A cadeira do Padre



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A Cadeira do Padre” - Diac. José da Cruz

26 de fevereiro Terça Feira
TERÇA FEIRA DA II SEMANA DA QUARESMA 26/02/2013

1ª Leitura Isaias 1,10. 16 – 20

Salmo 49 (50) , 23 b “Ao que procede retamente eu mostrarei a salvação de Deus”

Evangelho Mateus 23, 1-12

Já vi muitas discussões inúteis sobre a questão do uso da cadeira chamada presidencial, utilizada nas celebrações, e que só podem ser ocupadas pelos Ministros Ordenados. Em primeiro lugar precisamos saber o que significa a tal cadeira do Padre, embora se pareça com um trono, pois o layout dos nossos presbitérios lembram uma reunião da corte, onde havia a cadeira do trono ladeada por outras cadeiras, reservadas aos ministros do primeiro escalão, ou seja, aqueles que, de certa forma "mandavam" junto com o rei.

Embora não seja a nossa realidade atual, a verdade é que as cadeiras aveludadas e de grande tamanho, colocadas no centro do presbitério, enchem a cabeça de muitos leigos de grandes fantasias, onde o ego se enche de soberba e a pessoa começa a se achar muito importante porque no exercício do seu ministério ocupa uma das cadeiras durante a Santa Missa ou a Celebração da palavra, e se for Ministro da Palavra, irá sentar-se na cadeira do padre e daí a sede de poder é ainda mais forte. Não é qualquer um que pode sentar-se na cadeira do padre e nas igrejas das grandes metrópoles a concorrência é ainda muito maior...

Claro que não é disso que fala a reflexão do evangelho, mas poderíamos usar a expressão "Sentar-se na cadeira do padre", para entender a crítica de Jesus contra os Escribas e Fariseus naquele tempo....

Sentar-se na cadeira de Moisés (expressão colocada pelo evangelista) ou sentar-se na cadeira do padre, significa ser os Donos da Verdade e os detentores de todas as informações importantes da comunidade. É fácil saber se isso está acontecendo na sua comunidade, se lá você tem ouvido muito essa expressão "Pergunte para FULANO porque isso é só ele quem sabe", pronto! A comunidade é igualzinha a de Mateus, tem gente que sabe ou pensa saber demais, e sem eles nenhuma decisão poderá ser tomada. Eis aí aqueles sobre os quais os corneteiros de plantão dizem jocosamente "Este quer mandar mais que o padre".

Os que sentam-se na cadeira do padre, criam regras e mil norminhas na pastoral, no movimento e na liturgia, quando "apertados" por alguém que os enfrentam, terminam com a conhecida frase "Ah... são ordens do nosso padre.... Isso é colocar fardos pesados nas costas dos irmãos e irmãs.

Claro que estes, que gostam de sentarem-se na cadeira do padre, automaticamente procuram os primeiros lugares em tudo, na Festa do Padroeiro, equipe de eventos, conselhos paroquiais ou pastorais, CAAE etc. Qualquer decisão para ser tomada tem que passar pelo crivo deles, conheci alguém que exercia um ministério há muitos anos e ninguém tinha coragem de tirá-lo do cargo, nem o padre que achava melhor não criar caso com o idoso Senhor, que entre outras coisas ela quem escalava os ministros da Eucaristia, e ainda indicava para o padre quem poderia ser ministro.

São críticas severas para nossas comunidades? Sem dúvida alguma. Nas comunidades cristãs há muita riqueza e santidade autêntica de tantos irmãos e irmãs, mas não podemos nos iludir achando que Escribas e Fariseus só havia no tempo de Jesus, ou em uma DIOCESE lá da Patagônia. A conclusão do evangelho nos aponta quem é o único e Verdadeiro Centro das atenções em nossa Igreja: Jesus Cristo, tudo é nele, com ele e por ele. Exatamente por isso que Jesus se apresenta como sendo ele o único Mestre, o único que tem autoridade, o único que é o centro de todas as atenções, sem ele, todo e qualquer ministério não tem nem razão de ser.

E o que faz esse Mestre Supremo ? Rebaixou-se á condição de um escravo, sendo ele o maior de todos os maiorais, se fez Servo e ao se humilhar com a morte vergonhosa da cruz, foi exaltado pelo Pai. O Lava-Pés consolida a ação servidora de Jesus.
https://liturgiadiariacomentada2.blogspot.com/2013/02/a-cadeira-do-padre-diac-jose-da-cruz.html

ORIENTAÇÕES NORMATIVAS DO VATICANO
Celebrações Dominicais na ausência do Presbítero (padre)
CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO E A DISCIPLINA DOS SACRAMENTOS. Diretório para celebrações dominicais na ausência do Presbítero (DCDAP). 2 de junho de 1988.


1. A celebração dominical na ausência do presbítero é orientada por um diácono, que preside, ou, na sua falta, por um leigo, designado pelo pároco.

2. Quando o DIÁCONO preside à celebração, comporta-se do modo que é próprio do seu ministério nas saudações, nas orações, na leitura do Evangelho e na homilia, na distribuição da Comunhão e na despedida dos participantes com a bênção. Paramenta-se com as vestes próprias do seu ministério, e utiliza a cadeira presidencial (cf. DCDAP, n° 38).
3. Só pode ser designado para orientar a celebração o leigo - homem ou mulher - que for acólito instituído ou ministro extraordinário da Comunhão e, além disso, houver frequentado um conveniente curso de preparação, e tiver sido nomeado orientador pelo Bispo da Diocese. Esta nomeação será feita por um período de três anos, e deve ser manifestada publicamente à comunidade paroquial pelo pároco, na Missa do domingo. Na Oração dos Fiéis haverá pelo menos uma súplica pelos que foram nomeados (cf. DCDAP 30).
4. O pároco deve ter o cuidado de dar a estes orientadores leigos uma formação adaptada e contínua, e de preparar, com eles, celebrações dignas.
5. O LEIGO que orienta a celebração não é propriamente presidente, mas simples orientador da mesma. Por isso:
a) comporta-se como um entre iguais;
b) não utiliza a cadeira presidencial nem toma lugar nem se senta junto do altar;
c) nos diálogos não se serve das fórmulas que são próprias do presbítero ou do diácono;
d) não dá a bênção no fim da celebração, mas dirá: "O Senhor nos abençoe" e fará o sinal da cruz sobre si próprio e não sobre a assembleia;
e) apresenta-se vestido de maneira condigna, podendo sempre usar a alva.
6. Convém que, para desempenhar o papel de orientador, não se recorra sempre à mesma pessoa, mas, de preferência, a pessoas que possam alternar neste serviço.
7. Além do orientador, intervêm na celebração:
a) ao menos um acólito, que serve o orientador e, no momento próprio, o altar;
b) os leitores da Palavra de Deus, que utilizam sempre o ambão;
c) o salmista ou cantor do salmo responsorial que o canta ou recita igualmente do ambão;
d) um coro, mesmo pequeno, que dialogue com a assembleia os vários cânticos da celebração.
Cada um destes intervenientes deve preparar-se para realizar bem o serviço que lhe pertence.
8. Para a celebração, os fiéis reúnem-se normalmente numa igreja ou capela. No caso de não haver nenhuma nessa localidade, podem fazê-lo noutro lugar digno, que deve ser arranjado com asseio e bom gosto.


9. O altar deve ser coberto com uma toalha, e servirá apenas para sobre ele se colocar o pão consagrado, ao iniciar-se o rito da Comunhão. Em cima do altar ou à volta dele, dispõem-se dois castiçais com velas, que serão acesas para a distribuição da Comunhão. Não devem arder outras velas além destas. Junto do altar ou noutro lugar da igreja ou capela, deve haver um crucifixo, visível a toda a assembleia.


10. No ambão coloca-se o Lecionário. É do ambão que se proferem as leituras, se canta ou recita o salmo responsorial e se pode fazer a oração dos fiéis. Mas não é conveniente que suba ao ambão aquele que faz as introduções às leituras nem o animador do canto.
11. A cadeira presidencial da igreja ou capela permanecerá no seu lugar habitual, como símbolo da ausência do pároco. Quando um DIÁCONO preside à celebração, senta-se nessa cadeira, pois é um ministro ordenado. Mas se é um leigo que orienta a celebração, prepara-se uma outra cadeira para ele, fora do presbitério (cf. DCDAP, nn. 38, 40).
12. Para a Comunhão deve utilizar-se, sempre que possível, pão consagrado nesse mesmo domingo, na Missa celebrada pelo pároco noutro lugar, e daí levado pelo diácono ou por um leigo numa píxide ou cibório, e reposto no sacrário antes da celebração. Também pode utilizar-se pão consagrado na última Missa celebrada na igreja ou capela onde tem lugar a celebração, ou na igreja paroquial (cf. DCDAP, n. 47).
13. Sobre a credência colocam-se o Missal Romano, o livro da Oração Universal ou dos Fiéis, o corporal, a bandeja e o que mais for preciso.


18. Os livros a utilizar durante a celebração devem ser os das edições litúrgicas oficiais, para que os fiéis tenham possibilidade de orar e de ouvir a palavra de Deus em comunhão com as outras comunidades da Igreja (cf. DCDAP, n. 36).


19. O diácono usa as vestes próprias do seu ministério, isto é, a alva com a estola e a dalmática (cf. DCDAP, n. 38). Os religiosos e religiosas usam o hábito ou a veste que lhes é habitual, ou a alva. Os leigos - homens e mulheres -, devem usar vestes condignas do ofício que desempenham, ou a alva (cf. DCDAP, n. 40).

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