7043 a voz da profecia jesus é a verdadeira fonte neumoel Stina



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Encontro04.08.2016
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JESUS É A VERDADEIRA FONTE

  Neumoel Stina


 

Alguma vez você já sentiu sede?

Já desejou algum dia estar em paz consigo mesmo e com Deus?

 

Aquele Jesus que disse: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba.” João 7:37, é o mesmo que se encontrou com a mulher samaritana, junto ao poço, perto de Sicar.



 

Esta história está registrada em João 4.

O sol palestino lança seus raios fulgurantes e imparciais tanto sobre uma desconhecida samaritana, quanto sobre o Salvador do mundo. Cansado da viagem, Jesus senta-se à beira do poço de Jacó. Também ela se encaminha para o poço, sem saber que tem um encontro marcado com o plano de Deus. Pois ela é a razão porque “era necessário passar por Samaria.”

 

Ela está cansada. Não tanto por causa do jarro que leva, mas por causa do vazio que carrega em seu coração. Um vazio deixado ao longo de rudes anos passados.



 

As torrentes de paixão, que já foram célebres em sua vida, acalmaram-se agora. Está desgastada e alquebrada, com o rosto todo marcado de rugas.

 

Por esta razão ela vem a esta hora, a mais quente do dia, evitando os comentários gerados pela sua reputação. As outras mulheres costumam vir à tardinha, quando o ar está mais fresco e confortável.



 

Elas não vêm apenas para retirar água do poço, mas também para tirar o véu que são obrigadas a usar pela sociedade machista em que vivem.

 

Vêm em busca de companhia, de uma conversa informal, de riso, e naturalmente, de mexericos - a maior parte se referindo exatamente àquela mulher.



 

Assim, para esquivar-se das viúvas de Sicar, ela enfrenta sol escaldante. Qualquer coisa para evitar o olhar recriminador daquelas de melhor reputação.

 

Por um período de cinco maridos ela tem vindo a esse poço. Sempre ao meio- dia. Sempre sozinha.



 

Sentimentos de culpa eram seus únicos companheiros enquanto repassa a fútil estrada da vida por onde tem andado. Volta às encruzilhadas, onde caminhos deveriam ter sido tomados, onde talvez tivesse encontrado a felicidade. Mas ela sabe que nunca poderá voltar atrás.


Está num beco sem saída, vivendo um tipo de relação que sabe não a levará a nada. Mas por enquanto ela precisa dele.

 

Sua presença preenche as noites solitárias com um mínimo de companhia, embora insípida e morna.



 

Tem passado de homem para homem como se, num deserto, tivesse sido acometida de insolação e delírio. Para ela, o casamento tem sido uma miragem fugidia.

 

Retorna sempre à fonte matrimonial, com esperanças de extrair alguma coisa com que saciar sua sede de amor e de felicidade. Mas sempre e sempre sai desapontada.



 

E assim, sob o peso de tais pensamentos, chega à fonte de Jacó, com o cântaro vazio, símbolo da sua própria vida.

 

Quando seus olhos encontraram os do Salvador, Ele percebe dentro dela uma dor cavernosa, uma cisterna na alma, que permaneceria vazia se Jesus não a enchesse.



 

Através dos olhos mergulha no passado dela com muita ternura. Vê cada chama explodindo de paixão... e as feridas decorrentes dos fracassos.

 

E, no entanto, para ela, uma mulher com a vida arruinada, Jesus oferece uma das mais profundas explicações já vistas nas Escrituras a respeito de comunhão - ensina que Deus é espírito e que a comunhão não é uma aproximação física à Igreja, mas uma aproximação da alma ao espírito de Deus.



 

Também digno de nota é aquilo que Jesus não diz. Ele se refere à condição marital passada e presente daquela mulher, sem nunca mencionar seu pecado.

 

Não faz nenhum apelo ao arrependimento. Não apresenta nenhum plano de salvação. Não oferece nenhuma oração.



 

Para ela este estranho era a princípio simplesmente um “judeu”. . . que logo passou a ser “Senhor” . . . e então “um profeta”. Enfim ela o vê exatamente como Ele é - “ o Messias”, “o Salvador”.

Ao ter aquele momento íntimo de percepção, ela O deixa para dar as boas novas àquela cidade que tanto a acolheu como a repeliu.

 

Para trás, sobre a areia, ficou o jarro de água, vazio. Abre-se à sua frente uma vida inteiramente nova. E com o coração transbordando de água viva, começa a andar.



 

A princípio devagar. E depois, tão depressa quando suas novas pernas a possam levar.



 

Amado ouvinte, se o seu balde está vazio, Jesus é a fonte. Se você tem sede, Jesus é a água da vida. Permita que Ele realize os desejos do seu coração.






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Pr. Marcelo Augusto de Carvalho


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