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www.acert.pt/tomdefesta11 DOSSIER IMPRENSA | TOM DE FESTA’2011



21º TOM DE FESTA — FESTIVAL DE MÚSICAS DO MUNDO ACERT’11

TONDELA, 13 A 16 DE JULHO’11
Afirmar a Cultura e o Engenho para Regenerar Travessias
A ACERT na Cidade, a Cidade na ACERT

Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos.”1


Despertados do torpor que momentaneamente nos paralisara, corremos e fomos juntar-nos à comitiva, dançando animadamente atrás da banda que entretanto se ia agigantando, deliciando-nos com as canções populares que executava sob a batuta de um maestro (…). E a multidão era já um rio caudaloso que transbordava de cor e alegria.”2

Porque as histórias mais bonitas são também as mais simples, não é difícil imaginar esta tarde azul em que um grupo de artistas foi transformando a rua de todos numa imensa pauta musical. O apetite pela melodia faz engordar a massa de transeuntes que, gulosos de aventura, cedo se juntam ao tão sonoro banquete. A verdadeira Arte não é ver a Banda passar um dia… mas sim passar um dia com a Banda.

O Tom de Festa constrói um palco como o dessa rua, numa edição especial onde a ACERT celebra, em 3(6)5 dias, 35 anos de aventuras culturais, artísticas, solidárias e comunitárias. Um palco não de uma Banda, mas de um Bando de artistas com quem todos podem pass(e)ar quatro dias. Neste vigésimo primeiro Festival, é o público que vem primeiro. É o público quem mais ordena. É o público que, sem batota, segura a batuta. É o público que se lança num voo artístico, pegando a crise pelos cornos da desgraça para fazer da tristeza graça.

Comecemos, pois, de batuta em riste. Tudo porque desde que o Conservatório Regional de Música de Viseu Dr. Azeredo Perdigão foi criado, a terra deu vinte e cinco voltas ao sol. Numa celebração a condizer, os músicos vêm em quantidade astronómica. E a ACERT junta-se à(s) Orquestra(s) neste concerto de abertura, aproveitando também para apagar as suas trinta e cinco velas.

No embalo deste sopro, chega uma brisa de todos os pontos da Rosa-dos-Ventos. Suécia, Grécia, Senegal, Canadá e México entram numa lâmpada mágica chamada Alle Möller Band. Cabe aos espectadores – como participantes, importa não esquecer! – esfregar o místico objecto para soltar o génio de seis músicos magistrais, num serão que desafia geografias. No dia seguinte, será a vez de Vieux Farka Touré, proveniente do Mali, fintar os mapas. De onde vêm, afinal, as notas que aconchega na guitarra? Para descobrir The Secret, só mesmo vendo o espectáculo daquele que é justamente apelidado de “Hendrix do Sahara”.

Com passo de dança, os portugueses do país de Molelos, Quinta do Paço, também passam por aqui! E são como a banda atrás de um casamento: o da tradição musical portuguesa e das melodias reinventadas. Tudo com amizade à mistura preparando a boda!

Três foi a conta que Sofía Rei fez! Basta reparar no trio de línguas em que sabe cantar: o espanhol da sua Argentina Natal, o português da nossa Terra e o inglês do Mundo. Assim se celebra outra união – do local e do universal – pelo carisma desta cantora e do seu ensemble Peru-Colombiano. Quem não se lembra de Samuel Torres, percussionista do concerto memorável de Richard Bona na ACERT?

Ensemble partilha com L’Herbe Folle as cumplicidades dos dicionários francófonos. Porém, não há livro que consiga descrever de forma plena os rodopiantes malabarismos destes foliões. Haverá, talvez, um manual de instruções que, num sussurro ruidoso, nos proíbe de…não dançar! Pelas ruas da Cidade, Os Diatónicos pedem emprestado esse guia, não fosse o público pensar em parar o baile. E, já agora, acrescentam um novo verbo ao nosso (des)acordo linguístico: obrigatório ‘concertinar’!

No seguimento desta Festa diabólica, entra em cena Diabo na Cruz, cruzando música moderna e popular do seu país de origem, Portugal. “Virou!” o disco e tocam… melodias sempre novas! Tudo isto antes de a cabo-verdiana Mo’Kalamity e os franceses The Wizards enfeitiçarem encantos com um não menos enfeitiçado reggae a sobrevoar a morna, a coladeira, o funaná, o batuque e o finaçon de um Cabo Verde plural. E as ruas de Tondela são acariciadas por mais uma Banda com um Bando de “Cottas”, num clube em que a única regra é um jazz sem regras!

É a Cidade a invadir o Tom de Festa, que lhe retribui o afago, embelezando-a regeneradoramente numa parceria com a nossa Autarquia – uma aposta de harmonia entre a memória e modernidade. É o consumismo a ser combatido pela Feira das Trocas, onde o que julgamos inútil angaria aquilo de que necessitamos. São as Artes todas mestiçadas, comprovando que a música não morre solteira. E são as gentes de muitas paragens que, numa Tondela aberta ao Mundo, se sentem como se cá morassem. E até o Shakespeare, que nunca nos visitou, mandou um recado mesmo a calhar: "Sofremos muito com o pouco que nos falta e gozamos pouco o muito que temos."

E assim irão (es)correr quatro dias, qual esponja mágica absorvendo Arte, apagando a linha divisória entre o palco e o público, numa Cidade sem muros e numa Festa que é sua. Como no conto que partilhámos no início, todos se juntam à Banda de muitos Tons. Junte-se também e venha cantar, letra a letra, com a ACERT:



Afectos artísticos que fazem das contrariedades um motivo para accionar imaginação e solidariedades múltiplas.

Cumplicidades com um público que, de forma persistente, merece um dos mais marcantes acontecimentos culturais e artísticos na Região Centro do país.

Entusiasmo em fazer um programa artístico multicultural, enaltecendo e valorizando um Local que se torna Universal pela forma como se abre ao Mundo. A Regeneração da Cidade ganha novos impulsos por ter a Cultura como fio condutor.

Resistência em não aceitar que a crise atrofie uma das áreas fundamentais no desenvolvimento de Portugal. O sector cultural e criativo representa 2,8 por cento da riqueza gerada no nosso país (3,691 milhões de euros) e dá emprego a 127 mil pessoas, que podem servir de base a profundas e imprescindíveis mudanças.

Trabalho que agrega esforço criativo, empenhos, parcerias que dotam a festa com tons únicos, em primeira mão. Programa anti-crise com concertos de eleição resultantes das relações artísticas estabelecidas pela ACERT com criadores portugueses e do Mundo.

E uma nota final (desta vez, na música distintiva que só as palavras originam):

(…) a diferença entre ser sujeito e ser consumidor é abismal. O sujeito escolhe, o consumidor é escolhido. Pelas modas, pelas marcas, pelos fabricantes, pelo marketing, pela publicidade, pelas imagens sedutoras. O sujeito raciocina, o consumidor deixa-se arrastar pela volúpia e emoção do consumo. O sujeito pondera, o consumidor é um alucinado. O sujeito age, o consumidor é agido. O sujeito questiona, o consumidor faz do consumo a sua fé, a sua religião. O sujeito cria, o consumidor consome a imitação e fica feliz. Enfim, enquanto o sujeito exige, o consumidor é cúmplice na promoção da irracionalidade consumista que o envolve e o subjuga. (…)”3

13 Julho - 4ª feira
Conservatório Regional de Música de Viseu Dr. Azeredo Perdigão


PORTUGAL

Porque o Todo é a Soma das Partes, o concerto de abertura celebra 60 anos (25 do Conservatório + 35 da ACERT) de Arte!


Trezentos músicos – todos actuais professores e alunos do Conservatório – sobem a um único palco para comemorar (em grande número!) um quarto de século da instituição. A ACERT junta-se a estes artistas, num momento de celebração conjunta que vai abrir com chave de ouro o Tom de Festa 2011.

E para fechar o espectáculo em beleza também, a apoteose final conta com a participação de todas as Orquestras e Coros do Conservatório. Será, pois, uma ocasião privilegiada para ouvir a interpretação de excertos do célebre musical “The Sound of Music”, do compositor Richard Rodgers. Entre o princípio e o fim do concerto, o público é transportado numa viagem pela panóplia de ambientes, estilos e autores evocados por cada uma das Orquestras.

Trata-se, em suma, de uma justa homenagem a uma entidade que nos tem presenteado com um vasto rol de iniciativas ao longo de quase três décadas. Pela mão da Proviseu – Conservatório de Música, ganharam forma exposições, concertos e inúmeros tributos a personalidades locais, entre muitos outros eventos culturais que foram marcando a programação regular.

Destaque-se, mais concretamente, a edição do livro A Divina Música; a encomenda da obra musical “Mosaic”, do compositor João Pedro Oliveira (premiada num concurso internacional em Itália); e o IV Festival de Música da Primavera, que recebeu o “Prémio Animarte Acontecimento Cultural 2011”.




Historial
O Conservatório Regional de Música "Dr. José de Azeredo Perdigão" teve origem no desejo e empenho de Hélia Abranches Soveral, pianista e pedagoga viseense.

Após vários contactos e diligências com entidades diversas em defesa dos interesses da região – A PROVISEU, associação para a promoção de Viseu e Região, assumiu a criação e manutenção do Conservatório Regional de Música de Viseu.

Em Setembro de 1985, na Casa do Miradouro, abriu esta Escola as suas portas não só a cidadãos com comprovadas aptidões ou talentos nesta área mas, também, a todos aqueles que entendem que a formação musical pode constituir um importante complemento de formação e de fruição cultural, procurado por várias faixas da população.

O Conservatório, além de um estabelecimento de ensino vocacional da música tem sido um agente promotor de actividades musicais na cidade recorrendo aos seus alunos e professores, ao intercâmbio entre escolas similares, convidando e trazendo até nós músicos profissionais, alguns dos quais professores desta escola.

Foi assim que se programaram: Concertos, Recitais, Intercâmbios, Audições, Palestras e Participações em concursos. é de destacar a presença várias vezes premiada, de alunos deste Conservatório, em Concursos Nacionais de Música, em diferentes instrumentos, o que revela uma forte aposta na qualidade de ensino ministrada.

Em 1992, o Conservatório mudou de instalações e passou a funcionar no Solar de Prime. (…)

O Conservatório Regional de Música é hoje como no passado e será certamente no futuro uma escola prestigiada, servida por docentes qualificados, aqui se ministrando um ensino já com provas dadas e de qualidade reconhecida." (…)

O Conservatório administra o ensino dos cursos de Formação Musical Acordeão, Canto, Clarinete, Contrabaixo, Flauta Transversal, Guitarra Clássica, Guitarra Portuguesa, Órgão, Piano, Saxofone, Trombone, Trompete, Violino, Viola de Arco e Violoncelo com paralelismo pedagógico conferido pelo Ministério da Educação. Os graus de ensino dividem-se em Iniciação, Básico e Complementar.







Ficha técnica: Orquestra de Cordas, Orquestra de Guitarras, Orquestra de Acordeões, Orquestra de Sopros, Orquestra de Percussão e Coros


13 Julho - 4ª feira
Ale Möller Band


Suécia, Grécia, Senegal, Canadá e México

Uma história transbordante de culturas e tradições contada numa pauta de música.







Europa, África, América: eis o triângulo onde se desenham as raízes destes artistas. Pelo (en)canto da música, porém, os membros de Ale Möller Band extravasam os três vértices geográficos para percorrer o mundo de lés a lés (ou, melhor dizendo, de dós a rés).
Ao álbum “Bodjal” (2004) foram adicionando o material (escrito em palco, durante ensaios ou até em quartos de hotel) que haveria de dar origem ao disco “Djef Djel”, gravado em 2007 no Atlantis Studio de Estocolmo. Numa clara inovação face ao trabalho anterior, marcado por um leque de participações especiais (por exemplo, Shipra Nandy e Kurash Sultan), o novo CD foi insuflado pela cumplicidade entre os seis elementos da banda.
Em palco, percebe-se porquê: basta ver o magistral Möller, envolvido pela harmonia vocal de Maria Stella e Mamadou Sene, a mesclar o violino de Magnus Stinnerbom com os ritmos de Rafael Huizar e Sebastien Dubé. O fio condutor é o encontro da(s) Música(s) e da(s) Cultura(s) num arsenal de instrumentos que revela, num som único e homogéneo, o ADN artístico de Ale Möller Band.

Sobre Ale Möller
Este músico cria a sua própria paisagem musical a partir de diferentes tradições com múltiplas origens. Actua livre, motivado pela sua própria curiosidade. As suas curiosas ambições foram transferidas para uma vasta audiência, fascinada pela complexidade das suas criações e contagiada pelo modo como move a paisagem inteira.
A assinatura Möller pode ser conhecida pela sua motivação única, na qual há sempre um som que quer ganhar vida própria.
Ale Möller cria, como nenhum outro, uma alegria louca dentro e fora do palco - seu objectivo explícito. Como um contador de estórias musical, é muito determinado nas suas ambições, ou não tivesse começado a tocar trompete desde tenra idade.
Mais tarde apaixonou-se por música grega e pela tradição do folclore sueco, em particular pela música da província sueca de Dalecarlia.
Multi-instrumentista, domina a mandola, o acordeão, a flauta e a charamela. No entanto, Ale é sobretudo  um músico que sabe penetrar no coração das músicas tradicionais que encontra, quer se trate de rembetika grega ou de sulky triple tone.   

http://www.myspace.com/alemoller

http://www.alemoller.com/



Ficha técnica:

Ale Möller (Suécia) – bouzouki, flautas


Maria Stellas (Grécia) – voz
Mamadou Sene (Senegal) – voz
Magnus Stinnerbom (Suécia) – violino
Sebastien Dubé (Canadá) – contrabaixo
Rafael Huizar (México) – bateria

14 Julho - 5ª feira

Vieux Farka Touré

Mali

Acompanhe este artista global numa não menos global celebração da música. Com talento e sem fronteiras.



Filho de peixe sabe… cantar. Inicialmente, Bourmeime Farka Touré (que adoptou a alcunha “Vieux” em homenagem ao seu avô) não recebeu a bênção artística do pai. Porém, Ali Farka Touré, um dos nomes mais respeitados da World Music, cedo percebeu que o jovem herdara não apenas a vontade de lhe seguir as pisadas, como o talento necessário para empreender os seus próprios voos artísticos.
E foi isso que aconteceu: saindo da sombra gigante de Ali, Farka Touré (o filho) construiu uma ponte geracional entre os blues americanos e africanos. Transportando a sua terra natal entre as cordas da guitarra, tornou-se um embaixador global de uma cultura musical única, onde as sonoridades de África parecem fundir-se com a herança do rock, do reggae, do dub e do funk.
Ao álbum de estreia homónimo (2007) seguiram-se o disco de remix “UFOs Over Bamako” (2008) e um conjunto de tournées que deixavam já adivinhar um extraordinário sucesso. Após “Fondo” (2009), o segundo CD de estúdio, choveram convites para espectáculos, inclusive para a cerimónia de abertura do Mundial de 2010.
Mais tarde, este “Hendrix do Sahara” (como é conhecido na imprensa americana) lançou o álbum ao vivo “Live” (2010) e o fantástico “The Secret” (2011), que conta com a cumplicidade de grandes artistas e marca a sua última colaboração com o pai. A quem quiser saber O Segredo, Vieux aconselha: “ouçam o CD”.

http://www.myspace.com/vieuxfarkatoure


Ficha Técnica:

Vieux Farka Touré – voz, guitarra

Tim Keiper – bateria e percussão

Valess – baixo


14 Julho - 5ª feira

Quinta do Paço & CONVIDADOS


Portugal

Sons de cá patenteados por um grupo que explora trilhos infinitos no enaltecimento da música portuguesa.



O primeiro ingrediente é o gosto pela tradição musical portuguesa. O segundo é a vontade de reinventar melodias de ‘cantautores’ nacionais. E o terceiro é uma amizade feita partilha de pluralidades afectuosas.

Pelo concelho de Tondela, esta receita é polvilhada em arraiais e encontros festivos. A população acolhe os “cozinheiros”, deixando-se contagiar de alegria e esquecendo todas as tristezas.

Nesta Quinta em que a Música marca (com)passos, os sinais da nossa terra fortalecem-se no seu namoro com o Mundo. Não podemos, claro, esquecer que a Música do Mundo nasce da persistência de quem a ama e interpreta. E que o Tom de Festa é um espaço em que o Local também é necessariamente Universal.

http://quintadopacomolelos.blogspot.com/





Ficha técnica:

Rui Pedro – Acordeão e voz
Joel Rodrigues – Bandolim e Voz
Jorge Fernandes – Baixo e voz
Norton Rodrigues – Percussão e voz

Convidados:


Cláudio Lima – Percussão
Tito – Acordeão
Luís Paz – Cavaquinho
Teresa Gentil – Piano e Flauta

15 Julho - 6ª feira

Sofía Rei


Argentina

Da América do Sul à Big Apple, venha desvendar o mapa musical de uma das mais carismáticas artistas da actualidade.







Cantora, compositora, letrista e produtora, Sofía Rei conjuga os ritmos sul-americanos com os encantos do jazz, da música electrónica e das improvisações. A música que produz revela a sua natureza multilingue, cantando em espanhol, português e inglês.
Pela originalidade do seu percurso, foi elogiada pela All About Jazz como uma das cantoras mais versáteis e populares de Nova Iorque. Em 2006, o seu disco de estreia, “Ojalá”, subiu directamente para o Top 10 da Jazz Journalists Association, enquanto “Sube Azul” – o mais recente trabalho – está nomeado para os Independent Music Awards de 2011. Nos últimos anos, tem partilhado o palco com artistas consagrados, participado nos mais célebres Festivais do mundo e actuado em salas que dispensam apresentações, como o Carnegie Hall ou o Kennedy Center.
Ao seu lado encontramos um ensemble que entretece texturas musicais tão diversas como as raízes culturais dos seus membros. Dois desses artistas vão emprestar a sua versatilidade e talento ao Tom de Festa: o colombiano Samuel Torres, aclamado como um dos maiores percussionistas e compositores da sua geração; e o peruano Jorge Roeder, contrabaixista consagrado envolvido em inúmeros projectos musicais.

"A paixão e clareza com que a cantora argentina Sofía Rei Koutsovitis, ao leme da sua banda multinacional, ensaia uma improvável mistura de ritmos Sul-Americanos com influências do jazz torna evidente que foi acolhida pelos públicos de Nova Iorque, do Carnegie Hall aos locais mais in da baixa citadina"



Phil Lutz- The New York Times

"Uma das mais versáteis e requisitadas cantoras da cena musical nova-iorquina"

-Simon Calle, All About Jazz

"O texto evocativo - muitas vezes erótico - foi cantado por Sofía Rei Koutsovitis, cuja voz impressionante alternou entre um profundo tremolo e um rugido alterado electronicamente"



-Feast of Music (Concerto de estreia de "Niña Dance (2009)", de Lev 'Ljova' Zhurbin, no Carnegie Hall )
SOFÍA REI

Em 2008 apresentou-se no Carnegie Hall junto a Bobby McFerrin para realizar “Instant Opera…

O seu álbum “Ojalá” foi seleccionado entre 10 Top de 2006 pela Jazz Journalists Association americana…

Durante 2007 percorreu a Europa y USA com a big band de Maria Schneider…

É também actualmente membro do quarteto vocal à cappella MYCALE do genial compositor e produtor John Zorn…

Em 2010, foi premiada como a melhor cantora do ano por o Latin Jazz Corner…


Cantora e compositora argentina, Sofia Rei é uma das vozes mais apaixonantes, carismáticas e imaginativas da cena musical nova-iorquina da actualidade.

A sua música explora conexões entre as a música tradicional da América do Sul, o jazz e a música contemporânea.

O seu novo disco “Sube Azul” foi lançado em Janeiro de 2010 nos Estados Unidos da América e na Europa pelo prestigiado selo World Village (Harmonia Mundi).

Sofía gravou, tocou ao vivo e colaborou com um grande número de projectos e com músicos e grupos como Maria Schneider, Bobby McFerrin, John Zorn, Folklore Urbano, Geoffrey Keezer, Lionel Loueke, Alcatraz, Pavel Urkiza (Gema y Pavel), Russ Ferrante (Yellow Jackets), Frank London (the klezmatics), Steve Lacy, Bob Moses, Aquiles Baez, Samuel Torres Group, La Bomba de Tiempo, Eva Ayllon, Grupo Caracumbe, Guillermo Klein, and Pablo Aslan’s Avantango.

Sofia apresentou-se na Europa, Ásia e em todo o continente americano cantando em consagrados festivais internacionais.

Durante 2007 percorreu a Europa y USA com a big band de Maria Schneider.

Em Maio de 2008 apresentou-se no Carnegie Hall junto a Bobby McFerrin para realizar “Instant Opera”, una ópera completamente improvisada sobre a historia da Torre de Babel.

Em 2010, Sofia foi premiada como a melhor cantora do ano por o Latin Jazz Corner.


http://www.myspace.com/sofiarei
http://sofiamusic.com/noticias/



Ficha técnica:
Sofía Rei – Voz

Samuel Torres – Percussão

Jorge Roeder – Contrabaixo

15 Julho - 6ª feira
L’Herbe Folle


França

Malabarismos com música de todos os horizontes numa folia sem limites.



Ritmos mestiços de muitas paragens parecem segredar ao público que é proibido não dançar. São canções imbuídas de sonhos e desejos. Sons valsadores que se confundem com os ritmos ciganos ou com um jazz livre de rótulos.
Crus ou cozinhados, ingénuos ou sinceros, os textos deixam entrever as preocupações sociais que – musical ou socialmente – os perpassam, invadem e motivam. E não podemos esquecer o rugido dos tambores que esboça as linhas grossas de uma selva tão urbana como rural. Ao mesmo tempo, lamento e cacofonia comunicativa deambulam em danças que a voz exalta e incendeia.
Se, assumir os seus paradoxos fosse uma arte, "L'Herbe Folle" seria reconhecida com o prémio dos "Arts et Metiers".

Chamar "Chut" a um álbum que irá fazer muito barulho é só uma pequena ilustração de uma arte em escrever e até de viver.

Os seus paradoxos são cultivar as identidades plurais e as pontes entre os estílos musicais, mexendo assim com o jogo das etiquetas.

Um grupo de canções? Seguramente! Em Francês, em Polaco, num piscar de olho occitano, "L'Herbe Folle".



Um grupo de música acústica? Jazz, Klezmer valse, Bourrée, Java, Cigana, tudo passa!

http://www.myspace.com/lesherbesfolles






Ficha técnica:
Aladin – Guitarra e voz

Florent – Saxofone e voz

Clem – Percussões

Rémi – Baixo



15 Julho - 6ª feira

Os Diatónicos


Portugal

Concertinas acrobáticas num frenesim de baile pelas ruas de Tondela.



Com a música presa entre as letras da palavra com que escrevem o nome, estes artistas apostam num repertório feito de estilos ecléticos, incluindo originais. Saltando do rock para o popular, tocam (con)certinhos como “animadores infernais” e saltam, correm, rodopiam. A (an)dança não têm parança.
Pelo som de concertinas que bufam, transpiram e gemem, a animação apodera-se da rua ao impulsionar bailados acrobáticos. A melodia contagiante apela a um “a menina dança?”. Em Portugal e no estrangeiro, os Diatónicos levam a euforia da festa a qualquer poiso ou circunstância.
Sobre os Diatónicos
Em 1993, foi criada pela Associação Recreativa Cultural Flor do Sabugueiro uma escola de concertinas onde se formaram alguns tocadores de concertinas sendo um deles Carlos Pinto. 
Carlos e os outros alunos começaram a tocar concertina na tocata do Rancho desta associação e ainda a participar em romarias, onde animavam as pessoas com as suas músicas e "brincadeiras". Hoje, os elementos do grupo já não são os mesmos, uma vez que alguns deles tiveram que emigrar, no entanto, novos elementos entraram para o grupo.
De repente o Grupo de Concertinas “Diatónicos” de Dalvares começou a ser falado um pouco por toda a parte. A explicação: o grupo apostou num reportório variado, onde cabe todo o género de música (do popular ao rock) incluindo originais do grupo... tocam certinhos e depois há um “performmer” de alto gabarito — o Carlos. De concertina ao peito, salta, corre, rodopia e toca. A “concertina bufa, transpira e geme”. A piada é que nesses bailados acrobáticos, o som sai melodioso e não arranha nos nossos ouvidos. 
Desde então, nunca mais pararam. Já correram Portugal de Norte a Sul, incluindo as Ilhas dos Açores e Ilha da Madeira e ainda Associações portuguesas na Suiça e na França, divulgando a música tradicional. 
Actualmente, toda a actuação é feita num camião palco, tendo um cenário bastante apelativo e inovador.
Com a sua boa disposição e energia, interagem com o público, promovendo um clima de alegria total.
http://diatonicos.blogspot.com/





Ficha Técnica:

Carina Fonseca – concertinista

Carlos Pinto – concertina e direcção artística

Fábio Braz - bombo e concertina

Filipe Andrade - concertina e bombo

16 Julho - Sábado

Diabo na Cruz


Portugal

Rock de braço dado com a música tradicional portuguesa num cocktail servido por uma das bandas mais virtuosas da actualidade.



Fazem a ponte entre duas margens que viveram separadas durante mais de trinta anos: a da Música Moderna Portuguesa e a da Música Popular Portuguesa. Com temas que são do mais fresco e entusiasmante que se tem feito por cá, os cinco músicos recuam ao tempo das sonoridades tradicionais e juntam-lhes a atitude do século XXI.
Perdoando o folclore português, apresentam-se com guitarras aceleradas e letras contagiantes. É a música popular ao ritmo de um bom rock pop, numa mistura que não abdica de uma injecção permanente de criatividade e dinamismo em palco.
Letras, métrica, interpretação e, sobretudo, composição fazem de “Virou!”, o primeiro álbum de Diabo na Cruz, um trabalho singular. Há muito que a música portuguesa carecia de um Tropicalismo capaz de nos unir, juntando o génio de José Afonso ao de António Variações… sem fronteiras!
Os Diabo na Cruz não são nova música urbana, como Deolinda e Virgem Suta. Não são reinterpretações populares de velhos cantares como Brigada Victor Jara e Ronda dos Quatro Caminhos, nem fusões pan-europeias como Dazkarieh e Uxu Kalhus. São rock com travo estético e autoral nacional.”

Sérgio Bastos (Expresso – Maio 2010)

"Entre os discos onde se vislumbra alguma memória da música popular portuguesa, este é a coisa mais fascinante que por cá já se escutou desde o projecto Humanos. (...) Um consolo para a alma.
Que Deus abençoe este Diabo."
João Miguel Tavares, Time Out

"Um supergrupo nacional que junta Jorge Cruz, B Fachada e Bernardo Barata, entre outros, na
união definitiva e quase perfeita do melhor rock com a tradição portuguesa."
António Pires, i

"Um retomar de relações com heranças que marcam uma identidade de tempo e de lugar. O nosso lugar. Exorcizam, como há muito se não ouvia, o que parecia ser uma má relação da música portuguesa com genéticas de um Portugal musical profundo."
Nuno Galopim, Sound+Vision
A super banda portuguesa "virou" o Musicbox do avesso na apresentação do seu primeiro LP. E a RDB aproveitou para saber o que os faz dançar o Vira.

(…)

O álbum “Virou!”



Jorge Cruz já cá anda há muito tempo, já o dissemos. Em 1998 formou os Superego. Relativamente ao único álbum da banda, escreveu no myspace que a crítica o elogiou por “ter uma carta sépia”. Parece provocação. Uma espécie de crítica à crítica. Os Superego terminaram mas Cruz manteve o espírito empreendedor e, em 2002, lançou “Sede”, o álbum a solo. Entretanto não mais ouvimos falar dele. Felizmente ouvimos agora.

Letras rústicas e rurais, pois bem. O folclore pensávamos nós, há dois meses atrás. A música popular portuguesa, pensamos agora

Os teclados são marados, alegres e eufóricos. As harmonias de fachada são um agradável bónus – em boa hora Jorge Cruz o recrutou - e a braguesa confere um som único aos Diabo na Cruz. É um disco bem disposto e em que se nota uma enorme vontade de desbravar novos caminhos e encontrar uma identidade.

(…)

Há uma cerrada crítica social, usando o passado para criticar o presente («Loucos») e «Casamento» que está para “Virou!” como «Movimento Perpétuo Associativo» está para “Canção do Lado” dos Deolinda.

(…) In, Visuais & Barulhos - Edição nº52/Janº 2010

http://www.myspace.com/diabonacruz
http://www.ruadebaixo.com/diabo-na-cruz.html



Ficha técnica:

Jorge Cruz - guitarra e voz
B Fachada - viola braguesa e voz
Bernardo Barata - baixo e voz
João Gil – sintetizadores
João Pinheiro - bateria e percussão

16 Julho - sábado

Mo’Kalamity & the wizards


Cabo Verde e França

Não perca o espectáculo da cantora-activista que é já uma das figuras incontornáveis do reggae a nível mundial.



A voz suave contrasta com a força das mensagens que pulsam nas suas canções, em jeito de alerta contra a discriminação, a condição das mulheres e o ambiente, entre muitos outros temas. Certo é que num universo profissional maioritariamente dominado por homens, Mo’Kalamity se tornou num dos nomes femininos mais conhecidos da última década.
O seu caminho deixa entrever uma encruzilhada de influências. Natural de Cabo Verde, vai beber às raízes nativas do Oeste africano, mas parece trazer sonoridades afro-americanas e jamaicanas tatuadas na alma. Actualmente reside em Paris, cidade em que – acompanhada pela sua banda, The Wizards – tem levado ao rubro as principais salas de espectáculo.
O seu primeiro álbum, “Warriors of Light”, obteve uma grande aceitação por toda a Europa, enquanto “Deeper Revolution, o mais recente CD, mereceu três nomeações para os Cabo Verde Awards 2011. Entre estes trabalhos, tem dividido o palco com grandes vultos mundiais (Salif Keita, Omar Perry, entre outros) e realizado múltiplos concertos. As salas? Esgotadas. Só não se esgotam as boas energias de Mo’Kalamity & The Wizards.
Mo Kalamity cresceu rodeada de música ecléctica: descobriu o reggae, a soul music e os estilos afro-americanos e jamaicanos dos anos 60 e 70. Entre tantos, ela escolheu o reggae rebelde e militante para exprimir os temas que lhe são caros.

Viveu encontros musicais diversos, como em 2000 e 2001, em que foi corista do cantor reggae King Malik. Decide então investir na sua carreira a solo e cria melodias a que cola lírica também da sua autoria em que estende uma ponte com África. Poemas, a maioria em inglês, em que apregoa a tolerância e o amor, mas também denuncia o egoísmo e a indiferença do mundo actual.

Em 2003, conhece Johnson, ex-líder do grupo Exode, e sua companheira Anne, ambos compositores que a ajudarão a aprimorar as suas criações. A partir de então Mo Kalamity é acompanhada da banda The Wizards .

Seguem-se dois anos de concertos pela Europa e, em 2006, grava o primeiro disco, « Warriors of light ». Colabora depois do lançamento desse álbum com vários artistas do mundo reggae - Junior Cony, Barbes D, entre outros -, para em 2008 e 2009, participar nos projectos colectivos Voix Libres e « African Reggae », este último da famosa editora Putumayo.

Também em 2009 chega ao mercado o segundo disco de Mo Kalamity & The Wizards, «Deeper Revolution». Um álbum em que a cantor de origem cabo-verdiana se impõe como revelação feminina do reggae graças à sua voz suave com influências da soul music e dos blues e à poesia contestatária e de apelo social.

TSF

http://www.myspace.com/mokalamityspace






Ficha Técnica

Mo' Kalamity - Voz

Mano - Percussão

Benoit Demuynck - Baixo

Kubix - Guitarra

Bastien - Teclados

Yann Clery - Flautas e Coros

Kael - Guitarra e Coros

16 Julho – Sábado
Cottas Club JAZZ Band

Portugal

Porque a música não escolhe idades, venha conhecer o grupo de “Cottas” que criou um jazz à sua maneira…


Participar num espectáculo dos Cottas Club é carimbar o passaporte para uma viagem através de um repertório singular em que a banda reinterpreta o jazz dos anos vinte com o estilo eternizado por Louis Armstrong & All Stars na década de cinquenta.


Pelo caminho, desenha-se no horizonte a fachada do famoso bar Cotton Club, de Nova Iorque, grande pólo de divulgação deste género musical. O nome do grupo surge, então, num duplo piscar de olhos a esse palco nova-iorquino e à velha (perdão, “cota”) história do universo jazzístico. Ao chegarmos ao nosso destino, surpreendemo-nos com um jazz tradicional (Dixieland) que se reinventa no cruzamento com o funk e brassband.
Provenientes da zona Oeste de Portugal, os “Cottas” já lançaram dois CDs e têm vindo a participar em centenas de espectáculos, como os festivais europeus de Dixieland em Tarragona (Espanha) e Dresden (Alemanha). Já em 2011, marcam presença no VI Festival Internacional de street bands, em Amorebieta – País Basco (Espanha).

Os Cottas Club Jazz Band, vem da zona Oeste de Portugal, surgiram em 2003 e estão focados no Jazz Dixieland (ou Jazz tradicional), aquele que foi tocado durante os anos vinte e anos trinta, na cidade-berço do Jazz - New Orleans.

Este conceito, reflecte-se também no instrumental da banda: trompete, trombone, clarinete, sousafone e washboard. Na tradição dos velhos mestres, esta banda executa acusticamente os temas mais famosos da época, cantando inclusivamente, com um megafone. Dos traços mais genuínos da banda, é sua predisposição para a animação em complemento às interpretações musicais. Com textos humorísticos em estilo stand-up comedy, em todos os ambientes, os Cottas conseguem oferecer espectáculos memoráveis, únicos e bem dispostos.

Até à data, os Cottas Club lançaram 2 CDs acumulando ainda algumas centenas de espectáculos, quer  em Portugal como no estrangeiro. Nos últimos anos, fez parte do elenco dos dois maiores festivais europeus de Dixieland, sendo essas um dos principais feitos na carreira da banda. Em 2007 e 2008, os Cottas brilharam durante os 14º e 15º Festivais Internacionais na cidade espanhola de Tarragona ). No ano seguinte, a banda foi a sensação no 39º Festival Internacional de Dixieland em Dresden, onde milhares de fãs, durante os quatro dias do festival, apreciaram a irreverência da banda, levando-os para as primeiras páginas de alguns jornais alemães. Ainda em 2009, os Cottas participaram nas comemorações do 38º aniversário dos Emirados Árabes Unidos, onde para além do Dubai, fizaram uma digressão de 6 dias nas capitais de outros emirados, representando Portugal nesse pais do Médio Oriente.

Como apresentações públicas relevantes: “Imaxina Sons” (6 º Festival de Jazz de Vigo), no “SZIGET FESTIVAL” em Budapest – Hungria, naquele é um dos maiores e mais importantes festivais culturais da Europa.

www.myspace.com/cottasclub







Ficha Técnica
Rafael Neves – Clarinete
Pedro Morais – Saxofone
Mário Nunes - Trompete, Voz
Hugo Margalho – Trombone
Jorge Maia – Sousafone
Alexandre Maia – Washboard



PROJECTO
365 T+ - O desafio da Prosperidade – Tondela

O projecto para Regeneração Urbana de Tondela, desenvolvido pela Câmara Municipal de Tondela, no âmbito das parcerias para a regeneração urbana do Programa Operacional do Centro, do qual a ACERT é parceira, é um oportunidade para “repensar a cidade” em várias dimensões.

Reconstruir as infra-estruturas é o pretexto, renovar a cidade e a cidadania a oportunidade.

À ACERT cabe, no âmbito deste projecto, enquadrar as várias acções com um plano de animação que não só envolva a comunidade como realce a importância da utilização do espaço publico enquanto espaço de socialização.
Alguns objectivos:

• Utilização da rua como espaço privilegiado para a apresentação de espectáculos. Promovendo assim, a utilização do espaço pelos espectadores para actividades mais informais;

• Reutilização dos espaços da cidade “velha” trazer os não residentes na zona de intervenção a conhecer e valorizar esses espaços de fruição e lazer;

• Demonstração das potencialidades de lazer, e consequentemente comerciais, da zona de intervenção;

• Envolvimento dos comerciantes e outros agentes locais promovendo junto destes a utilização dos espaços comerciais como espaços de exposição;

• Criação de uma imagem de dinamismo e multiculturalismo na zona de intervenção;



VIDEOARTE
Tondela n’ACERT

Elemento escultórico de projecção de um surreal crível.

Espaços da zona “velha” da cidade de Tondela. Nus, povoados, infinitos, memoráveis. Sem desejarem ser abandonados. A precisarem de companhia e ternura. Lugares que falam por não se submeterem a ser preteridos por outros mais presunçosos. Sítios que não são pedras só amontoadas no tempo. Nem portas fechadas por desusos. Nem gente que está perdida por gostar de viver na zona velha. Olhares distorcidos para uma realidade que tanto angustia como comove. O que foi, o que é… o que pode ainda ser! Desejos que se misturam com a angústia comovedora de que o desastre é irreversível. A captação das imagens para projectar o surreal de um imaginário utópico em que se acredita.



EXPOSIÇÃO
GESTOs e ARTEs na ACERT, Ângelo de Sousa e outros artistas

Uma exposição como esta, que evidencia caminhos partilhados e cruzados pela GESTO e pela ACERT, aqui em Tondela ou espalhados na dimensão das cumpliCIDADES, dos DESencobrimentos, das TRAVESSIAS por caminhos sem fim, não acrescenta nenhuma estranheza, é uma exposição simples, é o que é!


Por isso nos apresentamos como somos, amarrados a uma inventividade permanente e alagados de um contentamento fortalecedor. 

Perseguimos a possibilidade de apresentar o melhor,  mostrar em primeiro lugar, quem sempre enfrentou o que há-de vir com a ousadia de não se quedar com o já feito, o descoberto, o experienciado: uma série de desenhos de Ângelo de Sousa, transporta da sua criatividade suprema um  jogo de laços e coincidências que nos ligam, a sua presença nas nossas vidas. 


A exposição espalha-se pelo espaço, distribuindo possibilidades de relacionamentos mútuos a partir de objectos artísticos de uma série de artistas que também partilharam nossos desígnios, que soltam, assim, suas interferências no decurso da FESTA.

LANÇAMENTO DO CD/LIVRO

AUTO DA FONTE DOS AMORES
de Carlos Clara Gomes

(autor do libreto e da música, assinando também a produção)
Sábado, 16 de Julho, às 17,30h

Galeria Novo Ciclo ACERT

Uma história em formato de ópera popular que transporta a paixão de Pedro e Inês desde o seu entorno medieval até aos nossos dias. Foi gravado nos Estúdios da Universidade de Aveiro, contando com a participação de 82 intérpretes vocais e 33 instrumentistas.




O autor, um dos músicos com um número significativo de autorias de música de cena para espectáculos do Trigo Limpo teatro ACERT, revela um trabalho que ultrapassa a fronteira musical. Ilustrações de Pedro de Sousa Pereira e texto dramático da autoria também do autor da música fazem desta edição da “Tradisom, Produções Culturais” um dos trabalhos com mais identidade lançado em 2011.

Sobre a Edição

“Auto da Fonte dos Amores”, de Carlos Clara Gomes (autor do libreto e da música, assinando também a produção) é uma história em formato de ópera popular que transporta a paixão de Pedro e Inês desde o seu entorno medieval até aos nossos dias.

Este trabalho foi gravado em 2005 (nos 650 anos da Morte de Inês de Castro) nos Estúdios da Universidade de Aveiro e que contou com 82 intérpretes vocais e 33 instrumentistas. Feito com sede nas músicas populares do mundo, a solicitação da dramaturgia, entrecruzam-se neste trabalho diversos géneros e estilos: Tango, Fado, Soul Music, Morna, Chula, Mambo, Tumbao, Rock, HipHop, Pantonalismo e Minimalismo. Ainda no que concerne à componente musical, este trabalho contou com a prestação de importantes nomes da música portuguesa (e galega, no caso de Uxía, no papel da galega Inês de Castro). João Afonso interpreta Pedro. Manuel Freire dá voz ao Peregrino; Sérgio Godinho e Carlos Clara Gomes protagonizam os dois menestréis – bloggers da época –; João Maria Pinto, Aurélio Malva e Sebastião Antunes interpretam os três fidalgos Diogo Lopes Pacheco, Pêro Coelho e Álvaro Gonçalves. José Medeiros incorpora o rei Afonso IV; Ana Celeste Ferreira, no papel de Bruxa, João Ricardo, no papel do Bispo de Braga e ainda Carlos Fragateiro que fecha as participações vocais interpretando o Mestre de Avis. Muitos outros cantores participam neste trabalho – com destaque especial para os ensembles vocais Bocas do Povo, Segue-me à Capela, Infantuna Cidade de Viseu e Companhia DeMente.

A Tradisom, Produções Culturais lança este livro/fonograma no âmbito dos 650 anos da trasladação de Inês de Castro (de Coimbra para Alcobaça) e também no âmbito dos 40 anos de carreira do autor deste trabalho.



Sobre o Autor
Cantautor, compositor, dramaturgo e encenador, Carlos Clara Gomes é também director artístico da Companhia DeMente. Cumpre no presente ano 40 anos de carreira. Tem no seu currículo a autoria de música de cena para mais de uma centena de espectáculos de teatro, ópera popular, dança e vídeo, para além dos muitos espectáculos musicais que tem dirigido. Definindo‐se esteticamente como “um camaleão” em termos estilísticos, é assíduo frequentador de formas musicais das culturas populares do mundo, enquanto incorpora nas suas composições contributos de áreas como o Jazz, ou a Música Erudita e manifestações de folclores urbanos, em muitas das suas respectivas vertentes e estilos.

Como autor, produtor ou intérprete, conta com cerca de 50 discos no seu activo, repartidos por autorias, e produções suas bem como colaborações com reconhecidos autores e intérpretes nacionais e internacionais.

[Foi director Musical e autor de música de cena para vários espectáculos do Trigo Limpo teatro ACERT, para além de mentor, com José Rui Martins, de vários espectáculos de música e poesia do grupo. As edições da ACERT: “Assi se fazem as Cousas” e “Ópera do Bandoleiro” são da sua responsabilidade artística.]

Do seu vasto conjunto de obras constam peças musicais para formações de diversos tipos e estilos.”



In, Textualino

VISTACURTA’11

Festival de Curtas de Viseu
Mini-Cine-Tejá do jardim novo ciclo

Todos os dias, sessões contínuas.

O Festival de curtas de Viseu pretende divulgar filmes realizados na região, sobre temas da região ou por autores da região.

Uma mostra muito particular organizada pela Projecto Património / Empório e Cine Clube de Viseu que chega pelo segundo ano ao Tom de Festa, apresentando 19 trabalhos seleccionados.

O público do Tom de Festa assiste e vota.

Os premiados serão conhecidos a 21 de Julho, na Praça D.Duarte, em Viseu, numa sessão de cinema ao ar livre.



Feira das Trocas

O que julgamos supérfluo o gasto pelo olhar ou pelo uso rotineiro, vale ouro!




Uma forma alternativa de “passar uma rasteira” ao consumismo. Um espaço do Festival onde o que julgamos inútil angaria aquilo de que necessitamos.

Basta trazer de casa o que julgamos supérfluo ou já “gasto” pelo olhar ou pelo uso rotineiro e trocar por outro bem de que, de idêntica forma, outro se quer desfazer.

Um casaco pode valer um CD. Com um livro se poderá adquirir um pote de mel. Uma T-shirt pode permitir que se coma um pão com chouriço, fruta caseira ou uma peça artesanal…

A moeda funciona o mínimo possível. A candonga inofensiva gera trocas de bens e de amizades.

Como escreveu Francisco Nôa, “O sujeito escolhe, o consumidor é escolhido.”

Nesta feira, provaremos que somos sujeitos que não se contentam somente com o ter, mas como o ser.

Restauração “Tons DE gosto”

O petisco sempre foi um momento que fez parte do Tom de Festa. Não há música onde ele não venha mesmo a calhar



Mais do que uma degustação um elemento central do projecto animação cultural que afirma as culturas, locais, regionais, nacionais e internacionais. A troca de saberes e sabores ao som da cultura.

Haverá 3 espaços de degustação:

. Restaurante Novo Ciclo

. Restaurante 3 Pipos

. Bar Tom de Festa

para além de sabores regionais confeccionados por “os próprios… os especialistas”!



INFORMAÇÕES

BILHETES

Normal
1 dia 10,00€ / 4 dias 30,00€
Associados
1 dia 7,50€ / 4 dias 20,00€
Famílias
Gratuito para menores de 16 anos, quando acompanhados dos pais, 

Descontos*
1 dia 8€ / 4 dias 25€
*estudantes, reformados e portadores do cartão jovem

HORÁRIO DA BILHETEIRA

- 2ª Feira das 14:00h às 18:00h


- De 3ª a 6ª Feira das 10:00h às 13:00h e das 14:00h às 18:00h
- 4ª Feira também das 18:00h às 21:00h.
- Sábado das 15:00h às 18:00h
Nos dias do Festival: das 10:00h às 13:00h e das 14:00h à 01:00h

ABERTURA DO ESPAÇO NOVO CICLO

A entrada no espaço é cobrada a partir das 19.00h.





REFEIÇÕES

Venha jantar ao Tom de Festa!


Restaurantes a funcionar a partir das 19:00h



CONTACTOS

ACERT Associação Cultural e Recreativa de Tondela


Rua Dr. Ricardo Mota, s/n 3460-613 Tondela
www.acert.pt | www.acert.pt/tomdefesta11 | t. 232814400 | geral@acert.pt



1 José Saramago

2 Francisco Noa, A Banda

3 Francisco Noa, Sujeito ou Consumidor: eis a Questão

21º Festival de Músicas do Mundo ACERT | 13 a 16 Julho’11




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