A aplicação da Psicanálise à Educação



Baixar 14.41 Kb.
Encontro31.07.2016
Tamanho14.41 Kb.




Psicanálise e Educação na era pós-freudiana
Uma História de Casamentos desfeitos:

A aplicação da Psicanálise à Educação:

Foram pelo menos três as direções tomadas pelos teóricos interessados no casamento da Psicanálise com a Educação:




  1. A primeira tentativa de criar uma nova disciplina, a Pedagogia Psicanalítica, empreendida principalmente por Oskar Pfister e Hans Zulliger, na Suíça no início do Século XX.




  1. A segunda constitui no esforço a que se dedicaram alguns analistas para transmitir a pais e professores a teoria psicanalítica, imaginando que estes, de posse desse conhecimento, pudessem evitar que as neuroses se instalassem em seus filhos e alunos. Anna Freud, a filha do Freud, foi a principal representante desse grupo.




  1. A terceira direção, mais recente, não diz respeito ao exatamente casamento da Psicanálise com a Educação. Trata-se de uma tentativa mais difusa de transmitir a Psicanálise a todos os representantes da cultura interessados em ampliar a sua visão de mundo. Iniciou principalmente na França dos anos 60.


A difusão das idéias freudianas:
Freud é o responsável pela descrição do desenvolvimento afetivo-emocional das crianças. Esse desenvolvimento começaria com uma:


  1. Fase Oral (0 ao 1 ano de idade) Predominam os interesses ligado a boca (amamentação, sucção).




  1. Fase anal (2 aos 03 anos de idade) Predominam os interesses ligados ao prazer de defecar e de manipular as fezes.




  1. Fase Fálica (04 aos 05 anos de idade) A criança passa a se interessar pela existência do pênis.

Tais fases se relacionam á predominância de uma determinada pulsão parcial, responsável pelo interesse a ela correspondente.


Freud queria que sua teoria constituísse entre outras coisas, um modelo de construção de processos através das quais os indivíduos se tornariam um ser sexuado.
Uma de suas descobertas mais importantes foi à idéia de que a sexualidade se constrói, não sendo determinada pela Biologia, os homossexuais estão para comprová-lo.
Os casamentos da Psicanálise com a Educação:
Oskar Pfister, nascido na Suíça, em 1873, foi um pastor protestante que encontrou na Psicanálise um instrumento auxiliar na educação de jovens em sua paróquia que dirigia em Zurique.
Para Oskar Pfister a Pedagogia Analítica era uma pedagogia que poderia descobrir as “inibições prejudiciais ocasionadas pelas forças psíquicas inconscientes”, para poder reduzi-las e dominá-las, submetendo-as à “vontade da personalidade moral”.
No pensamento de Pfister, duas orientações são bastante claras: o educador deve funcionar como analista, ao mesmo tempo em que deve lembrar-se de persegue um fim moral.
A Psicanálise até hoje nunca se casou verdadeiramente com a Educação. Na verdade Psicanálise tem comparecido aos encontros marcados na condição de mestre, de transmissor de verdades sobre a criança que ela julga serem desconhecidas pela Educação.
O sonho Freudiano, que era de colocar a Psicanálise a serviço de todos, acabou por fazer de análise, paradoxalmente, pelo viés institucional, um instrumento de dominação e de seleção”.
Catherine Millot dedicou-se ao estudo das relações entre a Psicanálise propondo-se a responder a três questões:


  1. Pode haver uma educação analítica no sentido de a educação ter uma perspectiva profilática em relação às neuroses?




  1. Pode haver uma educação analítica no sentido de visar aos mesmos fins de um tratamento psicanalítico?




  1. Poder haver uma educação psicanalítica que se inspire no método psicanalítico e o transponha para a relação pedagógica?





Compartilhe com seus amigos:


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal