6º Seminário docomomo brasil Niterói, 16 a 19 de novembro de 2005 Moderno e Nacional: arquitetura e urbanismo chamada de trabalhos 31 de maio de 2005



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6º Seminário DOCOMOMO Brasil
Niterói, 16 a 19 de novembro de 2005
Moderno e Nacional: arquitetura e urbanismo
 
CHAMADA DE TRABALHOS
31 de maio de 2005
 
A Comissão Organizadora, em nome do DOCOMOMO Brasil e o Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense convida todos os especialistas, estudiosos e profissionais preocupados com o documentação, conservação e valorização da produção arquitetônica, urbanística e paisagística moderna brasileira para participar do 6º Seminário DOCOMOMO Brasil, dando continuidade aos trabalhos desenvolvidos nos 1º e 2º Seminários organizados pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia (Salvador, 1995 e 1997), no 3º Seminário promovido pela Fundação Bienal de São Paulo/Instituto de Arquitetos do Brasil/DOCOMOMO São Paulo (1999), no 4º Seminário, organizado pelo Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Viçosa (2001) e no 5° Seminário, organizado pelo Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Escola de Engenharia de São Carlos/USP (2003).
 
A 6ª edição do Seminário DOCOMOMO Brasil será realizada no campus da Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense, RJ, nos dias 16 a 19 de novembro de 2005.
 
TEMA: MODERNO E NACIONAL
 
A arquitetura moderna foi fundamental para a construção de novas imagens de identidade nacional para as jovens nações nas Américas, na África e na Ásia. No entre-guerras, enquanto em Washington DC e na União Soviética stalinista novos prédios governamentais eram construídos em estilo neoclássico, e na Europa o movimento moderno lutava para se impor; no Brasil, a arquitetura moderna já servia à missão de representar as mudanças da Nova República e do Estado Novo.  A integração nacional e a centralização administrativa foram expressas em prédios como os do Ministério da Educação e Saúde (1936-1945), do Instituto de Resseguros do Brasil (1941) e da Associação Brasileira de Imprensa (1936-1938) na antiga capital, Rio de Janeiro.  O sufrágio universal e a inclusão de novas camadas sociais no sistema assistencial, educativo e censitário, bem como o sindicalismo corporativista, consubstanciaram-se na construção em todo o país de inúmeras escolas, hospitais e grandes conjuntos de habitação social. Os programas de substituição de importações e de modernização da infra-estrutura de transporte e comunicação, por sua vez, concretizaram-se em dezenas de indústrias e em obras como as do Aeroporto Santos Dumont (1937-1944) no Rio de Janeiro e do Centro Tecnológico da Aeronáutica em São José dos Campos (1947), para citar apenas dois exemplos.
    
Embora a crença na técnica e na industrialização como mola propulsora do progresso fosse universal e arquitetos e planejadores modernos do mundo inteiro comungassem da mesma fé na verdade nua e crua das estruturas em concreto armado e de aço e vidro, na eficiência do gerenciamento da construção, na equanimidade dos componentes pré-fabricados, dos tipos e programas estandardizados de habitação mínima para todos; em terras trópico-americanas, este utopismo do ex-novo singularizou-se na procura da identificação da arquitetura moderna com o caráter local, as diferentes condições históricas, culturais e climáticas, a soberania nacional e as ambições desenvolvimentistas. No impulso modernizador encontrava-se latente tanto a humildade de saber-se na periferia do mundo industrial quanto o orgulho de saber que "sem nós, a Europa não teria tido sua Declaração dos Direitos do Homem", como no dizer de Oswald de Andrade. Orgulho este manifesto em curvas, colunas e vãos monumentais, painéis ladrilhados, treliças, cobogós e paisagismos sub-equatorianos na arquitetura da Pampulha em Minas Gerais, do Parque Ibirapuera e do MASP em São Paulo, do MAM e do Pavilhão de São Cristóvão no Rio de Janeiro, do Teatro Castro Alves na Bahia, e de Brasília; mas também na arquitetura da intimidade, isto é, nas residências particulares da elite nacional.   
 
O temário do encontro admite uma diversidade de enfoques. A seleção dos trabalhos se pautará na observação das especificidades da arquitetura, do urbanismo e do paisagismo no Brasil, reconhecendo aproximações a questões como identidade e modernidade, tecnologia e restauro, conservação e projeto, historiografia e documentação, síntese ou integração entre artes e arquitetura, trabalhos de resgate histórico, análise e crítica, ensino, valorização cultural, tendo como base estudos de casos em arquitetura, urbanismo e paisagismo, trajetórias profissionais, intervenções de restauro e conservação e ações urbanísticas. 
 
SESSÕES TEMÁTICAS:
 
Sessão 1 - A preservação e o moderno
Moderno e imemorial. O impacto do movimento moderno na política de preservação patrimonial brasileira.  A aproximação entre arquitetura portuguesa colonial e a arquitetura moderna brasileira. O moderno como patrimônio nacional. Proteger, registrar, restaurar e conservar o patrimônio moderno hoje.
 
Sessão 2 - A problemática do moderno nacional
A busca por uma monumentalidade democrática. A defesa da escala monumental.  A necessidade de afirmação simbólica da grandeza da nação e de uma ampla participação popular. A integração das outras artes a arquitetura. Nacional X Regional. As diversas aclimatações regionais dos princípios gerais da arquitetura moderna. A difusão internacional do moderno brasileiro.
 
Sessão 3 - A construção da história: o fato e as versões.
Brazil builds - marco fundador.  A leitura de Henrique Mindlin nos anos 50. A repercussão internacional e as leituras estrangeiras. As polêmicas regionais.  A "síntese oficial¨ de Yves Bruand.  As revisões recentes.  
 
 
Formato das propostas de trabalho
 
O Comitê Científico do 6º Seminário DOCOMOMO Brasil fará uma seleção de 72 trabalhos para comunicação oral e painel que serão selecionados em apenas uma etapa. Só serão aceitos trabalhos completos para avaliação. Os trabalhos não podem ter sido apresentados em outros eventos científicos.
 
O envio da proposta de comunicação completa para participação no Seminário deverá ocorrer até as 24 horas do dia 31 de maio de 2005 para o e-mail docomomo6@vm.uff.br  conforme padronização abaixo especificada, E TAMBÉM em 3 (três) cópias impressas e CD-ROM ou disquete contendo todos os arquivos gravados (vale a data do carimbo de postagem) enviados para:
 
6º. Seminário DOCOMOMO BRASIL
COMISSÃO ORGANIZADORA
Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo
Escola de Arquitetura e Urbanismo/UFF
Rua Passo da Pátria, 156  São Domingos
24210-240   Niterói   RJ
 
O recebimento do trabalho será confirmado por e.mail.
 
Os trabalhos enviados para a seleção deverão ser organizados com a seguinte apresentação e conteúdo:
 
Na primeira página:
 
Nome do autor principal, titulação, instituição de origem e função acadêmica (caso existam), endereço, telefone e e-mail.
Demais autores (quando houver), titulação, instituição de origem e função acadêmica (caso existam), endereço, telefone e e-mail. 
Sessão temática proposta.
 
Nas demais: 

Título do trabalho
Resumo (máximo 300 palavras).
Abstract em inglês (máximo 300 palavras)
Palavras-chave (máximo 3).
Texto e ilustrações sem qualquer identificação de autoria.
 
Os trabalhos apresentados ao 6º Seminário Docomomo Brasil não deverão exceder o total de 20 (vinte) páginas, incluindo resumo, bibliografia, notas e as ilustrações (caso existam) e excluindo a 1ª página com identificação de autoria.
 
As ilustrações deverão ser salvas em JPG e inseridas no texto próximas ao trecho a que se referem. Para não sobrecarregar o arquivo, recomenda-se que gráficos, figuras, fotos e qualquer arquivo gráfico, estejam inseridos no texto em padrão.JPG, resolução até 96 dpi. e não excedam a 2Mb no total.
 
As referências deverão ser reunidas no final do artigo em uma relação única em ordem alfabética, de acordo com a NBR 6023:2002, com entre linhas simples, espaço de 6 pts antes e depois.
Exemplos:

GUERRA, Abilio. Lucio Costa, Gregori Warchavchik e Roberto Burle Marx: síntese entre arquitetura e natureza tropical. São Paulo: Vitruvius, 2002. Disponível em:  <http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp150.asp.> Acesso em 07 mar. 2005, 17:46:30.

CAMPOFIORITO, Italo. As primeiras árvores. Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Rio de Janeiro, n. 26, p. 10-21, 1997.

RIBEIRO, Demétrio; SOUZA, Nelson; RIBEIRO, Enilda. Situação da arquitetura brasileira. In: XAVIER, Alberto (Org.). Depoimento de uma geração: arquitetura moderna brasileira. 2. ed. São Paulo: Cosac & Naify, 2003. p. 203-207.

TOSTÕES, Ana. Os verdes anos na arquitetura portuguesa dos anos 50. 2. ed. Porto: FAUP publicações, 1997.

Os trabalhos apresentados ao Comitê Científico do 6º Seminário Docomomo Brasil deverão obedecer à seguinte formatação:



  • Todos os documentos deverão ser apresentados em formato A4, com todas as margens medindo 2,5 cm (dois e meio centímetros), sendo digitados em Word 6 para Windows ou versões mais atualizadas do mesmo programa.

  • Na formatação dos parágrafos escolher a opção parágrafo justificado.

  • O tipo usado para os títulos, identificação dos autores, resumo e para o corpo principal do documento deverá ser, obrigatoriamente, o tipo Arial, obedecendo aos seguintes critérios:

  • Identificação de autoria: Nome do Autor - Arial (Negrito), corpo 11; titulação acadêmica, instituição de origem e função acadêmica (caso existam) - Arial, corpo 10.

  • Título do trabalho: Arial (Negrito), corpo 14; sub-títulos (caso existam): Arial (negrito), corpo 12.

  • Resumo e abstract: deverão ser digitados em Arial, corpo 11, entrelinha 1,5, justificado. máximo de 300 palavras.

  • O texto principal deverá ser digitado em Arial, corpo 11, entrelinha 1,5, justificado e sem tabulação de parágrafos. Entretanto, os blocos de texto deverão estar separados entre si por um espaço.

  • As referências bibliográficas e as notas ao texto (pé de página) deverão ser digitadas em Arial, corpo 10, justificadas.

  • A numeração das figuras (Figura 1, por exemplo), seguida da legenda em corpo 10 normal, deve aparecer logo abaixo das mesmas, centralizado. Separar do texto as tabelas e figuras com 1 linha antes e depois

 
Prazos
31 de maio - Prazo final para envio dos trabalhos completos de comunicação e painéis.
16 de agosto - Informe dos resultados da seleção final dos trabalhos.
16 de novembro - abertura do evento.
 
Comitê Científico
Cêça Guimaraens - UFRJ
Eduardo Mendes de Vasconcellos - UFF
Hugo Segawa - USP
Marta Camisassa - UFV
Pasqualino Magnavita - UFBA
Sylvia Ficher - UNB
Vera Rezende - UFF
 
Comissão Organizadora
Eduardo Mendes de Vasconcellos
Elisabete Rodrigues dos Reis
José Pessôa
Maria Lobo
 
Maiores esclarecimentos
Email: docomomo6@vm.uff.br .
Página: http://www.uff.br/docomomo6
 
Realização
Programa de Pós-graduacão em Arquitetura e Urbanismo - Universidade Federal Fluminense.
DOCOMOMO - Brasil
CREA/RJ - Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro
 
Apoio Cultural
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Gama Filho
Instituto de Arquitetos Brasil
www.vitruvius.com.br - universo paralelo de arquitetura e urbanismo

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