5º domingo da quaresma



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Encontro29.07.2016
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DOMINGO DA QUARESMA
Vésperas I

Lembrai-vos que não foi por coisas corruptíveis, como prata e ouro, que fostes resgatados dessa vã maneira de viver, herdada dos vossos pais, mas pelo Sangue precioso de Cristo, Cordeiro sem defeito e sem mancha, predestinado antes da criação do mundo e manifestado nos últimos tempos por vossa causa. Por Ele acreditais em Deus que O ressuscitou dos mortos e Lhe deu a glória, para que a vossa fé e a vossa esperança estejam postas em Deus.

1 Pedro 1, 18 – 21

Aproximamo-nos da Semana Santa, onde celebraremos de um modo especial a obra redentora de Jesus Cristo. A Quaresma tem como horizonte e meta a luz da Páscoa. Pelas palavras de S. Pedro, a nossa vida antiga foi inútil e prejudicial, porque foi uma vida marcada pelo pecado dos nossos primeiros pais e pelos nossos pecados pessoais; uma vida submetida ao mal no qual também participámos.
Deus resgatou-nos desta situação que nos levaria à morte e pagou o preço da nossa redenção, não com dinheiro, nem com ouro e prata, mas com o sangue do seu Filho, que entregou a sua vida na cruz por nós; um sangue infinitamente mais valioso que o ouro e a prata ou qualquer jóia preciosa. Pelo seu sacrifício na cruz, Jesus Cristo abriu-nos as portas da vida eterna.
Como Cordeiro sem defeito e sem mancha, Cristo carregou sobre Si os nossos pecados e assim Deus reconciliou o mundo consigo. Deste modo, Deus estava a agir simultaneamente com justiça e com misericórdia: com justiça, porque a dívida contraída pelo pecado da humanidade tinha de ser paga; com misericórdia, porque, para perdoar as nossas culpas, carregou sobre Si o peso do mal na pessoa do seu Filho amado. É assim que Deus se manifesta que é Amor, sendo ao mesmo tempo justo e compassivo.
Vésperas II

Irmãos, a vós foi dirigida esta palavra de salvação. Na verdade, os habitantes de Jerusalém e os seus chefes não quiseram reconhecer Jesus, mas, condenando-O, cumpriram as palavras dos Profetas que se lêem cada sábado. Embora não tivessem encontrado n’Ele motivo de condenação à morte, pediram a Pilatos que O mandasse matar. Cumprindo tudo o que estava escrito acerca d’Ele, desceram-n’O da cruz e depuseram-n’O no túmulo. Mas ao terceiro dia Deus ressuscitou-O dos mortos.

Actos 13, 26 – 30 a


Ao longo da história e por muitas gerações, ressoou a boa nova da salvação. É uma mensagem comovedora que deve encontrar eco na nossa vida, meditando-a assiduamente e por ela dar graças a Deus. De outro modo, poder-nos-á suceder o mesmo que aos habitantes de Jerusalém e às suas autoridades: não entendermos as profecias e não compreendermos a obra redentora que Cristo realizou a nosso favor, assumindo a nossa condição humana, humilhando-se e entregando a sua vida por nós.
Apesar de os judeus não terem entendido as profecias que liam e escutavam tantas vezes nas sinagogas, cumpriram-nas ao condenar Jesus, porque Deus é o Senhor da história; pela sua providência, rege e conduz os acontecimentos e desígnios humanos conforme a sua divina vontade. Foi assim que se concretizaram as palavras do profeta Isaías nos seus Cânticos do Servo sofredor, o homem das dores por cujas feridas fomos curados.
A morte de Jesus na cruz aparece na história como uma grande injustiça, porque nada se encontrou Nele que merecesse a condenação à morte. Pilatos foi pressionado a emitir uma sentença de condenação à morte. Esta injustiça tão grave é sinal do peso e do poder do mal e do pecado que escravizam a humanidade: um poder capaz de enfrentar o Filho de Deus, um poder que tem a pretensão de O vencer e aniquilar o amor para que reine o ódio e a destruição. Por isso, a ressurreição de Cristo é a vitória suprema sobre um poder pretensioso, mas fraco.


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