Isabel Greem, militante do MST no Paraná e participante do Coletivo de Gênero; O que é ser mulher?, de autoria de Miriam da Silva Pacheco Nobre e Nalu Faria Silva, a primeira agrônoma, com mestrado pelo Programa de Estudos em Integração da América Latina, da USP, pesquisadora, responsável pelo Programa Gênero, Políticas Públicas e Cidadania da Sempreviva Organização Feminista (SOF), assessora de grupos de mulheres dos movimentos sindical e popular, e de órgãos públicos e organizações não-governamentais, a segunda é psicóloga, coordenadora geral da Sempreviva Organização Feminista (SOF) e integrante da Secretaria Nacional da Marcha Mundial das Mulheres no Brasil; Cidadania para as mulheres, de autoria não identificada; A questão das mulheres do MST, de autoria do Coletivo Nacional de Mulheres do MST.

28No Caderno nº 1 do educando: Pra soletrar a liberdade (2000, p. 22-23), consta que a Bandeira tornou-se símbolo do MST em 1987, durante o 4º Encontro Nacional.



29Para Heredia e Cintrão (2006, p. 127), “Uma das ações em início de implementação pelo Programa de Promoção de Igualdade de Gênero, Raça e Etnia do MDA é o Programa Nacional de Documentação da Mulher Trabalhadora Rural, lançado em 2004 em parceria com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e diferentes órgãos do governo. O objetivo é o fornecimento gratuito de documentação civil básica para trabalhadoras rurais, mulheres indígenas e quilombolas”.


30Essa denominação é utilizada pelo MST e seu principal objetivo relaciona-se à tentativa de formulação, junto à Mulher Trabalhadora Rural de uma identidade de “sem terra” e sua vinculação a um movimento social.

31A política de participação da mulher por cotas (30%), estipulada pela direção nacional, foi definida desde a criação do Movimento, no I Congresso (Mulher Sem Terra na luta por Reforma Agrária, e em entrevista do MST, considerou Lourdes Vicente, integrante do Setor de Gênero. disponível em: http://www.mst.org.br, Acesso em: 26/03/09). Depois, nos cursos de formação em nível nacional e de base, foi determinada uma porcentagem de 40% de mulheres com acesso às cotas (Compreender e Construir Novas Relações de Gênero, 1998, p. 52). A participação da mulher nos quadros do Movimento aparece como uma de suas linhas políticas, na Cartilha de 2000, nos termos: “1. Que as mulheres, junto com os homens e jovens devem participar dos núcleos de base, das coordenações dos assentamentos, das cooperativas, do partido, do sindicato e diz mais: que na coordenação dos acampamentos e assentamentos seja 50% de homens e 50% de mulheres (ou seja, deve ter um coordenador e uma coordenadora)” (Mulher Sem Terra, 2000, p. 57-58). No livro Construindo o Caminho (2001, p. 152), produzido pelo MST, essa participação é estendida “d) Em todas as atividades de formação e capacitação, de todos os setores do MST, assegurar que haja 50% de participação de homens e mulheres”. Essa preocupação continua inscrita na coletânea Construindo novas relações de gênero desafiando relações de poder (2003), no qual aparece no texto intitulado As relações de gênero e o MST, de autoria de Campos (2003, p. 25), integrante do Setor Nacional de Gênero do MST, como uma das “linhas políticas de gênero no MST”: “4. Em todas as atividades de formação e capacitação, de todos os setores do MST, assegurar que haja 50% de participação de homens e 50% de mulheres”. Na cartilha Mulheres Sem Terra lutando e semeando novas relações de gênero (2004, p. 20), esse mesmo texto figura como uma das linhas políticas aprovadas pela Coordenação Nacional do MST, em 1999.

32Os documentos (cartilhas, coletâneas e livros) publicados em 2000, 2001, 2003 e 2004 corroboram nossa assertiva.

33 Aqui mencionamos apenas alguns dos exemplos citados pelo autor.

34Na Cartilha (2000, p. 59), a Ciranda Infantil figura como uma das linhas políticas do MST sobre a participação da mulher e uma necessidade premente de efetivação das condições para essa participação, além de aparecer como espaço para a formação da personalidade da criança. Já no Caderno de Educação Infantil Movimento da Vida Dança do Aprender do MST (2004, p. 37), percebemos mudanças no foco que vão da necessidade de sua implementação para a garantia de participação da mulher ao atendimento às necessidades da própria criança. Assim, “A Ciranda não pode ser vista apenas como um direito dos pais e das mães que participam do MST, mas principalmente como um direito das crianças que também são sujeitos construtores do movimento”. Esta mudança torna-se significativa porque, se há qualidade na educação da criança, as hierariquias e desigualdades de gênero são modificadas, além de também transformada a participação de mães e pais nas atividades do Movimento.


35Dentre inúmeras produções do MST, destacamos: Pedagogia do Movimento Sem Terra Acompanhamento às Escolas. Boletim Educação nº 8, julho 2001; Caderno de formação nº 26: A vez dos valores. Ademar Bogo. MST, jan 1998; Princípios da Educação no MST. Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. São Paulo, 1999; Caderno de Educação nº 8. MST. São Paulo, 1996; Escola Itinerante em acampamentos do MST. Coordenação nacional do Setor de Educação, Editora Peres: Porto Alegre, 1998; Caderno de Educação nº 1: Como fazer a escola que queremos. Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. s/d; Caderno de Educação nº 9: Como fazemos a Escola de Educação Fundamental. Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Rio Grande do Sul, 1999.


36Referências insuficientes para precisarmos a indicação dos(as) colaboradores(as), exceto Ademar Bogo, por sua atuação no MST como coordenador nacional de formação.

37Francisco Daniel Alves compôs os desenhos de algumas cartilhas do MST, dentre elas a Cartilha de Saúde Nº 5: Construindo o Conceito de Saúde do MST. Setor Nacional de Saúde, de 2000, na qual encontramos referência a “Fvo” Daniel.

38 Idem.

39Albuquerque (2009), “Em nota a Associação Nacional de Cooperação Agrícola esclarece que é uma entidade não-governamental sem fins lucrativos, criada em 1986, que atua em diferentes áreas para o benefício de milhares de trabalhadores rurais de diversos movimentos e sindicatos. Segundo a nota, a Anca executa projetos de educação rural, saúde, cultura, produção e comercialização agrícola”. Disponível em: F:\ANCA E MPF.mht Acesso em: 26/04/2009.

40A versão do livro Construindo o Caminho, de 2001, foi a consultada nesta tese. Porém, em Melo (2003) e em buscas realizadas na Internet, por meio do site www.google.com.br, constam publicações do ano de 1986.

41Canção contida no CD “Arte em movimento”. Voz: Zé Pinto; 2ª Voz: Kapenga; Violão Aço: Kapenga Ventura; Violão Nylon: Evaldo Cavalcanti; Programação e Teclados: Luís Lopes; Acordeom: Osvaldinho do Acordeom; Percussão: Adriano Busko (Disponível em: www.landess-voices.org Acesso em: 19/05/2009).

42 Não encontramos qualquer outra referência a esta canção.

43Canção contida no CD “Arte em movimento”. Voz: Antonio Gringo; Violão Aço: Kapenga Ventura; Violão Nylon: Evaldo Cavalcanti; Programação e Teclados: Luís Lopes; Acordeom: Osvaldinho do Acordeom; Percussão: Adriano Busko. (Disponível em: www.landess-voices.org Acesso em: 19/05/2009)

44Acreditamos que ocorreu um equívoco quanto ao título do canto ou foi utilizado o primeiro verso como título na Cartilha de 2000, por ser mais conhecido por essa chamada. Talvez o título do canto seja “Mulher na Luta” (CANÇÕES DA TERRA, Zé Pinto, p. 13).

45Texto elaborado por Neide Miele e resultante de considerações a respeito de processo de qualificação desta tese, em julho de 2008.

46Acreditamos que a canção “Criança e adolescente”, presente na Cartilha de 2000, tenha como título “Vivendo o Amanhã” (Cartilha: Mobilização infanto-juvenil/96. Setor de Educação – MST/RS). Esta cartilha não apresenta qualquer informação sobre a autoria.

47Canção contida no CD “Arte em movimento”. Arranjo: Dionísio; Voz: Leci Brandão; Teclados: Luís Lopes; Violão Nylon: Evaldo Cavalcanti;Cavaquinho: Raiala; Baixo Elétrico: Toninho Porto; Percussão: Nenê; Bateria: Nando Garcia; Viola: Kapenga Ventura; Coro: Zé Claúdio, Marquinhos, Zé Pinto, Kapenga (Disponível em: www.landess-voices.org. Acesso em: 19/05/2009).

48 Não encontramos referências biográficas sobre Pureza, Marta, Maria e Adelaide.

49As décadas de 1980 e 1990 constituíram-se em um tempo em que a participação de mulheres em direções sindicais despontou. Acreditamos que a presença de Isabel e Fátima, compondo a direção nacional do MST, possa ser compreendida como fruto desse novo momento. Isabel Rodrigues Lopes Figa, paraense, era militante da Pastoral da Juventude, em 1992, em Marabá, no Serviço de Paz e Justiça, quando começou a militar do MST, contribuindo na direção do MST, no Pará (Fonte: Entrevista concedida por Isabel quando de sua participação da Reunião Ampliada da Coordenação Nacional do MST, em Fortaleza. Jornal Sem Terra, Dez. 1999/Jan. 2000). Fátima Ribeiro militava na executiva regional da CUT, no Espírito Santo, quando, em 1985, iniciou suas atividades no MST (Fonte: Entrevista concedida por Fátima Ribeiro ao Jornal Sem Terra 4. São Paulo, junho de 1989, Ano IX nº 84).

50Canção contida no CD “Arte em movimento”. Vozes: Iris e Marinho; Violão e Cavaquinho: Kapenga Ventura; Violão Nylon: Evaldo Cavalcanti; Teclados: Luís Lopes; Programação: Luís Lopes; Acordeom: Osvaldinho do Acordeom; Coro: Zé Cláudio, Marquinhos, Zé Pinto; Percussão: Adriano Busko (Disponível em: www.landess-voices.org. Acesso em: 19/05/2009).

51Disponível em: <http://www.mst.org.br/mst/produtos.php>. Acesso em: 10 mai. 2008.

52Dentre os princípios organizativos do MST, no Caderno Pra soletrar a liberdade n° 1: Nossos valores, destacam-se: Terra, Luta, Trabalho, Embelezamento, Cultura, Vida, A Bandeira do MST, Estudo, Solidariedade, Participação e Ser Sem Terra. Os referidos valores são, na verdade, constituintes da identidade sem terra.

53Canção contida no CD “Arte em movimento”. Voz: Nil Bernardes; Violão Aço: Kapenga Ventura; Programação e Teclados: Luís Lopes; Violão Nylon: Evaldo Cavalcanti; Baixo Elétrico: Toninho Porto; Acordeom: Osvaldinho do Acordeom; Coro: Marquinhos, Zé Cláudio, Zé Pinto, Kapenga; Percussão: Adriano Busko (Disponível em: www.landess-voices.org. Acesso em: 19/05/2009).

54Canção contida no CD “Arte em movimento”. Voz: Chico César; Violão Aço: Kapenga Ventura; Programação e Teclados: Luís Lopes; Guitarra: Evaldo Cavalcanti; Baixo Elétrico: Toninho Porto (Disponível em: www.landess-voices.org. Acesso em: 19/05/2009).


55Para aprofundamento, consultar: Cartilha de Saúde Nº: 5 CONSTRUINDO O CONCEITO DE SAÚDE DO MST. Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST. Setor Nacional de Saúde, 2000. Outra fonte onde a leitora e o leitor encontrão informações sobre o setor de saúde do Movimento é o livro Construindo o Caminho. Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST, 2001.

56Canção contida no CD “Arte em movimento”. Voz: Beth Carvalho; Programação e Teclados: Luís Lopes; Violão 12 Cordas e Nylon: Kapenga Ventura; Direção de Voz: Renato Corrêa; Coro: Kapenga, Evaldo e Zé Pinto (Disponível em: <www.landess-voices.org>. Acesso em: 19/05/2009).


57 Não há qualquer referência que indique a autoria, o título ou à data em que foi elaborado este poema.

58 Não há qualquer referência a autoria, ao título, à data ou ao local em que o poema foi produzido.

59Canção contida no CD “Arte em movimento”. Voz: Zé Geraldo; 2ª Voz e Violão: Kapenga Ventura; Violão Nylon: Evaldo Cavalcanti; Programação e Teclados: Luís Lopes; Acordeom: Osvaldinho do Acordeom (Disponível em: <www.landess-voices.org>. Acesso em: 19/05/2009).


60 Na Cartilha de 2000, não há qualquer referência a esse documento.

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