A chave da Sabedoria Fernando Faria Índice analítico



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É claro que a estrela mais próxima da Terra é o Sol. Mas a segunda mais próxima é a estrela Alfa do Centauro. Essa estrela é a principal da Constelação do Centauro, no hemisfério sul. A estrela mais brilhante desta constelação é uma estrela múltipla, e uma das suas componentes é a estrela chamada Próxima do Centauro. É, de todas, a mais próxima do Sol. Sua luz leva quatro anos para atingi-lo. Para quem ainda não sabe, chama-se estrela múltipla o conjunto de estrelas muito próximas, ligadas gravitacionalmente entre si e que à vista desarmada parecem uma só. Também existem em Astronomia as estrelas binárias ou duplas. as quais estão ligadas entre si gravitacionalmente e a olho nu parecem ser uma única estrela


3. O Universo III

Tio Marcos, existiriam no Universo sistemas solares iguais ao nosso? - perguntou Silvinho, que estava concluindo a série.

Antes de 1838, ainda não se conhecia nenhuma distância interplanetária. O progresso no conhecimento das distâncias estelares foi lento até o emprego da fotografia telescópica. A observação fotográfica apresenta numerosas vantagens sobre as observações diretas, daí o seu largo emprego na Astronomia. A fotografia pode registrar definitivamente a imagem de um fenômeno para análise posterior. Além disso, no caso específico das nebulosas e dos aglomerados globulares, constituídos por milhares de estrelas, a objetiva fotográfica permite captar imagens que seriam muito fugazes para a sensibilidade do olho humano.

As variações de abertura das objetivas fotográficas são muito mais amplas que as da pupila. E a sensibilidade química dos filmes é muito mais rápida que a da retina. Em conseqüência das distâncias incomensuráveis, os débeis sinais de luz provenientes das nebulosas e dos aglomerados podem ser fotografados em frações de segundo, com uma exposição tão diminuta que, no mesmo tempo, o olho humano não veria nada.

A questão de saber se a nossa galáxia era todo o Universo ou se as nebulosas espiraladas eram longínquas galáxias, isoladas no espaço, foi resolvida pelo grande telescópio de 100 polegadas de Monte Wilson, que foi concluído na época da Primeira Guerra Mundial, em 1918. Hoje sabemos que a nossa galáxia é apenas uma entre muitos milhões de outras galáxias existentes.

Atualmente os astrônomos pesquisam o Universo com um grande telescópio, o do Monte Palomar, com radiotelescópios, com satélites, com espectroscópios que permitem conhecer os elementos químicos existentes em estrelas situadas a distâncias inimagináveis, com raios laser e com telescópios colocados em órbita.

Em 1983, os norte-americanos puseram em órbita o telescópio orbital Iras e com ele descobriram planetas em redor da estrela Vega. A estrela Vega é duas vezes maior que o nosso sol e 65 vezes mais luminosa. É a quinta estrela mais brilhante do firmamento. Dista do nosso sol 25 anos-luz. Pela primeira vez na História, foi confirmada a existência de outro sistema planetário, porque, até então, somente conhecíamos o nosso. Isso era previsto ou pressentido, mas somente agora, com a tecnologia dos satélites, foi possível saber que o Sol não constituía uma exceção. Essa descoberta trouxe novas luzes à ciência astronômica, pois abriu novas perspectivas para a compreensão do Universo e da existência de outras civilizações, tese ensinada pelo Sr. Racional.

Ensina o Racionalismo Cristão que, disseminados pelo Universo, existem mundos pertencentes a milhões de sistemas solares, tanto na nossa galáxia, denominada Via Láctea, como nas demais. Esses mundos dividem-se em cinco ordens, que abrigam espíritos de diferentes classes evolutivas, a saber:



1. Mundos Materializados, que comportam espíritos da 1ª à 5ª classes.

2. Mundos Opacos, que comportam espíritos da 6ª à 11ª classes.

3. Mundos Brancos, que comportam espíritos da 12ª à 17ª classes.

4. Mundos Diáfanos, que comportam espíritos da 13ª à 25ª classes.

5. Mundos de Luz Puríssima, que comportam espíritos da 26ª à 33ª classes.

Essas cinco ordens de mundos estão divididas em duas categorias: mundos-escolas e mundos de estágio.

Os mundos-escolas são de natureza idêntica à Terra. Neles encarnam espíritos da 1ª à 17ª classes, pertencentes aos mundos materializados, mundos opacos e mundos brancos.

Os espíritos que desencarnam e deixam a atmosfera da Terra, cada qual ascende ao mundo correspondente à sua classe, denominados também mundos de estágio ou mundos de luz, pois são neles que irão transmutar em luz espiritual as experiências vivenciadas e muitas vezes dolorosas da última encarnação. Nestes mundos não estagiam espíritos de graus diferentes. A Terra é um mundo-escola em que dezessete classes, da série de 33, promovem a sua evolução, partindo da 1ª e chegando à 17ª, em períodos que variam muito, de espírito para espírito, demandando no geral milhares de anos.

Para ascensão de uma classe a outra imediatamente superior, não existem privilégios nem proteção. O Princípio de Justiça fundamenta-se na Lei da Igualdade. Todos os espíritos têm que enfrentar idênticas dificuldades e chegar ao triunfo pelo próprio esforço. À medida que o espírito evolui, vai-se tornando conhecedor das coisas do espaço sideral. Se na Terra há tanto o que aprender, muito mais ainda há no Universo.

Mas voltemos à Astronomia.

O diretor do radiotelescópio de Jodrel Bank, na Inglaterra, Sir Bernard Lovell, afirma que 1% das estrelas da nossa galáxia possui planetas com possibilidade de vida. O Museu do Ar e do Espaço Smithsoniano de Washington avaliou que, somente na Via-Láctea, existem 500 milhões de mundos habitados. Provavelmente com humanidades iguais à nossa.

Em 1961, diversos cientistas se reuniram nos Estados Unidos e fizeram várias sugestões acerca dos meios pelos quais poderíamos tentar comunicações interplanetárias. Optaram por sinais de rádio, que deveriam ser enviados ao espaço, transmitidos por radiotelescópios ou por raios laser, codificados em linguagem matemática. Da mesma forma, se tais habitantes estiverem tentando comunicações com o nosso planeta, é de se esperar que o façam de maneira também matemática.

Vários outros radioastrônomos, de outros países, também estão tentando essa comunicação. Foram dirigidas gigantescas antenas parabólicas para as estrelas Tau Cita e Epsilon Eridani, na esperança de escutar-se algum sinal organizado.

A partir de 1972, a NASA lança na imensidão do espaço as sondas Pioneer 10 e 11 e Voyager 1 e 2, destinadas a sair do sistema solar, levando mensagens. As Pioneers levavam uma placa de alumínio gravada e as Voyagers, um disco com sinais conversíveis em sons e imagens, contendo informações sobre a espécie humana e sobre a nossa posição no Universo.

A placa das Pioneers mostra os planetas que compõem o nosso sistema solar, a trajetória e o formato da nave, as figuras de um homem e de uma mulher, bem como a representação de uma molécula de carbono, base da vida biológica existente na Terra. Também foram desenhadas coordenadas que indicam a posição de catorze fontes especiais de energia de rádio, chamadas Pulsar, para localização do nosso sistema solar.

Em 1983, a Pioneer 10 saiu dos limites do Sistema Solar, cruzando a órbita de Netuno, e atualmente ruma para o infinito. Daqui a 100 milhões de anos, a Pioneer 10 poderá manter-se exatamente como foi lançada, até quando já não houver mais vida na Terra.

Nós já vimos em uma aula anterior que, desde 1975, a evolução da Astronáutica possibilitou a pesquisa do planeta Marte. Contudo, ainda não foi constatada a existência ou não de vida orgânica neste planeta. Com essa finalidade, em 1975, a NASA, através do Projeto Viking, lançou duas sondas Mariner, rumo ao planeta Marte. O professor Harold Kleim, chefe da equipe biológica do Projeto Viking, comentou que a hipótese de vida aceita pela maioria dos cientistas contemporâneos é de que a vida teria surgido na Terra, há bilhões de anos, quando as condições ambientais foram propícias á criação de moléculas orgânicas, mediante a combinação de elementos químicos. Até certo ponto, algo semelhante deveria ter ocorrido em Marte, porque o planeta possui o mesmo tipo básico de atmosfera, os mesmos elementos químicos e sempre recebeu a mesma quantidade de energia solar que a Terra. Portanto, segundo o mesmo cientista, a vida seria um acidente, resultado fortuito de certas condições químicas, cuja lei, por sua vez, aplica-se à evolução dos seres. Desta forma, a vida seria um acaso, resultado de combinações químicas, sendo as células formadas por cadeias moleculares de carbono.

Na Terra, através de evolução química, foram criadas moléculas orgânicas mediante combinações de elementos químicos existentes, após bilhões de anos, quando as condições ambientais foram propícias, tais como elementos químicos, atmosfera e energia solar.

No solo da Terra, existem grandes quantidades de seres vivos microscópicos. Uma pequena colher de solo contém cerca de 5 bilhões de bactérias, 20 milhões de fungos filamentosos e 1 milhão de protozoários. Muitas dessas espécies são anaeróbicas, isto é, vivem sem oxigênio. Portanto, se as pesquisas das naves Mariner do Projeto Viking demonstrarem que nunca houve microorganismos vivos em Marte, será necessário reformular as teorias atuais sobre a origem da vida na Terra e sua evolução.

As naves Mariner pousaram na superfície de Marte, colheram amostras do solo, analisaram e demonstraram que nunca houve vida orgânica em Marte, apesar de o planeta apresentar quase as mesmas condições existentes na Terra. E agora? Como explicar a vida no planeta Terra?

Em 1992, dezessete anos após o lançamento das sondas Mariner, a NASA voltou a pesquisar o planeta Marte, lançando a sonda Mars, com a missão de observar e ficar durante dois anos estudando-o. Primeiramente fez um levantamento cartográfico do planeta. Em seguida pesquisou a composição dos minerais e outras substâncias do planeta, do seu campo gravitacional e novamente tentou detectar sinais de vida orgânica.

O Sr. Racional ensina que o Universo, considerado em si mesmo, é todo movimento e ação. Prega que o Universo é composto de Força e Matéria, e que a vida é a ação permanente da Força sobre a Matéria. A Força mantém o Universo regido por leis comuns, naturais e imutáveis. A Força, agindo em obediência às leis evolutivas, utiliza-se da matéria, no estado primário desta, e com ela forma corpos e realiza fenômenos incontáveis e indescritíveis, que escapam à apreciação comum.

A Força, utilizando-se da Matéria, começa a sua evolução na estrutura do átomo, passando depois à composição das moléculas, e em seguida a uma nova ordem de ação construtiva. Em todo o constante agregar e desagregar dos corpos, a intensidade da Força vai aumentando, nesses núcleos infinitesimais, com maior acentuação das vibrações da vida, fazendo progredir o seu grau de inteligência.

Completado o ciclo iniciado no primeiro dos três grandes reinos da natureza  o mineral  de onde ascenderão para o vegetal e depois para o animal, passam esses núcleos de Força a constituírem-se em microorganismos, de ínfima espécie. Desses microorganismos, partindo da espécie mais simples, empreende a partícula de Força a sua evolução através de outras espécies e de outros organismos de maior desenvolvimento, atingindo sempre formas mais elevadas.

Da explicação acima, deduzimos que as partículas de Força, já individualizadas e pertencentes ao planeta Marte, estão fazendo a sua evolução no reino mineral, como nós já o fizemos aqui na Terra. Portanto, lá não existe, ainda, vida orgânica. Talvez, possa existir alguma condição que impossibilite a existência de vida em reinos superiores.

Tio Marcos, o que é o Universo de Einstein? -perguntou Marquinho que estava na 1ª série do 2° grau.

Vou tentar explicar, pois, para bem se entender a Física do Dr. Einstein, são necessários conhecimentos superiores de Química e de Matemática, ensinados nos cursos universitários. Para vocês entenderem, vamos primeiro falar sobre a matéria, depois eu chegarei lá.

O professor e cientista americano E. Russel Hardwick dá a seguinte explicação sobre a natureza da matéria: “A idéia de que todos os materiais são constituídos de partículas individuais tão pequenas que não podem ser vistas com os instrumentos que possuímos até agora é chamada Teoria Atômica. Esse modelo tem o nome de teoria, porque tecnicamente ninguém jamais viu átomos ou moléculas; entretanto, a instrumentação moderna tem mostrado a existência de partículas de matéria de modo tão convincente e de tantas maneiras que os químicos não hesitam em usar essa teoria como a pedra fundamental de seu estudo.”

Em 1808 um químico inglês chamado John Dalton propôs um modelo explicativo a respeito da natureza dos materiais, o qual recebeu o nome de Teoria Atômica. Três anos depois, essa teoria ganhou uma valiosa colaboração feita pelo químico italiano Amadeo Avogadro. Ao conjunto das idéias de Dalton e Avogadro, deu-se o nome de Teoria Atômica Clássica, que apresenta os seguintes pontos básicos:

1. As substâncias químicas são formadas de pequenas partículas chamadas moléculas. A molécula é a menor porção de uma substância.

2. As moléculas são constituídas por partículas ainda menores chamadas átomos. Cada molécula é, portanto, constituída por dois ou mais átomos que se mantêm unidos por forças de atração.

3. As moléculas podem ser divididas nas transformações químicas; os átomos são indivisíveis e indestrutíveis pelos processos químicos conhecidos.

O átomo, revelado pelo inglês Dalton, em 1810, foi aceito durante quase um século, como unidade indivisível da matéria. Mas, em fins do século XIX e começo do XX, dois compatriotas de Dalton, Thomson e Rutherford, conseguem despedaçar o átomo. Derrubam, então, a teoria da indivisibilidade do átomo.

Rutherford, em 1911, representou o átomo como se fosse um sistema planetário. Nessa representação, o átomo é formado por um núcleo central, que contém a quase totalidade da sua massa, bem como uma carga elétrica positiva. Esse núcleo é envolvido por uma nuvem de elétrons, com uma carga elétrica total negativa, oposta à carga do núcleo.

O núcleo é formado por dois tipos de partículas: os prótons e os nêutrons. O número de prótons existentes no núcleo é o que caracteriza um elemento. Por exemplo: o hidrogênio tem número atômico igual a 1 porque o seu núcleo é constituído por um único próton. Já o urânio tem um núcleo constituído por 92 prótons, portanto o seu número atômico é 92.

Em torno do núcleo, como já dissemos, gravitam os elétrons que possuem movimento comparável ao dos planetas em torno do Sol.

Na Antigüidade, 460 a.C., os filósofos Leucipo e Demócrito postulavam que a matéria era formada de átomos, infinitos em número, indestrutíveis, indivisíveis e que se agrupavam em combinações causais e por processos mecânicos. Demócrito dizia que a própria alma, apesar de ser considerada o Princípio Vital, também era composta de átomos.

Tio Marcos - interrompeu Marquinho, o senhor acabou de comparar um átomo com um sistema planetário; então, eu gostaria de saber: quanto às distâncias existentes entre as partículas atômicas, serão elas, comparativamente, tão grandes quanto as distâncias estelares medidas com a unidade de comprimento ano-luz?

Para vocês terem uma idéia das grandezas que envolvem as partículas constituintes de um átomo, imaginem que o núcleo seja do tamanho de uma laranja. O elétron seria do tamanho da cabeça de um alfinete, girando em torno desse núcleo, a um quilômetro de distância. Esse espaço existente entre a laranja e a cabeça de alfinete, isto é, entre o núcleo e o elétron, é preenchido por alguma coisa?

Há uma hipótese que diz ser esse espaço ocupado pelo éter. Segundo os sábios antigos, o éter seria um fluido que encheria todos os espaços, porque esses espaços, mesmo os espaços interplanetários, transmitem a luz, o calor, as ondas de rádio e outras ondas eletromagnéticas, tais como os raios gama, os raios X, os raios ultravioletas e todas as ondas radioelétricas, as quais se propagam no vácuo com a velocidade de 300 mil km/s.

Algumas escolas espiritualistas do Oriente afirmam que, no espaço ocupado pelo éter, estão contidos vários universos espirituais, interpenetrados entre si, e todos interpenetrando o nosso universo material. Explicam isto da seguinte forma: suponhamos um balde cheio de pedras redondas de rio. Esse balde cheio de pedras de rio representaria o nosso universo material, onde tudo é constituído por moléculas grandes. Se despejarmos, dentro desse balde cheio de pedras, areia fina, esta areia penetrará por entre as pedras, ocupando os espaços existentes entre elas. Esta imagem representaria um segundo universo astral, o qual, composto por moléculas menores, constituiria um segundo universo, existindo interpenetrado no nosso universo material. É nessa região do segundo universo astral, que o Sr. Racional denominou atmosfera da Terra, que vivem os espíritos imperfeitos do Astral Inferior do planeta Terra. São espíritos que não sabem que desencarnaram e que desejam ardentemente satisfazer os seus desejos materiais, o que só é possível com um corpo físico.

Mas, continuando, o balde, que já contém pedras redondas e areia, pode-se ainda enchê-lo com água. Essa água representaria um terceiro universo astral, mais diáfano que o segundo. Ainda no balde, contendo pedras, areia e água, poderíamos, com uma técnica especial, introduzir gás nessa água, o qual ocuparia os espaços intermoleculares da água. Esse gás representaria um quarto universo astral, interpenetrando os três primeiros. E assim sucessivamente.

Portanto, com essa explicação, torna-se compreensível a hipótese de existirem no planeta Terra duas humanidades, uma encarnada e outra desencarnada, esta acreditando possuir um corpo material, há muito desagregado, decomposto. Isto porque tais espíritos desconhecem a sua composição astral e física. Quando encarnados, perderam tempo acreditando nas lendas religiosas. Muitos não sabem que morreram. Pensam que ainda são o corpo físico. Desencarnados, continuam morando nas próprias casas, querendo satisfazer as suas necessidades materiais e manter os seus costumes, ou permanecem junto das pessoas encarnadas que amavam, querendo ajudar, ou junto de desafetos, unidos pelo ódio, ou ainda atraídos por pensamentos afins. Sabem que algo estranho aconteceu com eles. Procuram conversar, mas ninguém os ouve. Também não escutam com nitidez o que as pessoas conversam. Outros, fixos num pensamento de ódio, perdem a capacidade de manter o seu corpo astral com a forma que possuíam e transformam-se em bolas pretas, do tamanho de uma cabeça humana, aderindo aos seus desafetos, sugando-lhe as energias anímicas e contaminando-os com seus fluidos doentios, constituindo quadros obsessivos constrangedores. Daí a necessidade de aprendermos a pensar com elevação, com moralidade, pois os pensamentos indisciplinados, materializados, atraem essas criaturas que infestam a atmosfera da Terra.

Mas voltemos à nossa aula de Química: a Física constatou ser o éter um meio hipotético. Portanto, não existe, e a estrutura clássica do átomo proposto por Rutherford, representando o átomo como se fosse um sistema planetário, mais tarde foi modificada pelos estudos do físico alemão Max Planck (1858-1947), para poder explicar as leis da radiação corpuscular, isto é, da energia emitida por uma fonte, sob a forma de partículas subatômicas como elétrons, nêutrons etc. Max Planck considerou a descontinuidade da energia e formulou em 1900 a Teoria dos Quanta. Essa teoria modifica a hipótese da estrutura do átomo e considera as novas partículas constituintes do átomo, descobertas no início desse século XX, tais como pósitrons, mésotrons, nêutrons, dêuterons, partículas alfa, beta, lambda, sigma, ômega, os mésons pi e K, o fóton e as respectivas antipartículas.

Se vocês estivessem mais adiantados nos estudos, nós poderíamos falar em antimatéria. Só para vocês não desconhecerem o assunto, podemos dizer que é um átomo ou matéria constituída pelas antipartículas do próton, do nêutron, do elétron etc. Um átomo de antimatéria, em contato com o seu análogo material, levaria ao aniquilamento dos dois com as transformações destes em neutrinos e radiações gama.

Na Teoria dos Quanta, os elétrons passam a ter duplo aspecto: ora partículas, ora ondas. A matéria, pois, pode ser representada por equações de ondas, compondo a Mecânica Ondulatória. Desta forma, o elétron clássico, esférico, foi reduzido a uma carga ondulante de energia elétrica, e o átomo passou a ser tratado como um sistema de ondas superpostas.

Esses conhecimentos levaram ao surgimento da Física Nuclear, à desintegração do átomo e ao surgimento da energia atômica e também à transmutação dos elementos, isto é, a transformação de um elemento químico em outro, o velho sonho dos alquimistas da Idade Média, que queriam transmutar os metais vis em ouro e prata. Via processos atômicos, é possível realizar essas transmutações; contudo é muito caro, é antieconômico fabricar ouro. Da mesma forma que tirar ouro da água do mar sai muito caro, apesar da existência de grande quantidade de metal nessas águas, também produzir ouro via transmutação atômica sai caríssimo. É muito mais barato continuar com a exploração das minas.

Tio Marcos, o que é buraco negro? - perguntou Boris.

Na aula de ontem eu falei sobre esse assunto superficialmente. Vou esclarecer melhor.

Em 1669, Newton formulou uma teoria física, afirmando que a luz era composta por partículas. Em 1900, surgiu a Teoria dos Quanta de Planck, que dizia que a luz se formava em ondas. Sabemos hoje que essas duas teorias estão corretas. Pela dualidade onda-partícula da Mecânica Quântica, a luz tanto pode ser considerada onda como partícula.

A luz, sendo composta por partículas, é afetada pela gravidade como qualquer corpo, como as pedras, os projéteis de artilharia e os planetas o são.

Albert Michelson recebeu o Prêmio Nobel de Física, em 1907, por ter medido a velocidade da luz. Após muitos anos de observação, provou que a luz se propaga em velocidade constante, a 300 mil km/s.

Numa estrela, quando o seu combustível nuclear se esgota, sua temperatura diminui. Um processo de esfriamento ocorre, e é seguido de uma constante contração. Ora, contraindo-se, a estrela experimenta um novo aquecimento temporário que, sem provocar temperaturas altas o bastante para reacender a fornalha atômica, é suficiente para fazê-la brilhar. Esse brilho, contudo, é efêmero; a estrela continua a contrair-se até atingir uma situação crítica, a partir da qual ocorre uma catástrofe gravitacional inevitável. Se comparada com as suas dimensões originais, ela torna-se um minúsculo ponto, porém, com elevadíssima densidade, correspondente à concentração de grande quantidade de matéria, em uma porção restrita do espaço. Desta forma, origina-se um campo gravitacional tão intenso que mesmo a luz emitida pela estrela em questão não consegue abandoná-la.

Repetindo: uma estrela com massa compacta pode possuir um campo gravitacional tão forte que a luz não lhe pode escapar. Qualquer luz, emitida pela superfície dessa estrela, seria puxada de volta, por sua atração gravitacional. Existe um grande número de estrelas nessa situação. Ainda que não fôssemos capazes de vê-las, porque a sua luz não nos atingiria, poderíamos sofrer sua atração gravitacional. Estes objetos são o que os cientistas chamam de buracos negros, porque é exatamente isso que eles são: vácuos escuros no espaço.

No Universo do Dr. Einstein, o buraco negro é uma região do espaço-tempo, intensamente curva, consistindo uma singularidade. Pode ser entendido como um estado que a matéria atinge, ao sofrer um colapso gravitacional, no qual nem a luz, a matéria ou qualquer outro tipo de sinal podem escapar. A velocidade mínima necessária para um veículo escapar à ação de um buraco negro se aproximaria da velocidade da luz.

Nessa oportunidade, Serginho fez a seguinte pergunta a tio Marcos:

Tio Marcos, eu sei que energia é a propriedade de um sistema que permite realizar um trabalho. Sei também que a energia pode ter várias formas: calorífica, cinética, elétrica, eletromagnética, mecânica, potencial e química. Sei também que a energia não pode ser criada, mas apenas transformada. O senhor, explicando os buracos negros, falou em combustível nuclear e em fornalha atômica, e eu não entendi. O senhor poderia explicar o que é energia atômica?

Lá no fogão a lenha da cozinha, a lenha queima, produzindo dois tipos de energia: a energia térmica para cozinhar alimentos e esquentar água e a energia radiante em forma de luz, o clarão do fogo. A energia atômica também produz calor, isto é, energia térmica e energia radiante em forma de luz e de radiação, como raios X muito poderosos. A radiação corpuscular é uma energia emitida por uma fonte sob a forma de partículas subatômicas, dotadas de elevada energia cinética, tais como elétrons, partículas alfa, beta, nêutrons etc. Essas partículas atravessam a maioria dos corpos que não deixam passar a luz.

A unidade de medida de exposição de uma radiação é o roentgen (r) em homenagem ao físico alemão Wilhelm Konrad Roentgen (1845-1923). Ele foi o descobridor do raio X, capaz de atravessar os corpos opacos e sensibilizar as chapas fotográficas. O raio X é muito usado na medicina e na indústria, nos processos e construções metalúrgicos.

As radiações são muito perigosas e podem produzir várias doenças de acordo com as doses a que se expôs o indivíduo. As radiações ou radiatividade são perigosas porque os nossos sentidos não permitem percebê-las. Os danos podem se manifestar nas pessoas atingidas ou em seus descendentes.

Quando as radiações são muito intensas, surgem efeitos imediatos. Doses superiores a 3000 r destroem, em poucas horas, as células nervosas do sistema nervoso central. As radiações com intensidades além de 1000 r desintegram em poucos dias as células intestinais. Para doses maiores que 300 r ocorre, depois de alguns meses, a morte da medula, ocasião em que as células do sangue perdem a capacidade de se reproduzir. Doses inferiores a 300 r não causam, em geral, a morte do indivíduo. Entretanto, além de eventuais lesões localizadas na epiderme, há um acentuado aumento de incidência de tumores malignos, leucemia etc. A manipulação imprudente de materiais radioativos já causou muitas vítimas. Talvez a perda mais famosa tenha sido a de Marie Curie (1867-1934), morta em conseqüência da prolongada exposição às radiações do elemento rádio. Até então, não era bem conhecida a natureza das radiações, nem o fato de serem nocivas aos organismos vivos.

Para se detectar a radioatividade, usa-se um aparelho chamado contador geiger, que é um dispositivo capaz de produzir um impulso elétrico e um som como se fosse de fritura, cada vez que for atravessado por uma partícula que lhe forneça certa quantidade de energia.

Como eu estava dizendo, lá no fogão, para provocar o fogo é preciso que haja muito oxigênio para queimar a madeira. Contudo, há certas substâncias que queimam de maneira diferente. Elas desprendem energia por si mesmas. Possuem uma radioatividade natural. Elas desprendem energia sem auxílio exterior. Duas dessas substâncias são o rádio (Ra88) e o urânio (U92). Os átomos desses materiais não se comportam como os dos outros elementos. Muitas vezes, deles desprendem-se partículas atômicas, por si só, produzindo radiações, luminosidade e calor. Muitos relógios têm mostradores cujos números brilham na obscuridade. Isso também ocorre com certos interruptores de luz e nos tubos de televisão. Quando vocês estudarem fotoquímica compreenderão por que isso ocorre.

De um pedaço de urânio, os átomos vão se partindo, uns após os outros, não muito depressa, seqüencialmente, e a energia atômica vai se libertando, em pequena quantidade, porque essa reação é natural e lenta. Para aproveitar essa energia, os físicos conseguiram controlar a velocidade com que ela se produz. Inicialmente utilizaram essa energia para fins bélicos.

Em 1945, nos Estados Unidos, cientistas obtiveram a fissão do átomo, bombardeando com um feixe de nêutrons núcleos de urânio 235, produzindo uma espantosa e mortífera explosão. Nascia a bomba atômica. A explosão atômica produz intensa luminosidade que cega, ondas de calor que tudo vaporizam, um tufão devastador de 400 km/h e radiações mortais até a uma distância de 3 km do ponto em que ocorreu a explosão.

Uma bomba atômica com uma potência de um mégaton libera energia suficiente para ferver instantaneamente 10 mil toneladas de água. Essa é uma bomba modesta. Os arsenais das grandes potências possuem bombas de 50 a 100 mégatons.

A energia atômica está também sendo usada para fins pacíficos. Os cientistas desenvolveram reatores atômicos para ferver água em caldeiras e produzir vapor para movimentar navios, submarinos, acionar turbinas na indústria produzindo energia mecânica (cinética) para movimentar bombas hidráulicas, geradores elétricos etc.

Também aprenderam a usar a radiação como remédio. Por exemplo: as bombas de cobalto 60 e de césio são usadas como fontes radioativas para tratamentos radioterápicos, principalmente de tumores cancerígenos.

Agora, respondo à pergunta do Marquinho sobre o Universo do Dr. Einstein. Em 1905, aplicando a Teoria dos Quanta, Albert Einstein (1879-1955) formulou a Teoria da Relatividade. Einstein propôs que todas as formas de energia radiante, luz, calor, raios X, também se propagam através do espaço, em quanta separados e descontínuos. Imaginou que a luz se compunha de partículas ou grãos individuais de energia: os fótons. Einstein, com a sua teoria, derrubou a estrutura da física tradicional, e a sua fórmula E = mc2, onde: E = energia em ergs, m = massa do corpo em gramas e c = velocidade da luz por segundo, desempenhou papel fundamental no desenvolvimento da bomba atômica.

A energia liberada na explosão de uma bomba atômica é determinada pela equação da energia acima mencionada. A bomba atômica deriva da Teoria da Relatividade e com essa bomba foram destruídas as cidades japonesas de Hiroshima, no dia 6 de agosto de 1945, e Nagasaki, em 9 de agosto do mesmo ano.

Einstein também demonstrou que o espaço e o tempo não são absolutos. São relativos ao observador. Ele procurou demonstrar que não vivemos num universo de três dimensões: largura, comprimento e altura, como demonstrava a geometria clássica de Euclides, mas, sim, num universo de quatro dimensões, constituído pelo Espaço mais a quarta dimensão, o Tempo. O Espaço e o Tempo, quando tomados separadamente, são abstrações da mente humana; porém, na realidade exprimem uma só unidade. Aparecem sempre juntos.

Agora vou descrever uma parte do Universo de Einstein, que a grande maioria das pessoas não entende por falta de conhecimentos. É a seguinte: o Espaço parece ser nada, mas pode ser um meio de força. O ímã atrai o ferro e a Terra atrai a Lua, através do espaço vazio; a luz é certa modificação nesse espaço; as partículas atômicas, elétrons e prótons parecem nada mais ser do que o espaço em estado de tensão. Toda energia tem inércia e sofre conseqüentemente a atração de outras energias e de outros corpos. Segue-se que toda emissão de energia sofre desvios na sua rota, em conseqüência da inércia quântica que se submete à Lei de Atração Universal. Assim o próprio raio luminoso fica impossibilitado de seguir em linha reta e é obrigado a encurvar-se. Daí resulta que o Universo é curvo e, portanto, finito.

Apesar de o Universo de Einstein ser curvo e finito, ele é bastante grande para conter milhões de galáxias, cada uma das quais compostas por centenas de milhões de estrelas em fogo, com temperaturas de milhões de graus centígrados, calor esse originado por reações termonucleares, cujo combustível atômico é o hidrogênio. Esse universo contém, também, quantidades incalculáveis de gases rarefeitos, planetas e asteróides de ferro e pedra e também muita poeira cósmica. Um raio de luz que se lance pelo espaço, com a velocidade de 300 mil km/s, descreverá nesse universo curvo um grande círculo cósmico, e retornará à sua fonte de origem, após uns 200 bilhões de anos terrestres.

No Universo de Einstein, temos duas realidades: Campo e Matéria. Campo representa a Energia e a Matéria representa a Massa. A Teoria da Relatividade acentua a importância do conceito de Campo em Física. Mas ela ainda não conseguiu enunciar uma física de campo pura. Em face dessa condição, admite ainda a existência de ambos: Campo e Matéria.

O Sr. Racional afirma que, no Universo, somente existem Força e Matéria. Na Força está contido o Campo, isto é, a Energia de Einstein e todas as leis que regem o Universo, a Inteligência e a Vida. Tudo com um único objetivo: evoluir. No livro O Espírito Este Desconhecido, o pesquisador francês Jean Charon, analisando a estrutura atômica e as moléculas constituídas por estes átomos, através dos seres vivos e corpos inanimados, conclui: “Existe um elemento inteligente que não é matéria, o qual é a causa de as células desses organismos vivos se movimentarem, se transformarem, atuando algo semelhante ao Espírito ou Alma”.

Desta forma, comprova a tese do Sr. Racional de que a Vida é a manifestação das Partículas Inteligentes, emanadas da Força, do Grande Foco em evolução, nos mundos materializados, onde a função da matéria é somente transformar-se.

Tio Marcos interrompeu porque o sono já estava batendo em todos.

Amanhã continuaremos com o estudo da Evolução.



Boa noite. Durmam bem.

Os meninos foram para os seus quartos. Tio Marcos saiu e fechou a porta.

4. A evolução I

Todos já haviam jantado e tomado café. Vô Mário comentou sobre 150 garrotes de dois anos, das raças gir e guzerá, que havia comprado em Presidente Prudente, SP, e que chegariam no dia seguinte.

Tio Marcos levantou-se e disse:

Vamos continuar o nosso assunto. Hoje falaremos sobre a evolução cósmica.

Marquinho apanhou um lampião e subiu na frente para o quarto. Todos acomodados, tio Marcos começou ...

Os astrônomos e físicos, através de seus estudos, reconstituíram a origem e a seqüência das transformações dos seres que fazem parte do Cosmo. Essas modificações chamam-se evolução cósmica.

No planeta Terra, desde o início de sua existência, ocorreram lentas, porém contínuas, modificações no clima e na crosta terrestre. Ao conjunto destas modificações chamamos evolução geológica.

Até 190 milhões de anos atrás, os continentes estavam todos unidos, formando um único bloco de crosta terrestre, emergindo dos oceanos, chamado Pangéia.

Através dos deslocamentos das camadas internas da crosta terrestre, a Pangéia começou a partir-se, iniciando-se a separação dos blocos que gradualmente formaram os atuais continentes. É por isso que a costa leste do Brasil parece encaixar-se perfeitamente na costa oeste do continente africano.

Há cerca de 600 mil anos, ocorreu outra profunda alteração geológica na Terra: a Primeira Glaciação. Esse fenômeno exerceu ação sobre a superfície da Terra pelas geleiras, que eram grandes massas de gelo que se deslocavam. Durante a glaciação a queda de neve é maior que o degelo. A Primeira Glaciação durou 60 mil anos. Neste período houve grandes alterações no clima, pois áreas imensas ficaram totalmente cobertas por grossas camadas de gelo. A Terra, desde então, já passou por quatro períodos glaciários.

Os intervalos de tempo entre os períodos glaciários são chamados períodos interglaciários. Atualmente a Terra passa por um período interglaciário.

Os seres vivos que conhecemos hoje derivam de seres unicelulares ancestrais, que surgiram há bilhões de anos. À medida que esses seres foram se reproduzindo, também foram se transformando, dando origem aos mais diferentes corpos. Os seres vivos que conhecemos hoje resultam dessa diversificação de corpos que ocorreu ao longo de bilhões de anos de reprodução.

Às transformações dos corpos dos seres vivos através do tempo chamamos evolução biológica.

No estudo da evolução geológica e biológica, o tempo de existência da Terra foi dividido em eras. Chama-se era geológica cada uma das quatro grandes divisões da história da Terra, a saber:



1. Pré-cambriana: existente há mais de 600 milhões de anos.

2. Paleozóica: de 600 a 230 milhões de anos atrás.

3. Mesozóica: de 230 a 65 milhões de anos atrás.

4. Cenozóica: de 65 milhões de anos até hoje.

As pesquisas sobre a formação das rochas terrestres e as suas transformações permitiram encontrar inúmeros fósseis de plantas e animais. Assim, ao mesmo tempo que se identificaram as épocas em que as atuais rochas se formaram, foi também possível identificar as épocas em que viveram os animais e os vegetais que constituem os fósseis nelas encontrados.

Na Cordilheira dos Alpes foram encontrados inúmeros fósseis de conchas de animais marinhos. Isso significa que o material que hoje forma as rochas dos Alpes, em determinada época, fazia parte do fundo de algum mar. Assim, os cientistas, pesquisando a idade das rochas e estudando os fósseis nelas encontrados, conseguiram reconstruir a evolução geológica da Terra e a evolução dos seres vivos.

Silvinho, muito interessado, perguntou:

Tio Marcos, o que são fósseis?

Fósseis são restos de corpos de seres vivos, animais ou vegetais que habitaram o planeta no passado. Recobertos por camadas sucessivas de terra, através dos tempos, foram se petrificando e, assim, se conservaram sem perder certas características essenciais.

Os mais antigos fósseis que se conhecem são de bactérias e datam de 3,5 bilhões de anos.

Acredita-se que se trata de bactérias anaeróbicas, isto é, podiam viver sem ar ou sem oxigênio livre, pois a Terra, nessa época, era desprovida de oxigênio.

Há muitos peixes fossilizados, recobertos por sedimentos. Com o tempo seus ossos ficaram impregnados de minerais. Esses ossos, submetidos à pressão de várias camadas de sedimentos do solo, foram mineralizando-se, e formaram fósseis, muitos dos quais fundidos nas rochas terrestres.

Para entendermos melhor a evolução, é necessário ainda que conheçamos o seguinte sobre a constituição do nosso planeta: a Terra hoje se encontra composta por materiais sólidos, líquidos e gasosos, dispostos em camadas. Essas camadas, partindo do centro do planeta, são as seguintes:

1. Núcleo central: constituído por minerais de níquel e ferro, em estado de fusão, devido às altas temperaturas internas existentes.

2. Mesosfera: envolvendo o núcleo central, é constituída predominantemente de silício, ferro e magnésio.

3. Sima: encontra-se logo acima da mesosfera, constituído por rochas pesadas, compostas em grande parte por silício e magnésio.

4. Litosfera: sobrepõe-se ao sima, onde os materiais predominantes são o silício e o alumínio. Sua espessura média é de 60km. Ela constitui a camada sólida externa do planeta que envolve as demais e por sua vez é envolvida pela atmosfera. Na litosfera se dispõem as águas de superfície, que constituem a hidrosfera.

A atmosfera possui aproximadamente 1000km de altura e é formada por gases diversos. De 40 a 400km de altura, existe na atmosfera uma região altamente ionizada chamada ionosfera. A seguir vem a magnetosfera atingindo 130 mil km de altura, região em que a taxa de ionização é quase nula.

A hidrosfera é formada pelas águas da natureza, as quais são sempre as mesmas. A água muda constantemente de lugar. Esse passeio que ela dá pela natureza chama- se ciclo das águas. O ciclo das águas é movido pela energia solar. As águas dos oceanos, lagos e rios, do solo e dos corpos vivos evaporam graças à atuação da energia do sol e retornam, caindo sobre a Terra na forma de chuva espalhada pelo vento.

Cerca de metade da energia do sol é refletida pelas nuvens e pelo pó da atmosfera, não alcançando a superfície terrestre.

Parte da energia solar que incide sobre a superfície terrestre volta à atmosfera na forma de calor. Outra parte é consumida na evaporação da água. Outra parte ainda é absorvida pelo solo e aproximadamente de 1 % a 2% são consumidos pelos vegetais no processo da fotossíntese. Calcula-se que anualmente são formadas cerca de 200 mil toneladas de proteínas, açúcares, gorduras e vitaminas pelas plantas do planeta Terra, graças à energia solar.

As plantas são seres autotróficos, isto é, alimentam-se de seres não vivos: gases do ar, água, nutrientes e micronutrientes minerais do solo.

A energia solar é transferida aos animais, via plantas e via algas unicelulares, por meio da fotossíntese. A energia radiante do sol é transformada pela fotossíntese em energia química acumulada nos seguintes sistemas das plantas, que vão alimentar os animais herbívoros:

1. Sistema radicular: parte subterrânea, não verde, formada pelas raízes.

2. Sistema foliar: parte aérea clorofiliana, verde, formada pelo caule principal, galhos e folhas.

3. Sistema reprodutor: formado pelas flores, frutos e sementes.

Nos vegetais, ressaltamos a importância da clorofila, ,aquele pigmento verde das folhas. É a clorofila que absorve a energia luminosa e que assegura a primeira fase da seqüência complexa de transformações que constituem a fotossíntese, isto é, como já dissemos, a transformação da energia radiante do sol em energia química.

Também existem alguns espécimes vegetais carnívoros, que capturam pequenos insetos, por meio de variados dispositivos, e realizam a digestão mediante a produção de um suco digestivo. Esses vegetais, apesar de carnívoros, possuem raízes e também absorvem alimentos do solo.

Tio Marcos, o que é célula? O senhor vem se referindo a essa palavra, mas eu não sei o que seja! - perguntou Fernanda, que estava na sétima série.

Vou explicar-lhes. Prestem atenção! - respondeu tio Marcos.

Células são as unidades que formam os seres vivos. Ela é uma partícula inteligente, ainda muito rudimentar, em evolução, formando os corpos dos reinos vegetal e animal. São como os tijolos que formam uma parede. Os seres vivos podem ser unicelulares, compostos por uma única célula, ou pluricelulares, compostos por mais de uma célula. As plantas e os animais são pluricelulares. Os micróbios são unicelulares.

O vírus é um microorganismo que se desenvolve unicamente dentro das células vivas. Portanto, é bem menor que a célula que o hospeda. Os vírus são partículas compostas por ácido nucléico protegidas por uma capa de material protéico.

Para vocês entenderem o que seja uma célula, imaginem um ovo de galinha, quebrado e despejado numa frigideira, antes de ir para o fogo. A clara seria o citoplasma e a gema, o núcleo. O citoplasma e o núcleo são cobertos por uma membrana chamada membrana do citoplasma. É no núcleo que encontramos os cromossomos. O cromossomo é a memória genética. É constituído por um conjunto de moléculas de uma substância chamada DNA e tem o formato de filamentos enrolados em espiral. É no cromossomo que encontramos partículas chamadas genes. Os genes são unidades hereditárias. Encerram os caracteres biológicos do ser e determinam as características de um indivíduo.

Sabemos que o corpo humano é formado por ossos, pele, sangue, coração, fígado, músculos e vários outros órgãos.

Qualquer uma dessas partes do corpo humano é formada por grande quantidade de pequenas partículas chamadas células, as quais são de diferentes tipos e tamanhos, de conformidade com os órgãos que constituem. Acredita-se que o corpo de uma pessoa adulta tenha aproximadamente 60 trilhões de células.

Uma célula é a menor unidade de matéria viva que pode existir de maneira independente e ser capaz de reproduzir-se.

Como todos os seres vivos, as células assimilam, crescem e se multiplicam. As células do óvulo humano fecundado, após o oitavo dia multiplicam-se ordenadamente, primeiramente dando origem às células da mucosa intestinal do feto, depois às células do revestimento cutâneo, em seguida do sistema nervoso central. No fim da segunda semana, certas células se modificam, dando origem ao esqueleto, aos músculos, aos órgãos geniturinários e do sistema cardiovascular, tal qual como se obedecesse a uma matriz, construindo, células diferentes para cada órgão e para os sistemas do corpo em formação.

A Ciência Espírita afirma que essa matriz é o corpo astral do espírito reencarnante, que age presidindo a formação das células e distribuindo-as, obedecendo às leis naturais e imutáveis.

A reprodução das células se faz por divisão. Elas são capazes de se dividir dando origem a duas outras exatamente iguais. Esse fenômeno, que se chama mitose, é um processo complexo.

É o núcleo que regula o momento em que a célula se divide, e a primeira modificação acontece quando o núcleo duplica o número de cromossomos: formam-se 92 cromossomos ou 46 pares. Essa duplicação é indispensável para que cada nova célula tenha 46 cromossomos iguais aos da célula-mãe. Após a duplicação, 46 pares de cromossomos dispõem-se no centro da célula que vai se formar e rompem a membrana do núcleo da célula-mãe, separam-se, e termina o processo formando-se a membrana da nova célula.

Em nosso corpo existem células que nunca entram em mitose como, por exemplo, as células chamadas neurônios, do sistema nervoso.

Existem, também, células que se dividem rapidamente. Por exemplo: as células que revestem o nosso intestino renovam-se a cada dois dias. E as células da nossa pele renovam-se a cada vinte dias, aproximadamente.

Quando cortamos a nossa pele, por algum ferimento, passado certo tempo, a pele volta ao normal. O que aconteceu? Na região do corte, as células da pele ficaram sem contato com as outras, então começaram a se dividir, criando células iguais, e o tecido da pele foi reconstituído.

Conforme estávamos dizendo, as células das plantas possuem a capacidade de transformar a energia do sol em energia celular. As moléculas de clorofila têm a propriedade de guardar a energia do sol e as células vegetais são capazes de utilizar essa energia para transformar moléculas de gás carbônico e água em moléculas de glicose.

Esse processo, em outras palavras, transforma a energia solar em energia química, via clorofila, cuja energia fica armazenada nas moléculas de glicose.

O oxigênio e a glicose são os combustíveis da vida. O nosso cérebro não funciona se não existirem no sangue glicose e oxigênio em quantidade suficiente. O cérebro e os músculos dos animais só funcionam se no sangue deles existir certa. dosagem de oxigênio, obtida pela respiração, e de glicose, obtida pela alimentação.

A glicose fornece energia para as atividades do metabolismo celular e para a reprodução das células. Assim, as proteínas, gorduras e açúcares armazenam sempre um pouco de energia solar em suas moléculas.

Quando o animal herbívoro come as plantas, obtém substâncias nutrientes e ao mesmo tempo armazena energia solar através das moléculas de glicose. Estas são desmontadas durante a digestão e remontadas nas células que constituem os seus órgãos e músculos. A energia retirada da glicose é consumida pelos herbívoros no metabolismo de suas células, na produção de calor e nas atividades do próprio corpo, em seus movimentos, por exemplo.

Quando os animais herbívoros são devorados pelos animais carnívoros, as substâncias que formam o corpo dos herbívoros são transformadas em células nos carnívoros. Os carnívoros recebem a energia que os vegetais absorvem do sol, alimentando-se da carne dos animais herbívoros.

Quando uma planta ou animal morre, seus constituintes passam a integrar o corpo de outros seres vivos ou voltam a integrar o solo.

Todos os seres vivos são constituídos essencialmente de compostos contendo o elemento carbono.

Assim, a nave Terra, com todos os seus tripulantes vivos, possui corpos onde está presente o elemento químico carbono, formando moléculas de cadeias carbônicas, as quais constituem as células.

O carbono, incorporado pelas plantas e pelos animais, volta continuamente à atmosfera na forma de gás carbônico, através da respiração. E quando plantas e animais morrem, pela decomposição dos corpos, também há produção de gás carbônico.

Isto se processa da seguinte forma: os animais, que se alimentam das decomposições, insetos, microorganismos etc., alimentam-se de plantas e animais mortos, ocorrendo uma transformação química dos corpos sem vida, onde os compostos de carbono mudam, virando gás carbônico. Assim, a natureza forma uma cadeia alimentar em que o solo, a água, o ar e o sol possibilitam a criação de novos corpos de plantas e estas fornecem matéria e energia para a formação de novos corpos de animais, também dando continuidade ao ciclo do carbono.

Neste ponto da palestra, tio Marcos fez uma pequena interrupção, e nessa oportunidade Fernanda perguntou:

Tio Marcos, quando, momentos atrás, o senhor falou em células, referiu-se aos caracteres biológicos do ser e eu não entendi.

Em 1809, Jean Baptiste Lamarck (1744-1829), publicou o livro Filosofa Zoológica, no qual expôs suas idéias sobre o fenômeno da evolução. Seu principal argumento era o de que uma grande mudança no ambiente de qualquer espécie animal causaria uma alteração nas suas necessidades. Essas alterações implicariam a necessidade de a espécie se modificar e; conseqüentemente, formar novos hábitos. Com base nesse argumento, Lamarck anunciou duas leis, nas quais afirmava estar contida a essência da evolução e as alterações dos caracteres biológicos das espécies.

A 1ª Lei de Lamarck, ou a Lei do Uso e do Desuso, diz que, em qualquer animal que não ultrapassou o limite do seu desenvolvimento, o uso mais freqüente e contínuo de qualquer órgão gradualmente fortifica, desenvolve e aumenta esse órgão. Assim, o desuso permanente de qualquer órgão imperceptivelmente o enfraquece e o deteriora, diminuindo a sua capacidade funcional, até que ele finalmente desaparece.

A 2ª Lei de Lamarck, ou a Lei da Herança dos Caracteres Adquiridos, tem o seguinte enunciado: todas as aquisições ou perdas feitas pela natureza nos indivíduos, por intermédio da influência do uso predominante ou desuso permanente de qualquer órgão, são preservadas pela reprodução de novos indivíduos que surgem. Para serem preservadas, essas modificações devem ser comuns aos dois sexos ou, pelo menos, estar presentes nos indivíduos que produzem as crias.

Um exemplo citado por Lamarck para fortalecer sua teoria é o da girafa. Segundo ele, a girafa habitante de lugares com solo árido e estéril é obrigada a comer folhas das árvores, fazendo esforços constantes para alcançá-las. Desse hábito resultaria o fato de as patas dianteiras se tomarem mais longas e o pescoço se alongar. Essas características foram transmitidas aos descendentes que, por sua vez, também se esforçaram para alcançar os alimentos. Finalmente, teriam surgido as girafas atuais, que conseguem elevar a cabeça a uma altura de seis metros.

Lamarck referiu-se a muitos outros exemplos da natureza para reforçar a sua teoria. Para ele, os ancestrais das cobras teriam pernas, mas, quando se tornou necessário, esses animais começaram a rastejar pelo solo e, depois de longo tempo, pelo desuso das pernas e por atrapalharem o rastejar, elas desapareceram.

A explicação de Lamarck para a evolução, pelo uso e desuso, tem grande repercussão até hoje. Por ser intuitiva, existem pessoas que nela acreditam. Esse crédito é reforçado, muitas vezes, em razão de modificações que ocorrem nos indivíduos por mudanças nos seus hábitos. Um bom exemplo é o caso do desenvolvimento dos músculos dos atletas pelo uso. Entretanto, a transmissão dos caracteres adquiridos, o aspecto mais importante da teoria de Lamarck, não pôde até hoje ser experimentalmente comprovada, apesar do grande número de experiências realizadas para testá-la. Uma dessas experiências foi feita cruzando-se um casal de camundongos cujas caudas foram cortadas. Os descendentes do cruzamento nasciam com caudas, que por sua vez eram cortadas. Esse procedimento foi repetido durante vinte gerações, mas os descendentes da vigésima primeira ainda apresentavam caudas tão longas quanto as dos camundongos originais.

Mais adiante, nas próximas aulas, veremos que os caracteres biológicos adquiridos numa vida pelas espécies não se transmitem simplesmente pela sucessão das gerações. Para explicar as transformações dos seres vivos no decorrer dos milênios, foi necessário primeiro aparecer a Teoria da Evolução de Darwin, depois a Teoria da Hereditariedade de August Weismann, para que finalmente o holandês De Vries, baseado nos estudos de Mendel, lançasse a Teoria das Mutações.

August Weismann, biólogo alemão (1834-1914), desenvolveu a Teoria da Hereditariedade, estabelecendo que a continuidade do plasma germinativo de uma geração a outra, independentemente dos tecidos não reprodutores do corpo de um animal, é o que dá uma base teórica à recusa da hereditariedade dos caracteres adquiridos.

Hugo De Vries, botânico holandês, redescobriu as leis de Mendel, contribuindo com numerosos trabalhos de genética e biometria e, sobretudo, com a introdução em ciência da noção de mutação, que é uma das bases das teorias modernas sobre a evolução das espécies.

Tio Marcos, o que é então a Teoria das Mutações? - perguntou Maria, com um ar muito interessado.

A Teoria das Mutações estuda as modificações bruscas e hereditárias que aparecem nos seres vivos e que dão origem a uma nova variedade de seres.

Tio Marcos fez um pequeno intervalo para tomar um copo d'água da moringa que as meninas tinham no quarto e depois prosseguiu.

Para sedimentarmos o que aprendemos até agora e para bem entendermos as nossas próximas aulas sobre a evolução, vamos sintetizar os pontos mais importantes, à luz da Doutrina Racionalista Cristã.

Para a Inteligência Universal, para a Força, com relação ao Espaço-Tempo, somente existe um presente eterno.

Essa idéia não pode ser bem compreendida no planeta Terra, em virtude das nossas limitações mentais.

Assim, a velocidade da luz no vácuo, a qual pela Teoria da Relatividade é a velocidade máxima que um sinal portador de energia pode se propagar, que é de 300 mil km/s, não passa de uma expressão relativa, subordinada às condições do meio físico.

No universo espiritual, outros princípios, outras leis regem a vida. O Espírito, como força que é, poderá fazer-se presente, instantaneamente, em qualquer ponto do Universo, utilizando-se tão-somente do pensamento. Pensando-se num lugar, o nosso espírito estará instantaneamente naquele lugar, numa velocidade muitíssimas vezes superior à da luz, não tendo nem sentido falar-se em velocidade.

A vida é a ação permanente da Força sobre a Matéria.

Para explicar melhor esses postulados do Sr. Racional, vamos falar um pouco das descobertas do "pai" da Química: Lavoisier.

Antoine Laurent de Lavoisier (1743-1794) foi o criador da ciência química. Foi Lavoisier quem constatou ser o ar atmosférico composto por dois gases principais. Deu a um deles o nome de oxigênio, pois era essencial à respiração dos animais e à combustão. E ao outro deu o nome de azoto, modernamente chamado nitrogênio. Na composição do ar, a grosso modo, 1 /6 é de oxigênio e 5/6 de nitrogênio. Lavoisier misturou pela primeira vez esses gases em laboratório e conseguiu o ar atmosférico.

Foi também Lavoisier quem, baseado em suas observações, chegou a uma generalização a respeito das transformações químicas, anunciando a Lei da Conservação da Massa, cujo enunciado é o seguinte: "Nas transformações químicas, nada se perde, tudo se transforma".

A Força age obedecendo às leis evolutivas e utiliza-se da Matéria constituída por 107 substâncias. A Força, com esses elementos, forma corpos, realiza fenômenos incontáveis e indescritíveis, que escapam à apreciação comum.

No Universo não há nada de novo. Pode-se dizer que nele está em vigência uma lei, semelhante à Lei da Conservação das Massas de Lavoisier. As experiências têm demonstrado que em nenhuma circunstância se pode alterar a quantidade de matéria existente.

Tudo no Universo está criado e também nele nada se perde. Há, somente, transformações da Matéria e evolução da Força.

A Força, utilizando-se da Matéria, começa a sua evolução na estrutura do átomo, passando depois para a composição das moléculas, em uma nova ordem de ação constitutiva.

A Força, como Princípio Inteligente, começa a sua evolução individualizada no reino mineral, onde, durante todo o constante agregar e desagregar, a sua consciência individualizada vai aumentando, permitindo combinações químicas e realizando ligações estáveis de dois ou mais átomos, em proporções definidas, formando substâncias com propriedades físicas e químicas determinadas.

Atingindo determinada fase evolutiva, a composição de uma substância é sempre a mesma, qualquer que seja a sua procedência.

Portanto, deduz-se existir uma seqüência evolutiva nos minerais, pois existem vários elementos químicos distintos. Os átomos de substâncias diferentes são diferentes no tamanho, na massa, na constituição do seu núcleo e no seu comportamento químico.

Acredito que os elementos químicos eletropositivos, em geral sólidos, brilhantes, bons condutores de calor e de eletricidade, constituindo famílias de metais, são minerais bastante evoluídos.

Observemos os objetos metálicos que estão à nossa volta: parafusos, panelas, talheres, ferramentas, automóveis, aviões, estruturas, edifícios, pontes, tudo isso feito com metais. Alumínio, ferro, cobre, chumbo, estanho, zinco, cromo, níquel, ouro, prata, platina e mercúrio são apenas alguns das dezenas de metais que compõem a natureza e que pelas suas qualidades físicas possibilitam a sua utilização de acordo com as nossas necessidades, muitas vezes através de ligas especiais.

Há também os metais alcalinos terrosos, tais como cálcio, bário, estrôncio e o rádio.

Destacamos ainda os metais alcalinos: lítio, sódio, potássio, rubídio e césio.

Parece-nos que a evolução da Partícula Inteligente, passando pelo reino mineral, atinge o seu ápice no cristal, pois a sua geometria, estrutura e crescimento obedecem a leis definidas que regem a sua formação.

Durante o constante agregar e desagregar das moléculas no reino mineral, as Partículas Inteligentes, provenientes da Força, atingem a condição de manifestar vida, passando, então, sua evolução a realizar-se no reino vegetal.

Terminando a evolução no reino vegetal, onde a Partícula Inteligente desenvolve a sensação, passa para o reino animal, quando, então, incorporará, aos atributos já adquiridos nos dois reinos anteriores, a inteligência, iniciando a construção do seu corpo astral, através do pensamento contínuo.

Concluindo, podemos dizer que, no reino mineral, a Força em estado latente é o atributo fundamental, predominante. No reino vegetal, a Força e a vida são os atributos fundamentais. No reino animal, predominam a Força, a vida e a inteligência.

Portanto, a morte resulta de um entendimento completamente errado da vida. Na verdade a morte jamais existiu, pois nesse fenômeno natural chamado morte o corpo físico como matéria decompõe-se, transforma-se em elementos químicos, e o Espírito, terminando mais uma etapa evolutiva, não morre nunca. É imperecível, simplesmente retorna ao seu mundo de estágio.

Bom, por hoje é só. Amanhã tem mais. Boa noite - despediu-se tio Marcos.

5. A evolução II

Todos, sentados nos seus lugares, tinham acabado de tomar café servido por tia Zinha, quando Boris perguntou:

Tio Marcos, por que vivemos?

Você, Boris, foi muito oportuno com esta pergunta - respondeu tio Marcos -, pois justamente a resposta a esta sua pergunta constituirá o assunto de hoje. O que vou lhes transmitir foi-me ensinado pelo Sr. Racional que, sobre esse assunto, escreveu um capítulo especial no seu livro doutrinário Racionalismo Cristão, capitulo XI. Também fez várias conferências sobre este tema e escreveu artigos no jornal A Razão.

Tio Marcos, após pequena pausa, continuou ...

Nós vivemos para cumprir a Lei da Evolução. A Lei da Evolução é uma lei natural à qual estão sujeitos todos os seres pertencentes aos reinos mineral, vegetal e animal.

A evolução tem que ser realizada a qualquer custo e esta lei é indiferente se o ser quer ou não evoluir, porque a vida nos obriga a isto, coercitivamente, isto é, à força e não podemos anulá-la nem iludi-la.

O Sr. Racional ensinava que: “O princípio fundamental da Vida no Universo é a Evolução. Nela reside a base do entendimento de tudo quanto se passa dentro e fora do alcance intelectual humano. A Evolução faz-se sentir em tudo: na semente que brota para transformar-se em flor; na árvore que se agiganta e frutifica na trajetória de um ciclo; no ser humano que entra na escola analfabeto e sai de lá cientista; no desenvolvimento das artes, das letras, das ciências, da música; nas pesquisas, na indústria, no comércio, no transporte, nas cidades, nas invenções e nas utilidades sociais”.

Mas voltemos ao nosso assunto: há 2400 anos, na Grécia, o filósofo Aristóteles já refletia sobre como reunir os diferentes seres vivos em grupos para melhor compreendê-los. Ele os dividiu em dois grandes conjuntos: os que tinham sangue vermelho e os que não tinham sangue. E para estudar as plantas, agrupou-as em árvore, arbustos e ervas.

Aristóteles é considerado o primeiro biólogo da humanidade e o seu sistema de agrupamento de seres vivos foi usado pelos estudiosos da natureza durante mais de 2000 anos.

No século XVIII, na Europa, já eram conhecidos mais de 10 mil tipos de seres vivos e, com o tempo, os antigos sistemas de classificação perderam a utilidade.

Joseph Pitton de Tournefort (1656-1708), professor de botânica em Paris, grande colecionador de plantas e classificador, com o seu livro Elementos de Botânica, foi o precursor de Lineu.

Em 1753, o naturalista sueco Carl Von Lineu (1707-1778) criou um sistema de classificação dos seres vivos, chamado Sistema da Natureza, o qual divide o reino animal em seis classes: mamíferos, aves, anfíbios, peixes, insetos e vermes.

Esse sistema de classificação obedece ao seguinte esquema: o ser vivo é enquadrado em ramo, classe, ordem, gênero ou espécie, sendo:



1. Ramo: descendente de um mesmo tronco.

2. Classe: grupo ou divisão que apresenta características semelhantes.

3. Ordem: seres que possuem a mesma qualidade.

4. Gênero ou Espécie: conjunto de seres vivos que apresentam certo número de caracteres comuns.

Eis um exemplo da classificação de Lineu:


Rato doméstico


Ramo Vertebrado

Classe Mamífero


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