A chave da Sabedoria Fernando Faria Índice analítico



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Ordem Roedor


Gênero/Espécie Rattus rattus
Homem

Ramo Vertebrado

Classe Mamífero

Ordem Primata

Gênero/Espécie Homo sapiens
Chimpanzé

Ramo Vertebrado

Classe Mamífero

Ordem Primata

Gênero/Espécie Anthropopithecus troglodítes

O maior mérito de Lineu foi ter definido, descrito e designado por um nome duplo em latim várias dezenas de milhares de espécies de animais e vegetais, cuja maior parte se conserva até hoje.

A partir do século XVII, o aperfeiçoamento dos microscópios permitiu que uma variedade cada vez maior de seres vivos fosse estudada. Mas essas novas variedades não tinham características nítidas de seres considerados como animais, nem de seres considerados como plantas. A classificação de Lineu era insuficiente para defini-los.

Em 1866, Ernesto Heinrich Haeckel (1834-1919), naturalista alemão, organizou o estudo dos seres vivos em três grandes grupos, que chamou de reinos: o dos animais, o das plantas e o dos protistas, incluindo neste último os seres unicelulares. Este sistema não elimina as dúvidas quanto à classificação de certos seres vivos, como fungos e bactérias.

O sistema de classificação mais atual foi criado por Roberto H. Whittaker, em 1969. Ele estuda os seres vivos divididos em cinco reinos. Por exemplo:

1. Animal: são considerados animais os seres multicelulares, cujas células possuem núcleo delimitado por membrana e não apresentam parede celular. Nessas células, a glicose é armazenada na forma de uma substância chamada glicogênio.

2. Planta: são plantas os seres multicelulares, cujas células têm núcleo delimitado por membrana e têm parede celular formada por celulose. A celulose é um açúcar complexo formado por glicose. As plantas precisam de luz para realizar a fotossíntese e, dentro das células, armazenam glicose na forma de amido.

3. Fungo: os fungos apresentam uma característica especial. São seres unicelulares que vivem associados, formando um corpo semelhante ao dos seres multicelulares. As células dos fungos têm núcleo delimitado por membrana e têm parede celular formada por um açúcar complexo, a quitina. Alguns tipos de fungos são microscópicos e outros são vistos a olho nu. Estes são conhecidos como cogumelos. Alguns cogumelos são comestíveis, outros são venenosos. Os cogumelos não necessitam de luz para viver: não fazem fotossíntese. Armazenam glicose no interior das células, na forma de glicogênio, como os animais. Há fungos que se deslocam pelo ar, formando o bolor, o mofo, razão pela qual deve-se sempre evitar que os alimentos tenham contato com o ar livre para não mofarem.

Sir Alexander Fleming (1891-1955), médico bacteriologista inglês, a partir de um cogumelo microscópico, o Penicillium notatum, descobriu a penicilina, um poderoso antibiótico. Foi assim: um mofo contaminava as suas culturas microbianas, impedindo o desenvolvimento de muitos germes. Partindo dessa observação, isolou uma substância que matava os germes patogênicos e não era tóxica ao homem.

A penicilina passou a ser produzida em grande escala, para uso militar, a partir de 1939, quando começou a Segunda Guerra Mundial.

4. Protista: são protistas as algas unicelulares e os protozoários. Os protistas são seres unicelulares com núcleo delimitado por membrana. As algas, tanto as unicelulares como as multicelulares, precisam de luz para viver. Os protozoários não precisam de luz.

5. Monera: são os seres vivos de corpo mais simples que existe. As bactérias são moneras. São seres unicelulares, sem núcleo delimitado por membrana. Quase todos os tipos de bactérias possuem parede celular rígida. Alguns fazem fotossíntese. As bactérias são tão numerosas na natureza que a soma do peso dos seus corpos, apesar de extremamente pequenos, excede ao peso de todos os outros seres vivos juntos.

Como já dissemos, os vírus são tão pequenos que atravessam os filtros de porcelana. Não foram incluídos em nenhum grupo de seres vivos, pois desenvolvem-se unicamente no interior das células vivas. Desta forma, temos vírus de bactéria, vírus de plantas, vírus de animais. Eles causam no homem inúmeras doenças, tais como varíola, poliemielite, sarampo, gripe, etc.

O vírus é o limite inferior da evolução biológica.

Tio Marcos, como o homem surgiu na Terra? -perguntou Solange.

Tio Marcos, sorrindo, respondeu:

Vou lhe responder conforme ensina a Doutrina Racionalista Cristã.

Os espíritos desencarnados não estão adormecidos nem estáticos. A Lei da Evolução determina que tenham períodos de aprendizagem e de crescimento espiritual nos mundos materiais e também nos mundos opacos, nos quais o tempo, tal qual é conhecido e medido pela Física, não existe. Enquanto eles permanecem nos seus mundos de estágio, esperam pelas condições ideais para encetarem novas encarnações, quando irão vivenciar outras experiências.

O homem encarnado surgiu neste mundo como resultado da evolução dos animais que o precederam.

Vocês se lembram de quando eu, me referindo ao Racionalismo Cristão, disse que no Universo somente existem Força e Matéria?

Pois bem, a Força, ou melhor, a Inteligência Universal pode ser imaginada fazendo-se analogia com um grande clarão, tal qual enorme foco de luz, onde o Universo está mergulhado, como se esse clarão fosse um grande oceano de luz. Desse enorme clarão, qual braseiro incomensurável, saltam pequenos pontos de luz, em busca da própria individualização, como aquelas fagulhas que saltam pipocando das fogueiras de São João. Essas fagulhas, ou melhor, esses pontos de luz desprendidos do Grande Foco são partículas da Inteligência Universal, as quais, simples e ignorantes, possuem um potencial fantástico, latente. Essas partículas de luz, para conquistar a consciência, mergulham nos mundos materiais em busca da construção da individualidade. Cada partícula da Inteligência Universal promoverá o seu progresso, a seu modo, a sua custa, através de método iterativo, isto é, de ensaios e erros repetidos incansavelmente, de acordo com os procedimentos que adotar no transcurso da sua trajetória evolutiva. Trajetória esta que demandará milhares de séculos, vivenciando as suas experiências, através dos reinos da natureza, inicialmente.

Tio Marcos, podemos então entender que o nosso espírito nasceu no momento em que a fagulha saltou da grande fogueira ? - perguntou Boris.

Não devemos entender a Partícula Inteligente já como sendo um espírito. A Partícula Inteligente somente conquistará a condição de espírito quando, através de inúmeras reencarnações, pelos diferentes reinos da natureza, conseguir construir, por si própria, um corpo mental capaz de gerar pensamentos contínuos como homem, porque, ainda na condição de animal, não possui raciocínio desenvolvido. Suas ações são instintivas. Seu pensamento é fragmentado, estimulado pelas necessidades básicas e pelo instinto de defesa. Somente quando tiver conquistado pensamento contínuo e conseqüentemente livre-arbítrio, podemos considerá-la espírito.

Diz o Sr. Racional que é lei natural a criatura, depois de terminar a sua evolução no reino animal, passar para o reino hominal. Mas somente partirá rumo ao Astral Superior quando conseguir libertar-se das atrações da vida material, sabendo viver as duas vidas: a material e a espiritual.

Quanto ao nascimento da Partícula Inteligente, até o nosso presente estado evolutivo, não temos ainda discernimento suficiente para responder com precisão se nascemos no momento em que saltamos da grande fogueira. Contudo, podemos dizer que a Partícula Inteligente, simples e ignorante, ainda não individualizada, está contida no âmago da Força e será forçada pela lei natural a saltar do seio materno, quando estiver preparada, quando estiver madura para iniciar, por conta própria, a sua autoconstrução, em busca de realizar-se como espírito. Precisa inicialmente do caminho oferecido pela Matéria para chegar ao objetivo de ser Espírito. Atingida essa etapa, como nós nos encontramos agora, o objetivo será, então, nos livrarmos do instinto da adoração, dos atrativos da vida material e iniciarmos um profundo estudo para aprendermos a viver no mundo espiritual.

O Sr. Racional não se cansava de repetir: “Ninguém pode passar a um mundo mais evoluído enquanto neste se mantiver saturado de enganosas idéias sobre a vida e proceder erroneamente, de acordo com elas”.

Temos duas vidas, a material e a espiritual. A vida material, nós sabemos viver, mas a vida espiritual temos ainda que aprender a vivê-la e para isso é necessário nos libertarmos das necessidades e gozos materiais.

Desta forma, podemos deduzir que a Partícula da Inteligência Universal sempre existiu no seio do Grande Foco, sendo, portanto, inascível. Sempre fez parte da essência da Força Criadora. Conseqüentemente, sempre foi imortal, imperecível. O Espírito não morre nem perde nunca a consciência de si mesmo. Jamais parará de pensar. Morre quando encarnado, mas jamais a morte interromperá os seus pensamentos.

A sua consciência é indestrutível, pois ele mesmo a construiu, através de incontáveis lutas e sofrimentos atrozes, sozinho, por si mesmo. Nesse processo nunca interferiu a figura do deus das religiões, nem de anjos, nem de gênios protetores. Temos que nos livrar das fantasias e lendas que a esse respeito foram criadas pelas religiões e seus profetas, avatares, apóstolos e demais aleijados mentais.

Pelo visto, todos teremos que compreender, cedo ou tarde, que a humanidade caminha na mesma direção, para alcançar o aperfeiçoamento. Esse aperfeiçoamento somente é possível pelo esforço de cada um bem orientado, isto é, pelo trabalho individual disciplinado e pela conquista do saber à custa de atividade intensa e permanente.

Estes conceitos são tão importantes para o nosso esclarecimento que vou repetir o que o Sr. Racional escreveu a respeito:

“As Partículas da Inteligência Universal, em obediência às Leis Naturais e Imutáveis, incitam e movimentam os diversos reinos da natureza, estabelecendo a Vida em todos os seres orgânicos e inorgânicos, desde a pedra aos metais, aos vegetais, aos animais e ao gênero humano. Todos estão em constante ascensão para a Luz, para a sua fonte de origem, que é o Grande Foco, incitador de tudo quanto existe.”

“Assim vão elas, essas partículas da Força, passando por todos os corpos dos reinos da natureza, em evolução, em constante purificação, e assim, cada vez mais aumentando a sua Luz, a sua Força, para cumprimento do Dever e confundir-se com a Luz, de onde partiram para este e outros planetas.”

“Desta forma, é claro que quando essas partículas chegam a organizar, incitar e movimentar corpos humanos, já realizaram grande progresso e fazem parte das Forças de categoria verdadeiramente Racional, e como tais, com inteira responsabilidade dos seus atos e pensamentos, que as fazem conduzir neste mundo, sem que para os seus atos reprováveis, possa haver desculpa, contemplação e muito menos perdão, pelas práticas de atos que prejudicaram o próximo, por serem racionais, responsáveis por tudo quanto poderão fazer de bem ou de mal.”

Tio Marcos, o homem é descendente do macaco? - perguntou Serginho.

O homem atual não é descendente do macaco. Mas os macacos antropóides como o gibão, o orangotango, o gorila e o próprio homem descendem de um mesmo ramo de primata, que teria existido há 25 milhões de anos. Os cientistas denominam esse primata ancestral de Drypithecas.

Muitos cientistas e arqueólogos acreditam que foi na África Oriental que apareceu o primeiro homem, há um milhão de anos, chamado Homo erectus. Isto porque os ossos mais antigos e as armas que eles usavam foram encontrados enterrados juntos, na Tanzânia, país da África Oriental, onde se encontra o Pico Kilimanjaro, o ponto culminante desse país, com 5963m de altura.

O Homo erectus era uma espécie muito diferente em relação aos outros animais. Era caçador. Junto aos fósseis desses ancestrais humanos, foram encontradas ossadas de animais que viviam na época: elefante, rinocerontes, antílopes, etc.

Fato concreto reconhecido pelos cientistas é que, há muito tempo, viveu um animal que foi o ancestral tanto do homem como do macaco e que hoje está extinto.

Embora os homens primitivos e os macacos fossem parentes, eles eram diferentes em muitos aspectos importantes. Por exemplo: os homens ficavam de pé, eretos, andavam e corriam com dois pés. As pernas humanas e as dos macacos eram ligadas ao corpo de maneira diferente, e os ossos da bacia não eram os mesmos. Os dentes dos homens eram diferentes, assim também as suas mandíbulas. A maior diferença de todas era a do cérebro: no homem, a parte do cérebro usada para falar e se lembrar era muito maior do que a dos cérebros das diferentes raças de macacos. No homem há circunvoluções na superfície do cérebro. Nos macacos não.

Homens e macacos comportam-se de modo diferente. Alguns macacos podem fazer instrumentos bem simples que usam no lugar em que deles precisam. Mas um macaco nunca faz um instrumento hoje com a intenção de usá-lo amanhã. Só o homem consegue pensar no futuro e planejar antes. Só o homem consegue pensar no passado.

Continuando o nosso assunto, a Lei da Evolução submete os homens encarnados a uma pirâmide de necessidades, que afloram obedecendo a uma espécie de hierarquia, as quais serão tanto mais complexas, quanto mais evoluídas forem as almas encarnadas, conforme explicarei a seguir.

A Pirâmide de Necessidades foi estudada no grupo social humano pelo psicólogo norte-americano Abraham Maslow e se resume no seguinte: imaginemos uma criatura de evolução média, habitante do planeta Terra, nem muito boa, nem muito má, com uma noção de honra muito fraca, pois, de acordo com o que dizia o Sr. Racional, “ser digno e honrado não é favor que se faz, mas dever que se impõe”. Portanto, suponhamos também que essa criatura, por ser um homem comum, pertencendo ao grupo de espíritos adoradores, não conhecia ainda a sua composição astral e física, isto é, como espírito oriundo da Força e evoluindo na Matéria.

Vamos imaginar que essa criatura sai de um lugar qualquer do território brasileiro e vai parar numa grande cidade, sem nenhum recurso financeiro.

A primeira necessidade que aflora neste homem é a fome. O instinto da fome é dominador. Quando o corpo físico não consegue alimentar-se via estômago, o organismo começa a autodevorar-se. Inicialmente alimenta-se das suas próprias gorduras, depois de seus músculos, carnes, etc. Daí aquelas figuras esqueléticas, em pele e osso, mortas de fome nos campos de concentração nazistas, ou dos territórios em guerra em Biafra, na África Ocidental.

Uma pessoa em estado de fome, em virtude da baixa quantidade de glicose no sangue, perde a condição de pensar, pois o cérebro precisa, para funcionar, de oxigênio e de glicose. Passa então a proceder instintivamente, sem capacidade de raciocinar, tornando a satisfação da fome o único objetivo da sua vida.

Admitamos que esse indivíduo, nesta cidade, possuísse parentes e conseguisse alimentar-se uma vez por dia, até arranjar um emprego que lhe pudesse assegurar três refeições diárias. Consegue, dessa forma, satisfazer a sua necessidade principal: a fome.

Quando a fome estiver satisfeita, aflora à consciência humana uma segunda necessidade. Essa segunda necessidade é imperiosa, dominante. É a necessidade afetiva e de reprodução. Então o instinto sexual surge, dominando os seus pensamentos.

O desejo sexual não satisfeito pelo corpo físico provoca angústia e transfere-se para o inconsciente. Daí os sonhos eróticos e o avassalamento dessas criaturas, sem o domínio de si mesmas, pelos espíritos do Astral Inferior, atraídos por pensamentos lascivos, materializados.

Parte então, esta criatura, à procura da sua futura companheira, para constituição de uma família. Casa-se e tem a segunda necessidade satisfeita.

Então, uma terceira necessidade passa a dominar os seus pensamentos. É a necessidade de segurança. Ele precisa arranjar um emprego estável e precisa de uma casa própria, para não ficar sujeito a empregos temporários e à vontade de um senhorio.

Após alguns anos de trabalho, conseguiu um emprego estável e uma casa própria. Está satisfeita mais essa necessidade.

Mas, então, uma quarta necessidade surge. É a necessidade de associação. Nesta fase, a sua família sente necessidade de relacionar-se com outras pessoas. Passa a freqüentar um clube ou entidade beneficente, religiosa ou de prestação de serviço. Uma vez satisfeita essa necessidade, uma quinta aparece.

A quinta necessidade é a necessidade de status. O pai ou a mãe quer apresentar-se com o carro do ano e ter ternos ou vestidos do alfaiate da moda e da alta costura.

Esta família está bem situada e resolve essa necessidade com facilidade. Surge a sexta necessidade.

Essa sexta necessidade é a necessidade de realização. Quer que o seu nome apareça nos jornais, com fotografias e reportagens publicadas nas colunas sociais. O pai, se tiver vocação, parte para a política; se não, atua na sociedade desejando reconhecimento e, se possível, um busto em praça pública.

Assim agiria uma criatura religiosa, ignorante da sua composição astral e física. Se essa criatura tivesse valor, se tivesse o domínio de si mesma, subjugaria os seus ímpetos e inclinações, para que o seu raciocínio prevalecesse no seu livre-arbítrio e quando tivesse a necessidade de segurança satisfeita, iniciaria o estudo da vida fora da matéria, passando a preocupar-se com o seu aprimoramento moral, bem como o da sua família, procurando desenvolver os atributos do Espírito: pensamento, força de vontade, disciplina, raciocínio, livre-arbítrio para o bem, justiça e honra. Mas não é bem assim que acontece, pois desconhece que a espiritualidade sem fantasias, sem os conceitos bíblicos errados, constitui um campo do conhecimento que estuda a vida fora da matéria, tal qual é ensinada pela Doutrina Racionalista Cristã.

Tudo o mais que se ensina sobre o assunto, até em forma de doutrina, que não seja oriundo do Pensamento Racionalista Cristão, pode-se designar como magia negra, porque são ensinamentos oriundos de espíritos que tiveram uma formação bíblica, pertencentes ao Astral Inferior, sediados na atmosfera da Terra. Materializados, sem o conhecimento da Verdade, na sua última encarnação, como espíritos religiosos, só aprenderam a pedir, rezar, louvar e adorar. Acreditaram nas fábulas bíblicas escritas pelos quatro evangelistas ou santos e pregadas como ensinamentos morais pelos católicos, espíritas kardecistas, espíritas do sincretismo (católico africano e indígena), ensinando disparates tais como perdão, graça, céu, inferno, purgatório, penas, expiações, espíritos protetores e outras fantasias mais, oriundas da cultura de espíritos do Astral Inferior, avassalando e intuindo médiuns fracos, indisciplinados, materializados.

Nos mundos de escolaridade como o planeta Terra, as emoções fazem parte da vida cotidiana. Essas emoções são experimentadas, indistintamente, por todos os seus habitantes. Quando o homem se tornar superior às condições de pobreza e de riqueza, que completam o quadro das referidas emoções, como as vivenciadas pelo nosso personagem submetido à Pirâmide das Necessidades, aí sim, o sentido da vida espiritual começa nele a despertar, querendo entender por que se vive.

Para se começar a entender o que seja a Espiritualidade Superior, cada criatura deverá ter sempre em mente que a Força, a Inteligência Universal, denominada pelos diversos povos da Terra como Deus e pelo Racionalismo Cristão como Grande Foco, não tem forma humana. É a grande luz universal que compõe o Universo, a qual envolve as galáxias e respectivos sistemas solares e planetas, regendo-os com as suas leis naturais e imutáveis, não interferindo no livre-arbítrio das criaturas.

Agora pergunto: onde se encontra essa grande luz?

Respondo: encontra-se em tudo o que tem vida. Nas montanhas mais inacessíveis, nas imensas áreas florestais, na vastidão dos oceanos, nos rios, nos campos, nos pomares, nos jardins e em todas as formas de animais, dos mais rudimentares ao homem. Em toda a natureza, somente o homem é adorador. Inventou a adoração por falta de segurança, para enganar a si mesmo, por não querer usar o raciocínio, por ser imperfeito.

A verdade é que todos os adoradores pertencem a uma classe idêntica, embora muitos deles, tendo níveis culturais excelentes, continuam religiosos. Isto porque não se deve confundir Cultura com Espiritismo.

Cultura é desenvolvimento intelectual, saber, ilustração, instrução, tudo relacionado à vida material; porém, a pessoa culta pode desconhecer a vida espiritual.

Já Espiritismo não é religião. É uma convicção oriunda das pesquisas científicas feitas por cientistas de renome internacional, desde meados de 1850, coroadas, neste século, pelo Dr. Pinheiro Guedes com o seu livro Ciência Espírita e por Luiz José de Mattos com o seu livro Racionalismo Cristão.

Indistintamente, todos os religiosos são candidatos a reencarnações em mundos-escolas como o planeta Terra, até que o amadurecimento espiritual os faça compreender a realidade das coisas, porque, mais uma vez repetimos, ninguém pode passar a um mundo mais evoluído, enquanto neste se mantiver saturado de enganosas idéias sobre a vida e proceder erroneamente, em acordo com elas.

O homem é um espírito ilimitado que temporariamente habita casas de carne e de sangue, a fim de cursar a escola do mundo material. Quando uma casa se torna inabitável devido a doenças, acidente, velhice, ou quando o homem ultrapassa os limites de utilização desta casa, por excessos, desregramentos ou vícios, ele muda-se para outros domínios, é despejado do mundo físico, obedecendo à lei natural e imutável, deixando a casa abandonada para decompor-se.

A morte e o nascimento são na realidade sinônimos. Quando se morre no mundo físico, ocorre como que um nascimento no mundo espiritual, correspondente ao nosso grau evolutivo.

Tio Marcos, por que um animal para viver precisa comer outro? - perguntou Fernanda. E acrescentou: Ontem, lá no paiol, eu vi um gato aqui da fazenda brincando com um camundongo, já muito ferido, todo ensangüentado. Quando eu cheguei perto para livrar o ratinho, ele o abocanhou despedaçando-o e o engoliu de uma só vez.

Pela sua própria natureza a vida no planeta Terra é de luta. Uma espécie somente sobrevive alimentando-se de outra, geralmente menos evoluída. Esse modo de vida atinge todos os seres, dos minerais ao homem. A luta pela sobrevivência é uma lei imposta pela evolução. Esta lei não foi instituída por maldade do Grande Foco. Isso ocorre porque, na escala evolutiva dos seres, somos ainda espíritos muito imperfeitos. Não adquirimos ainda a capacidade de organizar e manter um sistema orgânico mais aperfeiçoado que o nosso atual, que se alimente diretamente da luz do sol, sem precisar alimentar-se dos hidratos de carbono, das proteínas, das gorduras (lipídios) encontradas nas plantas e animais.

A vida do homem na Terra, em virtude da sua imperfeição, é uma verdadeira guerra e será o vencedor o mais apto. Essa guerra começa com o nosso sistema imunológico, o qual sustenta, através do sangue, um verdadeiro exército de glóbulos brancos, os leucócitos, e de anticorpos constituídos de proteínas, prontos para atacar e destruir bactérias e vírus invasores do corpo.

Os animais homotérmicos, isto é, que possuem sempre a mesma temperatura do sangue das espécies herbívoras são seres de atividade passiva, pois os alimentos de que necessitam para viver são vegetais encontrados em abundância, fixos no solo. Essas espécies não precisam perseguir nem lutar com os vegetais para se alimentar. Para estas espécies, a procura de alimentos não representa um estímulo muito intenso para mudar as suas condutas.

Para os animais carnívoros a obtenção de alimento é muito diferente. São obrigados a procurar ativamente o seu alimento, que não está imóvel à sua espera e é muito mais escasso que os vegetais. Para obter alimentos, os carnívoros precisam encontrar a presa e caçá-la. Essa atividade da caça representa uma interação mais intensa com o meio ambiente, possibilitando o desenvolvimento de novas formas de conduta.

Mas, por falar em gato e rato, vou lhes contar uma lenda oriental que explica por que o gato caça o rato.

Antigamente existiam, numa casa, um cão e um gato. Os dois animais fizeram uma combinação. O cão ficava de guarda da casa, do lado de fora, e o gato ficaria dentro de casa.

Depois de assinado o acordo, viveram em paz, até que certa ocasião um gênio galhofeiro veio visitá-los. Então, ele pôs na cabeça do cão que esse acordo assinado com o gato era injusto, pois quando chovia o cachorro molhava-se todo.

Convencido, o cão foi procurar o gato para reclamar.

 Acordo é acordo. A fé nos contratos deve ser respeitada - disse o gato.

 Deixe-me ver o que escrevemos - disse o cão.

O gato, então, foi procurar o contrato, mas descobriu que o rato havia comido quase todo o contrato. Então, o gato ficou furioso e começou a perseguir o rato.

Vendo que o gato não trazia o acordo, o cachorro também ficou furioso. Começou a perseguir o gato e, desde então, os cães não pararam mais de perseguir os gatos e os gatos também não pararam mais de perseguir os ratos.

Bem, agora completemos a resposta à pergunta feita pela Fernanda: ao longo da evolução, quando os animais já desenvolveram um sistema nervoso mais aprimorado, surgiu outro tipo de conduta nestes animais: a conduta inteligente.

A inteligência é a capacidade de o animal perceber que determinadas situações exigem soluções novas e encontra essas soluções. Não são soluções instintivas nem aprendidas. Por exemplo: uma galinha e um chimpanzé estão dentro de uma gaiola que tem uma abertura lateral. Se, do lado de fora da gaiola, pusermos alimento de tal forma que, para se chegar à comida, eles tenham que dar meia-volta na gaiola, observa-se o seguinte: a galinha ficará num vai-e-vem, cacarejando, sem descobrir a solução para chegar ao alimento. O chimpanzé resolve o problema imediatamente. Sai pelo lado aberto da gaiola e obtém o alimento.

A inteligência dos animais é uma outra forma de adaptação às exigências do ambiente, ampliando as possibilidades de permanecerem vivos.

Alguns naturalistas afirmam ser verdadeira a seguinte estória: uma raposa tinha milhares de pulgas em seu pêlo e, em virtude das suas mordidas, coçava-se exaustivamente. Cansada de tanto se coçar, foi para as margens de um rio, apanhou um ramo e, segurando-o na boca, entrou na água. A população de pulgas hospedadas nos pêlos da raposa, em contato com a água, imediatamente reuniu-se na parte seca, isto é, nas costas do animal. A raposa afundou mais um pouco e as pulgas saltaram das suas costas para a cabeça. Então não tiveram outra alternativa, saltaram da cabeça para o ramo que ela segurava na boca. De repente, a raposa abriu a boca e soltou o ramo cheio de pulgas correnteza abaixo.



Marquinho, que se interessava muito por Biologia, perguntou:

Tio Marcos, o senhor agora há pouco falou que o nosso sistema imunológico é constituído de proteínas. O senhor poderia nos esclarecer melhor?

Boa pergunta, Marquinho. Eu ia mesmo estender-me sobre esse assunto, por ser muito importante nós nos conhecermos também como Matéria. A Ciência descobriu muita coisa sobre a nutrição humana, a partir da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Tio Marcos fez uma pequena pausa, como se estivesse pondo em ordem os pensamentos. Depois continuou.

A Holanda foi um dos países que muito sofreu com a fome provocada pela guerra. Os fatos se sucederam nesta seqüência: em 1940, ela foi invadida pelo exército alemão. Mais da metade da sua produção agrícola foi confiscada pelos invasores.

Em junho de 1944, pouco sobrava das pastagens holandesas: foram transformadas pelos alemães em plantações de batatas. Os holandeses só conseguiam criar alguns porcos e galinhas. A maior parte da população urbana sobrevivia à custa de pequenas cotas desses alimentos, que só podiam ser compradas com cupons de racionamento.

Em setembro de 1944, o racionamento de comida foi ainda maior. A fome se instalou. As pessoas emagreceram a olhos vistos e cansavam-se com facilidade.

Em dezembro de 1944, completam-se quatro meses de fome. Muitas pessoas tinham o tornozelo e os rostos inchados, pois retinham muita água. Outros inchavam pelo corpo inteiro e até pareciam gordos. Já havia casos de perturbação mental, distração, apatia, crises de choro e obsessão constante por alimentos.

Em fevereiro de 1945, pessoas caíam pelas ruas, sem forças para se mover. Outros deitavam-se em suas camas e não se levantavam mais. Verminoses, gripes, disenterias, infecções e tumores na pele eram comuns. As pessoas apresentavam faces encovadas e olhos fundos. Dos braços, de ossos salientes, pendia a pele frouxa, caindo em pregas. O cabelo era ralo e fino. Muita gente estava com hemorragia interna. Outras sangravam pela pele e gengiva. Muitas pessoas estavam com a temperatura de 27 a 33°C, abaixo da temperatura normal, de 36 a 37°C. Tremiam sem parar, mesmo agasalhadas.

Em maio de 1945, as tropas aliadas chegaram à Holanda. Era o fim da guerra e da fome, mas centenas de pessoas já não podiam ver nem ouvir, apresentando os sintomas finais da desnutrição. Muitas morreriam pouco tempo depois.

Vocês já aprenderam, desde as aulas de Ciências da 8a série do 1 ° grau, que o corpo humano é constituído de proteínas provenientes de alimentos de origem animal, como leite, ovos, peixes, aves e carnes vermelhas. Essas proteínas devem ser ingeridas diariamente, em quantidade suficiente para garantir uma boa saúde.

A proteína é uma necessidade vital da dieta humana e de todos os animais, pois o corpo humano e o dos animais são constituídos de proteínas. Ela pode ser de origem animal ou vegetal.

As proteínas obtidas dos alimentos de origem animal, além de formar as células do corpo humano, como os músculos, o sangue, os órgãos vitais, também formam os hormônios, as enzimas e os anticorpos produzidos, quando necessário, pelo sistema imunológico.

Na realidade, porém, do que se necessita mesmo não é da proteína em si, mas dos aminoácidos dos quais ela é formada.

As proteínas não são todas iguais, embora sejam compostas pelos mesmos 22 aminoácidos. Os aminoácidos têm funções diferentes e agem constituindo diversas partes do corpo humano.

Todos os aminoácidos são necessários, só que alguns  os considerados essenciais  não podem ser sintetizados pelo organismo em quantidade suficiente. Basicamente existem dois tipos de proteína: a completa e a incompleta. A completa é de origem animal e a incompleta, vegetal.

A proteína completa fornece, em quantidade equilibrada, oito aminoácidos essenciais necessários à construção dos tecidos do corpo humano. Ela é encontrada nos alimentos de origem animal, como carne, peixes, ovos, leite e queijos.

A proteína incompleta não possui todos os aminoácidos essenciais. Faltam-lhe alguns. Por isso, só é eficaz quando ingerida em combinação com pequenas quantidades de proteínas de origem animal. A proteína incompleta é encontrada nas sementes, nozes, ervilha, grãos, cereais e feijão-soja.

Nosso sistema imunológico é tal qual um grande exército conduzido pelo sangue. Os soldados desse exército são milhares de células sangüíneas brancas, que estão sempre de prontidão, sob o comando da glândula timo. Desta glândula recebem ordens sobre quando e onde deverão atacar e quais os anticorpos que suas companheiras, as células B, deverão produzir. Também no sangue, tanto os glóbulos vermelhos como o plasma são constituídos por diferentes tipos de proteínas, denominadas A, B e AB.

As infecções causadas por vírus só podem ser combatidas pelos glóbulos brancos. Ainda não se conhece nenhum medicamento que tenha ação sobre o vírus. Por exemplo, quando temos uma gripe ou um resfriado, que são causados por vírus, levamos uma ou duas semanas para sarar. É o tempo necessário para os glóbulos brancos combaterem a infecção. Quando a infecção é causada por bactérias, os glóbulos brancos podem ser ajudados pelos antibióticos.

Não é só incorporando e digerindo micróbios que os glóbulos brancos defendem nosso organismo. Eles agem também de outra maneira: sempre que substâncias estranhas ao organismo entram no sangue, por exemplo, as substâncias tóxicas produzidas pelas bactérias, os glóbulos brancos passam a produzir outras proteínas chamadas anticorpos.

As moléculas dos anticorpos unem-se por meio de ligações químicas às moléculas das substâncias tóxicas, deixando-as sem ação. Da mesma maneira, os anticorpos também deixam sem ação os micróbios ligando-se a eles. Desta forma, os micróbios ficam sem ação e podem ser rapidamente incorporados e digeridos pelos glóbulos brancos.

Portanto, quanto mais proteínas completas uma pessoa ingerir diariamente, mais saúde ela terá, pois é o único alimento que proporciona resistência orgânica e defesa do organismo contra as doenças.

Os ricos têm mais saúde porque ingerem três vezes mais proteínas que os pobres, pois os alimentos que contêm proteínas custam caro, ficando fora da mesa de quem ganha pouco.

Os médicos especializados em nutrição, chamados nutrólogos, explicam que alimento é toda substância que, ingerida pelo ser humano, é digerida e decomposta pelo aparelho digestivo, para liberar nutrimentos.

O alimento transformado em nutrimento é transportado pelo sangue e é absorvido pelas células do corpo.

A água é o único alimento que, para ser absorvido, não precisa ser desdobrado.

A proteína, para ser absorvida, precisa ser decomposta, liberando os aminoácidos que a compõem. Nesta forma, os aminoácidos são absorvidos integralmente.

Após a deglutição, tudo é automático, inconsciente. Uma criatura alimenta-se e as células do seu corpo nutrem-se.

Os alimentos dividem-se em três categorias quanto ao valor nutritivo, a saber:

1. Alimentos protetores: ar atmosférico, água, leite, queijo, ovos, carnes, verduras, legumes, frutas e sal de cozinha iodado.

2. Alimentos semiprotetores: estes alimentos fornecem a energia de que as pessoas com atividades físicas médias precisam. São os seguintes: legumes secos, feijões, soja, lentilha, castanha, nozes, amendoim, sementes, manteiga e óleos. Não atendem às necessidades orgânicas de proteínas. Só servem para quem pratica atividade física média.

3. Alimentos não protetores: somente precisam desses alimentos as pessoas que praticam grande atividade física, pois fornecem muita energia. São os seguintes: açúcar, azeites, gordura vegetal e animal; os feculentos arroz, milho, batata, aveia e mandioca; os cereais trigo, centeio e cevada. Esses alimentos não atendem às necessidades de proteína. Quando a pessoa come tudo isso e não executa trabalho braçal, estes nutrimentos energéticos transformam-se em gordura corporal, ocasionando muitas doenças a médio e longo prazos; por isso os povos do Primeiro Mundo estão substituindo na alimentação os feculentos e os cereais pelos laticínios, carnes e ovos, deixando-os para a alimentação das aves, dos animais de corte e da pecuária leiteira, que irão produzir em abundância alimentos protetores.

Aqui na fazenda, vô Mário fabrica ração, em cuja composição entram cereais, feculentos, farelos, vários tipos de capins e suplementação de sais minerais. Tudo isso bem dosado e balanceado, visando transformar essa ração em proteínas, via gado estabulado. O mesmo faz em menor escala, com frangos de corte, galinhas poedeiras e porcos.

Agora, para finalizar, prestem muita atenção!

A fome é causada pela falta de calorias, ocasionada pela não-ingestão de carboidratos (cereais, feculentos e gorduras).

A desnutrição é provocada pela falta de proteínas completas de origem animal, sais minerais e vitaminas.

O indivíduo pode estar com a fome saciada, mas desnutrido.

Devemos nos alimentar com bastante proteína animal, qualquer que seja a nossa ocupação, e comer moderadamente os carboidratos: cereais e feculentos. Estes alimentos são indicados para a alimentação de animais de engorda, como porcos, gado, aves e animais de tração como o cavalo.

Alguns nutrólogos afirmam que o trigo presta-se mais para a fabricação do pão do que qualquer outro cereal, porque somente ele contém as proteínas gliadina, glutenina e leucosina, ricas em aminoácidos essenciais, principalmente o triptofano.

Como vocês acabaram de ouvir, falamos um pouco sobre a alimentação do nosso corpo material. Agora, pergunto: qual é o alimento do Espírito?

O Sr. Racional ensina que o principal alimento do Espírito são os pensamentos de valor e de coragem, de firmeza e de decisão. Esses pensamentos atraem vibrações de outros pensamentos de idêntica formação, produzindo um estado de confiança capaz de conduzir ao sucesso e à saúde psíquica.

A força do pensamento varia com a educação da vontade. A vontade fraca anima um pensamento débil; a vontade forte, um pensamento vigoroso. A força de vontade é o maior poder oculto que o espírito humano possui.

A criatura se arruína, dando acolhimento às vibrações enfermiças do pessimismo, do desânimo, da maledicência, da inveja, da ingratidão, do ódio, da vingança, da perversidade e da indolência.

A noite estava escura e fria. Já passava das 22 horas. As crianças estavam com sono.

Tio Marcos, para encerrar a aula de hoje, o que é psiquismo? - perguntou Solange.

Como eu sei que vocês já estão com sono, vou ser breve - começou a responder tio Marcos.

Psiquismo é uma doutrina filosófica que admite a existência de um fluido universal que anima todos os seres vivos.

Vou ser mais claro: cada partícula de matéria, mesmo as microscópicas, todas possuem um interior e um exterior.

O interior é constituído de psiquismo, a Força, conforme explica o Sr. Racional.

O exterior é constituído de Matéria.

As duas formam o conjunto Força e Matéria. Quando uma unidade de Matéria somente contém alguns milhares de átomos, parece estar morta. Contudo, anima-se quando este número corpuscular adquire vida, como acontece com o vírus. Quanto mais os organismos sobem na escala evolutiva, maior será a Força em evolução, pois, como já dissemos, a Matéria não evolui, transforma-se. Quando o cérebro atinge, pela evolução, um grau de complexidade necessária, com um sistema nervoso adequado, pode então comportar um espírito, permitindo a encarnação dos homens, separando-os, assim, definitivamente das outras espécies de animais.

Diz um ditado oriental que a distância que há entre um homem e “Deus” é a mesma que existe entre o animal e o “Homem”.

Tio Marcos levantou-se, deu boa-noite e saiu desejando bom sono a todos.

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