A banda que tem uma história para contar



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SUPERBACANA

A banda que tem uma história para contar...


A banda SuperBacana foi fundada no Rio de Janeiro no inicio dos anos 70 por uma turma de músicos que tinha por finalidade animar os bailes nos clubes da cidade, diga-se de passagem, nesta época os “bailes de clube” eram o que havia de mais animado em termos de entretenimento, tendo bandas como The Fevers, Renato e Seus Blue Caps, Lafayette e Seu Conjunto, Painel de Controle, etc... como as primeiras no ranking das que mais lotavam os ginásios e clubes do Rio e arredores.
Já em 1973, e sem ainda ter gravado nenhum disco, o SuperBacana disputava de igual para igual com as bandas com maiores bilheterias dos bailes de sábado à noite: em média de 4 a 6 mil pessoas cantando e dançando os maiores sucessos nacionais e internacionais que as rádios de maior audiência tocavam nas suas “Hit-Parade” .
Um detalhe importante e impressionante que vale destacar é que, como a tecnologia para equipamentos de som usado nos shows ainda era “o som que eu produzo aqui no palco é o mesmo que a última pessoa lá do fundo vai ter que ouvir”, o SuperBacana se apresentava com uma verdadeira “parede” de amplificadores super-potentes para seus instrumentos, o que foi motivo inclusive de reportagem em algumas revistas e jornais especializados da época, destaque para uma foto na folha central da revista AMIGA que fazia a cobertura de um show do Ginásio Caio Martins em Niterói, mostrando o equipamento do SuperBacana ocupando a quadra quase que completamente.
Enfim, em 1977, veio o 1º disco gravado pela extinta Polydor e onde hoje funciona a Universal Music, que deu início às turnês pelo Brasil e à parte mais intensa da vida do SuperBacana, pois a partir daí, a banda além de gravar seus próprios discos, fez também participações em discos de outros artistas, como Zizi Possi, Vital Farias, Peninha, Gérson “King” Combo, e vários outros.
Além das infindáveis aparições nos programas de TV para apresentar seus discos (Chacrinha, Bolinha, Silvio Santos,...), o SuperBacana foi muitas vezes convidado pela Rede Globo para participar do programa GLOBO DE OURO para defender os sucessos internacionais da época, gravando ao vivo músicas como: If You Leave Me Now (do Chicago), Isn’t She Lovely (do Steve Wonder), California (do Pilot), etc...
...e muita história pra contar...
Ao longo de todos esses anos até 1988, quando o SuperBacana deu uma parada, a banda teve entre seus integrantes vários músicos que posteriormente fundaram suas próprias bandas, ou passaram a acompanhar artistas famosos, como por exemplo: O guitarrista Toninho da Cruz, que além de ter seu próprio estúdio faz várias participações importantes em shows de outros artistas, o tecladista Marcos Augusto, que participou da banda do Tim Maia, Joana e hoje tem sua própria banda, Serginho Herval, que gravou discos solo e hoje é o baterista do premiadíssimo Roupa Nova, o tecladista Tutuca Borba, que além de maestro e arranjador é um dos músicos da orquestra de Roberto Carlos, e outros tantos que seguiram suas vidas procurando seus caminhos.
De toda essa história sobraram o Tianes (tecladista e guitarrista) e o Guto (baterista) que, desde a formação inicial continuaram trabalhando juntos em vários outros projetos e outras bandas, quase nunca com trabalhos separados, pois além de uma grande afinidade musical, são amigos de infância, tendo o Tianes aprendido os primeiros acordes de violão com o Guto e a partir daí nunca mais se separaram.
Em 2005, os dois amigos se juntaram aos excelentes músicos Ronaldo Bakker (guitarrista) e Dirceu Seabra (baixista) e dessa reunião resultou a volta do SuperBacana à estrada, com a proposta de resgatar para o público daquela época e para os novos amigos que os acompanham a alegria de ouvir novamente todos aqueles sucessos que tanto embalaram a nossa juventude.
É com esta formação onde todos são instrumentistas e cantores, e com o apoio competente de algumas das cantoras mais requisitadas para shows e gravações do Rio de Janeiro que o SuperBacana convida toda a turma para deixar rolar o som e alegrar suas festas numa verdadeira volta ao melhor dos anos 70, 80 e 90, ou seja.....

FLASHBACK PRA VALER !!!

A seguir.....OS ARTISTAS...





Dirceu Seabra - Contrabaixo


Dirceu Seabra estudou piano clássico na infância.

No início da década de 60 tocou em uma banda de rock instrumental.

Na década de 60 entrou para o Red Snakes, tocando contra-baixo, onde permaneceu muitos anos (várias apresentações em programas da Globo – Chacrinha, Alô-Alô Brasil e outros), tendo gravado o LP Trying to be Someone (misto de cover com composições próprias em inglês), até que na década de 70 formou, junto com Ronaldo Miguez (ex guitarrista do Analfabeatles), Marcinho e Renato (ex Red Snakes) a banda A Década (gravaram um compacto com 2 músicas próprias com letras em português, o que, na época, significava ser uma das primeiras bandas brasileiras a deixar o cover para fazer trabalho artístico próprio). O disco foi lançado no programa da Globo “Som Livre Exportação”, o melhor programa de MPB da época, criado para acolher o movimento artístico universitário (MAU), do qual o Ivan Lins era a maior expressão. Convidado pessoalmente pelo Ivan Lins e pelo então seu maestro Artur Verocai , não pode aceitar fazer parte da banda do Ivan, por causa do compromisso com sua própria banda.


Com o fim da banda A Década, passou a tocar na banda Idéia Fixa (cover dos Beatles e rock dos anos 50) formada por Álvaro Alonso, Ronaldo e Renato Bakker. Neste ínterim gravou 2 discos com Celso Blues Boy - Quando a Noite Cai e Blues Forever

Trabalhou como músico de estúdio (década de 80) participando de várias produções da Retoque (gravadora pertencente a Ronaldo Bakker e Jair Henrique Reis)

Gravou 1 disco de piano solo – Happy Hour – com o pseudônimo de Michael O´Brien (Retoque)
Após o fim da Banda Idéia Fixa, passou um tempo tocando MPB e Jazz com os amigos até receber o convite para integrar a recém-reformada banda SuperBacana, onde é o atual baixista.




Ronaldo Bakker – Guitarras e vocais


Ronaldo Bakker iniciou sua carreira musical aos 13 anos de idade , em meados da década de 60, quando fundou e liderou uma das Bandas de Rock mais conhecidas dos freqüentadores dos “bailes da época” “ The Red Snakes” , gravou 3 LPs com este grupo, desfeito no início dos anos 70. Afastou-se dos palcos durante este período, retornando à música em 1982 prosseguindo assim até os dias de hoje.
Durante estes anos participou de vários grupos, “Fazendo Música”, “Idéia Fixa” (um dos pioneiros grupos de cover dos Beatles), Celso Blues Boys, A Marca do Tempo e, atualmente compõe os grupos “Superbacana” e “Rota 66”.
Foi produtor musical e sócio da gravador Retoque e dos Estúdios Retoque e Bakker Estúdios, atuando , também, como guitarrista e vocalista em inúmeras gravações de seus estúdios, bem como em jingles comerciais.
Como guitarrista tem em Eric Clapton e Santana sua maior inspiração, com solos baseados mais na emoção do que na técnica (leia-se velocidade de execução).
Dono de uma voz aguda e bastante afinada, se inspira nos ídolos Paul McCartney, Steve Wonder, Phill Collins, entre outros. Em virtude da facilidade em atingir as notas mais altas, supre freqüentemente a ausência de vozes femininas nos vocais.




Guto Angelicci – Bateria e vocais

Guto Angelicci aprendeu a tocar bateria e violão ainda menino e praticamente de forma autodidata, amigo desde os 13 anos de idade de Tianes Carvalho, a quem foi apresentado por amigos em comum, ensinou-lhe os primeiros acordes do violão e daí os dois seguiram tocando e cantando as musicas que conheciam e que conseguiam tocar nos instrumentos que foram comprados pelo pai do Guto, S. Rocha.

Percebendo que apenas com violão e bateria não conseguiam reproduzir satisfatoriamente os sucessos que ouviam no rádio, saíram em busca de outros colegas que tivessem algum instrumento para então formar o primeiro “conjunto” de suas vidas.

Surgiram então o Hiroshi, o Genilson,o Carlinhos (que tinha uma pianola Hering) e o Ivan ( que tinha uma escaleta). O repertório favorito era o dos discos do Carlos Santana (Abraxas) e do Festival de Woodstock que eram do Genilson e qualquer casa de qualquer um se transformava em estúdio de ensaio e palco para “shows”da banda, que ficava horas fazendo improvisos em dois acordes, um de cada vez, até acabar numa barulheira infernal e... fim do show.


Mais adiante, por volta de 1972, Guto passou a fazer parte da estreante banda SuperBacana como guitarrista e cantor, mais tarde passando à bateria.

Dono de uma voz poderosa e brilhante, Guto rapidamente passou a ser um dos principais cantores da banda, dividindo com o cantor Kito a maior parte do repertorio, principalmente nos rocks, onde a sua voz era mais exigida.

Após alguns anos comandando a levada e a pulsação do SuperBacana à frente da bateria, Guto saiu e foi tratar de outros projetos que tinha em mente, tendo trabalhado com outros artistas, feito trabalhos autorais e integrado outras bandas até finalmente reencontrar os antigos amigos e retomar as baquetas e microfones do SuperBacana para soltar o vozeirão que sempre foi sua especialidade.


Tianes Carvalho – Teclados e Guitarras


Tianes Carvalho teve o primeiro contato com os palcos ainda no colégio onde estudou na infância, quando participava de grupos de teatro infantil e cantava nos festivais que o colégio promovia anualmente. Começou a aprender a tocar violão com o amigo Guto Angelicci aos 13 anos de idade e essa parceria dura até os dias de hoje, com raríssimas ocasiões onde fizeram trabalhos distintos.

A parceria e o contato quase diário com o Guto as bandas que eles formaram com os amigos em Jacarepaguá teve sua primeira ruptura quando a família se mudou para outro bairro, onde Tianes, seguindo a mesma fórmula, montou uma banda (sem nome) com os novos amigos que conheceu.

Numa manhã de 1972, foi acordado em sua casa com a visita do amigo Guto anunciando que acabara de entrar para uma banda nova chamada SuperBacana, onde estava tocando guitarra e cantando e que gostaria que eu fosse assistir um baile.

Quando fez 18 anos, foi convidado a integrar a banda, pois o baterista havia deixado o grupo e então o Guto voltou ao seu instrumento original e Tianes assumiu a guitarra e a velha parceria estava novamente reatada.

Em 1977 assinou seu primeiro contrato com a gravadora Polydor, onde gravou vários discos tanto com o SuperBacana como participando da gravação de trabalhos de outros artistas.



No período em que esteve na banda Tianes passou da guitarra ao contrabaixo por conta de mudanças na estrutura do grupo e posteriormente assumiu também os teclados, só voltando à guitarra já por volta de 1986, quando a banda assumiu uma nova formação até 1988, ano em que o SuperBacana parou de fazer bailes.

Após a parada da banda e com a experiência adquirida ao longo do tempo, Tianes produziu alguns discos com outros grupos, foi operador de áudio, trabalhou em estúdios e tocou com alguns artistas até finalmente reunir os velhos amigos e colocar novamente o SuperBacana de volta aos palcos.


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