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HISTÓRIA E MEMÓRIA: EXPOENTES DA EDUCAÇÃO E DOS MOVIMENTOS SOCIAIS DO VALE DO MAMANGUAPE-PB

Camila Nobrega dos Santos(1); Peron Pessoa(2); Elaine Cristina de Medeiros Alves(2); Ariane Ferreira da Silva(2); Paulo Roberto Palhano Silva(3).

Centro de Ciências Aplicadas a Educação/DED


RESUMO

Expoentes da Educação e dos Movimentos Sociais do Vale do Mamanguape’ é um projeto de Extensão PROBEX 2011, desenvolvido por estudantes dos Cursos de Pedagogia, Ciência da Computação e Sistema de Informação do CCAE, integrado as ações educativas do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação, Etnias e Economia Solidaria – GEPeeeS - UFPB. O projeto propõe construir a memória de educadores escolares e dos movimentos sociais do Vale do Mamanguape. Passos metodológicos: 1)Dialogo estruturante da ação: em sala professores-orientadores dialogam com estudantes, onde são definidos a data, local, cor simbólica e expoentes que serão pesquisados; 2) Leituras sobre o objeto: São realizadas leituras de natureza teorico-metodologicas; 2) Instrumentos: Os coletivos de estudantes constroem instrumentos de coleta de informações - entrevistas, documentos, fotográficas, objetos, dentre outros; 4) A sistematização das informações é o momento analise dados e organização do relatório da ação; 5) Construção do banner. Informações são sistematizadas em relatório propiciando a construção do banner com a identidade do expoente; 6) A exposição: é o momento singular, os expoentes são convidados para uma solenidade, composta: a) abertura; b) apresentação dos banner; c) depoimento do expoente; d) Expoente recebe comenda da UFPB pelos relevantes serviços prestados a população. 7) Avaliação: é realizada de forma processual; Resultados: a) Todo material sistematizado é encaminhado para Casa do Imperador formando um memorial da educação do Vale do Mamanguape; 2) Foram realizadas 04 exposições; 3) Construídas  37 memórias de educadores; e, 8) Exposição itinerante: os banner são utilizados para exposição itinerante nas escolas da região. A memória dos educadores escolares e dos movimentos sociais do Vale do Mamanguape começa a ser articulada via PROBEX.

 

Palavras-chave: Expoentes da Educação. Memória. Movimentos Sociais.

Desenvolvimento:

 O projeto segue os princípios norteadores do Programa, por tanto, o arcabouço teórico-metodológico que se ancora na compreensão do movimento entre memória e identidade, história e significação, buscando (re)produz uma cultura vívida, e simultaneamente, protegendo-a a partir de sua identificação, resgate e disponibilização para a sociedade, no caso, especifico para publico anunciado de estudantes universitários e professores da rede publica

O projeto de extensão gira em torno da história de vida dos sujeitos do campo da educação, da sistematização e das atividades formais e informais possibilitando conhecer e formar uma memória e identidade que promova consciência coletiva, produzindo aprendizados educativos ampliando o capital cultural.

O estudo da memória de expoentes da educação ancora-se na história oral e na história de vida dos educadores escolares e dos movimentos sociais do Vale do Mamanguape, mas também nos documentos históricos, mapas e fotografia que estão articulados com o referencial teórico fundamentado na praxiologia de Bourdieu (1989) e Freire (1987) para identificar a existência das memórias individual e coletiva como parte norteadora das práticas educativas. 

“A historia oral é uma historia construída em torno de pessoas. Ela lança a vida pra dento da própria história e isso alarga seu campo de ação”, nos diz Paul Thompson (2002, p.44). A identificação de expoentes da educação e conseqüentemente sua exibição ao publico lança-o ao domínio publico, entra para o núcleo cultural produzindo e reproduzindo idéias e ações para gerações. O programa quer chegar a fazer essa publicização para ampliar o capital cultural do Vale do Mamanguape.

Em Bastos (2003), bejamin (1983), Passeggi (2010), Novoa (1888) vamos ancorar no sentido dos parâmetros para o registro das narrativas dos personagens e perceber o processo de formação do educador.

Para apreender informações sobre os educadores dos movimentos sociais recorremos a Caldart (2000), Gonh (1991), Bogo (1999), Stedile (1999), Palhano Silva, pois esses são especialistas na temática e ao longo de seus escritos tem demonstrado preocupação em oferecer parâmetros que qualificam esses sujeitos de atuação no campo educacional sejam eles: indigenas, economia solidaria, sindicais, ecológicos, regiliosos (...).

Nas bases teóricas de Castells (2000), Pernambuco (2008), Paiva (2006), Dagnino (1994) e Scherer-Varren (1993) o apoio para compreensão dos processos pedagógicos, as novas tecnologias e sua articulação com o campo educacional que constrói o capital cultural.

Thompson (1993), Bosi (1995) e Delgado (2006) como aportes para história oral e história de vida, memória e identidades. Uma identidade do ator social ou deste como parte de um sujeito coletivo. Procuramos compreender as contribuições dos primeiros educadores dos municípios do Vale do Mamanguape. E para tal, precisamos verificar os meandros e sutilezas que constrói uma cultura própria que lhe permite apreender material e simbolicamente, de forma particular, os espaços das relações sociais, incorporando, portanto, um habitus que lhe permite reproduzir-se e produzir-se, através da memória coletiva, das homologias estruturais e funcionais, nos diferentes campos sociais, especialmente no campo educacional, onde rompe com certas concepções e práticas pedagógicas legitimadas e desenvolve ações e estratégias visando legitimar um projeto pedagógico próprio. E para tal, recorreremos a praxiologia de Pierre Bourdieu.

O programa orienta para que em todos os projetos o marco teórico-metodologico possa partir de uma leitura possível do mundo. Para tal, mergulhamos em sua identidade e memória, buscando a literatura disponibilizada, ora estudando suas falas dos sujeitos falando do presente, do passado, resgatando e montando sua compreensão para entender sua elaboração. Assim, observação de suas ações, entrevistas com seus pares foram passo a passo montando um quebra cabeça e desvelando suas ações. Às vezes, observando fatos, que parecem ser isolados, mas quando tomamos a linha do tempo, percebemos a trajetória histórica desencadeada por um ator situado no campo educacional.

As narrativas dos personagens educativos falam das historias de vida, apresentam significados de sua real intenção. A sistematização de ações educativas são fundamentais para ampliação do capital cultural, pois evidenciam particularidades de sua natureza frente a sociedade. Mas também visando a articulação do microcosmo dos sujeitos expoentes da educação para chegarmos ao macrocosmo da vida social. 

Pierre Bourdieu para verificar a relação entre educação, capital e cultura indica três formas que o capital cultural se materializa: Estado incorporado, Estado objetivado e Estado institucionalizado. Vejamos:

 No primeiro: A acumulação do capital exige incorporação. Por sua vez, a incorporação exige tempo de inculcação e assimilação, custa tempo que deve ser investido pessoalmente pelo investidor. (não pode ser por procuração). Para Bourdieu trata-se de um trabalho do sujeito sobre si mesmo. O capital cultural é um ter que se tornou ser, uma propriedade que se fez corpo e tornou-se parte integrante da pessoa, um habitus. Assim, o capital incorporado não pode ser transferido instantaneamente, pois é algo pessoal. Ele é diferente do capital do dinheiro, da propriedade, cuja transmissão pode ser feita por doação ou transmissão hereditária, por compra ou troca.


 No segundo: O capital cultural aparece na aquisição de bens culturais (escritos, livros, pinturas, etc.), através do capital econômico, sendo indispensável a “posse” do capital cultural incorporado, por possuir os mecanismos de apropriação e os “símbolos” necessários à identificação do mesmo

 O capital no estado objetivado detém um certo número de propriedade que se definem apenas em sua relação com o capital cultural em sua forma incorporada.

 O capital cultural objetivado pode ser identificado : nas obras de arte, monumentos, livros... É algo material. (podemos ver, tocar, fazer negócios...


 O capital cultural objetivado pode ser adquirido. Assim, pressupõe a presença do capital econômico e pode então haver uma apropriação simbólica. Mas, para haver a apropriação simbólica geralmente requer um capital cultural. “É preciso não esquecer, todavia, que ele só existe e subsiste como capital ativo e atuante, de forma material e simbólica, na condição de se apropriado pelos agentes e utilizado como arma e objeto das lutas que se travam nos campos da produção cultural (campo artístico, cientifico, etc) e, para além desses, no campo das classes sociais, onde os agentes obtêm benefícios proporcionais ao domínio que possuem desse capital objetivado, portanto, na medida de seu capital incorporado” (Bourdieu,2005, p.78) 

 Terceiro: O capital institucionalizado acontece especialmente quando o agente consegue uma titulação. A obtenção do titulo, do diploma, o torna possuidor de um capital cultura instituído através do titulo

 É uma certidão de competência cultural que confere ao ser portado um valor convencional, constante e juridicamente garantido no que diz respeito à cultura.

 Esse capital cultural institucionalizado é socialmente aceito e referendado. Acontece a “concretização” do mesmo ocorre na “propriedade cultural” dos diplomas e sua aquisição.

 Ocorre uma magia performática do poder de instituir, poder de fazer ver e de fazer crer, ou, numa só palavra, de fazer reconhecer. A magia tem muita força, pois é uma crença coletiva. 

 Ao conferir ao capital cultural possuído por determinado agente um reconhecimento institucional, o certificado escolar, permite: a) uma comparação entre diplomas;b) realizar a ascensão em postos de trabalho. Pois, o certificado garante benefícios materiais e simbólicos.

 Seu o Capital em estado institucionalizado terá mais valor pela sua raridade. Ex.: obra de arte, diploma,...


A pesquisa documental será recorrente para a obtenção de informações históricas.

Cada projeto do programa realizará registros de rituais, reuniões, gestos e tantos outras manifestações da cultura incorporada do campo. Inserimos, também, como fontes os registros já operados via matéria jornalística da imprensa local, nacional e publicada via internet. Essas possuem papel relevante, assim como o das fotografias, que via de regra quebra a linearidade da narrativa, buscando substituí-la por uma pluralidade de vozes, como bem sugere Bourdieu em seu trabalho clássico, La Distinction (1979)

Abordamos os expoentes da educação escolar e da educação nos movimento social enquanto portadores de saberes, construtores de identidades que possuem capacidade de disseminação valorativa, por tanto capazes de reunir e sistematizar interesses em algo assumido pelo coletivo, movimentando-se como uma força diante da comunidade, dos poderes públicos e frente aos segmentos sociais.


Identidade e memória são categorias que estão articulados na construção do capital cultural e conseqüentemente do seu simbolismo. Essa simbologia pode variar em termos dos elementos que a expressam, a forma podendo ser um boné, camiseta, faixa, cartaz, a bandeira, hino do município ou da escola, mas a sua força está na crença que opera em cada um, animando, identificando, criando responsabilidades, dando visibilidade ao Movimento. Nos cabe, identificar os personagens criadores ou participantes dessa simbologia que anima e proporciona a vida cultural. 

Tomamos as elaborações de Pierre Bourdieu sobre o poder simbólico, onde esse possui a magia de construir a realidade, estabelecendo uma ordem gnosiológica, promovendo o sentido imediato do mundo: “É enquanto instrumento estruturado e estruturante de comunicação e de conhecimento que os sistemas simbólicos cumprem a sua função política de imposição ou de legitimação da dominação”. (1998, p. 11).

Nas práticas educativas como oficinas, cursos, (...) percebemos a presença de estruturas da subjetividade que estrutura o seu habitus. Ou seja, como o habitus é gerado e torna-se parte integrante do vivido. O habitus, através das percepções, opiniões, crenças, gestos, sentimentos, enfim, de toda uma gama de produção simbólica externaliza que apreende, distingue-se socialmente e busca legitimar, junto aos demais grupos da sociedade, a sua verdade sobre o mundo. É preciso, pois destacar-se “o trabalho dos agentes sobre si mesmo e sobre o mundo como uma condição ‘sine qua non’ para a transformação das condições sociais de sua própria produção/reprodução”. (2003, p. 68)

Memória e identidade quanto identificados, sistematizados e validados para serem utilizados em práticas educativas gera cultura, geral capital. Essa articulação tem a capacidade de “recontar a história”, “atualizar a memória”, “descrever, aprofundar, sistematizar”, além de fazer a validação utilizando-se de diversas linguagens, constituindo um sistema enquanto uma estrutura, estruturada e estruturante, profundamente marcada por complexidade. Os corpos expressam, assim, suas feições, condições sociais e sentimentos. Levam consigo a simbologia, como um manto que os identifica, protege e congrega.

A pesquisa autobiografia é relevante nos procedimentos pedagógicos. Trata-se de uma abordagem, como diz ROSITO complexa, com várias facetas pertinentes, que dialogam com fenômenos peculiadres, caracterizadores do mundo contemporâneo, fomentador da cultura liquida. (2010, p. 19).

A totalidade desse Programa irá gerar resultados significantes à sociedade. Compreendemos como diz Brandão: “torna-se urgente e necessário criar e fortalecer um trabalho pedagógico de conscientização do povo que resulte em um efeito político de organização das classes populares”, (1986, p.43)

O projeto visa identificar, sistematizar, publicizar as identidade e memórias daqueles que em sua vida exerceram o papel de educador escolar e dos movimentos sociais. A cauda é nobre e tem se ancora no cuidado cultural, na busca da preservação do patrimônio vivo e material.



Objetivo estratégico:

O projeto tem como objetivo geral, a saber:

Identificar, sistematizar, documentar e publicizar a história de educadores que prestaram relevantes contribuições a educação escolar na rede pública e na educação das ações dos movimentos sociais da região do Vale do Mamanguape – Paraíba – PB.

Como objetivos específicos, a saber:

a) Realizar exposições que evidenciem profissionais da educação e dos movimentos sociais que se destacaram pela atuação e contribuições para história da educação do Vale do Mamanguape-PB;

b) Entregar aos homenageados a Comenda Paulo Freire - Educador da Esperança, como reconhecimento do trabalho;

c) Produzir material histórico, banneres que são expostos para ao público e encaminhados para a constituição do Memorial da Educação; e

d) Ministrar no 2º Semestre uma cadeira de extensão envolvendo bolsistas e voluntários na Unidade; de Mamanguape.

A opção metodológica:

























 As ações do Projeto foram planejadas estrategicamente, tanto para viabilizar o presente projeto como para fortalecer o PROGRAMA DE EXTENSÃO HISTÓRIA E MEMÓRIA DA EDUCAÇÃO NO VALE DO MAMANGUAPE – PB. Vejamos:

As ações educativas buscam materializar uma postura teórico-metodoloigo que propicie identificar, sistematizar, documentar e publicizar a história de educadores que prestaram relevantes contribuições a educação escolar na rede pública e na educação das ações dos movimentos sociais da região do Vale do Mamanguape – Paraíba – PB.

Alguns parâmetros a serem alcançados:

• Identificar na história de cada município do Vale do Mamanguape os educadores e educadores que realizaram ações significativas para o desenvolvimento da educação na rede publica de ensino ou nos movimentos sociais;

• Sistematizar as informações coletadas por múltiplas fontes: memória em arquivos, história de vida, entrevistas, fotografias, [...], que indiquem as contribuições relevantes que demonstrem os procedimentos destas ações enquanto práticas educativas;

• Documentar por diversos meios as manifestações que caracterizaram as práticas educativas dos educadores e educadoras que ganharam notoriedade; e

• Publicizar a história de educadores e educadoras por diversos meios, especialmente, o registro escrito, fotográfico, vídeo, filme, apresentado em exposições em ambientes escolares, em ambientes dos movimentos sociais, repartições publicas, espaços culturais e outros visando a difusão dessas práticas educativas.


Outros detalhes da ação metodológica:

A proposição metodológica tem como foco a construção de biografias/memórias de educadores no campo da educação e dos movimentos sociais. Nesse sentido, propõe-se:

a) Constituir grupos de estudantes das turmas do Período 2º e 4º do Curso de Pedagogia para atuarem como coletores e sistematizadores do processo de identificar os Expoentes da Educação e Movimentos Sociais;

b) Identificar Educadores que possam ter suas memórias registradas, bem como, homenageados com a comenda Paulo Freire;

c) Cada grupo deve ser composto por Educandos-Pesquisadores das Turmas do P2 e P4 do Curso de Pedagogia-CCAE-IV CAMPUS-UFPB, especialmente sendo misto, num volume de 4 a 6 membros;

d) Inicialmente o Grupo deve fazer uma listagem de educadores do município;

e) Em seguida, o Grupo definirá qual(is) educador(es) serão pesquisados;

f) O trabalho obedecerá aos parâmetros da ABNT e restringirá a uma apresentação da biografia do Expoente.

g) convidar todos os educadores para processo de homenagem, onde são expostas as biografias, sendo facultada a palavra a esses educadores e em seguida, reconhecido o mérito, os mesmos são agraceados com comenda Educador da Esperança Paulo Freire.

O processo avaliativo:

A avaliação das ações educativas do projeto ocorreram no processo de desenvolvida pelos parâmetros propostos no Programa. Ou seja, de forma processual, dialogada, realizando ações de correção quando for necessário, realização de registros das ações.




Os produtos:

O processo de sistematização deverá propiciar que seus resultados sejam fornecedores de informações que alimentem as avaliações, mas também proporcione elementos para a confecção de Anais, Artigo


Capítulo de Livro, Comunicação, Jornal, Oficina, Produto Artístico, 
Produto Audiovisual-DVD, Produto Audiovisual-Filme, Programa de Rádio, desde que as condições materiais sejam propiciadas.






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