A contribuição da informática educativa no processo de ensino e aprendizagem nas escolas da rede municipal de Dois Irmãos – rs



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A contribuição da informática educativa no processo de ensino e aprendizagem

nas escolas da rede municipal de Dois Irmãos – RS

Alessandra Girola*

Maria Bianca Henrich**

Rejani Butzen***

Tania Maria Tavella****

Resumo:

Este artigo, aborda dois temas bastante discutidos e em evidencia nos dias atuais: Informática Educativa e a dificuldade de aprendizagem. Neste enfoque, procuramos trabalhar a importância da utilização da informática educativa como um processo, a intervenção do professor de informática educativa na modernização da prática pedagógica do professor titular em relação a este processo e a experiência vivida na cidade de Dois Irmãos.

Palavras-Chave:

Informática educativa, dificuldade de aprendizagem.



Abstract:

* Universidade Feevale. Licenciatura em computação. Professora de informática Educativa das redes municipais de Dois Irmãos – RS. Curso de Especialização em Mídias na Educação CINTED/UFRGS (em andamento). (agirola@hotmail.com).

**Universidade Feevale. Licenciatura em computação. Professora de informática Educativa das redes municipais de Dois Irmãos e Morro Reuter – RS. Curso de Especialização em Mídias na Educação CINTED/UFRGS (em andamento). (mbiancah_inf@yahoo.com.br).

***Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Licenciatura em Pedagogia: Multimeios e Informática Educativa e Especialista em Psicopedagogia pela mesma universidade. Professora de Informática Educativa da rede municipal de Dois Irmãos – RS. Curso de Especialização em Mídias na Educação CINTED/UFRGS (em andamento). (rejanibutzen@yahoo.com.br).

****Universidade Feevale, Licenciatura em Computação, Professora de Informática Educativa da rede municipal de Dois Irmãos – RS. Pós graduação em Governança em TI (em andamento) e Curso de Especialização em Mídias na Educação CINTED/UFRGS (em andamento). (taniatavella@hotmail.com)


  1. INTRODUÇÃO

Com o decorrer dos anos, estudos sobre a informática educativa e as dificuldades de aprendizagem, estão se desenvolvendo e estabelecendo definições, as quais são muito importantes na influência de investigar e construir embasamentos, para ter um referencial sobre a visão da aprendizagem e com isto, auxiliar na construção do conhecimento no aspecto histórico e prático. É possível relacionar a informática educativa com o processo pedagógico de reconstrução, integração e expansão do eu cognoscente.

As práticas desenvolvidas são variadas e cada profissional desenvolve seu estilo próprio de intervenção, a partir de suas identificações teóricas, utilizando os recursos tecnológicos para ensinar e aprender. É importante ressaltar que a informática educativa proporciona a motivação, à qual, inicia e se mantém no processo de interação do indivíduo que aprende com o que ensina. A aprendizagem é um processo que é necessário criar um vínculo, para poder construir relações com a criança, pais, familiares e a escola.

Este trabalho ressalta a contribuição da informática educativa no processo de ensino e aprendizagem na rede municipal de Dois Irmãos, onde são realizados diversos trabalhos de auxílio às escolas e alunos. A rede educacional proporciona acesso para alunos e comunidade em diversas áreas como: inclusão digital, atendimento especializado, apoio pedagógico, dança, arte, etc, também proporciona alimentação, transporte escolar, extra classe, entre outros.

Todas as escolas da rede municipal têm laboratório de informática e professores especializados para trabalhar com a informática educativa. A informática educativa é um processo que permite ao profissional investigar, levantar hipóteses provisórias que serão ou não confirmadas ao longo do processo recorrendo para isso, a conhecimentos práticos e teóricos.

Este artigo ressalta as dificuldades de aprendizagem, o uso da informática educativa e as interfaces destes assuntos relacionando com a contribuição dos mesmos na rede de ensino municipal de Dois Irmãos e após, será finalizado com as considerações finais, que poderemos obter os resultados deste trabalho de forma clara e precisa.




  1. DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

A dificuldade de aprendizagem é usada como um termo geral, para se referir a um grupo de manifestações de dificuldades significativas, na aquisição e uso da escuta, fala leitura, escrita e raciocínio, as quais necessitam técnicas de educação especiais para a remediação. De acordo com Anderson (2005, p. 3): “A aprendizagem é o processo pelo qual modificações duradouras ocorrem no potencial comportamental como resultado da experiência”.

Dentro do processo de ensino aprendizagem podemos subdividi-lo em dois, sendo eles: A aprendizagem é complexa, envolvendo aspectos cognitivos, orgânicos, emocionais, sociais e culturais. Assim teremos desenvolvimento de aptidões e de conhecimentos, bem como da transferência destes para novas situações. Já o processo de aprendizagem é desencadeado a partir da motivação, estimulo e doação. O mesmo se dá no interior do sujeito, estando, intimamente ligado às relações de troca que o mesmo estabelece com o meio, principalmente, seus professores e colegas.

Todo processo, possibilita uma articulação das capacidades de agir intelectualmente e pensar produtivamente, neste contexto a informática vem para de estabelecer vínculos entre trabalho e educação e para a contextualização cada vez mais o conhecimento.  Essa observação aplica-se a qualquer educando porque, a aprendizagem ocorre na intimidade do sujeito, o processo de construção do conhecimento dá-se na diversidade e na qualidade das suas interações.

No processo de aprendizagem, é importante a capacidade de concentração do aluno, pois frente a uma determinada tarefa, é necessário o mínimo de atenção possível para o término da atividade proposta pelo professor. A criança e o adolescente que mantêm sua atenção focalizada são capazes de aprender tão bem quanto aos outros colegas, mesmo não se dedicando por muito tempo à tarefa, seu trabalho é satisfatório.

Mas em qualquer sala de aula, existe algum aluno com dificuldade de acompanhar a turma, pois, em certos momentos das suas vidas sofrem muito na vida escolar. Alguns já sofrem no primeiro dia de aula, outros iniciam bem a vida escolar, mas depois de algum tempo passam a ter problemas. Por exemplo: começam a tirar notas baixas, não são compreendidos pelo professor, ou não compreendem a matéria e se dispersam até com um mosquito.

Assim, acabam-se atribuindo rótulos como criança e adolescente problema, hiperativo, indisciplinado, desatento, entre outros. E os colegas acabam isolando-se deste colega, e estas dificuldades, acabam perturbando a interação da criança e adolescente com o mundo social e até mesmo com brinquedos e recursos tecnológicos. A maioria dos indivíduos, com dificuldades na aprendizagem, apresenta sintomas semelhantes como à desatenção, a impulsividade, entre outros.

Segundo Golbert e Moojen (1996, p. 81):
Atualmente se reconhece que, ao lado de um pequeno grupo de crianças que apresentam “transtornos específicos na aprendizagem escolar”, decorrentes de imaturidade e/ou disfunção psiconeurológica, existem muitas outras que apresentam manifestações pedagógicas semelhantes, conseqüentes de inúmeros outros fatores não necessariamente orgânicos.
É importante ressaltar as interfaces das questões pedagógicas relativas ao desenvolvimento, à família e ao meio social. Porém, é difícil conhecer cada um dos aspectos isoladamente, mas, é mais difícil considerar o seu conjunto com as interações necessárias. Conforme Bossa (2000, p. 106): “Muitas vezes, uma criança pode falar sobre os seus problemas porque não os conhece. A criança sofre, mas não sabe o que faz sofrer. Não conhece a causa de alguns comportamentos e sentimentos que a prejudicam.”.

Podemos perceber que os fatores hereditários condicionam o desenvolvimento intelectual, biológico e o de adaptação do meio. A interação para o seu desenvolvimento é muito importante, com a criança e adolescente com ou sem algum transtorno, pois, auxilia no próprio crescimento.

Os fatores familiares influenciam na aprendizagem do sujeito. Se a família tem uma estrutura estável, estimula, transmite segurança, pode favorecer o rendimento para aprender. Mas se há desajustes, instabilidade, necessidades afetivas tornam-se uma desintegração familiar, gerando várias reações no indivíduo como, por exemplo: situação de abandono, etc.

Sabe-se que é comum a existência de problemas emocionais junto com o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. E, os problemas de comportamento na escola podem ser consequência dos problemas emocionais que a criança trás de casa, porém, aparece durante sua aprendizagem.

Com isso, percebemos que os portadores de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, nas escolas, têm problemas de comportamento e não de notas, a não ser que apresentam outras dificuldades de aprendizagem como: dificuldade com a leitura, escrita e a matemática, que são exemplos comuns durante a aprendizagem escolar. É necessário que pais, professores e profissionais que lidam com crianças e adolescentes com problemas de aprendizagem, déficit de atenção, TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), reconheçam o método do sistema educacional e as razões dos alunos que tem elevada probabilidade de não atingir os propósitos das exigências de sala de aula.

Segundo Rohde, et al (2003), a literatura indica que os sintomas de hiperatividade diminuem na adolescência, restando de forma mais acentuada, os sintomas de desatenção e de impulsividade. Em sala de aula pode ser visto que nas aulas são desatentos, pois, estão pensando o que vão fazer depois, nos jogos, bate-papo com os amigos, entre outros.

Os portadores do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, não apresentam só coisas ruins, tem o lado positivo, os quais são vistos, pela criatividade, sucesso profissional, social, intuitivos, entre outros. Basta saber lidar com a situação, buscando alternativas claras e objetivas para o seu desempenho.

Conforme Cury, (2007 p.102) “O mestre dos mestres respeitam incondicionalmente o ser humano. Ele valoriza mais a pessoa que erra do que os erros cometidos”. É necessário compreender os problemas sociais, escolares e familiares que o sujeito apresenta e estar disposto para auxiliá-lo. Algumas dicas importantes é estabelecer prioridades, pensar antes de agir, usar o reforço positivo antes da punição, escolher cuidadosamente a escola, entre outros.

O professor tem papel fundamental no processo de aprendizagem e na saúde mental de seus alunos. O docente deve saber algumas dicas e estratégias também para o desenvolvimento do trabalho, como criar um caderno casa-escola-casa (isso para haver comunicação com os pais), regras de funcionamento em sala de aula, planejar e antecipar as atividades, aumentar e focalizar a atenção, entre outros.

O professor é o primeiro observador e a escola dá o primeiro parecer, observando e descrevendo tudo, detalhadamente, em relação às dificuldades de aprendizagem que o sujeito está apresentando. O segundo passo é o encontro com os pais e se necessário, avaliação com profissionais mais qualificados a respeito do assunto.

O acompanhamento especializado é muito importante para a aprendizagem do indivíduo. Estes poderão trocar ideias a respeito do seu aprendizado, criar métodos para aprendizagem de forma construtiva para o seu desenvolvimento. Na relação professor-aluno, o docente deve se comprometer no trabalho com o educando com problemas de aprendizagem e o luto, disponibilizando tempo, energia e esforço extra para dar apoio, propondo mudanças e acomodações necessárias para auxiliar nas dificuldades de aprendizagem.

Conforme Ferraz (2003), a grande importância do estudo e da compreensão dos transtornos que interferem no processo escolar, reside no fato de a escola ser um lugar de transmissão de conhecimentos e valores, assim como a família e a sociedade, a escola é um meio de mediação da cultura e de formação da personalidade social do indivíduo em desenvolvimento. E, um sujeito com dificuldade de aprendizagem terá acesso limitado e comprometido pelas vivências e sequelas emocionais advindas deste insucesso.

Conforme Zabala (1998, p.96) “Dificilmente pode se produzir uma aprendizagem profunda se não existe uma percepção das razões que a justificam, além da necessidade de superação de alguns exames... é preciso provocar o interesse e que este exige atenção para que ao longo do processo de aprendizagem não de dilua.” Com este proposito o trabalho deverá ser investigado as dificuldades e assim termos sucesso no trabalho realizado.

Para realizar um trabalho bem sucedido, com os sujeitos que apresentam problemas devido à desatenção e as dificuldades de aprendizagem é necessário chamar e prender a atenção, através do uso de novidades e incentivos, como o uso do computador, recursos tecnológicos, entre outros. Deve haver também, manejo da classe, sendo clara a comunicação, as regras e consequências em exposição, organização e hábitos de estudo.

Segundo Mattos (2003, p. 108): “É natural querermos ser tão iguais aos outros quanto possível, mas um tratamento diferenciado terá, certamente, efeitos sociais menos danosos do que não se fazer nada”. Para ajudar as pessoas, em especial as portadoras de problema de aprendizagem, déficit de atenção e TDAH, precisa ser feito um trabalho diferenciado, auxiliando nas suas dificuldades e principalmente na aprendizagem.

Para aprender passa pelo processo que força a operação cognitiva no sujeito introduzindo sobre si mesmo. As práticas educativas deveriam criar estratégias a partir das complexidades, auxiliar o sujeito reduzindo à condição de problemas e apresentar a melhor forma de solucioná-los.

A aprendizagem requer equilíbrio fisiológico e emocional para desenvolver um trabalho que obtenha fatores para o sucesso e o bom desempenho escolar. É importante ressaltar que os recursos tecnológicos proporcionam a motivação, à qual, inicia e se mantém no processo de interação do indivíduo que aprende com o que ensina. A aprendizagem é um processo que é necessário criar um vínculo, para poder construir relações com a criança, pais, familiares e a escola.


  1. O USO DA INFORMÁTICA EDUCATIVA

A inserção da informática educativa no processo de ensino-aprendizagem dos conteúdos curriculares de todos os níveis e modalidades da educação são desenvolvidas por intermédio do computador. A informática educativa vai muito além de ensinar o aluno sobre competências computacionais. Podemos dizer que não basta ter conhecimento técnico e conhecer a fundo os componentes do computador, ou saber programar com diversas linguagens, mas que devem ser levadas em consideração às diversas formas de ensinar e aprender neste processo. O mais importante e necessário é ter consciência das implicações sociais do computador na sociedade.

As escolas, principalmente da rede municipal de Dois Irmãos vêm adotando cada vez mais o uso de computadores, como recurso e auxílio no processo de ensino e aprendizagem, assim, na prática atingindo objetivos, ensinando os alunos a trabalhar com um sistema operacional, alguns aplicativos e adquirindo novas formas de ensino e aprendizagem.

O uso da informática educativa numa instituição educacional significa o desenvolvimento do conteúdo de disciplinas curriculares por intermédio do computador. Este processo não depende diretamente de recursos físicos e sim de um processo de conscientização por parte dos alunos, direção e, principalmente, dos professores. É preciso entender a função dos professores das disciplinas e do professor especialista em informática. O professor da disciplina (seja ela qual for) não deve substituir seus métodos e estratégias de ensino/aprendizagem e sim enriquecê-los com as novas possibilidades.

Também devemos ter plena consciência da importância da constante atualização, tanto do professor da disciplina/currículo como do professor do laboratório. Esta atualização reflete o bom andamento do trabalho realizado e evita que o laboratório seja apenas utilizado como “Lan house”.

É papel do professor de informática desenvolver as atividades de uso de computador nas disciplinas e resolver as dificuldades que a inserção do computador na disciplina normalmente acarreta como a alteração do esquema de aulas. Consideramos que a parceria entre educadores, e um trabalho bem feito exige o trabalho em equipe.



O conhecimento das etapas do processo de alfabetização é necessário aos profissionais envolvidos, tornando-se possível detectar as necessidades educacionais e o processo cognitivo de cada aluno, favorecendo a compatibilidade do objeto de aprendizagem em cada etapa da alfabetização. Contudo, são necessários testes da interface, principalmente quando se trata de alunos com necessidades especiais distintas. Muitas vezes, são necessários ajustes distintos para adequar recursos, softwares e aplicativos de aprendizagem às necessidades. Lembrando que a participação do professor regente de turma é fundamental para um trabalho mais elaborado.

Conforme experiências no laboratório de informática, podemos perceber alguns pontos na aplicação de atividades com crianças e adolescentes que apresentam necessidades educacionais especiais:

  • Atividades que possuem um tempo determinado para serem resolvidas não são indicadas, uma vez que, o tempo limita o processo mental do aluno para a realização da tarefa, com isso o aluno é induzido a responder sem pensar;

  • As atividades devem ter interface amigável e permitir que qualquer erro realizado pelo aluno, seja reversível, desenvolvendo a segurança na criança durante o processo de alfabetização e considera-se importante se ela recebe um “feedback”, um retorno se errou ou um estímulo se ela acertou;

  • O aplicativo deve estar apropriado de uma linguagem compatível com a criança, para facilitar a compreensão do que está sendo ensinado;

  • As tarefas devem ser variadas, para que o aprendizado torne-se dinâmico sem a necessidade de memorizar informações de uma tela para a outra;

  • É pertinente tornar a aprendizagem lúdica com o uso de cores, imagens, associações, sons, ilustrações entre outros recursos;

  • A acessibilidade também é um ponto importante na utilização de recursos que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de alunos com deficiência, sendo esta, motora, visual, auditiva, cognitiva.

Dentre os diversos materiais pedagógicos que podem ser utilizados com alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem, uma tendência crescente para o desenvolvimento e a utilização de materiais pedagógicos digitais, são ferramentas geralmente instrucionais apresentadas através das mídias: textos, vídeos, filmes, animações.

  1. INTERFACES ENTRE A INFORMÁTICA EDUCATIVA, AS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM E A REDE DE ENSINO MUNICIPAL DE DOIS IRMÃOS.

Num tempo onde as pessoas estão tão conectadas, seja por telefone, celulares, televisão, e tantas outras mídias, os computadores ainda geram impacto sobre a Educação, mesmo sendo capazes de criar novas formas de aprendizado, disseminando novos conhecimentos além de estar mudando as tradicionais formas de aprender e de ensinar, há quem resista a seu uso efetivo na prática docente.

Os computadores talvez sejam vistos como algo estranho para muitos professores que são considerados imigrantes digitais. Eles não fizeram parte de sua infância e nem da sua formação e, portanto estes optam por ignorá-los e como as inovações na educação costumam ser adotadas em ritmo muito lento este recurso também segue esta mesma trajetória.
Porém alguns professores estão se desacomodando. Cada vez mais marcados pelas tecnologias possuem seus computadores pessoais acessando a Internet. Trabalhar com tecnologias no ensino exige do professor um conhecimento além daquele simples de usuário. Esse conhecimento específico é necessário para preparar materiais didáticos, experimentar variações em suas aulas.

Cabe à escola oportunizar a criança se conhecer como indivíduo, perceber-se e descobrir suas capacidades, potencialidades, necessidades e limitações, de forma a desenvolver sua auto-estima e interação social, o que faz o trabalho realizado no Laboratório de Informática vir ao encontro deste objetivo.

Muitas vezes num simples bate-papo e interação com colegas pode ser vencido barreiras não atingíveis pelo professor conforme afirma Cury (2007, p.48) ·.
“... várias pessoas disfarçam sua verdadeira identidade, quem são o que realmente pensam suas verdadeiras intenções. Conversam muito, mas se calam sobre si mesmos. Outras entretanto, mais sensíveis, sinceras, e, às vezes, mais carentes, revelam seus sentimentos sem barreiras e criam fortes vínculos com quem está do outro lado da tela”
Assim, o Laboratório de Informática, enquanto espaço de construção, de aprendizagem e formação de cidadãos precisa estimular a apropriação desta tecnologia, ou seja, o uso do computador, da Internet e de outros recursos das mídias digitais, integrando e aliando-a pedagogicamente, como ferramenta de pesquisa, ensino e aprendizagem.

Para haver avanços na aprendizagem é preciso que a interação entre aluno e professor, aluno e aluno ocorra paralelamente às atividades desenvolvidas, pois assim garantirá que na troca esta aprendizagem se torne conhecimento construído, visto que, em muitas realidades escolares, é o único espaço onde o aluno é percebido como sujeito autor de seu conhecimento, com um adulto direcionando-o para esta construção, que conforme Freire (1996, p. 41) é [...] uma das tarefas mais importantes da prática educativo-crítica é proporcionar as condições em que os educandos em suas relações uns com os outros e todos com o professor ou professora ensaiam a experiência profunda de assumir-se.

Desenvolver um conjunto de atividades didático-pedagógicas em ambientes virtuais, como usar softwares de apresentação, buscar informações, baixar vídeos, fotografias, construir suas home pages e se comunicar virtualmente com seus alunos. O que se torna uma experiência muito agradável, tanto para professores quanto para alunos. O professor poderá utilizar o computador como fonte de aprendizagem e ferramenta de apoio para desenvolver habilidades e competências.

É preciso, também, que se compreenda que o computador, na escola, é mais uma estratégia para auxiliar o aluno a desenvolver suas potencialidades, pode servir como uma ferramenta problematizadora, criar desafios, que permitirá melhorar tanto as competências escritas, quanto a qualidade de apresentação das produções e a quantidade de esforços para melhorar seus textos apontando para uma dimensão pedagógica na aprendizagem.



CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conforme nossas vivências, experiências vão se constituindo, os momentos de aprendizagem que é desde o nascimento até a morte, e com as perdas também transformaram em oportunidades de aprender. Isto se refere à forma de equilíbrio a qual o sujeito lida com a realidade, tentando compreender, organizar seus pensamentos e conhecimentos. Cada faixa etária tem seu tempo de raciocínio para assimilar e acomodar as novas informações.

É importante ressaltar as interfaces das questões pedagógicas relativas ao desenvolvimento, à família e ao meio social. Porém, é difícil conhecer cada um dos aspectos isoladamente, mais difícil é considerar o seu conjunto com as interações necessárias.

Segundo Bossa (2000 p. 106): “Muitas vezes, uma criança pode falar sobre os seus problemas porque não os conhece. A criança sofre, mas não sabe o que a faz sofrer. Não conhece a causa de alguns comportamentos e sentimentos que a prejudicam.”.

A dificuldade de aprendizagem é usada como um termo geral, para se referir a um grupo de manifestações de dificuldades significativas, na aquisição e uso da escuta, fala leitura, escrita e raciocínio, as quais necessitam técnicas de educação especiais para a remediação. Uma vez determinado o problema através do diagnóstico, fazem necessário um trabalho multidisciplinar com os pais, professores, profissionais especializados que devem fazer um planejamento quanto às estratégias e intervenções que serão implementadas para o atendimento desse sujeito, como por exemplo; modificar o ambiente, adaptar o currículo, flexibilizar na realização e apresentação de tarefas, entre outros.

O uso da informática educativa é muito importante, sendo que o sujeito pode trocar idéias a respeito do seu aprendizado, criar métodos para aprendizagem de forma construtiva para o seu desenvolvimento. Na relação professor-aluno, o docente deve se comprometer no trabalho com o educando com os problemas de aprendizagem, disponibilizando tempo, energia e esforço extra para dar apoio, propondo mudanças e acomodações necessárias para auxiliar nas dificuldades de aprendizagem.

Para realizar um trabalho bem sucedido, com os sujeitos que apresentam problemas devido às dificuldades de aprendizagem é necessário chamar e prender a atenção, através do uso de novidades e incentivo, como sessões lúdicas, hora do jogo, computador, internet, recursos tecnológicos, entre outros. Deve haver manejo da classe, sendo clara a comunicação, as regras e conseqüências em exposição, organização e hábitos de estudo.

As práticas educativas deveriam criar estratégias a partir das complexidades e auxiliar o sujeito reduzindo à condição de problemas e apresentar a melhor forma de solucioná-los.

A atenção é muito importante no nosso dia-a-dia, enfim em tudo que fizemos, pois precisamos de atenção para poder ouvir, observar, interpretar, entre outros e a dificuldade de atenção é uma queixa comum e relevante que precisamos investigar e criar alternativas para minimizar o sintoma.

O uso da informática educativa e de recursos tecnológicos é muito importante no processo de aprendizagem do indivíduo. E faz parte do processo de construção tanto teórico como a parte prática, para dar sustentação ao conhecimento e aprendizado.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDERSON, John R. Aprendizagem e memória: uma abordagem integrada. 2. ed. Rio de Janeiro: LCT Editora, 2005.

BOSSA, Nadia A. Dificuldades de Aprendizagem: O que são? Como Trata-las? Porto Alegre, Artes Médicas Sul, 2000.

CURY, Augusto. Filhos brilhantes, alunos fascinantes. São Paulo, Editora Planeta do Brasil, 2007.

FERRAZ, Patrícia Gouveia. Transtorno de escolaridade. In: ASSUMPÇÃO JUNIOR, F. B.. Tratado de psiquiatria da infância e adolescência. São Paulo: Atheneu, 2003, p. 287-295.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

GOLBERT, Clarissa S.; MOOJEN, Sônia M. P.. Dificuldades na aprendizagem escolar. In: SUKIENNIK, Paulo Berél (Org.). O aluno problema. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1996, p. 79-110.

MATTOS, Paulo. No mundo da lua: perguntas e respostas sobre transtornos do déficit de atenção e hiperatividade em crianças, adolescentes e adultos. São Paulo: Lemos, 2003.

ROHDE, Luís Augusto P. et al. Princípios e práticas em transtorno de déficit de atenção/hiperatividade. Porto Alegre: Artmed, 2003.



ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Trad. Ernani F. da Rosa. Porto Alegre, Artmed, 1998.


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