7071 a voz da profecia só uma coisa te falta neumoel Stina



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SÓ UMA COISA TE FALTA

Neumoel Stina
 

A Bíblia relata uma história impressionante de um jovem rico que procurou a Jesus.

 

Este episódio se encontra no livro de Marcos 10:17:22. Vejamos o que diz: “E pondo-se Jesus a caminho, correu um homem ao seu encontro e, ajoelhando-se, perguntou: Bom Mestre, que farei (de bom) para herdar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Porque me chamas bom? Ninguém é bom, senão um só, que é Deus. Sabes os mandamentos: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, não defraudarás ninguém, honra teu pai e a tua mãe. Então ele respondeu: Mestre, tudo isto tenho observado desde a minha juventude. Mas, Jesus fitando-o, o amou, e disse: Só uma coisa te falta: Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres, e terás um tesouro no Céu; então vem e segue-me. Ele, porém, contrariado, com esta palavra, retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades.”



 

O jovem rico era um dos dirigentes da sinagoga. Era rico e tinha uma posição de grande responsabilidade. Era sincero, simples e cortês.

 

Ele vira Jesus abençoar as criancinhas que lhe eram trazidas; vira o Mestre segurar os pequenos em Seus braços. Em seu coração brotou a chama do amor pelo Senhor Jesus, e desejou ser discípulo dEle.



 

Tão impressionado estava com Cristo, que ao Jesus sair a caminho ele correu atrás dEle e lançando-se aos Seus pés, fez-lhe com sinceridade esta pergunta, tão importante para ele e para todo ser humano, “Bom Mestre, que farei (de bom) para herdar a vida eterna? (Marcos 10:17)

 

Homem importante que era, não se preocupou com sua reputação diante dos outros, correu atrás de Jesus e ajoelhou-se diante dEle, pois buscava inteligentemente algo que muito desejava e, sabia que, somente Deus lhe poderia dar.



 

Que desejava ele, realmente, ao chamar Jesus de Bom Mestre? Sabia ele que Jesus era o Filho de Deus?

 

O jovem rico procurava viver uma vida irrepreensível. É muito difícil encontrar uma pessoa rica, que não tenha sido tentada a cair em pecado por causa de sua riqueza.



 

O jovem rico havia controlado as paixões de sua juventude. Mesmo sendo rico soubera controlar-se: Sua vida não podia ser repreendida. É certo que a moralidade não nos salva, mas é um bem precioso, e indica a quem servimos e a quem amamos.

 

Quando Jesus lhe disse: “Se queres herdar a vida (eterna) guarda os mandamentos”, o jovem retrucou: “Tudo isto tenho guardado desde a minha juventude” Ele estimava muito sua própria justiça, sua moralidade.



 

Tudo quanto a lei de Moisés exigia , ele procurava fazer. Ele não supunha que houvesse alguma falta em sua vida; mas não estava satisfeito!

O jovem rico sentia falta de algo. A pior coisa que pode acontecer a um cristão é sentir-se seguro de si; é não sentir falta de nada. Esta é a triste condição da igreja de Laodicéia: “Rico sou e de nada tenho falta.” Apocalipse 3.17

 

Jesus olhando o jovem rico o amou. Jesus o amou, não por causa de sua riqueza, não por ele ser inteligente ou tê-lo chamado de Bom Mestre, nem tão pouco por que ele guardara todos os mandamentos, mas porque via nele um potencial magnífico e maravilhoso para o futuro de Sua obra.



 

Amou-o porque viu que ele desejava ardentemente a vida eterna e queria fazer a vontade de Deus. Jesus o amou porque desejava fazê-lo um discípulo especial, que alcançasse excelência de caráter e representasse a Deus de modo mais perfeito.

 

Jesus continuava olhando com amor para ele. Era isto mesmo que ele dissera! Faltava-lhe uma única coisa: Vencer o egoísmo. Ele necessitava possuir o amor de Deus em seu coração.



 

Sem o amor de Deus toda obediência, toda moralidade e toda religião não são verdadeiras. Para receber o amor de Deus ele deveria renunciar ao amor pelo próprio eu.

 

Jesus estava testando o jovem rico. Deu-lhe a oportunidade de escolher entre os tesouros terrestres e os tesouros celestiais. Mas para seguir a Cristo, para ter um tesouro no Céu, ele deveria renunciar ao próprio eu, tomar sua cruz de resignação, abnegação, renúncia e também de serviço e fazer a vontade de Deus.



 

Não sabemos quanto tempo Jesus esperou por uma resposta, ou quanto tempo o jovem rico levou para tomar sua decisão. Ele compreendeu o que significavam as palavras de Cristo.

 

Ele pensou na sua posição, era um dos honrados membros do concílio judaico, assim sendo, as perspectivas do futuro eram brilhantes e muito promissoras.



 

Ele desejava os tesouros do céu, mas desejava também as riquezas temporais que lhe dariam vantagens excepcionais. E, pesaroso, tomou a decisão: “retirou-se triste, porque era riquíssimo”. Lucas 18:23 Que tristeza! Que tragédia!

 

Ele amou mais a riquezas, do que ao Senhor que lhe dera muitos bens para que ele se tornasse um fiel administrador deles, para servirem de bênção aos necessitados. Mas, ele falhou. Que lástima, que pena!



 

Jesus ofereceu ao jovem rico um modelo de conduta, que todo cristão necessita seguir: é a obediência, não meramente à letra da Lei, mas a obediência do amor!

 

Sim, a única obediência que Deus aprova é a obediência da renúncia ao eu, a obediência da sujeição de nossa vontade à Sua vontade.



 

Podemos, portanto, resumir o ensino de Jesus ao jovem rico como “renunciar a si mesmo.” Esta é a essência do cristianismo, o verdadeiro amor, que tudo faz para o bem do próximo, porque deriva do caráter de Deus.

 

Deus é amor, e todos os Seus filhos demostrarão em sua vida este mesmo amor.



 

Jesus diz hoje: “só uma coisa te falta”. Ele deseja que o coloquemos em primeiro lugar na nossa vida e que Sua vontade seja soberana em nossa mente.



 

Deus nos abençoe ao tomarmos a decisão de dar o primeiro lugar à Cristo em nosso coração.






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Pr. Marcelo Augusto de Carvalho


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