A (con)fusão do poder Francisco Murari Pires



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A interpelação mântica, tão ciente do passado quão do futuro, ativa neste preciso momento do debate a aflição onipresente no espírito de Édipo, que de imediato retorna a pergunta ao adivinho ecoando-lhe seu pronunciamento: Quem são meus genitores214? Advém, da boca de Tirésias, resposta enviezada de desafio divinatório, proclamação (de similitude) oracular: o dia de hoje te expõe à luz e anula. Enigmáticas, obscuras palavras com que se depara paradoxalmente quem, Édipo, fosse mestre de decifrações, assim comprovado pelo êxito no entrevero da Esfinge! Todavia, retruca Tirésias, tal fato porque ganhara fundamento heróico a realeza edipiana em Tebas, consumava concomitância de dupla eficácia, tão virtuosa quão viciosa, benéfica e maléfica, fonte sim de ventura que, entretanto, reverte em perdição. Porque cioso e satisfeito pela ação virtuosa, benéfica, sotérica de Tebas, desígnio porque ele diz mover seu destino régio, Édipo irreleva, desconsidera a advertência profética que anuncia, entretanto, sua própria ruína.

Tendo já Édipo descartada nulidade da presença pública de Tirésias porque nela rejeitara a viciosidade de atuação de tão falsa sapiência quão corruptos móbiles, eis que o adivinho agora plenifica a palavra apolínea que (des)vela a história do destino régio de Édipo:

aquele cujo paradeiro indagas,

pela morte de Laio, aos quatro cantos

vociferando, bem aqui se encontra;

tido e havido como homem forasteiro,

irá se revelar tebano autêntico,

um triste fato. Cego - embora ele hoje

veja -, mendigo (ex-rico), incerto em seu

cetro, em terra estrangeira adentrará.

E então nós o veremos pai e irmão

dos próprios filhos; no que toca à mãe,

dela será o marido; e quanto ao pai,

sócio no leito, além de seu algoz.215

Eis sensibilizada a corda frágil da (in-cons)ciência edipiana, por berço aflitivo, angustiante que o atormentava, de que tem origem sua identidade heróica, primeiro abusivamente aventada por aquele invejoso coríntio que o ultrajara dizendo-o filho putativo (785-80), e depois, agora gravemente, advertida pelo oráculo de Apolo em Delfos: .faria sexo com minha própria mãe, gerando prole horrivel de se ver; seria o algoz do meu progenitor (791-793). Assim similarmente o disse o profeta, Tirésias: Édipo, pai e irmão dos próprios filhos, pois marido da própria mãe, assim sócio no leito do pai além de seu algoz. Centro nevrálgico que sensibiliza dores e infortúnios porque perambulavam em desdobrados exílios os passos de seu destino desde o princípio: terror nos pés inchados que o nomeiam!

10. Ponderações
O pronunciamento de Tirésias em seu confronto com Édipo acaba operando uma acusação que mais ou menos alusivamente denuncia Édipo como o assassino de Laio. Uma acusação assim tão grave não é, entretanto, considerada e submetida a verificação por Édipo dentre suas iniciativas empreendidas no processo de descoberta do fato. Sendo que Édipo é, não obbstante, sempre nesse sentido agente incansavel, e mesmo obstinado, em explorar todas as vias, em buscar todos os indícios, que levem à descoberta da verdade. Agente que não se detém nessa busca nem mesmo quando advertido (como mais alusivamente o faz primeiro Tirésias, e depois franca e diretamente o faz Jocasta) que ela pode levar à sua própria ruína.

O concurso, o auxílio da sabedoria mântica de Tirésias nesse processo investigativo encetado por Édipo, sabedoria até então acatada em Tebas, reverenciada e conclamada por todos (tanto Édipo quanto os cidadãos em geral), é, então paradoxalmmente descartada e ignorada no pronunciamento que ´Edipo faz a seu respeito.

Por que razões, sobretudo na ótica do entendimento de Édipo que conforma o elemento decisivo e determinante dessa desconsideração (e, também, secundariamente, na ótica do entendimento do Coro, que corrobora em parte a de Édipo), a denúncia posta pela revelação da sabedoria mântica de Tirésias é irrelevada e ignorada? Há que se analisar detidamente a altercação de Édipo versus Tirésias: cena em que a lógica-racionalidade que comanda e determina as ações de Édipo expõe as razões que o levam a desconsiderar e irrelevar a acusação feita por Tirésias216:

a) ou como pronunciamento descabido, sem qualquer fundamento ou sentido, tolice inútil que não merece consideração porque totalmente desprovido de valor-consistência: por esse entendimento, a consulta a Tirésias foi totalmente inútil, pura perda de tempo, a ser simplesmente ignorada;

b) ou como - caso comporte um sentido e propósito - aleivosia, acusação injuriosa, eivada de impudência, cuja proposição se integra no plano de conjuração que Édipo suspeita Creonte ter, conluiado com Tirésias, arquitetado contra sua suzerania. Então, pela lógica da racionalidade do poder régio que comanda as ações de Édipo, a acusação de Tirésias (que em princípio constituiria um elemento próprio à inquirição-investigação jurídica do crime perpetrado, cujo agente promotor é Edipo) pode ser descartada enquanto acusação mesma porque foi desqualificada enquanto tal: trata-se de falsa acusação ou denúncia propugnada pelos que são suspeitos de terem arquitetado e efetivado o crime, ou seja Creonte, cuja ambição o levou a assassinar Laio e que agora o leva a incriminar Édipo mediado pela atuação de Tirésias, tanto mais que fora ele, Creonte, quem aconselhara a Édipo a consultar o adivinho tendo por desígnio desalojá-lo do poder.

A única acusação que essa aleivosia injuriosa assacada contra sua honra-poder mereceria, ao que a (des)entende Édipo indignado, seria a punição, o castigo devido à ofensa commetida. Castigo, punição que, por fim, Édipo desconsidera em atenção à figura mesma de Tirésias217. E, todavia, paradoxo irônico bem próprio da ambiguidade da tecitura, trama trágica das ações, essa acusação de Tirésias, totalmente desqualificada pela racionalidade do poder sapiencial-cognitivo de Édipo (que argumenta e tece inferências a embasar essa ação de desqualificação), poder sapiencial que opera sua logicidade fundado na razão da questão do poder (soberania régia: suzerania) no processo investigatório da verdade factual, essa acusação é justamente a plena afimação (antecipada) dessa verdade que a razão do poder sapiencial e régio de Édipo, que a buscava apreender, nega e recusa. Que esse desvio, essa errância, em não atinar a verdade do fato (em desatinar, em perder-se em conclusões equivocadas) componha o erro ou falha do poder sapiencial (e régio) de Édipo, e não por dis-função da lógica mesma (erro ou falha dos proccedimentos e regras de coerência e consistência objetiva), configura a im-potência do saber racionalizante de Édipo, prenúncio (mítico) de falência da realeza.

Apreciando a narrativa trágica sofocleana pelo sentido da concepção aristotélica de mito firmada na Poética, o encadeamento dos pensamentos e atos de Édipo segundo as suas determinações de caráter e pensamento revela especialmente como a cada momento e questão posta a gnome logicizante pela qual Édipo infere respostas conclusivas vai tecendo a rede de argumentos régios que selam o (des)entendimento racional da questão-enigma de "quem é o assassino de Laio?". Assim:

a) por entender que o assassinato de Laio só tem sentido enquanto razão propositada se for uma conspiração contra o poder, Édipo decide zelar por encontrar os culpados em seu próprio interesse: é lógico pensar que quem assassinou Laio aspirava ao poder e, então, ainda aspirando ao poder irá atentar contra Édipo, o rei presente-atual;218

b) dado que Tirésias recusa-se obstinadamente a revelar a verdade que ele afirma conhecer por arte mântica, o encadeamento inferencial perpetrado por Édipo primeiro suspeita da dedicação cívica do adivinho; depois denuncia que Tirésias assim age porque ele está envolvido no crime, e mesmo o acusaria como sendo o próprio criminoso não fosse ele cego; pelo que então conclui Édipo, Tirésias tem pelo menos um cúmplice; quem pode ser senão Creonte, pois que este deve ter aspirações ao poder, e sobretudo foi ele quem aconselhou Édipo a que consultasse Tirésias219; ()

São sempre encadeamentos de inferências lógicas, afirmações dedutivas, pelas quais Édipo constroi um entendimento racional (consoante com os parâmetros da razão do poder-suzerania) dos acontecimentos que conformam a (re)constituição de sua história do assasinato de Laio. O encadeamento de inferências é perfeitamente lógico, dado o conjunto de evidências-indícios de que dispõe a razão dedutiva de Édipo a cada questão específica. E, entretanto, apesar de operar uma logicidade em sua melhor eficiência, com perfeição, o conhecimento dos acontecimentos que Édipo assim infere é equivocado, errôneo: Creonte e Tirésias não conspiraram o assassinato de Laio. A inteligência cognitiva de Édipo erra, não apreende a verdade, e erra não por falha de sua logicidade ou argumentação defeituosa por raciocínios equivocados. A potência cognitiva que Édipo opera, outrora potente no decifrar o enigma da Esfinge - a divinatio intrigada pela resolução do enigma, que Édipo entende e traduz ou reflete como gnóme mas que o sacerdote de Zeus entende como "favor divino", espécie de inspiração, contato com o saber transcendente que os Deuses detêm, pelo que um e outro, Édipo e sacerdote, estruturem razões opostas respectivamente ou por lógos ou por mythos fazendo com que cada ato e acontecimento seja intelegível por uma ou outra raconalidade unívoca e excludente da outra que lhe é adversa -, agora é impotente no decifrar o enigma do assassino de Laio. E a impotência do agente régio é justamente o que a manifestação fenomênica da crise de prosperidade da comunidade (a peste de Tebas) aponta como sinal: a ruina das forças vitais da comunidade denuncia a falha do poder-potência precípua (o espírito de inteligência cognitiva) do rei que fundamenta seu poder régio (seu exercício da autoridade real, da suzerania). Se a efetividade dessa potência autoriza(ra) o exercício do poder régio, a falha dessa potência reclama agora sua privação, a perda da suzerania, que se dá pela eliminação do rei por banimento da cidade selado justamente como punição pelo sacrilégio cometido por parricídio mais incesto.

O ato maculador que principia-causa o estado de impureza (o assassinato de Laio por Édipo) envolve a ação do indivíduo, mas indivíduo excepcionalmente diferenciado, singularizado, o único na coletividade que goza de estatuto específico: o rei. É o rei que foi assassinado, e é o rei o assassino. O destino, a história da comuniidade é solidária das vicissitudes da história da realeza, na medida mesma em que a (in)justiça dos atos régios (pro)move-decide a prosperidade versus a ruína do reino-comunidade. É pela qualidade-identidade régia desse indivíduo (a figura que exerce o poder, a instância social de soberania-suzerania) que a crise suscitada por seus atos alcança-atinge dimensão comunal-coletiva. Para e pela figura do rei, então, individual e coletivo não se dissociam, não compõem instâncias independentes. Esse vínculo-nexo de solidariedade que imbrica história da realeza com a da comunidade-reino supõe duas modalidades de realização (positiva-benfazeja contra negativa-maléfica) em consonância com a (in)justiça versus hybris do exercício do poder régio. Assim, distinguem-se dois tempos da realeza:

a) o tempo PRINCIPIO: consubstanciado pela ação justiceira do rei. Aqui, a história da realeza conflui em harmonia com a história da comunidade: o êxito, o sucesso do rei, é solidário da salvação-prosperidade do reino-comunidade.

b) o Tempo FIM: consubstanciado pela ação hibrística do rei. Aquii a história da realeza dissocia-se da hiistória da comunidade: a salvação, a propseridade do reino-comunidade supõe-reclama agora não mais o êxito, o sucesso do rei, mas sim, pelo contrário, sua perda e ruína. A perda-ruína se dá por configuração do rei-bode expiatório que porta consigo o mal para fora do reino.

Esses tempos (princípio/fim) da história da realeza, formulados no âmbito do pensamento mítico, antes do que configurarem extensões-durações temporais (épocas, períodos, anos de reinado) referem conceitos de ação que definem os princípios de fundamentação-legitimação quer da constituição quer deposição do poder régio. Assim, no mito de Édipo, esses tempos-ações de princípio/fim da realeza (con)fundem-se por um mesmo nexo de acontecimento originário da parte de Édipo: assassinato de Laio > decifração do enigma da Esfinge > união e posse de Jocasta. No âmbito da comunidade política (domínio púublico), esse acontecimento originário efetivado pelas ações de Édipo define o princípio de sua realeza: as provas heróicas de regicídio mais eliminação do monstro e consequente salvação da cidade-reino por afirmação de superioridade heróica que autoriza e legitima o recolhimento da sucessão simbolizado e consumado pela posse da rainha viúva (ou da princesa herdeira) depositária do poder real. Já no âmbito da comunidade social configurada pela família (domínio do privado), essas ações de Édipo definem o fim de sua realeza pelos atos viciosos-hibrísticos-transgressores de parricídio mais incesto.



Ora, no princípio, o poder sapiencial (a potência cognitiva da gnóme edipiana) é interpelado e desafiado pelo enigma da Esfinge. O êxito da decifração, a inferência inteligente que apreende a verdade-conhecimento (dis)posto pelo enigma, assinala a potência dessa gnóme. O poder sapiencial de Édipo figura a instância promotora da salvação da comunidade, portanto funda e principia seu poder régio, sua realeza. Já no fim, o poder sapiencial de Édipo é interpelado e desafiado pelo enigma da identidade do assassino de Laio. A ignorância e os equívocos da inferência inteligente da gnome de Édipo que então falha e erra em apreender a verdade-conhecimento do fato (dis)posto por este novo enigma-segredo, assinala agora a im-potência desse saber, e sela o término de sua realeza. Todavia, o enigma da Esfinge e o enigma do assassino de Laio supõem uma só questão e mesma resolução, o Homem, seja apreciado conceitualmente como gênero (a humanidade) nos termos da metáfora da fusão das 3 fases-idades consoante o enigma da Esfinge seja apreciado singularmente enquanto indivíduo no enigma da identidade do assassino de Laio. Pois, Édipo, figura aquela persona que é ao mesmo tempo 4 pés porque recém-nascido e pois filho; 2 pés porque adulto e pois marido; e 3 pés porque velho e pois pai. Figurações nele (con)fundidas porque ele é o marido de sua mãe, sendo portanto pai e filho pela mesma relação, de modo que as 3 idades se (con)fundem em uma persona só, Édipo. Justo nesse sentido uma variante do mito diz precisamente que a resposta dada por Édipo à Esfinge teria sido apenas declarada pelo gesto de apontar com o dedo para si mesmo: a identidade de Édipo dá a solução do enigma, o Homem.



1 Para a discussão da referência à transgressão de Laio como implicando a aitia anccestral do mito edipiano veja-se Hugh Lloyd-Jones (2002: 13).

2 Heródoto V.59; Sófocles, Édipo Tirano 267-268; Eurípides, Fenícias 5-9.

3 Apolodoro, Biblioteca, III.5.5; Ésquilo, Sete contra Tebas, Argumento; Eliano, Varia Historia, XIII.5; Higino, Fábula 85; Dositeos 54F1 (Gantz, 1993, v. 2, p. 489-490).

4 Ésquilo, Sete contra Tebas, Argumento.

5 Epicasta pela tradição homérica, Odisséia, XI.271.

6 Escólia de Eurípides, Fenícias, 1010.

7 Assim o expôs a narrativa euripidiana, Fenícias, . Pelo argumento apresentado no manuscrito de Sete contra Tebas de Ésquilo, a falta de filhos que estigmatiza o destino de Laio é, já de início, articulada à maldição de Pélops, pois o rei tebano, supostamente dela ciente, evitava frequentar o leito de sua esposa.

8 Ésquilo, Sete contra Tebas, 742-749. [Mazon, Belles Lettres]

9 Eurípides, Fenícias, 17-20. Assim, igualmente, Pausânias, Descrição da Grécia, IX.5; Argumento dos Sete contra Tebas de Ésquilo; Higino, Fábulas, 66.

10 Eurípides, Fenícias, Argumento. Igualmente, com variante apenas no segundo verso, em Sófocles, Édipo Tirano, Argumento: Laio Labdácida, de filhos uma raça afortunada pedes. Eu te darei caro filho; mas é destino de seu filho pelas mãos deixar a luz. Assim, pois, assentiu Zeus Cronida às de Pélops odiosas maldições disposto, de quem caro filho raptaste; mas este te desejou tudo isso. Na versão transmitida por Nicolau Damasceno (FGrH 90 F 8), a formulação da resposta divina integra, como no oráculo dado a Édipo, a advertência do incesto do filho com a mãe.

11 Ésquilo, Sete contra Tebas, 750-757; 802 e 852.

12 Eurípides, Fenícias, 21-22; Apolodoro, Biblioteca, III.5.7; Argumento de Ésquilo, Sete contra Tebas.

13 Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, IV.64

14 Ésquilo, Sete contra Tebas, 756-7.

15 Aristófanes, Rãs, 1192.

16 Kerenyi, Heróis, 84.

17 Sófocles, Édipo Tirano, 717-719.

18 Sófocles, Édipo Tirano, 1121-1127. Confiram-se também os versos 1042-1044.

19 Sófocles, Édipo Tirano, 1171-1176. Kamerbeek (Oedipus, p. 220) aponta desarmonia entre as duas apresentações sofocleanas do fato da exposição de Édipo, com a formulada pelo servo (v. 1171-6) divergindo da que Jocasta dera (v. 717-9), talvez porque o poeta não quisesse enfatizar demasiadamente a audácia de Jocasta em suas palavras a Édipo. Divergência, todavia, não muito significativa, acrescenta o crítico, pois, afinal de contas, o cometimento foi tanto de Laio quanto dela. As diferenças assim apontadas - Laio jogasse por mãos de outros (a criança) em inacessível montanha (v. 717-9) / foi Jocasta quem entregou (a criança) ao servo -, não remeteriam, antes do que a contradições textuais, a diversidades contextuais? Porque o primeiro informe diz apenas da ordem régia de Laio comunicada a Jocasta, preceituando que outras mãos, que não as do casal real, obrassem a exposição assassina, ao passo que o segundo descortina já o modo singular porque Jocasta equacionou o cumprimento dessa ordem.

20 Eurípides, Fenícias, 22-27.

21 Da perfuração dos tornozelos dizem também, por broches pontudos, o relato de Apolodoro, Biblioteca, III.5.7, e por instrumento férreo, Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, IV.64.

22 Pausânias, Descrição da Grécia, X.5.

23 Apolodoro, Biblioteca, III.5.

24 FGrH, 16 F 10.

25 Escólias de Eurípides, Fenícias, v. 26 e v. 28; Higino, Fábulas, 66.

26 Édipo Rei 420-424: Que golfo, que montanha do Cítero a sinfonia de teus gritos não ecoará, quando saibas de tuas núpcias, porto inóspito ao fim de um navegar tranquilo?

27 Sófocles, Édipo Tirano, 114-5.

28 Silêncio informativo também pelos relatos fixados por Higino (Fábulas, 67), e Nicolau Damasceno (FGrH, 90 F 8). Já Pisandro (FGrH, 16 F 10) parece entender alguma razão de prestação cultual a Apolo.

29 Eurípides, Fenícias, 35-37. Assim igualmente Diodoro Sículo, História Universal, IV.64

30 Bremmer, Interpretations, p. 45.

31 O mitógrafo tardio registrou seu nome: Polifontes (Apolodoro, Biblioteca, III.5.7).

32 Sófocles, Édipo Tirano, 752-753. Confiram-se os comentários de Bollack, Oedipe Roi, p. 1087.

33 Sófocles, Édipo Tirano, 115.

34 Sófocles, Édipo Tirano, 756.

35 Sófocles, Édipo Tirano, 118.

36 Sófocles, Édipo Tirano, 122-123.

37 Sófocles, Édipo Tirano, 715-716.

38 Sófocles, Édipo Tirano, 130-131.

39 Sófocles, Édipo Tirano, 774-5.

40 Heródoto, Histórias, V.67; Pausânias, Descrição da Grécia, II.6.6.

41 Ateneu, Dipnosofistas, II.296b.

42 Escólia Eurípides, Fenícias, 28.

43 Mitógrafo Vaticano, II.230.

44 Apolodoro, Biblioteca, III.5.7.

45 Medusa, filha de Orsíloco, filho de Álfio: assim o informa o escoliasta de Sófocles (v. 775 do Édipo Tirano), apoiando-se em Ferecides.

46 Antíoquis, filha de Cálcon: variante também registrada pelos escoliasta de Sófocles, Édipo Tirano, v. 775.

47 Por união com Ctonofíle, filha de Sícion (Pausânias, Descrição da Grécia, II.6; confiram-se ainda: Ateneu, Dipnosofistas, II.296b e Nicolau Damasceno, FGrH, 90 F 8.

48 Escólia Eurípides, Fenícias 26.

49 Sófocles, Édipo Tirano, 1132-1140.e 1026-1029.

50 Sófocles, Édipo Tirano, 1117.

51 Sófocles, Édipo Tirano, 1135.

52 Sófocles, Édipo Tirano, 1136.

53 Sófocles, Édipo Tirano, 1032-1040; 1156-1157.

54 Sófocles, Édipo Tirano, 1142-1143.

55 Sófocles, Édipo Tirano, 1036 e 1033.

56 Para a definição de que os pai e mãe supostos pela pergunta de Édipo ao mensageiro-pastor coríntio são os autores da exposição da criança, portanto, Laio e Jocasta, confira-se a discussão argumentada por Bollack (Oedipe Roi, p. 664-8) em seus comentários, assim a concluindo: Decidindo expor, eles decidiram o nome que a expressa. É, portanto, bem a estes pais terríveis, que ele não conhece, a um ou a outro, que ele deve seu nome.

57 Sófocles, Édipo Tirano, 1021-1024.

58 Eurípides, Fenícias, 28-31. E, acresce o escoliasta ao verso 31, a esposa de Pólibo assim agiu porque, estéril, temia o repúdio de seu marido. Igualmente a Eurípides: Apolodoro,
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