3.º Domingo da Quaresma



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L I T U R G I A E V I D A



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ANO C
3.º Domingo da Quaresma
SUGESTÕES PARA A CELEBRAÇÃO

E VIVÊNCIA DA LITURGIA


  1. Cartaz: “Quem julga estar de pé tome cuidado …”




  1. Com o 3º Domingo da Quaresma entra-se na parte mais peculiar do Ano C que se caracteriza pela acentuação das temáticas penitenciais: apelo à conversão, anúncio da Boa-nova da misericórdia e do perdão de Deus (S. Lucas...).Pode optar-se pelas leituras do Ano A; mas na generalidade das comunidades há que valorizar a proposta específica deste ano, enquadrando-a dentro de outras iniciativas pastorais que exprimam de modo concreto um itinerário pessoal e comunitário de conversão e penitência.




  1. Para fazer em família: acender 3 velas junto a uma Bíblia aberta. Ao acender a vela, um membro da família fazer uma oração ao Senhor, pedindo mais alegria de viver e a exprimindo o desejo de serem felizes para sempre.




  1. A preparação cuidada e a realização adaptada do Acto Penitencial justificam-se sempre, mas ainda mais na Quaresma. Em alguma circunstância poderá justificar-se a adopção de uma das duas orações eucarísticas da Reconciliação publicadas em apêndice no Missal (pp. 1314-1325), se bem que, em princípio, o seu uso seja mais recomendável para os dias de semana. Na bênção final pode manter-se o uso tradicional de rezar a «oração sobre o povo» (cf. MR., 569-573).




  1. Leitores: A 1ª leitura propõe-nos um diálogo vivo entre Deus e Moisés. O leitor esforçar-se-á para que o diálogo resulte. A voz de Deus requer, porventura, um tom mais grave. Além disso, o diálogo deve ser preparado com uma pausa razoável, especialmente a voz de Deus que não se deve confundir com a do narrador. Cuidado com algumas palavras: Jetro, Madiã, Horeb, não se consome a sarça, Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacob, angústias, egípcios.

A primeira dificuldade da 2ª leitura reside logo na primeira frase. Deixamos um exemplo de marcação para a leitura [/ = 1 segundo; // = 2 segundos]: «Irmãos://Não quero que ignoreis/ que os nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem,/ passaram todos através do mar// e/ na nuvem e no mar,/ receberam todos o baptismo de Moisés.//». Importa proceder assim com o resto do texto, a fim de tornar a leitura inteligível.


  1. Proclamar o Prefácio V da Quaresma (está relacionado com a 1ª leitura) e a Oração Eucarística I da Reconciliação.




  1. Compromisso: Durante esta semana meditemos no significado das palavras com que Jesus agradeceu a compaixão das filhas de Jerusalém, que choravam sobre Ele: “Filhas de Jerusalém, não choreis por Mim. Chorai, antes, por vós mesmas e por vossos filhos … Porque, se tratam assim a madeira verde (Jesus inocente), que acontecerá à seca (aos pecadores)?




  1. Depois do momento da comunhão, um jovem poderá proclamar, hoje e nos próximos domingos, o Convite para a Páscoa: Seguindo o caminho da Quaresma, aproximamo-nos da Páscoa. A conversão quaresmal prepara-nos para celebrar a grande noite dos cristãos, a noite da ressurreição, a noite da vida nova. Ninguém deveria faltar a esta festa. Jesus convoca-nos para o próximo dia 10 de Abril, à noite, a viver com Ele a sua Graça, a Sua Salvação, o Seu Amor que venceu todo o mal. Aceitemos o convite de Jesus.




  1. Sugestão de cânticos: Entrada: Lembrai-vos, Senhor, A. Oliveira, NCT 89; Ouvi-nos, Senhor, F. Silva, NCT 92; Aclam. ao Ev.: Arrependei-vos, F. Santos,NCT 104; Ofertório: Eis o tempo favorável, F. Santos, NCT 495; Comunhão: Ditosos os que te louvam, F. Santos, NCT 109; Fim: Salve, ó Cruz, M. Faria, NCT 117.



REFLEXÕES BÍBLICO-PASTORAIS


  1. A partir do terceiro domingo da Quaresma, as leituras do ciclo C insistem na necessidade de conversão e na misericórdia de Deus. De facto, as ideias da conversão, da reorientação da nossa vida para o evangelho, de arrependimento e de propósito de emenda estão no núcleo da mensagem quaresmal. Deus chama-nos à conversão e oferece-nos o seu perdão. O evangelho deste domingo é muito claro e directo. Como em outras ocasiões, na primeira parte da perícopa de hoje, Jesus tira uma lição de alguns acontecimentos acontecidos a uns galileus que se tinham revoltado e que foram mortos pelas autoridades e de outros que morreram esmagados por uma torre que caiu. Na mentalidade daquele tempo, as desgraças, os acidentes, as doenças eram consideradas como um castigo pelos pecados cometidos. Jesus avisa para não se cair na tentação de pensar que aqueles que não foram vítimas destas desgraças são todos justos e que não precisam de conversão: “Eu digo-vos que não. E se não vos arrependerdes, morrereis todos do mesmo modo”. Cada um tem as suas faltas, todos temos de reconhecer a nossa condição pecadora, todos temos necessidade de conversão.




  1. A perspectiva pela qual se apela à necessidade de conversão não é a de castigo que os espera, mas a de um Deus bom e misericordioso que nos quer perdoar e salvar. A segunda parte do evangelho, a parábola da figueira que não dá fruto, é magnífica para captar esta atitude de Deus: “Senhor, deixa-a ficar ainda este ano… talvez venha a dar frutos”. Deus não quer “cortar” a figueira, mas que ela dê fruto. Por isso, oferece sempre uma outra oportunidade com a condição de que haja um compromisso sincero de esforço (“vou cavar-lhe em volta e deitar-lhe adubo”), uma vontade firme de conversão. Na primeira leitura deste domingo, escutamos outro importante momento da história do povo de Israel: Deus chama Moisés a partir da sarça ardente que não se consumia, para libertar o seu povo da escravidão do Egipto. É assim que começa o Êxodo, esse itinerário de quarenta anos no deserto para a liberdade, guiados por Deus, que também nos recorda o nosso itinerário quaresmal. O “Eu sou” que chama e envia Moisés é Deus que está tão perto, escuta o clamor do seu povo e deseja libertá-lo. O salmo responsorial diz: “O Senhor é clemente e compassivo, paciente e cheio de bondade… Ele perdoa todos os teus pecados”. A Oração Colecta também nos diz: “Deus, Pai de misericórdia e fonte de toda a bondade, … olhai benigno para a confissão da nossa humildade, de modo que, abatidos pela consciência da culpa, sejamos confortados pela vossa misericórdia”.




  1. Para que cada um possa fazer o seu caminho de conversão, terá que elaborar o seu programa pessoal, os seus propósitos, os seus desafios. A Liturgia oferece-nos pistas que nos podem ajudar. Por exemplo, a Oração Colecta recorda-nos os três meios tradicionais: “que nos fizestes encontrar no jejum, na oração e no amor fraterno os remédios do pecado”; a Oração Sobre as Oblatas fala-nos do perdão que devemos pedir e receber (recordemos a conveniência de celebrar o sacramento da reconciliação) e o perdão que devemos oferecer e dar: “Concedei, Senhor, por este sacrifício, que, ao pedirmos o perdão dos nossos pecados, perdoemos também aos nossos irmãos”. A Oração Depois da Comunhão fala da importância da Eucaristia e dos sacramentos na nossa vida: “Recebemos o penhor da glória eterna e, vivendo ainda na terra, fomos saciados com o pão do Céu. Nós Vos pedimos, Senhor, a graça de manifestarmos na vida o que celebramos neste sacramento”. São Paulo, na segunda leitura, comenta o êxodo de Israel pelo deserto, apresentando-o como uma imagem da libertação que Jesus nos oferece. Deus quis libertar o seu povo da escravidão do Egipto através de Moisés; Deus quer agora libertar o seu povo da escravidão do pecado através de Jesus Cristo. Mas, a salvação depende de cada um. A maioria dos israelitas que entraram no deserto com Moisés morreram, “não agradaram a Deus”. Esta é outra lição da história, aproveitada agora por São Paulo: “esses factos aconteceram para nos servir de exemplo, a fim de não cobiçarmos o mal, como eles cobiçaram… Tudo isto lhes sucedia para servir de exemplo e foi escrito para nos advertir”.

  2. Em conclusão: todos temos necessidade de conversão, ninguém pode dizer que dela não precisa. Muitos que pensam que estão seguros, em breve cairão. Jesus oferece-nos nesta Quaresma uma oportunidade para mudar de vida.


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