2cchladlvcmt04-p o escudo de enéias e a representaçÃo da pietas: uma leitura do livro VIII da eneida



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UFPB-PRG XII Encontro de Iniciação à Docência


2CCHLADLVCMT04-P


O ESCUDO DE ENÉIAS E A REPRESENTAÇÃO DA PIETAS: UMA LEITURA DO LIVRO VIII

DA ENEIDA

Raphaella Barbosa Belmont (2); Alcione Lucena de Albertim (3)

Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes/Departamento de Letras Vernáculas e Clássicas/

MONITORIA




RESUMO
A Eneida (19-17 a. C.), poema épico de Virgílio, escrito no período clássico da Literatura Latina

(I a.C. - I a.D), narra a história de Enéias como mito fundador das bases da futura Roma e ancestral mais antigo dos romanos. Composta por doze livros, podemos estabelecer para estudo da Eneida uma estrutura triádica, assim compreendida: Provações (Livros I-IV), Rituais (Livros V-VIII) e Combates (Livros IX-XII). Adotando essa estrutura, objetivamos estudar o Livro VIII que trata do recebimento das armas de Enéias, forjadas por Vulcano e entregues ao herói por sua mãe, Vênus. Esse Livro corresponde à etapa final de preparação do herói para adquirir a têmpera, confirmando-se como mito fundador da nova Tróia. Detendo-se mais especificamente no trecho que corresponde à descrição do escudo, compreendido entre os versos 608-731, a representação tratará da história da Itália desde sua fundação mítica, associada ao nascimento de Rômulo e Remo até a vitória de Otávio sobre Marco Antônio, na batalha de Actium, em 31 a.C. O objetivo deste artigo é retratar a presença do religioso dentro da descrição do escudo de Enéias, desde a pietas de Rômulo, que assegura a Roma uma linhagem piedosa, passando pelo estabelecimento das lupercais, festa em homenagem à loba que amamentou os gêmeos, até a metonímia religiosa que representa a guerra civil entre Marco Antônio e Otávio César, este representando o Ocidente e seus deuses, e aquele o Oriente e suas divindades. No Livro VIII, Virgílio estabelece uma relação metonímica na personificação dos rios como divindades. Os rios Tibre e Nilo simbolizam a nítida oposição entre Ocidente e Oriente. O poeta apresenta o Rio Nilo choroso e vencido diante do Tibre vencedor, representado pela figura vitoriosa de Otávio César, diante de Marco Antônio, na batalha de Actium. Esta análise será desenvolvida à luz dos estudos de Pierre Grimal acerca da civilização romana e da obra de Virgílio.


PALAVRAS-CHAVE: Eneida, Virgílio, Religião.

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1) Bolsista, (2) Voluntário/colaborador, (3) Orientador/Coordenador, (4) Prof. colaborador, (5) Técnico colaborador.



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