7209 a voz da profecia um dia inesquecível



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Encontro29.07.2016
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UM DIA INESQUECÍVEL 

Pr Neumoel Stina

Cada um de nós tem algum momento na vida que se torna inesquecível. Pode ser que para você seja o primeiro beijo na mulher amada, ou então o dia do casamento. Pode ser também o dia do nascimento do filho. Um momento inesquecível da vitória de seu time preferido. Ou a compra de um carro, ou o dia da formatura, ou quando conseguiu o emprego desejado.

Para muitas pessoas é um dia especial, ou um evento importante ou qualquer outra coisa que acaba marcando a vida.

O título da palestra de hoje é : UM DIA INESQUECÍVEL

Na Bíblia encontramos a história de um homem, que teve um dia inesquecível marcado por um olhar que mudou a sua vida para sempre.

Muito pouco ou quase nada se sabe sobre a biografia de Simão o Cirineu.

Na Bíblia encontramos a sua história contada resumidamente.

Em Mateus 27:32 lemos: “Ao saírem, encontraram um cirineu, chamado Simão, a que, obrigaram a carregar-lhe a cruz.”

Lemos em outro texto: “E obrigaram a Simão Cirineu, que passava, vindo do campo, pai de Alexandre e Rufo, a carregar-lhe a cruz:” Marcos15:21

E ainda lemos: “E, como o conduzissem, constrangendo um cirineu, chamado Simão, que vinha do campo, puseram-lhe a cruz sobre os ombros, para que a levasse após Jesus.” Lucas 23:26

Sabemos então que tinha filhos e era um camponês.

Amanhecia o dia 14 de Nisã do ano 31 D.C. era uma sexta feira especial. A noite anterior foi terrível para Jesus. Havia sido preso, levado de um lado para outro durante toda à noite e no amanhecer do dia tinha sido decretada a Sua morte.

Ele havia sido chicoteado, batido, cuspido e coroado com uma coroa de espinhos. Estava muito fraco.

Começava uma procissão fúnebre muito diferente. Porque a pessoa que seria sepultada ainda estava viva e carregava uma pesada cruz.

A cruz era muito pesada, era maior que sua medida, porque a cruz não era Sua. Alguns comentaristas afirmam que pesava mais ou menos 135 quilos.

Havia muita zombaria, ofensas, gritos e palavrões. A procissão se encaminha para o monte chamado Gólgota que quer dizer caveira.

Jesus está muito fraco. Ele cai debaixo da cruz. Sua esperança era ver alguém dentre a multidão que se dispusesse a ajudá-Lo.

Jesus pode ter pensado: “Nessa multidão deve haver algum daqueles dez leprosos que curei. . . Alguém que participou da multiplicação dos pães. . . Deve haver alguém que simpatize Comigo. . . Eles me ajudarão.

Correu o olhos ao redor, mas não apareceu nenhum amigo que O ajudasse. A multidão que seguia o Salvador viu Seus fracos e vacilantes passos, mas não manifestou compaixão.

Vaiaram-nO, injuriaram-nO por não poder conduzir a pesada cruz. . . Os discípulos vêem que os soldados estão procurando um homem para levantar a cruz. . . Alguns se escondem. . . outros se misturam e se perdem no meio da multidão.

A essa altura Simão está vindo do campo. Ouve as vaias e os baixos ditos da turba; ouve as palavras desdenhosamente repetidas: “Abri caminho para o Rei dos Judeus!

Simão ouvira falar de Jesus. Seus filhos criam no Salvador, mas, ele próprio não era discípulo.

Perguntou então a um homem do canto da turba: Pode dizer-me, amigo, por quê toda essa confusão? – O estranho respondeu em gritos, atônito, possesso: - Você não ouviu falar de Jesus de Nazaré? Todo mundo vai seguindo aqui para crucificá-lO!

Um súbito e intenso desejo se apoderou de Simão para ver Jesus, Precipitadamente, esquecendo o perigo que representava um contato com o Nazareno, foi Simão abrindo caminho entre a turba esvairada até chegar bem no meio da multidão.

Ali, ele viu o Galileu, Seu forte corpo debatendo-se sob a incômoda, pesada e rude cruz. Cena mais infeliz nunca vira!

A crueldade da situação e o modo áspero com que os soldados empurravam as pessoas e a implacável pressão de todos, uns contra os outros, acotovelando-se, pisoteando-se.

E ainda assim o Galileu parecia não temer os soldados; estava fisicamente esgotado, porém Se esforçava obstinadamente por entre gritos e blasfêmias, tendo Suas vestes rasgadas, com uma coroa de espinhos na cabeça, e recebendo a cusparada da turba enfurecida, que batia no peito e lamentava, e batia-Lhe com canas.

O soldados obrigaram o Galileu a andar depressa. Ele fraquejou e caiu debaixo da pesada cruz, mas, contorcendo-Se, tentou continuar cambaleante. Dali a pouco ele tropeçou e caiu de joelhos no chão.

Foi quando Simão, bem próximo dEle, caiu extasiado diante de tão triste e constrangedor quadro.O Galileu lentamente se moveu, com grande esforço, e os desconsolados olhos se voltaram diretamente para os olhos de Simão. Simão não pode desviar o olhar.

Simão notou algo curioso naqueles olhos fitos nos dele. Mesmo em caminho da morte, estavam cheios de vigor. Aquele olhar de Jesus deixou Simão estarrecido! Jesus parecia querer dizer alguma coisa, mas apenas Seus olhos chamavam Simão.

Simão se aproximou. . .O que estava acontecendo?? Aproximou-se tanto que ficou apenas alguns metros de Jesus. . A cena era comovedora. . . Cristo ainda estava caído no chão. . . Não tinha forças para Se levantar. . .

Eu não sei a razão porque os soldados foram escolher exatamente Simão Cirineu. . .Mas assim foi: “Ei você aí. . . Sim é você mesmo. . . pegue essa cruz e leve-a até lá em cima no monte.”

Naquele momento Simão se encheu de paz e de uma tranquilidade além de sua compreensão, e sem hesitar, sabendo muito bem o que estava fazendo, deu alguns passos à frente, tomou sobre os ombros a pesada cruz, e começou a sua escalada da montanha ao lado de Cristo.

Simão era um homem simples. Depois que se mudou de Cirene para a planície do Jordão tornou-se muito rico plantando e colhendo suas plantações. . . E foi adquirindo mais e mais terras férteis.

Veio a ser conhecido como Simão Cirineu como um toque de respeito, e para distinguí-lo de outros homens com o mesmo nome que havia em todas as partes do país.

O carregar a cruz de Jesus mudou sua vida. Ele que vinha do campo para as festividades da Páscoa em Jerusalém, voltou para casa sem mesmo esperar o dia da festa.

A esposa ficou assustada ao ver o marido de volta antes do dia marcado. A Páscoa agora já não tinha mais importância, pois Simão estivera lado a lado com Aquele que instituiu tal cerimônia.

Simão não viu o sacerdote derramar o sangue do cordeiro, mas viu correr o sangue inocente do Filho de Deus.

Simão não viu o cordeiro ser consumido pelo fogo sobre o altar. Simão viu o Cordeiro de Deus ao ser levado ao matadouro.

Ele não viu subir a fumaça do sacrifício mas ouviu a voz de Jesus subindo ao Céu pedindo: “Pai perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem”. Simão assimilou cada frase pronunciada por Jesus e tornou-se testemunha destas verdades.

Levar a cruz de Cristo até o Calvário foi uma bênção para Simão, sua vida foi mudada e ele sempre foi grato a Deus por esta oportunidade.

Cada um de nós tem o privilégio de estar diante da cruz de Jesus.

Jesus disse: “Quem quiser vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me.” Mateus 16:24.

Seremos como a multidão que vaiava ou seremos como Simão que colocou a cruz nos ombros e andou ao lado de Jesus?.

Aceitemos a Jesus em nosso coração e será um prazer levar a Sua cruz.



Que o nosso encontro com Jesus e a Sua cruz possa ser o dia mais importante de nossa vida. Amém!




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Pr. Marcelo Augusto de Carvalho


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