A assembléia legislativa do estado de são paulo decreta: Artigo 1º Passa a denominar-se Estação Palmeiras – Barra Funda



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PROJETO DE LEI Nº 264, DE 2004
Dá denominação à estação metroviária de São Paulo.



A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO DECRETA:
Artigo 1º - Passa a denominar-se Estação Palmeiras – Barra Funda, a atual Estação Barra Funda do Metrô – Companhia do Metropolitano, de São Paulo.
Artigo 2º - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICATIVA





A TUP – Torcida Uniformizada do Palmeiras, está lançando uma campanha que tem como justo objetivo alterar o nome da Estação Barra Funda do Metrô, passando a denominá-la de Estação Palmeiras – Barra Funda, homenageando a gloriosa Sociedade Esportiva Palmeiras e sua grande torcida.
São cerca de 15 milhões de apaixonados torcedores do Alviverde de Parque Antártica espalhados pelo Brasil, sem contar os palestrinos residentes em outros países.
No dia 29 de novembro de 1.970, graças a um grupo de pessoas ligadas ao Palmeiras, alunos do Colégio Dante Aliguieri, bem como outros moradores do bairro da Pompéia, em sua maioria italianos e descendentes, dentre eles o técnico Mário Travaglini, o repórter Roberto Silva e o diretor do Palmeiras, Mário Genovese, surgia a primeira facção uniformizada do Palmeiras: a TUP (Torcida Uniformizada do Palmeiras).
A história gloriosa do Palmeiras mescla-se com a da TUP, que sempre esteve ao lado do Alviverde de Palestra Itália, tanto nos bons como nos maus momentos, ora para aplaudir suas inúmeras conquistas, ora para oferecer críticas sempre construtivas, objetivando o engrandecimento da Sociedade Esportiva Palmeiras, como no caso em tela, com esta nobre iniciativa de homenagear tanto a Agremiação quanto a Barra Funda, a casa dos palestrinos.
Santos, 17 de janeiro de 1.882. O navio “Colombo” acaba de chegar da Europa lotado de passageiros, mas ainda mais de esperança.
Entre todos aqueles que desembarcaram e pelaq primeria vez pisaram o solo nacional, estava Caetano Tozzi, o primeiro dentre os italianos a se registrar nos serviços brasileiros de imigração.
Assim como as centenas de milhares de seus patrícios, Caetano trazia uma enorme vontade de trabalhar.

A vida de nosso personagem não foi melhor nem pior do que a da maioria dos “oriundi”, como eram conhecidos os italianos que deixavam sua pátria.


Nos quase 50 anos em que viveu no Brasil, este imigrante pôde mostrar o espírito aberto às coisas de nosso País sem deixar de lado o amor pela velha, querida e então já distante Itália.
Mas houve um único detalhe, um pequeno item que marcou para sempre o nome de Caetano Tozzi e de uns poucos outros italianos: empresário, ajudou no parto da industrialização nacional; em troca, 15 anos antes de morrer, teve o orgulho de poder ser um dos fundadores do Palestra Itália. Ele não foi o único, é verdade, mas foi um deles.
Muito semelhante à história de Caetano Tozzi é a dos italianos que se agrupavam, no começo do século, para matar, ou melhor, para amenizar as saudades da Itália.
Todos os domingos, eles lotavam o Teatro São José para assistir a espetáculos líricos, que depois cantarolavam, ap entardecer, nos bondes de uma São Paulo, à época, ainda envolta em neblina e constantes garoas.
Mas nem só de música vivia a colônia; o esporte também aparecia com destaque entre os “oriundi”. Em 1.914, o hoje nacionalmente conhecido Clube Espéria se chamava “Societá dei Canottieri” (Sociedade dos Remadores).
Lá, se jogava a bocha e, como dizia o próprio nome, se praticava o remo.
Mas o futebol começava a despertar paixões, já que há muito era praticado na Itália com o nome de “calcio”.
Quatro italianos – Luigi Cervo, Ezequiel De Simone, Luigi Emanuelle Marzo e Vicenzo Ragognetti – eram os mais animados dentre aqueles que moravam no então totalmente italiano bairro do Brás.
Eles se encantaram com a visita do Torino e do Pro Vercelli, times do futebol italiano, e resolveram que os filhos da Itália e os filhos dos filhos da Itália também precisavam de uma equipe de futebol.
Mal o Torino e o Pró Vercelli embarcaram de volta à Itália e os quatro italianos – Luis Cervo, Ezequiel De Simone, Luís Emanuelle Marzo e Vicente Ragognetti – arregaçaram as mangas no intuito de fundar o clube com o qual tanto já sonhavam.
Não haveria mesmo momento mais propício, já que toda a comunidade italiana se encantara com a presença das duas equipes patrícias.
Na época, circulava em São Paulo um jornal, o “Fanfulla”, órgão oficial e porta – voz voltado aos italianos que trazia, sempre, notícias da Velha Bota.
Como Ragognetti era um de seus fundadores, não teve dúvidas em conclamar a presença de todos os conterrâneos na edição do dia 19 de agosto de 1.914.
O texto era o seguinte: “Todos os quais desejarem participar da criação de um clube italiano de calcio (futebol) devem comparecer às 20h00, no número 2 da Rua Marechal Deodoro para a reunião de fundação do Palestra Itália”.
O nome do clube, como se vê, já estava decidido antecipadamente.
Muito se esperava, mas pouco se conseguiu. Muitos pensaram que o clube teria, como os outros da época, recitais e bailes.
Mas não: os quatros rapazes estavam decididos que o carro – chefe do Palestra Itália seria o futebol, e disso não abririam mão.
Após muita discussão e o impasse a que se chegou, foi desfeito o engano.
Os descontentes e decepcionados se foram, e uma nova reunião foi marcada para a semana seguinte, no dia 26 de agosto de 1.914.
Nela, enfim, seria fundado o Palestra Itália. Foram seis longos dias de muita expectativa.
Os quatros rapazes mal puderam esperar até que chegasse aquela data. Mas, enfim, o sol nasceu em 26 de agosto de 1.914, uma quarta – feira que entraria para a história do futebol brasileiro e mundial. Exatamente na hora marcada, estavam presentes ao número 2 da Rua Marechal Deodoro exatas 46 pessoas, hoje consideradas as fundadoras do clube.
A imensa e gloriosa história de conquistas nestes 90 anos (a serem completados no próximo mês de agosto) da Sociedade Esportiva Palmeiras não caberia nesta singela justificativa, razão pela qual procuramos, com a presente propositura, prestigiar e homenagear aquela Agremiação e a nação de milhões de apaixonados torcedores alviverdes, contando, desde já, com o imprescindível apoio dos Nobres Pares desta Augusta Casa de Leis, palmeirenses ou não, para a rápida tramitação e aprovação do presente Projeto de Lei.

Sala das Sessões, em 20/4/2004



a) Luis Carlos Gondim - PL


SPL - Código de Originalidade: 511726 200404 1439



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